Estresse, irritabilidade, pessimismo e queda da motivação. Sentimentos presentes no dia a dia da humanidade e que, por conta da competição, pressão e cobrança da sociedade, vem se estendendo e intensificando entre os indivíduos. Tais sentimentos podem contribuir, diretamente, porém inconscientemente, com o aumento do número da balança. Situação a qual pode gerar queda da auto estima, autoconfiança e autonomia.
O sobrepeso e a obesidade atuam como um sintoma de algum desequilíbrio interno: seja ele fisiológico ou emocional. Quando descartada a possibilidade de algum problema físico, cabe olhar para as emoções a fim de identificar qual papel a comida está exercendo em nossas vidas.
Foto: pressmaster/FotoliaMente e corpo são um sistema único, onde o corpo é o reflexo do que existe dentro do indivíduo e esse conteúdo está atrelada às emoções. O estado emocional da pessoa influencia tudo, inclusive a maneira como ela se relaciona com a comida. Uma das principais causas de quem permanece em constante briga com o ponteiro da balança está relacionada especialmente ao desajuste emocional como estresse, cansaço, tristeza, insatisfação com a vida, solidão, entre outros.
A maior parte das pessoas sabem o que é preciso ser feito para emagrecer, ter mais saúde e qualidade de vida. Atualmente, temos acesso a muitas informações sobre atividades físicas e alimentação, assim como há uma gama muito bem capacitada de profissionais das respectivas áreas em atuação e prontos para ajudarem. Mas muita gente não consegue entrar em ação e efetivamente alcançar o objetivo a que se propõe.
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Nesses casos, o inconsciente compartimento da nossa mente ao qual não temos facilmente acesso grava emoções que levam a ingerir alimentos gordurosos, hipercalóricos ou inadequados ao emagrecimento, mesmo sem querer ou precisar, e em quantidades geralmente exageradas.
Sentimentos como medo, insegurança, tristeza, ansiedade e angústia, geram uma necessidade de proteção, conforto ou acolhimento, fazendo com que o inconsciente entenda que, com a ingestão de alimentos calóricos, essa necessidade será atendida. A comida se torna então uma válvula de escape, proporcionando a ilusão de que a realidade dura ou um eventual problema não existe ou está distante.
Depressão
Pessoas que estão deprimidas geralmente apresentam alterações no comportamento alimentar (aumento ou redução), o que poderá levá-las também ao aumento de peso.
Ansiedade
Pessoas tensas e excessivamente preocupadas, podem encontrar no alimento uma fuga para seus males e para um estado interno de desconforto. A gordura pode servir como uma camada de proteção, para evitar o enfrentamento dos conflitos que estão causando o sintoma.
Estresse
Tende a gerar no indivíduo uma dificuldade de controle de impulsos e o torna mais vulnerável a uma sabotagem em sua dieta. Problemas de sobrecarga, frustração e relacionamentos podem levar a pessoa a atacar mais a dispensa, furar o plano alimentar, com a famosa desculpa do eu mereço, potencializando assim o transtorno emocional.
Em todos os casos, é de extrema importância atentar-se e investigar o que se esconde por trás do desequilíbrio emocional e corporal. Ao reconhecer as dificuldades e encontrar respostas para estas questões, é possível que, finalmente, o emagrecimento aconteça naturalmente
Livrar-se de uma vez por todas dos quilos indesejados passa a ser apenas uma questão de tempo e, como consequência, ter a convicção de que é ela que controla a comida e não mais a comida que controla sua vida.
Este texto foi escrito por: Elaine Lopes