Ruth Chepngetich, recordista mundial damaratona é suspensa por três anos por doping

Redação Webrun | Doping · 23 out, 2025

Ruth Chepngetich, recordista mundial damaratona é suspensa por três anos por doping
Foto: Reprodução Chicago Marathon

A queniana Ruth Chepngetich, atual recordista mundial da maratona feminina, foi suspensa por três anos por violar as regras antidopagem. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (23) pela Athletics Integrity Unit (AIU), que confirmou a presença de uma substância proibida em exame realizado em março deste ano.

O teste de urina da atleta revelou traços de hidroclorotiazida (HCTZ), um diurético considerado “mascarador”, substância que pode esconder o uso de outros agentes proibidos. A AIU informou que o nível encontrado, cerca de 3.800 ng/mL, ultrapassava em muito o limite da Agência Mundial Antidopagem (WADA), fixado em 20 ng/mL.

Linha do tempo do caso

O caso teve início em julho de 2025, quando Chepngetich foi suspensa provisoriamente após o resultado positivo do exame. Na ocasião, a atleta negou qualquer irregularidade, alegando não saber como a substância havia entrado em seu organismo.

Meses depois, durante o processo de investigação, Chepngetich mudou sua versão e afirmou que havia tomado “por engano” um medicamento que pertencia à sua empregada doméstica e que continha HCTZ. A explicação dada pela atleta foi considerada insuficiente pela AIU, que classificou a conduta como “indiretamente intencional”, justificando uma sanção severa.

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Punição e impacto no atletismo

A pena padrão seria de quatro anos, mas a corredora teve redução de um ano por admitir a violação e aceitar a punição dentro do prazo estipulado. Assim, a suspensão total será de três anos, com efeito retroativo a 19 de abril de 2025, data em que ela aceitou a suspensão provisória voluntária.

Na prática, Chepngetich fica fora das competições até abril de 2028, sendo impedida de participar de provas importantes, incluindo o próximo ciclo olímpico.

Apesar da punição, os resultados anteriores da atleta, incluindo o recorde mundial de 2h09min56s, conquistado na Maratona de Chicago em outubro de 2024, serão mantidos, já que o teste positivo para doping ocorreu posteriormente.

O caso reacende o debate sobre o uso de substâncias proibidas na elite do atletismo e atrai olhares ao Quênia, país que tem enfrentado uma série de suspensões por doping nos últimos anos. Segundo a AIU, o episódio mostra que “ninguém está acima das regras” e que o sistema de controle segue atuante no combate a práticas ilícitas no esporte.

Redação Webrun

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