Corridas de Rua · 02 jan, 2004
O atleta cadeirante Fernando Aranha Rocha (ADD/Magic Hands), abocanhou o tricampeonato da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre no último dia do ano de 2003, competição realizada na cidade de São Paulo (SP). Aranha Rocha, fechou a temporada 2003 com bons resultados, como, as vitórias na Maratona de Internacional São Paulo e na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.
Antes da prova, o atleta comentava que estava voltando de repouso, pois, foram mais de 30 dias de descanso após a sua participação na Maratona de Nova York, realizada no início de novembro, quando conquistou a 20ª colocação no geral que contempla as categorias masculina e feminina - com o tempo de 2:15:00. Entre os homens em Nova York, conquistou o 15° lugar, sendo, o segundo melhor brasileiro na disputa.
Mesmo não estando no ápice de sua forma, comentou: "Estou em melhor condicionamento em relação ao ano passado, até mesmo melhor que em 1999", disse Aranha, referindo-se aos dois anos em ganhou o título da São Silvestre.
Nossa como é rápido, é espantoso isso!, exclamou o publicitário Clayton de Almeida que assistia a prova ao ver Aranha Rocha no final da descida da Av da Consolação, onde cadeirantes (que possuem equipamentos de ponta) chegam a desenvolver 80 Km/hora, para então, com muita habilidade reduzir a velocidade e fazer um curva em forma de S para entrar na Av.Ipiranga.
O argentino Carlos Rodriguez ficou com a segunda 2ª colocação. Beto como é conhecido tem disputado a prova desde a década de 80 e, tem essa prova como uma de suas preferidas. Já morou no Rio de Janeiro e São Paulo e vive atualmente na província de Escobar na Argentina com a mineira Afonsina, sua esposa e duas filhas. Beto é uma das mais ilustres personalidades no Paradesporto Argentino, sendo sempre consultado e reconhecido pelos Órgãos Desportivos pelo seu conhecimento e dedicação ao esporte. O atleta tem como recorde em maratona (42.195m) o tempo 1h:50min, aferido na cidade de Maranello, na Itália.
Uma ausência sentida na São Silvestre, foi de Ronilson Bispo dos Santos (Águias da Cadeira de Rodas), corredor forte da cidade de São Paulo que sempre participa de
competições na cidade e sempre tem bons desempenhos na Corrida Internacional de São Silvestre. Alias, Bispo foi em 2003, o melhor brasileiro em Nova York ao conquistar na 18ª posição (no geral) e 15° no masculino com o tempo de 2:11:25.
Ausências - A Corrida Internacional de São Silvestre não atrai a atenção dos maiores expoentes da modalidade cadeirante, em função, de não haver premiação em dinheiro e também por ser uma prova altamente técnica (difícil) por causa das subidas.
Experiência própria - Eu já corri e venci por duas oportunidades a São Silvestre, na época em que o percurso era ao contrário e o horário era a noite (largada às 23 horas). É uma prova fantástica, onde a população de São Paulo dá o seu show à parte, não deixando nada a dever para públicos de provas de outros países, como nos Estados Unidos e Europa, mas é uma das mais difíceis provas das quais já participei.
Corridas de Rua · 02 jan, 2004
O ano começou diferente para a atleta Ana Luíza dos Anjos Garcez. Na cerimônia de premiação da 79ª Corrida Internacional de São Silvestre, a corredora recebeu uma homenagem especial da organização da prova, que definiu a atleta como um exemplo de recuperação.
Ana viveu 35 dos seus 41 anos nas ruas e atribui sua saída do mundo das drogas e dos crimes à disputa do último dia do ano. Ana viveu até os 18 anos em uma unidade de órfaõs da Febem. Quando saiu, foi trabalhar como empregada doméstica, mas acabou roubando a patroa, que segundo ela, não pagou seu salário. Daí para a vida nas ruas, foi um pulo: começou a praticar furtos e roubos, além de traficar e ser usuária de drogas.
Segundo a atleta, que finalizou a corrida na 52ª posição (1h02min12), foi assistindo a um comercial sobre a São Silvestre que recebeu o primeiro incentivo para disputar a prova. 'Eu estava lá na Sete de Abril (rua do centro de São Paulo) assistindo as televisões que ficam nas lojas. Aí passou um comercial sobre a corrida e eu disse: Vou disputar', contou.
Dos meninos que ouviram a decisão de Ana, um foi o seu maior motivador: duvidou que ela conseguisse. 'Então eu disse pra ele que correria e depois dava a medalha pra ele', explicou. Vendo que a resolução era séria, os companheiros de rua ajudaram a então sem teto. Roubaram tênis, roupa e dinheiro, com o qual fizeram a inscrição da atleta.
Ana Luíza correu e chegou ao final da sua primeira São Silvestre. 'Cheguei acabada, mas peguei a medalha e dei para ele', disse. O menino que ganhou a premiação, conhecido como Dentinho, acabou sendo morto pela polícia, segundo a corredora.
Sobre a sua saída das ruas, contou o sofrimento de ver pessoas sendo mortas e violentadas nas ruas da capital paulista. 'Era muita violência. Não era fácil, mas eles eram a minha família', afirmou.
Atualmente, Ana mora no alojamento do ginásio do Ibirapuera e, mesmo com a boa colocação na São Silvestre, não tem patrocínio. Sobre a homenagem, disse que foi uma surpresa. 'Foi muito gratificante. Eu não esperava um carinho como esse', contou.
Corridas de Rua · 31 dez, 2003
A queniana Margaret Okayo, atual recordista da Maratona de Nova York, venceu na tarde de hoje a 79ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, disputada em São Paulo (SP) em sua terceira tentativa. Okayo dominou a prova e fechou o percurso de 15 Km com o tempo de 51:24.
Prometi voltar para tentar vencer e consegui, disse a atleta. Estou bem preparada, mas achava que as brasileiras iam lutar pela vitória. Estou muito feliz pela minha atuação., completou.
Mais de um minuto depois foi a vez de sua compatriota, Debora Mengich, cruzar a linha de chegada com 52:35, seguida pela brasileira Marcia Narloch, na terceira colocação com a marca de 52:49. Completou o pódio as brasileiras Ednalva Laureano e Sirlene Souza Pinho, quarta e quinta colocadas, respectivamente.
Resultados das 5 primeiras colocadas:
1. Margareth Okayo (Quênia) 51min24
2. Debora Mengich (Quênia) 52min35
3. Márcia Narloch (Brasil) 52min49
4. Ednalva Laureano (Brasil) 52min58
5. Sirlene de Pinho (Brasil) 53min22
Corridas de Rua · 30 dez, 2003
Os atletas brasileiros de elite já estão preparados para a enfrentar os 15 km de subidas e descidas da prova mais tradicional do Brasil, a Corrida de São Silvestre. Rômulo Wagner, Marilson Gomes, Franck Caldeira, Sirlene Pinho e Maria Zeferina Baldaia são fortes candidatos a chegarem ao pódio. E os famosos corredores da Quênia terão trabalho com esse time brasileiro. Em entrevista Franck declarou: os quenianos são bons, mas não são invencíveis. Estarei torcendo para que o Brasil vença
EXCLUSIVO, de São Paulo - A 79ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece amanhã, terá intensas disputas entre Brasil e Quênia . Os corredores de ambos os países são atletas de renomes e com alguns títulos no histórico. Do lado queniano estão Robert Cheruiyot, atual campeão da São Silvestre, Martin Lel campeão da Maratona de NY 2003 e Yusuf Songoka, sexto colocado no Mundial de Meia Maratona de Portugal deste ano.
Já pelo Brasil correrão os atletas Franck Caldeira, segundo colocado da São Silvestre do ano passado, Rômulo Wagner e Marilson Gomes vencedores da prova Sargento Gonzaguinha, respectivamente 2002 e 2003. Todos os três se dedicaram bastante para a última corrida do ano e tiveram treinamento especial.
Eles se prepararam pelo menos por um mês em cidades com mais altitude que São Paulo. Rômulo e Franck treinaram na Colômbia e na Bolívia. Já Marilson se exercitou em Campos de Jordão, interior de São Paulo. Em entrevista na capital paulista Franck falou que o treinamento é muito importante e cansativo.
Mas após o sacrifício os três estão dispostos a se doarem ao máximo na prova para chegar ao pódio. Estou na minha melhor forma, conta Rômulo. E o atleta Marilson está melhor do que no anos passado.
Feminino -As atletas Sirlene Pinho e Maria Zeferina Baldaia também estão preparadas para a São Silvestre. Ambas estão confiante e treinaram, como os homens, em altitudes mais elevadas que São Paulo.
Sirlene Pinho, atual campeã da Prova Sargento Gonzaguinha, se preparou na cidade de Campos de Jordão, em São Paulo. A atleta espera chegar entre as dez primeiras colocadas. Ela participará da prova pela primeira vez e confessa que estava nervosa antes de chegar em São Paulo, mas que a amiga Zeferina a deixou mais tranqüila. Meu sonho era estar entre as melhores corredoras, conta Sirlene, que também se refere a Zeferina, sempre admirei ela.
Já Maria Zeferina Baldaia não teve um ano muito bom, a atleta sofreu de anemia e lesão no joelho, mas diz estar recuperada. Sorridente e com as unhas coloridas, com a bandeira do Brasil e a da São Silvestre, Zeferina quer chegar entre as cinco primeiras colocadas.
A atleta venceu a São Silvestre 2001. Esse ano a competição poderá ter quebra de recorde como no ano que venci, porque temos ótimas corredoras, inclusive do Quênia, fala Zeferina. A atleta queniana que disputará o primeiro lugar com as brasileiras é Margaret Okayo, bicampeã da Maratona de NY.
Corridas de Rua · 28 dez, 2003
Os organizadores da Corrida Internacional de São Silvestre que acontecerá no próximo dia 31 na cidade de São Paulo (SP), anunciaram a desistência do queniano Paul Kirui, em razão de problemas particulares.
Kirui foi o terceiro colocado no ano passado com a marca de 45:14.
Em seu lugar, estará o jovem Yusuf Songoka, de 24 anos, sexto colocado no Campeonato Mundial de Meia Maratona, realizado em Vilamoura, Portugal, no último mês de agosto.
Corridas de Rua · 27 dez, 2003
A 79ª edição Corrida Internacional de São Silvestre vai contar com os melhores corredores do país, como Marilson Gomes dos Santos, Franck Caldeira, Vanderlei Cordeiro de Lima, Maria Zeferina Baldaia, Sirlene Pinho, Adriana dos Santos, entre outros, todos com condições de brigar pelo topo do pódio.
Entre os homens, dois jovens corredores encabeçam o grupo de atletas nacionais com chances de ganhar. São eles o brasiliense Marilson Gomes dos Santos, vice-campeão nas duas últimas edições, e o mineiro Franck Caldeira, campeão da Volta da Pampulha em 2003. Os dois atravessam um grande momento e estão em condições de encarar as feras estrangeiras, os quenianos Robert Cheruiyot, Martin Lel, Philip Rugut e Paul Kirui.
A lista de destaques no masculino ainda tem atletas qualificados e experientes como Vanderlei Cordeiro de Lima, bicampeão pan-americano da maratona (Winnipeg e Santo Domingo); José Teles de Souza; Israel, dos Anjos; Rômulo Wagner da Silva, Valdenor dos Santos, Gilson Vieira; Eduardo Nascimento; e Genilson Júnio dos Santos, campeão da Maratona de São Paulo 2003.
Entre as mulheres, as brasileiras defendem os dois títulos consecutivos em 2002 e 2003, conquistados pela mineira Maria Zeferina Baldaia e a goiana Marizete Rezende, respectivamente. Baldaia tem um currículo respeitável, que inclui vitórias na Maratona de São Paulo e Volta da Pampulha, e é mais uma vez um dos destaques. Ao seu lado neste ano está Sirlene de Pinho, vice na Pampulha deste ano e que recentemente foi campeã da Prova Sargento Gonzaguinha, última grande seletiva para a São Silvestre.
Também são fortes concorrentes as atletas Selma dos Reis, que este ano venceu duas etapas do Circuito Sul-Americano de Corrida de Rua; Marily dos Santos, vice-campeã da prova do Macuco (RJ); Rosângela Farias, campeã da Corpore; e Adriana de Souza, vice na São Silvestre de 2002. O grande nome internacional é a queniana Margaret Okayo, bicampeã da Maratona de Nova York e vice na São Silvestre de 2001.
Corridas de Rua · 26 dez, 2003
Iniciou hoje, sexta-feira (26), a entrega dos kits de atletas (composto pelo manual do atleta e o número de inscrição), além do chips aos inscritos na Corrida Internacional de São Silvestre e as mesma prorrogam-se até 30 de dezembro (terça-feira).
A retirada dos kits está sendo realizada na sede de A Gazeta Esportiva, na Av. Paulista 900, das 10 às 18 horas.
Para retirar o chip e o kit, os atletas precisam apresentar comprovante de pagamento de inscrição, RG, carta de confirmação e termo de responsabilidade.
Corridas de Rua · 20 dez, 2003
Embora seu nome se confunda com a própria história da corrida de rua mais famosa do País, poucas pessoas sabem quem foi o santo, cuja festa acontece no último dia do ano. Natural de Roma, São Silvestre foi papa e governou a Igreja de 314 a 355 d.C, ano em que morreu, exatamente no dia 31 de dezembro. A Igreja Católica escolheu esta data para canonizá-lo.
Uma grande festa nas ruas de São Paulo - Tudo começou com o jornalista Cásper Líbero, que se inspirou numa corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. Era o ano de 1924. Depois de assistir ao evento em Paris, ele não teve dúvidas de trazer o projeto para São Paulo. À meia-noite de 31 de dezembro daquele mesmo ano foi disputada a primeira São Silvestre, que homenageia o Santo do dia.
25 anos de São Silvestre - O jornalista Júlio Deodoro, diretor geral do evento e superintendente da Gazeta Esportiva.Net e, Wanderlei de Oliveira, colunista da Gazeta Esportiva.Net, ambos, tem um motivo à mais para festejar, são os 25 anos (bodas de prata) de participação da competição. "Vamos em busca do ouro", comenta Júlio.
Atletismo · 19 dez, 2003
Os atletas quenianos Paul Tergat, recordista mundial, Catherine Ndereba, campeã olímpica e Margaret Okayo, bicampeã da maratona de NY irão participar das olimpíadas de Atenas 2004. A federação de atletismo do Quênia convidou os três corredores para integrarem a equipe.
Agora os outros atletas quenianos que queiram participar das olimpíadas na modalidade atletismo terão que disputar as doze vagas restantes. Apenas três dessas vagas são para as mulheres.
Por enquanto só dois quenianos confirmaram presença na tradicional Corrida de São Silvestre, que acontece no dia 31 de dezembro, em São Paulo. São eles a Margaret Okayo e o corredor Robert Cheruiyot, campeão da São Silvestre de 2003, com 44min59.
Corridas de Rua · 19 dez, 2003
A São Silvestre é uma das corridas mais tradicionais do Brasil. Além disso, o clima festivo da prova envolve todos os atletas. Mas correr 15km de baixo do sol exige muito treino e determinação, principalmente para a jornalista Irene Ruberti. Por ter uma rotina incomum, já que trabalha no fechamento do Jornal O Estado de São Paulo, Irene muitas vezes sai da redação depois da meia-noite e acorda para treinar às 5h30. O Webrun entrevistou a jornalista e também atleta que revelou: Começar a correr foi a melhor coisa que fiz.
EXCLUSIVO, de São Paulo- Irene Ruberti tem 33 anos é jornalista do jornal O Estado de São Paulo e tem uma rotina atarefada. Às duas horas da tarde ela chega na redação do jornal para fazer o fechamento do exemplar do dia seguinte. Todas as sextas ela tem trabalho dobrado porque também finaliza a edição de domingo. Normalmente ela chega em casa depois da meia-noite.
Mesmo assim em maio a jornalista achou pique, no meio de tantos trabalhos, para começar a praticar corrida. Fazia academia, musculação e corria na esteira. Comecei a gostar e fui praticar o esporte com um grupo especial, conta Irene. No início a jornalista corria 3 km e segundo ela a cada dia de treino conseguia progredir mais.
Desde então Irene já participou de cinco competições de 10km. A melhor prova para ela foi a da Nike, que aconteceu em outubro deste ano na USP, em São Paulo. Ela finalizou o percurso com 54min26, um tempo que está distante da campeã da competição Maria de Fátima Gomes, com 37min14. Mas é um bom resultado para quem só tinha cinco meses de treinamento.
Treino- A atleta treina com o grupo Run For Life cinco vezes por semana no Parque do Ibirapuera e na Usp, em São Paulo. Para isso ela acorda às cinco e meia da manhã e dorme normalmente por quatro horas diárias. Acho que o fato de dormir pouco não prejudica o treino. Gosto de treinar cedo porque vejo o dia amanhecer, tem menos poluição e é menos calor, conta Irene.
Para isso ela segue uma planilha especial que tem diversos exercícios como alongamento, tiro entre outros. O treino dura cerca de duas horas. Além disso, Irene tenta se alimentar bem. Como não tem facilidade de engordar ela não segue uma dieta rígida, apenas procura comer carboidrato e proteína, principalmente quando tem competição.
São Silvestre- Incentivada pelas amigas que irão correr a São Silvestre Irene participará da competição pela primeira vez. É uma prova de tradição. A gente termina o ano competindo, além de ser uma festa, diz Irene.
A jornalista espera completar a corrida em 1h40, as 18 primeiras colocadas normalmente completam a prova em menos de uma hora. A prova é difícil, tem bastante subida além de ser muito calor, já que a largada feminina está prevista para 15h15 e eu não quero exigir muito, conta.
Resultado- Para a jornalista e atleta a corrida trouxe diversos pontos positivos. Além de adquirir condicionamento físico o esporte para ela trouxe mais animo e disposição. Começar a correr foi a melhor coisa que fiz revela.
Alimentação · 17 jun, 2026
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