
Bárbara Buenahora foi a campeã com a marca de 9:33:21 (foto: Fernando Fragoso)
O melhor triathleta em atividade no Brasil, o argentino Oscar Galindez, venceu ontem, dia 24, em Florianópolis (SC), o Ironman Brasil Telecom, e assim garantiu sua participação no Mundial de Ironman no próximo mês de outubro no Havaí.
Galindez, atleta apoiado pelo WebRun, completou os 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42.195 metros de corrida com o tempo de 8:16:10 melhorando sua marca na distância em quase 13 minutos.
Oscar Galindez fez uma boa natação (53:04), mas a vitória foi garantida nas duas etapas posteriores, quando pedalou e correu mais rápido do que todos. No ciclismo marcou o tempo de 4:31:52 vinte minutos mais rápido do que seu adversário mais próximo – o colombiano Ricardo Gaderno (4:51:08). A maratona foi completada com a marca de 2:51:16, novamente a melhor marca do dia.
Achei incrível. Fiz uma natação muito boa, apesar de ter sido atrapalhado pelo barco da imprensa. Eu bati no barco e tive câimbras na panturrilha. Depois no ciclismo dei um gás no final e não senti dor alguma. Na corrida, fui sozinho o tempo todo, contou. Agora falta evoluir no Havaí. Lá é jogo duro, mas é meu grande sonho. Comecei no triathlon por causa desta prova. São 18 anos pensando nela, acrescentou Oscar, que também tem o patrocínio da Reebok, PowerBar, Timex e Oakley.
O vice campeão foi o alemão Olaf Sabatschus com a marca de 8:22:06, seguido pelo argentino Eduardo Sturla, na terceira posição com 8:23:00s.
No feminino Bárbara Buenahora foi a campeã com a marca de 9:33:21. A vice-campeã foi a brasileira Fernanda Keller com o tempo de 9:34:56 garantindo sua 17ª participação consecutiva no Ironman do Havaí. Carmenza Morales, a terceira colocada, completou a prova com o cronômetro registrando 9:50:14.
Foi legal completar a prova em segundo lugar, uma colocação maravilhosa. Mas não deixa de ser frustrante perder uma prova tão longa apenas no final, admite Fernanda, de 39 anos, que obteve o tempo de 9h34min56s, 1min36s atrás de bárbara Buenahora. Me avisaram que estava com quatro ou cinco quilômetros de vantagem e, de repente, ela estava a apenas 100 metros atrás de mim. Ela me passou no quilômetro 41 e não deu para acompanhar.
Seis vezes medalha de bronze no Mundial do Havaí, Fernanda participa este ano da competição pela 17ª vez e garante estar motivada, apesar da decepção em Florianópolis. Faço triathlon há 20 anos e é muito difícil manter-se entre as melhores do mundo, comenta. O importante é não esmorecer. É continuar motivada.
O melhor brasileiro qualificado na prova foi o gaúcho Roberto Lemos, que terminou a prova na sexta colocação com 8:50:08.
Colecionador de Títulos – Essa foi a 1ª vitória no Ironman, sua prioridade desde a temporada passada. O próximo grande desafio será o Ironman do Havaí, em outubro, onde ele foi o 15º colocado ano passado, em sua estréia. Não quero ficar confiante. Quem agiu assim, pagou caro. É uma prova muito difícil. Nada é tranquilo num Ironman. Temos de respeitar muito, afirmou o triatleta de 31 anos de idade.
Galindez mora em Santos desde 1995 e é um verdadeiro colecionador de títulos. Esteve entre os melhores do ranking mundial entre 92 e 96, foi campeão mundial de duathlon em 95, hexacampeão sul-americano e penta pan-americano. Também foi medalha de bronze nos Jogos Sul-Americanos de Mar Del Plata, em 95, e representante de seu país nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.
Só nesta temporada, mesmo dando atenção total à preparação para o Ironman, venceu cinco provas importantes. Foi campeão do Meio Ironman de Pucon, no Chile, a mais importante prova da distância na América do Sul, do PowerBar Long Distance (também meio Ironman), em Ubatuba, foi hexacampeão do Triathlon Internacional de Santos, e faturou as duas etapas iniciais do Troféu Brasil, abrindo caminho fácil para o 7º título consecutivo na disputa. Também garantiu vaga para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto, outra disputa que dará atenção na temporada, além do Ironman do Havaí.
Este texto foi escrito por: Webrun