Atualizado em 24/12, às 11:09
Noites mal dormidas e o mal estar no dia seguinte são fenômenos mais do que naturais da ansiedade. E quem nunca sentiu isso? Tantos os atletas amadores, quanto os profissionais, principalmente antes de provas, não conseguem ter o descanso ideal capaz de recuperar as energias por completo.
Medo de perder a hora também gera ansiedade. Foto: Gina Sanders/ FotoliaAntes de qualquer prova ou prática de atividade física é necessário que o sono seja de qualidade, isso faz com que o cansaço não se torne um obstáculo . A falta de energia interfere no rendimento e na prática de exercícios. Para não sofrer com esse problema, o ideal é programar o sono antes das corridas.
A reposição de energia é feita por meio dos sonos profundos. Chamamos de REM (Movimento rápido dos olhos, em inglês), esses estágios são curtos períodos em que a recuperação é completa. Depois a pessoa volta ao sono superficial, explica Diego Leite de Barros, colunista do Webrun e professor da assessoria esportiva DLB.
Outra observação importante apontada por Barros é o ato de cada indivíduo possuir uma diferente carga horária para recuperação. Em média, o organismo necessita de aproximadamente oito horas. Porém, não é somente o período de tempo com os olhos fechados que tem influência na renovação das energias. A qualidade do sono também é importante. Por exemplo, acordar diversas vezes durante a noite ou dormir por muitas horas não é sinal de descanso. Curtos cochilos durante o dia também não ajudam na reposição energética.
Usando aditivos – Então como fazer para conseguir manter a mente e o corpo despertos depois de uma noite ruim de sono? Segundo o professor, não há alternativa se não o próprio sono de qualidade. Não é aconselhável a automedicação e nem o consumo inapropriado de bebidas energéticas. A cafeína e a taurina são elementos em que o corpo adquire ‘impulso’ para realizar as atividades. Mas isto não garante a recuperação, completa Diego.
Ansiedade para trás– E não são só os amadores que sofrem com a ansiedade antes de uma prova. Atletas de elite também são pegos por essa sensação. Conceição de Oliveira, segunda colocada no ranking Caixa/ CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de Corrida de Rua também sentia o famoso “frio na barriga” antes de competir.
O que mais sinto é ansiedade, medo de perder a hora e a cobrança que tenho comigo mesma. Muitas vezes em provas não conseguia atingir o que gostaria por conta destes detalhes, mas com o tempo fui me soltando e acabei me adaptando, comenta Conceição.
Este texto foi escrito por: Ana Gandolfo