
A Night Run reserva suas surpresas (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
O Xterra desembarca em Mangaratiba, região da Costa Verde (RJ) nesse fim de semana (10 e 11/08) com provas de triathlon, endurance (50 km) e night run (9 e 18 km). Acompanhe a seguir algumas dicas de Luzia Bello, Rosalia Guarisch, e Carlos Magno, profissionais das respectivas modalidades.
Triathlon – Acostumada às provas de trail, Luzia venceu os 1,5 quilômetro de corrida, 22,5 de bike e nove de corrida ano passado e afirma que o XTerra é uma disputa onde os pequenos detalhes fazem diferença. Um exemplo é a passagem pelo sumidouro, um poço de lama que os atletas precisam atravessar se não quiserem percorrer uma quilometragem maior.
“Eu aconselho a tirar o tênis. Você pode até perder alguns segundos, mas se o calçado soltar do pé, você vai demorar muito mais tempo para encontrá-lo”. Ela ressalta, porém, que se a decisão for atravessar com o tênis, ele deve estar muito bem amarrado.
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| No sumidouro o ideal é atravessar sem o tênis. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Já na travessia do rio com a bike, a recomendação vai de acordo com o nível de experiência de cada um com o equipamento. “Se você é mais experiente passe pedalando com uma marcha mais leve”. Mas há aqueles que preferem empurrar a magrela para evitar quedas, lembra a triatleta.
“Em resumo, minhas dicas são para perder um pouco mais de tempo nos trechos técnicos para não arriscar uma quebra. Curta a prova e o local que são maravilhosos”, encerra a santista que faz aniversário no sábado.
Endurance – Rosalia Guarich dispensa apresentações. A blogueira, autora do Vai Correndo, já disputou e venceu diversas provas de longa distância em trilhas, inclusive algumas etapas do XTerra. As dicas da carioca começam no pré-prova.
“Não deixe de ler a lista de equipamentos obrigatórios e leve o atestado médico junto com o termo de compromisso. A prova acontece num local distante da cidade, então é importante chegar prevenido”. Rosalia ainda faz um alerta: não teste equipamentos no dia da prova, use apenas material que já tenha sido testado em treinos.
Já sobre a hidratação, como são apenas dois postos ao longo do percurso, procure sempre encher seus compartimentos de água. “Eu eu gosto de correr com mochila que tem duas garrafinhas ao invés do bladder. Acho mais fácil esse processo de abastecimento e controle da quantidade de água”, indica.
O percurso, segundo Rosalia, é bem interessante e desafiador. “Vamos passar por trechos planos rápidos durante o dia, logo no início. Se o dia estiver ensolarado, tenha certeza que vai estar quente nos primeiros dez quilômetros”. Em seguida chega a mudança de altimetria. “Corremos em uma mistura de grama e barro, sempre subindo ou descendo. Ao final da prova estaremos de volta ao asfalto e, para muitos, já de noite”. Justamente por correr em trechos à noite, ter uma boa lanterna de cabeça na mochila será de grande valia.
Apesar da meteorologia prever sol e calor, São Pedro sempre pode surpreender os atletas. “Como em todas as provas de trail, tudo pode mudar de acordo com o clima. Por isso gosto de usar tênis como o single track ou double track, que dão mais segurança nos trechos de descida”.
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| Ao passar pelo rio pedalando, use marchas leves. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Night Run – Carlos Magno Cruz também é figurinha carimbada das corridas de montanha. Com provas como o Cruce de Los Andes na bagagem, ele passa aos novatos um pouco de sua experiência.
“As provas da Night Run são rápidas, porém difíceis por serem disputadas à noite e em meio à trilhas e montanhas. Alguns cuidados são importantes, como um bom aquecimento antes da largada mesmo se as temperaturas estiverem agradáveis”.
Durante o percurso, Magno recomenda não forçar o ritmo logo de cara. “Siga numa pegada onde possa atingir 75% da sua performance até as partes mais técnicas que exigirão os outros 25”. Já em relação aos equipamentos, a lanterna não é o único item essencial. “A visibilidade é primordial, assim como o tênis apropriado e roupas confortáveis.
Por fim, a hidratação e alimentação devem ser pontos de atenção. “Nossas baterias não podem estar menos que 100%”, finaliza.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

