Ex-técnico da seleção brasileira fala sobre o fiasco do triathlon no Pan

Redação Webrun | Triathlon · 13 jul, 2015

Marcos Paulo Reis já foi treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Atenas e Sidney, além do Pan de Winnipeg e Mar Del Plata, época em que o país tinha atletas que brigavam pelos primeiros lugares do pódio. Hoje, porém, a realidade é outra com o fiasco nos Jogos Pan Americanos de Toronto (CAN) já que foi a primeira vez que saímos sem medalhas.

Para o treinador, a falta de interesse dos jovens pela modalidade reflete esse resultado. “O Ironman, por exemplo, gera mais interesse dessa nova geração por ser mais atrativo financeiramente e por gerar mais mídia”, afirma. Segundo Marcos Paulo, alguns nomes como Guilherme Manochio e Igor Amorelli poderiam estar ao lado de Reinaldo Colucci, o principal nome do Brasil hoje.

O paranaense se recupera de uma cirurgia no Tendão de Aquiles realizada em novembro do ano passado e amargurou a 21ª posição na prova canadense. “Acho que ele chegou fora de forma, se não teria condições de brigar lá na frente. Ele certamente chegará forte para a Olimpíada”, opina o proprietário da assessoria esportiva MPR.

Marcos Paulo acredita no projeto da Confederação Brasileira de Triathlon que tem em sua seleção permanente além de Colucci, Diogo Sclebin (melhor brasileiro no Pan em 15º lugar) e Danilo Pimentel (22º). “Em minha opinião estamos mais preocupados em classificar nossos atletas para a Olimpíada do que prepará-los para a competição em si. Então eles se focam em fazer os pontos para largar”. Para o treinador, uma ideia seria distribuir a vaga para algum atleta expoente. “Não digo que hoje exista alguém muito melhor do que os que estão aí, mas acho que após definido nome da primeira vaga olímpica, a segunda poderia estar mais perto de algum talento de destaque no momento”.

Colucci e Sclebin chegaram a andar com os líderes. Foto: Rich Cruse/ Triathlon.org Colucci e Sclebin chegaram a andar com os líderes. Foto: Rich Cruse/ Triathlon.org

Em seu perfil no Facebook, Colucci afirma que realizar a cirurgia em novembro realmente comprometeria seu desempenho em Toronto, mas que o foco está nas Olimpíadas do Rio. “O resultado não foi a tão sonhada medalha, porém a felicidade de cruzar a linha de chegada foi também muito grande . (…) Em Janeiro desse ano eu ainda estava me recuperando de uma cirurgia e nem podia apoiar meu pé direito no chão sem o auxilio das muletas”.

Diogo também usou a rede social para comentar seu desempenho. “No Pan de Guadalajara em 2011 eu fui 5º; hoje me sentindo muito mais apto para uma medalha fui 15º. Isso é o esporte, isso é triathlon, só me resta treinar e esperar a próxima oportunidade daqui a quatro anos”. Já Pâmella Oliveira, que terminou na 10ª colocação, também usou o Facebook para dizer que esperava mais. “Sem lamentações e vamos dar continuidade nos treinamentos, porque em menos de um mês estamos no Rio de Janeiro para a prova ‘teste’ do Rio 2016”. O Brasil ainda foi representado por Luisa Baptista (17ª) e Beatriz Neres (18ª).

Masculino
1 Crisanto Grajales (MEX) 1h48min58
2 Kevin Mcdowell (EUA) 1h48min59
3 Irving Perez (MEX) – 1h49min05
15º – Diogo Sclebin (BRA) 1h50min24
21º – Reinaldo Colucci (BRA) 1h51min24
22º – Danilo Pimentel (BRA) 1h51min52

Feminino1 Barbara Riveros (CHI) 1h57min18
2 Paola Diaz (MEX) 1h57min48
3 Flora Duffy (BER) 1h57min56
10ª Pamella Oliveira (BRA) 2h00min05
17ª – Luisa Baptista (BRA) 2h05min33
18ª Beatriz Neres 2h05min34

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

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