
A arena da prova foi montada no Pontão do Lago Sul (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Direto de Brasília (DF) – Quem acompanhou a chegada da elite masculina no Ironman Brasil 70.3 presenciou uma cena curiosa no último domingo (25/08) em Brasília. O francês Jérémy Jurkiewicz tinha como certa a vitória ao apontar no funil como primeiro colocado, mas antes de cruzar a faixa parou para cumprimentar o público e quase perdeu o posto para o brasileiro Igor Amorelli, que ao ver a cena fez questão de parar e aguardar o colega passar pelo pórtico.
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A atitude nobre rendeu muitos aplausos do público e da imprensa que acompanhava o evento e emocionou o brasileiro. “Eu realmente não tinha visto que ele ainda não tinha cruzado a linha e chegada e quando percebi resolvi tirar o pé”, relata Igor. “Não seria justo e ético da minha parte vencer dessa forma. Dei tudo de mim, o calor realmente atrapalhou um pouco, mas ele está de parabéns pela vitória”, conta com lágrima nos olhos.
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| Igor Amorelli foi ético com o colega. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Já Jérémy, que se assustou com a chegada do brasileiro, afirma fez uma prova de superação, pois se recuperou de uma lesão há pouco tempo e quase teve sua participação ameaçada em Brasília. “Eu voltei a correr há apenas um mês e não estava 100%. Então tive que compensar bastante na natação e corrida para tentar ser o mais rápido e deu certo”, relata o francês que veio pela primeira vez ao Brasil.
Mulheres – Na disputa feminina a americana Amanda Stevens repetiu o feito do Ironman Brasil em Floripa e foi implacável durante toda a prova. Ela saiu da água junto com a elite masculina e continuou a fazer força ininterruptamente na bike e na corrida para garantir o primeiro lugar. “Fiquei muito feliz de poder voltar ao Brasil. Em Brasília o percurso é mais rápido, então tive que forçar o tempo para garantir a vitória. Também estava muito calor e muito vento no trecho inicial de ciclismo, mas depois pegamos um vento de cauda e melhorou”.
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| Amanda Stevens foi mais uma vez implacável. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
A segunda colocada foi Carolina Furriela, que estreou na distância e chegou muito emocionada. “Eu nadei muito bem, pedalei como nunca e fui administrando na corrida. Tive muita dor de barriga na última volta, mas consegui lidar bem com isso para fazer uma prova excelente”. Ela conta ainda que o tempo todo se sentiu muito bem preparada. “Minha alimentação e hidratação foram certinhas”, relata a brasileira que a partir de agora volta a se dedicar à distância olímpica de olho na Olimpíada de 2016. “Ainda é cedo para pensar no Ironman completo, então vou me dedicar às provas da ITU”.
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| Carol estreou com chave de ouro na distância. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Passado e futuro – O Ironman Brasil 70.3 teve duas edições em Brasília, em 2006 e 2007, que foram marcadas por alguns problemas como a falta de apoio do policiamento e do departamento de trânsito. Com uma segunda chance nas mãos do diretor técnico Sergio Tostes, a prova tem tudo para se firmar novamente na Capital Federal, segundo Carlos Galvão, diretor geral do Grupo Latin.
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| O percurso dessa edição foi todo repaginado. Foto: Alexandre koda/ Webrun |
“É um novo evento, totalmente repaginado, com percursos diferentes do daquela época. Acho que essa formatação se provou infinitamente melhor do que a que tínhamos naquela época”, analisa o dirigente. “Arrisco dizer que fechamos com chave de ouro e a partir de agora começamos a pensar no ano que vem”, completa. Em 2014 serão dois Ironman e dois 70.3, em cidades ainda não divulgadas, mas Brasília certamente está no páreo. “Estamos sem dúvidas abertos para que a cidade se aperfeiçoe e possa sediar o evento maior”, finaliza Galvão.
O diretor técnico, Sérgio, se diz contente com o resultado final. “Essa foi a melhor edição com mudanças feitas para melhor. Não temos praia, mas corremos ao lado do Lago Paranoá o tempo todo, em ciclovias, sem a necessidade de fechar ruas. Agora ficamos no aguardo das autoridades apoiarem mais”.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda



