Ritual de triatleta consome cerca de uma hora antes da prova

Redação Webrun | Triathlon · 24 jun, 2013

Antes de começar a natação  Jansen precisa dedicar cerca de uma hora para montar sua bike (foto: Renato Aranda/ webrun.com.br)
Antes de começar a natação Jansen precisa dedicar cerca de uma hora para montar sua bike (foto: Renato Aranda/ webrun.com.br)

Já havia se passado mais de uma hora desde que o sul-mato-grossense Daniel Jansen tinha cruzado a linha de chegada da terceira etapa do Troféu Brasil de Triathlon. Competidor da categoria short (750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida), Jansen era um dos poucos triatletas de sua prova ainda na área de transição.

Enquanto os comissários de prova, staff, fotógrafos e jornalistas se aglomeravam perto dos racks dos atletas de elite, o sul-mato-grossense parecia estar alheio aos movimentos, tensão e gritos de incentivos que o cercava.

Concentrado e focado, mas com um semblante sereno, o personal trainer se preocupava com a precisão e o detalhe. A velocidade e o esforço físico agora estavam longe de sua realidade. Afinal, seu instrumento mais rápido, sua bicicleta, não estava mais em condições nem de sustentar o próprio peso do triatleta.

Já sem as rodas e o guidão, o quadro da Giant Trinity C1 de Jansen estava pronto para voltar para Campo Grande. Envolta em placas de espuma e fios de algodão, a peça da bicicleta não se assemelhava muito ao que ela já fora horas antes.

Ritual repetitivo– Para conseguir deixar sua bike naquele estado, o triatleta já tinha dedicado mais de trinta minutos de movimentos precisos e sincronizados, que mais pareciam terem sido ensaiados. “Eu monto e desmonto a bike mais de vinte vezes no ano. E pra mim é como um ritual mesmo. Gosto de fazer com calma, além de precisar ter cuidado”, afirma.

Daniel Jansen tem de montar e desmontar sua bicicleta mais de 20 vezes ao ano para correr o Troféu Brasil - Foto: Renato Aranda/ webrun.com.br
Daniel Jansen tem de montar e desmontar sua bicicleta mais de 20 vezes ao ano para correr o Troféu Brasil – Foto: Renato Aranda/ webrun.com.br

A atenção que Jansen dedica à desmontagem de sua Giant é tão grande que ele prefere parar o processo e só assim conversar, ou voltar seus olhos para algum outro lugar. “Prefiro parar um pouco e depois continuar. Na última etapa eu me esqueci de apertar direito um parafuso da mesa (peça que compõe o guidão) e tive problemas durante o pedal”, relembra o personal trainer.

O ritual de Jansen normalmente dura cerca de uma hora, o que significa chegar ainda mais cedo para o bike check-in para ter certeza que tudo estará em pleno funcionamento para a prova. “Em Campo Grande eu mando a bicicleta para revisão, assim, pelo menos, ela já ganha uma geral”, conclui.

Este texto foi escrito por: Renato Aranda

Redação Webrun

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