volta da frança

Nova liderança, novas dúvidas na Volta da França

Sempre se fala que a primeira semana de Volta da França desgasta em excesso os competidores e compromete em muito a força de muitos para os dias mais importantes da prova. Será que o hexacampeão Lance Armstrong foi vítima deste desgaste? O fato é que o norte-americano não resistiu aos ataques sucessivos do domingo. Pior, não se viu sinal de uma estratégia em sua equipe Discovery Channel para sair ao encalço dos atacantes. Armstrong perdeu a liderança no primeiro dia de escalada um pouco mais forte a poucos quilômetros da chegada, na etapa deste domingo.

Quem viu a etapa de ontem pode acompanhar a vitória incontestável do dinamarquês Michael Rasmussen (Rabobank) e a liderança de Jens Voigt (da azarada CSC). Armstrong que assumiu a liderança na quinta etapa, aparentemente antes do seu plano inicial de atacar nas etapas de montanha, caiu para a quarta posição na geral em uma situação pouco confortável. Ele está apenas 30 e poucos segundos à frente de Rasmussen que vem se mostrando implacável nas escaladas, e as próximas etapas serão marcadas pelas primeiras fortíssimas subidas de montanhas. Como Armstrong vai reagir a liderança de Voigt? Vai agüentar a disputa com o dinamarquês?

Neste domingo, na primeira oportunidade de se atacar o então líder Lance Armstrong, quem pode aproveitou a oportunidade. Para a surpresa de todos, o norte-americano apenas ficou defendendo sua liderança. Sua equipe não agüentou o ritmo e deixou um rastro de dúvidas pesadas sobre a força de Armstrong em 2005, que certamente estarão na cabeça de vários ciclistas nesta segunda-feira de descanso na Volta da França.

No próprio domingo a Discovery Channel tentou acabar com as dúvidas e lançou um discurso comum de "meia-culpa". Benjamin Noval, um dos fiéis escudeiros de Armstrong na prova reconheceu que não sabia ainda o que tinha acontecido com o time. Para ele tudo foi muito rápido. Noval diz que a etapa foi marcada por muitas escapadas e isso desgastou a equipe mais do que o esperado. Algum escalador deveria ter acompanhado Lance, "mas simplesmente falhamos, foi um dia ruim", desabafou Noval. De qualquer forma todos que estavam no pelotão dianteiro não estavam lá com muita folga de força, Armstrong poderia ter reagido aos ataques.

Apesar de toda a reflexão, nem os ciclistas, nem Armstrong, nem o próprio diretor da equipe Johan Bruyneel, encontrava uma explicação para o que aconteceu. Ninguém sabe explicar porque nenhum ciclista da equipe reagiu aos ataques, ninguém se sacrificou pela equipe. O espanhol Manuel Beltrán, da Discovery, deixou uma pista ao declarar que a equipe se desgastou durante os últimos dias para defender a liderança de Armstrong. "Passamos dias defendendo a camiseta amarela e agora estamos pagando a conta", desabafou.


Nova liderança, novas dúvidas na Volta da França

Triathlon · 11 jul, 2005

Sempre se fala que a primeira semana de Volta da França desgasta em excesso os competidores e compromete em muito a força de muitos para os dias mais importantes da prova. Será que o hexacampeão Lance Armstrong foi vítima deste desgaste? O fato é que o norte-americano não resistiu aos ataques sucessivos do domingo. Pior, não se viu sinal de uma estratégia em sua equipe Discovery Channel para sair ao encalço dos atacantes. Armstrong perdeu a liderança no primeiro dia de escalada um pouco mais forte a poucos quilômetros da chegada, na etapa deste domingo.

Quem viu a etapa de ontem pode acompanhar a vitória incontestável do dinamarquês Michael Rasmussen (Rabobank) e a liderança de Jens Voigt (da azarada CSC). Armstrong que assumiu a liderança na quinta etapa, aparentemente antes do seu plano inicial de atacar nas etapas de montanha, caiu para a quarta posição na geral em uma situação pouco confortável. Ele está apenas 30 e poucos segundos à frente de Rasmussen que vem se mostrando implacável nas escaladas, e as próximas etapas serão marcadas pelas primeiras fortíssimas subidas de montanhas. Como Armstrong vai reagir a liderança de Voigt? Vai agüentar a disputa com o dinamarquês?

Neste domingo, na primeira oportunidade de se atacar o então líder Lance Armstrong, quem pode aproveitou a oportunidade. Para a surpresa de todos, o norte-americano apenas ficou defendendo sua liderança. Sua equipe não agüentou o ritmo e deixou um rastro de dúvidas pesadas sobre a força de Armstrong em 2005, que certamente estarão na cabeça de vários ciclistas nesta segunda-feira de descanso na Volta da França.

No próprio domingo a Discovery Channel tentou acabar com as dúvidas e lançou um discurso comum de "meia-culpa". Benjamin Noval, um dos fiéis escudeiros de Armstrong na prova reconheceu que não sabia ainda o que tinha acontecido com o time. Para ele tudo foi muito rápido. Noval diz que a etapa foi marcada por muitas escapadas e isso desgastou a equipe mais do que o esperado. Algum escalador deveria ter acompanhado Lance, "mas simplesmente falhamos, foi um dia ruim", desabafou Noval. De qualquer forma todos que estavam no pelotão dianteiro não estavam lá com muita folga de força, Armstrong poderia ter reagido aos ataques.

Apesar de toda a reflexão, nem os ciclistas, nem Armstrong, nem o próprio diretor da equipe Johan Bruyneel, encontrava uma explicação para o que aconteceu. Ninguém sabe explicar porque nenhum ciclista da equipe reagiu aos ataques, ninguém se sacrificou pela equipe. O espanhol Manuel Beltrán, da Discovery, deixou uma pista ao declarar que a equipe se desgastou durante os últimos dias para defender a liderança de Armstrong. "Passamos dias defendendo a camiseta amarela e agora estamos pagando a conta", desabafou.

Chuva foi obstáculo no 5º dia do Tour de France

Triathlon · 07 jul, 2005

O dia foi de chuva no Tour de France. A quinta etapa da competição teve alguns acidentes causados pela pista molhada, principalmente nos últimos quilômetros da prova onde os ciclistas encontraram uma curva acentuada.

A vitória foi do italiano Lorenzo Bernucci que percorreu os 199km da etapa no tempo de 4h12min52. No geral o líder da prova ainda á Lance Armstrong. Mas com a quinta etapa o ciclistas Alexandre Vinokourov, do Cazaquistão, subiu três posições e agora é o terceiro colocado da prova.

O campeão de ontem, Robbie McEwe, se envolveu num acidente com o australiano Tom Boonen.

Armstrong chega em 45º na quinta etapa do Tour de France

Triathlon · 06 jul, 2005

A quinta etapa do Tour de France terminou com vitória do australiano Robbie McEwen. Ele completou os 183km de prova percorrido entre as cidades de Chambord e Montargis no tempo de 3h46min.

Mas antes da largada, Lance Armstrong causou polêmica na competição. O americano não quis usar a camiseta amarela que indica o líder da prova. Segundo Armstrong, a equipe dele, Discovery Channel, só venceu a quarta etapa porque o até então líder, David Zabriskie sofreu um acidente.

Porém os organizadores o obrigaram a usar a camiseta, já que é uma regra do Tour de France. Depois dessa pequena confusão Armstrong chegou em 45ª lugar, mas ainda é líder da prova com 13h45min12s.

O vodu de Lance Armstrong

Como já virou um hábito nas últimas três edições da Volta da França, novamente a prova contra o relógio deixou o hexacampeão norte-americano Lance Armstrong na ponta da classificação geral da prova. Outro hábito nas edições da Volta da França é acompanhar a incrível sorte de Lance diante do azar de seus adversários.

É claro que foi impressionante acompanhar o desempenho da equipe de Lance, a Discovery Channel, que determinou o destino da prova nesta terça. Mas Armstrong mostrou que além de bom nas pistas, tem a seu lado outra pitada forte de sorte, ou coisa parecida.

O líder da competição até então, o norte-americano David Zabriskie se esborrachou no solo a menos de dois quilômetros da chegada, quando sua equipe CSC tinha nas mãos a chance de ultrapassar a marca da Discovery e manter em Zabriskie a camiseta amarela de líder. A queda do líder surpreendeu e desestabilizou a CSC que ficou a um inimaginável 0:02 segundos da Discovery.

Faz pensar, será Lance tem no seu quarto um bonequinho de vodu escondido? A cena do dia será marcada por David Zabriskie com sua camiseta amarela em pedaços, o sangue escorrendo por sua coxa, pedalando devagar e chorando para até a linha de chegada. Acabou ali seu rápido momento de glória na prova. Começou ali mais um Tour de Lance.

Dizer que Lance tem alguma magia negra, macumba baiana, ou coisa que o seja acompanhando na prova não é exagero. Vamos lembrar de 2003, ano do centenário da Volta da França. Na escalada dos Alpes de Huez Lance era perseguido implacavelmente pelo espanhol Joseba Beloki, um de seus principais rivais na época. Quando chegaram ao topo da subida, e tudo indicava que Beloki ia engolir o norte-americano, ele sofre uma queda inesperada. Mais do que perder a chance de assumir a camiseta amarela, Beloki ficou fora da prova deixando o caminho mais aberto do que nunca para Lance conquistar seu pentacampeonato.

Não parou por aí. Dias depois, na terceira semana, na prova contra o relógio de equipe em Nantes, estava em jogo o título de melhor equipe da Volta da França 2003. Maior inimigo de Lance nas pistas até hoje, o alemão Jan Ullrich tinha nas mãos uma chance pequena de fazer sua equipe igualar o tempo da equipe US Postal, de Lance. O alemão pedalou forte no dia frio e chuvoso, arriscou muito e acabou caindo feio. Dias antes o mesmo Ullrich, como um verdadeiro cavalheiro, havia esperado Lance após uma queda que o norte-americano sofreu junto com o espanhol Iban Mayo.

Nesta terça o clima da cena decisiva envolvendo Zabriskie lembrou muito a sorte que normalmente acompanha o hexacampeão em terras francesas. A CSC mantinha a frente até pouco menos de dois quilômetros da chegada. Não era nem uma curva, não era nada além de uma reta simples e Zabriskie esbarrou de leve sua roda contra a de um companheiro e foi ao chão para susto de um guardinha francês que apenas controlava os populares por ali.

Seus companheiros de CSC não podiam parar. Pelas regras da prova contra o relógio a equipe precisa chegar com seis ciclistas juntos para validar o tempo. O veterano italiano Ivan Basso (da CSC) comandou o time assustado com a queda do líder em uma arrancada impressionante. Naquela reta final, acelerando tudo é possível que Basso estivesse pensando que Lance guarda na sua mala um bonequinho. Dizem que ele espeta alfinetes e que gosta de atirar o pobrezinho contra o chão. Lendas da Volta da França.


O vodu de Lance Armstrong

Triathlon · 06 jul, 2005

Como já virou um hábito nas últimas três edições da Volta da França, novamente a prova contra o relógio deixou o hexacampeão norte-americano Lance Armstrong na ponta da classificação geral da prova. Outro hábito nas edições da Volta da França é acompanhar a incrível sorte de Lance diante do azar de seus adversários.

É claro que foi impressionante acompanhar o desempenho da equipe de Lance, a Discovery Channel, que determinou o destino da prova nesta terça. Mas Armstrong mostrou que além de bom nas pistas, tem a seu lado outra pitada forte de sorte, ou coisa parecida.

O líder da competição até então, o norte-americano David Zabriskie se esborrachou no solo a menos de dois quilômetros da chegada, quando sua equipe CSC tinha nas mãos a chance de ultrapassar a marca da Discovery e manter em Zabriskie a camiseta amarela de líder. A queda do líder surpreendeu e desestabilizou a CSC que ficou a um inimaginável 0:02 segundos da Discovery.

Faz pensar, será Lance tem no seu quarto um bonequinho de vodu escondido? A cena do dia será marcada por David Zabriskie com sua camiseta amarela em pedaços, o sangue escorrendo por sua coxa, pedalando devagar e chorando para até a linha de chegada. Acabou ali seu rápido momento de glória na prova. Começou ali mais um Tour de Lance.

Dizer que Lance tem alguma magia negra, macumba baiana, ou coisa que o seja acompanhando na prova não é exagero. Vamos lembrar de 2003, ano do centenário da Volta da França. Na escalada dos Alpes de Huez Lance era perseguido implacavelmente pelo espanhol Joseba Beloki, um de seus principais rivais na época. Quando chegaram ao topo da subida, e tudo indicava que Beloki ia engolir o norte-americano, ele sofre uma queda inesperada. Mais do que perder a chance de assumir a camiseta amarela, Beloki ficou fora da prova deixando o caminho mais aberto do que nunca para Lance conquistar seu pentacampeonato.

Não parou por aí. Dias depois, na terceira semana, na prova contra o relógio de equipe em Nantes, estava em jogo o título de melhor equipe da Volta da França 2003. Maior inimigo de Lance nas pistas até hoje, o alemão Jan Ullrich tinha nas mãos uma chance pequena de fazer sua equipe igualar o tempo da equipe US Postal, de Lance. O alemão pedalou forte no dia frio e chuvoso, arriscou muito e acabou caindo feio. Dias antes o mesmo Ullrich, como um verdadeiro cavalheiro, havia esperado Lance após uma queda que o norte-americano sofreu junto com o espanhol Iban Mayo.

Nesta terça o clima da cena decisiva envolvendo Zabriskie lembrou muito a sorte que normalmente acompanha o hexacampeão em terras francesas. A CSC mantinha a frente até pouco menos de dois quilômetros da chegada. Não era nem uma curva, não era nada além de uma reta simples e Zabriskie esbarrou de leve sua roda contra a de um companheiro e foi ao chão para susto de um guardinha francês que apenas controlava os populares por ali.

Seus companheiros de CSC não podiam parar. Pelas regras da prova contra o relógio a equipe precisa chegar com seis ciclistas juntos para validar o tempo. O veterano italiano Ivan Basso (da CSC) comandou o time assustado com a queda do líder em uma arrancada impressionante. Naquela reta final, acelerando tudo é possível que Basso estivesse pensando que Lance guarda na sua mala um bonequinho. Dizem que ele espeta alfinetes e que gosta de atirar o pobrezinho contra o chão. Lendas da Volta da França.

Armstrong assume liderança no Tour de France

Triathlon · 05 jul, 2005

O ciclista Lance Armstrong assumiu a liderança da Volta da França. Nessa última terça-feira ele venceu a quarta etapa da competição que tinha a distância de 67km. A equipe de Armstrong, Discovery Channel, completou a etapa no tempo de 1h10min39s.

Já o ciclista David Zabriskie da Team CSC, que até a terceira fase liderava a prova, sofreu um acidente nos últimos quilômetros e passou para a nona posição da classificação geral. Com o acidente o americano perdeu cerca de um minuto e meio do seu tempo.

Antes de começar a quarta fase da Volta da França 45 competidores fizeram um exame surpresa antidoping. Segundo os organizadores, nenhuma substância ilegal foi encontrada.

Lance Armstrong rumo ao sétimo céu

Não foram poucos os rivais de Lance Armstrong que criaram ilusões para esta edição da Volta da França. Um aparente momento de baixa na forma física do hexacampeão norte-americano criou esperanças. Muitos pensaram que os anos começavam a cobrar seu preço para Lance. Após um inverno repleto de eventos sociais, imaginaram que o hexacampeão finalmente havia baixado a guarda e após se entregar aos prazeres da vida não conseguiria alcançar sua típica e perfeita forma física.

Mas nada esteve mais longe da realidade do que esta ilusão: Lance brilhou no Dauphiné Liberé e no prólogo, que marcou a primeira etapa da Volta da França, no sábado. O atleta deu uma demonstração de seu estado físico e mental, ficando com o segundo tempo. Lance mais uma vez larga na Volta da França, sua décima primeira participação, como o grande favorito ao título.

Com seis vitórias absolutas e consecutivas em grande estilo, Lance não teria nenhuma necessidade de seguir em atividade e, muito menos, de colocar em jogo sua coroa. Porém ao decidir lutar pelo sétimo título, deu aos seus rivais uma nova e última oportunidade de derrotá-lo. Ganhando ou perdendo, o recorde de títulos na França não poderá mais ser superado. Todos os demais pentacampeões já estão aposentados. Não há herdeiros de Lance Armstrong no horizonte.

Em janeiro Lance ainda não havia confirmado sua presença na Volta da França. Tudo indicava que iria deixar de lado a última participação na prova que lhe deu fama. Mas compromissos com o novo patrocinador de sua equipe, o Discovery Channel, obrigaram-no a confirmar em fevereiro sua presença nas estradas francesas. A sua preparação foi feita de última hora e diziam que sua motivação também não era a mesma.

Os rumores sobre sua nova vida social cresceram ainda mais após seu abandono da Paris-Nice, sua primeira prova no ano, em parte devido ao mau tempo e parte por uma gripe persistente. Mas muito também por sua ainda inconsistente forma física. Poucos dias antes, haviam sido publicadas fotos suas em companhia de sua namorada, a cantora norte-americana Sheryl Crow, na entrega do Oscar.

"Nunca o vimos tão desmotivado", confessaram alguns de seus companheiros na nova equipe. É fato que na Paris-Nice sua forma física deixou muito a desejar, principalmente quando se tem em mente que em sua vida profissional sempre esteve próximo ao estado de perfeição, e em outras temporadas sempre brilhou da primeira a última corrida do ano.

Críticas e rumores após sua participação na Paris-Nice e Armstrong decidiu refugiar-se em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde acertou sua forma subindo e baixando o Vulcão Teide, ponto culminante da ilha. Nas clássicas provas de Flecha-Brabancona, Paris-Camenbert e no Tour de Flandes, Armstrong já apresentou uma nova forma e novo ânimo.

Depois voltou aos EUA para passar alguns dias com seus filhos antes de disputar o Tour da Georgia, onde convocou os jornalistas porque tinha algo importante a dizer. "Tenho vontade de dizer chega", afirmou ao L'Équipe. "Este pode ser meu último Tour", deixou no ar.

Quando no dia 18 de abril anunciou que largaria as provas após a Volta da França 2005, ninguém se surpreendeu. "Não quero mais perder nem um só minuto da vida dos meus filhos", explicou. "O último Tour será minha última competição. No dia 24 de julho me aposento nas pistas, mas antes disso quero ganhar de novo".

Apesar de tudo não foi bem no Tour da Georgia, pelo menos como desejava. Seu companheiro de equipe Tom Danielson foi o campeão e Armstrong ficou com o quinto lugar.

Após 12 temporadas como profissional, sem contar o ano em que esteve parado por causa do câncer, Lance Armstrong está a 22 dias de sua dourada aposentadoria. E não será em vão: segundo a revista Forbes, Lance fatura mais de 28 milhões de dólares por temporada.

Sem competir desde abril, Lance largou na Dauphiné-Liberé mergulhado em um mar de dúvidas sobre sua real condição física. Ele dizia que não queria lutar pela vitória, apenas testar a si própria. Na prova contra o relógio, foi terceiro atrás de Santiago Botero e Levi Leipheimer. Mas tanto no Monte Ventoux, como depois nos Alpes, esteve sempre entre os melhores e até se deu ao luxo de ajudar um pouco seu amigo Leipheimer.

Lance terminou em quarto lugar o Dauphiné-Liberé, porém mais que sua colocação o que convenceu a todos, companheiros e adversários, foi sua facilidade na pedalada, sua progressão na prova. Terminou a prova francesa muito melhor do que havia começado.

Como se não bastasse, sua equipe Discovery não deixou passar a oportunidade de no último dia mostrar seu verdadeiro potencial. Foi como um aviso, uma prévia do que pode acontecer na Volta da França. Apesar dos grandes ciclistas que pedalam pelas equipes Phonak, T-Mobile e CSC, a Discovery, com Lance, largou na Volta da França com um ar de imbatível. Como em 2003 e 2004, parece ser só uma questão de tempo até ver o norte-americano vestir a camisa amarela até a chegada no Champs Elise.

A Volta da França já começou. Lance ainda não é o líder e nem planeja vestir a camisa amarela nesta semana. Seus planos de ataque são para a segunda semana na França.

Ainda dá tempo de ligar a televisão alguns dias pela manhã e acompanhar o lento ataque de Armstrong rumo a seu sétimo título. Tempo de ver ao vivo e a cores uma lenda do esporte em ação, destes que o século XXI ainda não deu sinais de que vá fabricar. Aproveite.


Lance Armstrong rumo ao sétimo céu

Triathlon · 04 jul, 2005

Não foram poucos os rivais de Lance Armstrong que criaram ilusões para esta edição da Volta da França. Um aparente momento de baixa na forma física do hexacampeão norte-americano criou esperanças. Muitos pensaram que os anos começavam a cobrar seu preço para Lance. Após um inverno repleto de eventos sociais, imaginaram que o hexacampeão finalmente havia baixado a guarda e após se entregar aos prazeres da vida não conseguiria alcançar sua típica e perfeita forma física.

Mas nada esteve mais longe da realidade do que esta ilusão: Lance brilhou no Dauphiné Liberé e no prólogo, que marcou a primeira etapa da Volta da França, no sábado. O atleta deu uma demonstração de seu estado físico e mental, ficando com o segundo tempo. Lance mais uma vez larga na Volta da França, sua décima primeira participação, como o grande favorito ao título.

Com seis vitórias absolutas e consecutivas em grande estilo, Lance não teria nenhuma necessidade de seguir em atividade e, muito menos, de colocar em jogo sua coroa. Porém ao decidir lutar pelo sétimo título, deu aos seus rivais uma nova e última oportunidade de derrotá-lo. Ganhando ou perdendo, o recorde de títulos na França não poderá mais ser superado. Todos os demais pentacampeões já estão aposentados. Não há herdeiros de Lance Armstrong no horizonte.

Em janeiro Lance ainda não havia confirmado sua presença na Volta da França. Tudo indicava que iria deixar de lado a última participação na prova que lhe deu fama. Mas compromissos com o novo patrocinador de sua equipe, o Discovery Channel, obrigaram-no a confirmar em fevereiro sua presença nas estradas francesas. A sua preparação foi feita de última hora e diziam que sua motivação também não era a mesma.

Os rumores sobre sua nova vida social cresceram ainda mais após seu abandono da Paris-Nice, sua primeira prova no ano, em parte devido ao mau tempo e parte por uma gripe persistente. Mas muito também por sua ainda inconsistente forma física. Poucos dias antes, haviam sido publicadas fotos suas em companhia de sua namorada, a cantora norte-americana Sheryl Crow, na entrega do Oscar.

"Nunca o vimos tão desmotivado", confessaram alguns de seus companheiros na nova equipe. É fato que na Paris-Nice sua forma física deixou muito a desejar, principalmente quando se tem em mente que em sua vida profissional sempre esteve próximo ao estado de perfeição, e em outras temporadas sempre brilhou da primeira a última corrida do ano.

Críticas e rumores após sua participação na Paris-Nice e Armstrong decidiu refugiar-se em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde acertou sua forma subindo e baixando o Vulcão Teide, ponto culminante da ilha. Nas clássicas provas de Flecha-Brabancona, Paris-Camenbert e no Tour de Flandes, Armstrong já apresentou uma nova forma e novo ânimo.

Depois voltou aos EUA para passar alguns dias com seus filhos antes de disputar o Tour da Georgia, onde convocou os jornalistas porque tinha algo importante a dizer. "Tenho vontade de dizer chega", afirmou ao L'Équipe. "Este pode ser meu último Tour", deixou no ar.

Quando no dia 18 de abril anunciou que largaria as provas após a Volta da França 2005, ninguém se surpreendeu. "Não quero mais perder nem um só minuto da vida dos meus filhos", explicou. "O último Tour será minha última competição. No dia 24 de julho me aposento nas pistas, mas antes disso quero ganhar de novo".

Apesar de tudo não foi bem no Tour da Georgia, pelo menos como desejava. Seu companheiro de equipe Tom Danielson foi o campeão e Armstrong ficou com o quinto lugar.

Após 12 temporadas como profissional, sem contar o ano em que esteve parado por causa do câncer, Lance Armstrong está a 22 dias de sua dourada aposentadoria. E não será em vão: segundo a revista Forbes, Lance fatura mais de 28 milhões de dólares por temporada.

Sem competir desde abril, Lance largou na Dauphiné-Liberé mergulhado em um mar de dúvidas sobre sua real condição física. Ele dizia que não queria lutar pela vitória, apenas testar a si própria. Na prova contra o relógio, foi terceiro atrás de Santiago Botero e Levi Leipheimer. Mas tanto no Monte Ventoux, como depois nos Alpes, esteve sempre entre os melhores e até se deu ao luxo de ajudar um pouco seu amigo Leipheimer.

Lance terminou em quarto lugar o Dauphiné-Liberé, porém mais que sua colocação o que convenceu a todos, companheiros e adversários, foi sua facilidade na pedalada, sua progressão na prova. Terminou a prova francesa muito melhor do que havia começado.

Como se não bastasse, sua equipe Discovery não deixou passar a oportunidade de no último dia mostrar seu verdadeiro potencial. Foi como um aviso, uma prévia do que pode acontecer na Volta da França. Apesar dos grandes ciclistas que pedalam pelas equipes Phonak, T-Mobile e CSC, a Discovery, com Lance, largou na Volta da França com um ar de imbatível. Como em 2003 e 2004, parece ser só uma questão de tempo até ver o norte-americano vestir a camisa amarela até a chegada no Champs Elise.

A Volta da França já começou. Lance ainda não é o líder e nem planeja vestir a camisa amarela nesta semana. Seus planos de ataque são para a segunda semana na França.

Ainda dá tempo de ligar a televisão alguns dias pela manhã e acompanhar o lento ataque de Armstrong rumo a seu sétimo título. Tempo de ver ao vivo e a cores uma lenda do esporte em ação, destes que o século XXI ainda não deu sinais de que vá fabricar. Aproveite.

Volta da França começa no sábado

Triathlon · 30 jun, 2005

Nesse sábado, dois de julho, começa na França a mais tradicional prova de ciclismo do mundo, o “Le Tour de France”. Desde 1903 o evento é realizado todos os anos na França e tem um percurso com mais de três mil quilômetros. Ao todo são 23 dias de competições divididos em 21 etapas que passam por belas paisagens francesas.

Para esse ano são esperados ciclistas de diversos países. Um deles é o famoso Lance Armstrong que já venceu a prova por seis vezes consecutivas e pretende encerrar a carreira depois do Tour de France com mais uma vitória.

A largada da prova será na cidade de Fromentine com chegada na avenida Champs-Élysées em Paris. Durante os 23 dias de competição os participantes só terão descanso em dois deles.

Diversão - O filme “As Bicicletas de Belleville” é uma boa opção para aqueles que pretendem entrar no clima da Volta da França. A animação mostra a saga de um garoto que incentivado pelos pais se torna ciclista.

A partir de então ele participa da Volta da França e durante a competição ele é seqüestrado. Com a ajuda do seu cão fiel e da sua avó, o garoto tentará se livrar dos seqüestradores. O filme já pode ser encontrado em DVD nas principais locadoras do país.

Volta da França em animação nas telinhas

Triathlon · 15 set, 2004

Um dos filmes que está a mais tempo nas salas de cinemas paulistanas tem como pano de fundo a tradicional prova ciclística Volta da França. “As Bicicletas de Belleville”, nome da película, é uma animação que mostra a saga de um garoto que incentivado pelos pais se torna ciclista.

Ele decidi participar da Volta da França e durante a competição o garoto é seqüestrado. E com a ajuda do seu cão fiel e da sua avó ele tentará se livrar dos seqüestradores. O filme está em exibição em São Paulo no HSBC Belas Artes, na sala Oscar Niemeyer, às 14h e também no Gemini2, às 16h.