
Ariane sabe que o caminho para os bons resultados é árduo (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Ariane Monticeli foi a sexta colocada e melhor brasileira no Ironman Brasil 2013, prova disputada no último domingo (26). Muito emocionada na chegada, ela lembra que o suporte do público fez toda a diferença para que ela superasse todas as dificuldades e seguisse em frente rumo à linha de chegada.
“Senti muita dor no joelho quando saí para correr e não tive um minuto de alívio. Tinha muita gente gritando ao longo de todo o percurso. Passei uma chilena que havia me ultrapassado e, quando me disseram que tinha outra menina a 200 metros, apertei ainda mais o passo”, conta Ariane. Ainda segundo a triatleta, alguns amigos que a encontraram nos quilômetros finais começaram a incentivá-la. “Não acreditei que estava sprintando no Iron! O Marcus Ornelas quase me matou de tanto que me fez correr”, brinca.
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Ela assume que não é uma boa nadadora, mas dessa vez ficou contente de ter feito uma ótima natação, inclusive tendo saído da água junto com a campeã, Amanda Stevens. “Por incrível que pareça fiz uma boa natação e saí na frente de várias meninas”, conta. “Eu não pedalei tudo o que podia, mesmo tendo treinado muito. Quando saí pra correr vomitei demais, talvez por algo que comi ou por ter engolido muita água do mar”.
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| Ariane se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
O resultado de tanto esforço e dedicação resultou na sexta colocação entre as mulheres, com o tempo de 9h26min53. “Fiquei feliz pelo resultado, mas esperava uma colocação melhor”, confessa. “Problemas à parte, o nível das estrangeiras é muito forte e realmente é outro nível”. A primeira colocada, Amanda, marcou 9h05min53, a segunda (Sara Gross) fez 9h08min41 e ambas correram abaixo do antigo recorde do percurso.
“O nosso caminho é muito longo e árduo, até porque dizem que o ápice para quem faz Ironman chega por volta dos 33 anos e eu ainda tenho 30. Patrocínio no Brasil é complicado, mas eu quero me manter no esporte e fazer disso a minha vida”, desabafa a ex-comissária de bordo, que há um ano e meio se dedica exclusivamente aos treinos e competições.
“Já cheguei até aqui, sou grata a todos que sempre me apoiaram e vou continuar em frente no triathlon acreditando no meu sonho”, conclui.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda
