Saude_Lesao

Treino pesado pode aumentar o risco de se desenvolver artrose

Atletismo · 21 jan, 2013

Depois de um treino puxado é comum o atleta sentir dores e perceber inchaços nas articulações. Porém, se as dores persistirem e se intensificarem fique atento: esse pode ser um sinal de artrose.

A artrose é uma doença nas articulações caracterizada pela degeneração da cartilagem, que pode causar dor, rigidez e restringir a funcionalidade do local. Para ser descoberta, basta um simples exame de raios X, que mostrará a gravidade da perda de cartilagem entre os ossos.

Paula Radcliffe- Foi assim que a dona dos três melhores tempos femininos da história em maratonas, Paula Radcliffe, descobriu que teria problemas para treinar. Diagnosticada com a doença, a maratonista afirmou que não sabe se voltará a competir na categoria de elite.

De acordo com uma declaração da atleta ao jornal britânico “The Telegraph” em novembro de 2012, ela não tinha mais cartilagem entre os ossos dos pés e sentia muita dor. A maratonista, que tinha afirmado que tentaria participar da Maratona de Londres neste ano, corre o risco de só poder acompanhar o percurso da televisão do hotel em que se hospedará.

Causas da doença- Porém, segundo a mestre e doutora em Medicina pela USP, Dra. Pérola Grinberg Plapler, é muito difícil a doença ser desencadeada em corredores que treinam sem excessos. “O grande problema é quando o atleta força a articulação e exagera nas atividades”, informa.

Além disso, atletas obesos, que forçam demais o seu corpo com o sobrepeso, tendem a ser um grupo de risco. “É um impacto intenso e muito forte em uma única região”, explica. A profissional também alerta que o desgaste em corredores tende a aparecer nos joelhos e quadris.

Apesar da incidência da doença em mulheres ser mais frequente, a doutora também explica que não há relação com o sexo, mas sim com a idade. “A artrose aparece mais frequentemente em mulheres acima dos 60 anos, pois há falta do hormônio estrogênio, que as protege do diagnóstico precoce”, revela.

Prevenção- Não existe nenhum alimento que possa ajudar a prevenir a incidência da artrose. Porém, bons hábitos alimentares podem ajudar no controle de peso e reduzir a possibilidade de se desencadear a doença.


Treino pesado pode aumentar o risco de se desenvolver artrose

Atletismo · 21 jan, 2013

Depois de um treino puxado é comum o atleta sentir dores e perceber inchaços nas articulações. Porém, se as dores persistirem e se intensificarem fique atento: esse pode ser um sinal de artrose.

A artrose é uma doença nas articulações caracterizada pela degeneração da cartilagem, que pode causar dor, rigidez e restringir a funcionalidade do local. Para ser descoberta, basta um simples exame de raios X, que mostrará a gravidade da perda de cartilagem entre os ossos.

Paula Radcliffe- Foi assim que a dona dos três melhores tempos femininos da história em maratonas, Paula Radcliffe, descobriu que teria problemas para treinar. Diagnosticada com a doença, a maratonista afirmou que não sabe se voltará a competir na categoria de elite.

De acordo com uma declaração da atleta ao jornal britânico “The Telegraph” em novembro de 2012, ela não tinha mais cartilagem entre os ossos dos pés e sentia muita dor. A maratonista, que tinha afirmado que tentaria participar da Maratona de Londres neste ano, corre o risco de só poder acompanhar o percurso da televisão do hotel em que se hospedará.

Causas da doença- Porém, segundo a mestre e doutora em Medicina pela USP, Dra. Pérola Grinberg Plapler, é muito difícil a doença ser desencadeada em corredores que treinam sem excessos. “O grande problema é quando o atleta força a articulação e exagera nas atividades”, informa.

Além disso, atletas obesos, que forçam demais o seu corpo com o sobrepeso, tendem a ser um grupo de risco. “É um impacto intenso e muito forte em uma única região”, explica. A profissional também alerta que o desgaste em corredores tende a aparecer nos joelhos e quadris.

Apesar da incidência da doença em mulheres ser mais frequente, a doutora também explica que não há relação com o sexo, mas sim com a idade. “A artrose aparece mais frequentemente em mulheres acima dos 60 anos, pois há falta do hormônio estrogênio, que as protege do diagnóstico precoce”, revela.

Prevenção- Não existe nenhum alimento que possa ajudar a prevenir a incidência da artrose. Porém, bons hábitos alimentares podem ajudar no controle de peso e reduzir a possibilidade de se desencadear a doença.

Que ossos são esses que causam tantas dores no pés?

Atletismo · 19 jun, 2012

Onde fica o osso sesamóide?- Os sesamóides são encontrados embaixo da articulação do dedo grande (hálux) e são tipicamente de tamanho pequeno (como dois feijões). Há dois ossos sesamóides em cada pé, sendo um medial e outro lateral (como mostra a figura1). Mas algumas pessoas podem tê-los ainda separados ao meio, o que chamamos de sesamóide bipartido.

O que faz o osso sesamóide?- Os ossos sesamóides estão embutidos no tendão flexor do hálux, mas o que torna estes ossos pequenos tão importantes não é a sua localização, mas a natureza. Eles foram concebidos para funcionar como um ponto de apoio ou um braço de alavanca para os tendões flexores. Equivalente ao seu trabalho como um ponto de apoio, os ossos sesamóides também atuam como um guarda-costas para seus tendões circundantes, onde sua função é a de atuar como um fulcro para segurar os tendões mais longe da articulação. Em cima da proteção, os sesamóides também servem para reforçar os efeitos de tendões do ponto de vista mecânico, como roldanas (como na figura 2).

Por que eles doem?- O problema com os ossos sesamóides é a sua localização (em alguns indivíduos o tamanho deles também influencia). Como você pode ver na imagem 2, eles estão situados em uma área de alta pressão. Este simples fato, combinado com a sua proximidade com os tendões e esportes de impacto, propicia inflamação e dor, o que damos o nome de sesamoidite.

Uma pisada pronada no antepé e sobrepeso também contribuem para o aumento de carga e pressão na região. Assim como andar, dançar e correr na “meia ponta”. Além de inflamar eles podem até fraturar (figura 3).

Como tratar?- Em casos menos graves, medicamentos anti-inflamatórios funcionam muito bem na redução da dor. Há também cintas ou órteses que são usadas para segurar o hálux ou bandagens que evitam a hiperextensão, movimento que irrita os tendões em torno do osso sesamóide. Solas de sapatos almofadadas ou palmilhas também pode ser usados para reduzir a dor.

Mas o ideal é procurar um médico para fazer o diagnóstico correto pois existem casos em que ocorrem necroses desses ossos e o tratamento pode variar desde fisioterapia, infiltrações, podendo chegar a ser cirúrgico em alguns casos.


Que ossos são esses que causam tantas dores no pés?

Atletismo · 19 jun, 2012

Onde fica o osso sesamóide?- Os sesamóides são encontrados embaixo da articulação do dedo grande (hálux) e são tipicamente de tamanho pequeno (como dois feijões). Há dois ossos sesamóides em cada pé, sendo um medial e outro lateral (como mostra a figura1). Mas algumas pessoas podem tê-los ainda separados ao meio, o que chamamos de sesamóide bipartido.

O que faz o osso sesamóide?- Os ossos sesamóides estão embutidos no tendão flexor do hálux, mas o que torna estes ossos pequenos tão importantes não é a sua localização, mas a natureza. Eles foram concebidos para funcionar como um ponto de apoio ou um braço de alavanca para os tendões flexores. Equivalente ao seu trabalho como um ponto de apoio, os ossos sesamóides também atuam como um guarda-costas para seus tendões circundantes, onde sua função é a de atuar como um fulcro para segurar os tendões mais longe da articulação. Em cima da proteção, os sesamóides também servem para reforçar os efeitos de tendões do ponto de vista mecânico, como roldanas (como na figura 2).

Por que eles doem?- O problema com os ossos sesamóides é a sua localização (em alguns indivíduos o tamanho deles também influencia). Como você pode ver na imagem 2, eles estão situados em uma área de alta pressão. Este simples fato, combinado com a sua proximidade com os tendões e esportes de impacto, propicia inflamação e dor, o que damos o nome de sesamoidite.

Uma pisada pronada no antepé e sobrepeso também contribuem para o aumento de carga e pressão na região. Assim como andar, dançar e correr na “meia ponta”. Além de inflamar eles podem até fraturar (figura 3).

Como tratar?- Em casos menos graves, medicamentos anti-inflamatórios funcionam muito bem na redução da dor. Há também cintas ou órteses que são usadas para segurar o hálux ou bandagens que evitam a hiperextensão, movimento que irrita os tendões em torno do osso sesamóide. Solas de sapatos almofadadas ou palmilhas também pode ser usados para reduzir a dor.

Mas o ideal é procurar um médico para fazer o diagnóstico correto pois existem casos em que ocorrem necroses desses ossos e o tratamento pode variar desde fisioterapia, infiltrações, podendo chegar a ser cirúrgico em alguns casos.

Sobrecarga de exercício pode causar lesão na lombar, a sacroileíte

Maratona · 06 set, 2011

A sacroileíte é uma lesão inflamatória típica das articulações sacro ilíacas, que são a junção articular entre o osso sacro (coluna vertebral) e osso ilíaco (bacia), conectando a parte inferior da coluna com a pelvis. Essa lesão pode desencadear dor lombar incapacitante em atletas, tanto amadores quanto profissionais.

Ela pode ocorrer por diversas causas, como traumas, pós-operatórios de cirurgias de coluna, doenças reumatológicas como a espondilite anquilosante, ou processos infecciosos no local. A sobrecarga cíclica sobre os membros inferiores transmitida para a região pélvica durante a prática de esportes de impacto e longa duração, como é a corrida de longa distância, pode afetar a articulação em questão.

Pode haver o desencadeamento de um processo inflamatório local caracterizado por dor, que pode se estender desde a região lombar até coxas e pernas, rigidez e diminuição da amplitude de movimento. O diagnóstico é realizado por meio de exame físico criterioso, história clínica do paciente e exames de imagem como a radiografia simples.

Os resultados podem apresentar esclerose óssea de sacro e ilíaco, irregularidades de contornos articulares, erosões ósseas e, em graus mais avançados, o pseudoalargamento articular e até a anquilose total (fusão da articulação sacroilíaca). Outros métodos de imagem também podem contribuir para a obtenção do diagnóstico, como a cintilografia óssea, tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Tratamento - O tratamento normalmente é conservador e envolve medidas fisioterápicas para analgesia e exercícios de fortalecimento muscular regional para evitar as recidivas, além do uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINH's), corticoesteróides em situações específicas e até mesmo a cirurgia.


Sobrecarga de exercício pode causar lesão na lombar, a sacroileíte

Maratona · 06 set, 2011

A sacroileíte é uma lesão inflamatória típica das articulações sacro ilíacas, que são a junção articular entre o osso sacro (coluna vertebral) e osso ilíaco (bacia), conectando a parte inferior da coluna com a pelvis. Essa lesão pode desencadear dor lombar incapacitante em atletas, tanto amadores quanto profissionais.

Ela pode ocorrer por diversas causas, como traumas, pós-operatórios de cirurgias de coluna, doenças reumatológicas como a espondilite anquilosante, ou processos infecciosos no local. A sobrecarga cíclica sobre os membros inferiores transmitida para a região pélvica durante a prática de esportes de impacto e longa duração, como é a corrida de longa distância, pode afetar a articulação em questão.

Pode haver o desencadeamento de um processo inflamatório local caracterizado por dor, que pode se estender desde a região lombar até coxas e pernas, rigidez e diminuição da amplitude de movimento. O diagnóstico é realizado por meio de exame físico criterioso, história clínica do paciente e exames de imagem como a radiografia simples.

Os resultados podem apresentar esclerose óssea de sacro e ilíaco, irregularidades de contornos articulares, erosões ósseas e, em graus mais avançados, o pseudoalargamento articular e até a anquilose total (fusão da articulação sacroilíaca). Outros métodos de imagem também podem contribuir para a obtenção do diagnóstico, como a cintilografia óssea, tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Tratamento - O tratamento normalmente é conservador e envolve medidas fisioterápicas para analgesia e exercícios de fortalecimento muscular regional para evitar as recidivas, além do uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINH's), corticoesteróides em situações específicas e até mesmo a cirurgia.

Você sabe o qué Hálux valgo ou joanete?

Atletismo · 03 ago, 2011

Sinônimas:
Hálux valgo é o nome científico do joanete, menos comumente encontramos como hálux abduto ou bunion.

Introdução- É a alteração óssea mais comum do pé do adulto. O joanete não é um osso que cresceu ou que surgiu e sim um desvio do primeiro metatarsiano (osso do dedão) e consequentemente das falanges que se expressa como uma saliência na região de dentro do pé.

Quais são as causas do joanete?

  • Genética: História familiar, ou seja, ter alguém na família com a deformidade;
  • Mecânica: Uso de calçados inadequados, principalmente salto alto e bico fino. Além disso, sobrecarga (sim a corrida com sapato apertado pode causar uma força mecânica que favorece a deformidade).

    Não quero operar, existe algo a fazer?

    A primeira coisa que se deve saber é que o sapato deve ser feito para caber o pé não e não o pé para caber no sapato. Portanto primeiramente devem ser consideradas as modificações do calçado:

  • Escolha o modelo que mais lhe agrada considerando que ele deve ter a ponta larga; “quadrados” ou “redondos”, que dão maior estabilidade à marcha, evitando quedas;
  • Se for de salto, não ultrapassar três centímetros. Dê preferência aos tipos “Anabela”, pois distribuem melhor a pressão;
  • Nos tênis: dê espaço entre a ponta dos dedos e a frente, isso é preciso para que eles se desprendam do solo durante a marcha ou corrida;
  • Troque os calçados diariamente, evitando atrito num ponto único na pele (bunion);
  • Não acredite que o sapato irá lacear com o uso, ele deve estar confortável na hora da compra;
  • Os pacientes costumam perguntar sobre o uso de próteses ou splints joanete. Não há evidências de que estes possam melhorar um hálux valgo estabelecidos, as provas que talas podem impedir um joanete progredir é inconclusivo.

    Como é a cirurgia para correção atualmente?

    A cirurgia para correção do joanete sofreu várias inovações nos últimos anos. As técnicas mais modernas, além de serem muito mais eficazes, dispensam o uso de gesso o que facilita a reabilitação pós-operatória. A queixa de dor é mínima já que a anestesia utilizada além de minimizar as complicações, promove uma analgesia muito mais prolongada no período pós-operatório.

    O procedimento exige alguns cuidados e o uso de calçado fechado só é permitido após 40 dias de cirurgia. Neste intervalo o paciente deve utilizar um calçado apropriado que proporciona o apoio somente no calcanhar. Pode ser usada a sandália de Baruk (pós-operatória) ou o robofoot.

    Pode acontecer de a deformidade voltar?

    As chances de insucesso no tratamento do joanete são muito pequenas, desde que a cirurgia seja corretamente indicada, não haja complicações e as recomendações sejam estritamente seguidas pelo paciente. Principalmente referente ao uso de calçados.

    Que cuidados eu devo ter após a cirurgia?

    As maiorias dos pacientes submetidos à correção do joanete pelas técnicas atuais desfrutam dos avanços da cirurgia moderna dispensando o uso de gesso e estando liberados para apoiar o calcâneo no dia seguinte à operação.

    Cuidados são fundamentais:

  • Não deixe de seguir estritamente as recomendações do seu médico;
  • A liberação para caminhar após a cirurgia envolve o indispensável (comer, ir no banheiro,etc..). Evite caminhadas desnecessárias. Elas aumentam o inchaço, provocam dor e retardam a recuperação;
  • Esforços exagerados no período pós-operatório, incluindo caminhadas desnecessárias, podem colocar em risco o resultado da cirurgia pela perda da correção obtida;
  • Não deixe de realizar todas as consultas pós-operatórias para assegurar umareabilitação adequada;
  • Há possibilidade de haver dor e edema residual por um período de até um ano após a cirurgia, a depender da natureza de cada um.


  • Você sabe o qué Hálux valgo ou joanete?

    Atletismo · 03 ago, 2011

    Sinônimas:
    Hálux valgo é o nome científico do joanete, menos comumente encontramos como hálux abduto ou bunion.

    Introdução- É a alteração óssea mais comum do pé do adulto. O joanete não é um osso que cresceu ou que surgiu e sim um desvio do primeiro metatarsiano (osso do dedão) e consequentemente das falanges que se expressa como uma saliência na região de dentro do pé.

    Quais são as causas do joanete?

  • Genética: História familiar, ou seja, ter alguém na família com a deformidade;
  • Mecânica: Uso de calçados inadequados, principalmente salto alto e bico fino. Além disso, sobrecarga (sim a corrida com sapato apertado pode causar uma força mecânica que favorece a deformidade).

    Não quero operar, existe algo a fazer?

    A primeira coisa que se deve saber é que o sapato deve ser feito para caber o pé não e não o pé para caber no sapato. Portanto primeiramente devem ser consideradas as modificações do calçado:

  • Escolha o modelo que mais lhe agrada considerando que ele deve ter a ponta larga; “quadrados” ou “redondos”, que dão maior estabilidade à marcha, evitando quedas;
  • Se for de salto, não ultrapassar três centímetros. Dê preferência aos tipos “Anabela”, pois distribuem melhor a pressão;
  • Nos tênis: dê espaço entre a ponta dos dedos e a frente, isso é preciso para que eles se desprendam do solo durante a marcha ou corrida;
  • Troque os calçados diariamente, evitando atrito num ponto único na pele (bunion);
  • Não acredite que o sapato irá lacear com o uso, ele deve estar confortável na hora da compra;
  • Os pacientes costumam perguntar sobre o uso de próteses ou splints joanete. Não há evidências de que estes possam melhorar um hálux valgo estabelecidos, as provas que talas podem impedir um joanete progredir é inconclusivo.

    Como é a cirurgia para correção atualmente?

    A cirurgia para correção do joanete sofreu várias inovações nos últimos anos. As técnicas mais modernas, além de serem muito mais eficazes, dispensam o uso de gesso o que facilita a reabilitação pós-operatória. A queixa de dor é mínima já que a anestesia utilizada além de minimizar as complicações, promove uma analgesia muito mais prolongada no período pós-operatório.

    O procedimento exige alguns cuidados e o uso de calçado fechado só é permitido após 40 dias de cirurgia. Neste intervalo o paciente deve utilizar um calçado apropriado que proporciona o apoio somente no calcanhar. Pode ser usada a sandália de Baruk (pós-operatória) ou o robofoot.

    Pode acontecer de a deformidade voltar?

    As chances de insucesso no tratamento do joanete são muito pequenas, desde que a cirurgia seja corretamente indicada, não haja complicações e as recomendações sejam estritamente seguidas pelo paciente. Principalmente referente ao uso de calçados.

    Que cuidados eu devo ter após a cirurgia?

    As maiorias dos pacientes submetidos à correção do joanete pelas técnicas atuais desfrutam dos avanços da cirurgia moderna dispensando o uso de gesso e estando liberados para apoiar o calcâneo no dia seguinte à operação.

    Cuidados são fundamentais:

  • Não deixe de seguir estritamente as recomendações do seu médico;
  • A liberação para caminhar após a cirurgia envolve o indispensável (comer, ir no banheiro,etc..). Evite caminhadas desnecessárias. Elas aumentam o inchaço, provocam dor e retardam a recuperação;
  • Esforços exagerados no período pós-operatório, incluindo caminhadas desnecessárias, podem colocar em risco o resultado da cirurgia pela perda da correção obtida;
  • Não deixe de realizar todas as consultas pós-operatórias para assegurar umareabilitação adequada;
  • Há possibilidade de haver dor e edema residual por um período de até um ano após a cirurgia, a depender da natureza de cada um.

  • Tendinopatia do tendão de Aquiles: diagnóstico e tratamento

    Caminhada · 19 jan, 2011

    A tendinopatia (tendinite) do tendão de Aquiles, ou tendão calcâneo segundo a nova nomenclatura, é bastante comum no meio dos praticantes de corrida de longa distância e se trata de um quadro clínico de degeneração e caracterizada por um processo de desgaste do corpo do tendão. Ele pode ser visualizado por exames de imagem como a ressonância magnética.

    Esta condição é difícil de ser tratada, pois o tecido acometido é pouco vascularizado e, portanto, com limitada capacidade de recuperação. As medidas fisioterápicas para analgesia (melhora da dor) estão bem indicadas, assim como uso de gelo e a elevação da parte posterior do pé através do uso de uma calcanheira de silicone.

    Na minha experiência no tratamento de inúmeros casos de tendinopatia de Aquiles, constatei que os exercícios de contração excêntrica da panturrilha são mais eficazes. Este tipo de exercício é aquele no qual os músculos da panturrilha são alongados enquanto fazem força.

    Em casos crônicos o uso de medicação anti-inflamatória não está indicado, pois não existe mais um processo inflamatório, mas sim uma degeneração tecidual.


    Tendinopatia do tendão de Aquiles: diagnóstico e tratamento

    Caminhada · 19 jan, 2011

    A tendinopatia (tendinite) do tendão de Aquiles, ou tendão calcâneo segundo a nova nomenclatura, é bastante comum no meio dos praticantes de corrida de longa distância e se trata de um quadro clínico de degeneração e caracterizada por um processo de desgaste do corpo do tendão. Ele pode ser visualizado por exames de imagem como a ressonância magnética.

    Esta condição é difícil de ser tratada, pois o tecido acometido é pouco vascularizado e, portanto, com limitada capacidade de recuperação. As medidas fisioterápicas para analgesia (melhora da dor) estão bem indicadas, assim como uso de gelo e a elevação da parte posterior do pé através do uso de uma calcanheira de silicone.

    Na minha experiência no tratamento de inúmeros casos de tendinopatia de Aquiles, constatei que os exercícios de contração excêntrica da panturrilha são mais eficazes. Este tipo de exercício é aquele no qual os músculos da panturrilha são alongados enquanto fazem força.

    Em casos crônicos o uso de medicação anti-inflamatória não está indicado, pois não existe mais um processo inflamatório, mas sim uma degeneração tecidual.

    Lombalgia: prevenção pode ser feita durante a atividade física

    Atletismo · 16 set, 2009

    Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e de incapacidade funcional. A incidência da lombalgia é menor apenas que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos. Cerca de 80% das pessoas têm algum tipo de dor lombar em alguma fase da vida e os gastos decorrentes desse problema são astronômicos e crescem a cada ano.

    De forma preventiva, a atividade física contribui imensamente no tratamento das dores lombares. Mas nem mesmo atletas ou praticantes de corridas de longa distância estão imunes a elas.

    O tipo mais comum de lombalgia entre os praticantes de atividade física é a de origem mecânico-degenerativa, caracterizada por uma alteração funcional como, por exemplo, excesso de peso, sobretudo da região abdominal; idade e sedentarismo. Também pode surgir quando há encurtamento da cadeia muscular posterior, que inclui os músculos da região lombar, músculos da parte posterior da coxa, músculos da panturrilha e músculos da planta do pé. Tudo isso contribui de forma importante para a origem do problema.

    Como disse anteriormente, a dor ocorre por um problema mecânico. Isto porque, os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, que dessa forma, sofrem micro lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos. O resultado é uma resposta de espasmo muscular, ou seja, uma sensação de “travamento nas costas”.

    No caso do sedentário, a dor surge por desuso, ou seja, o músculo se atrofia e ocorre uma diminuição da flexibilidade da coluna dorso-lombar comprometendo a capacidade de alongamento das cadeias musculares ao lado da coluna vertebral. É fundamental que os corredores de longa distância, atletas ou praticantes de atividade física, se conscientizem da importância dos exercícios específicos de alongamento e fortalecimento da musculatura paravertebral e das cadeias posteriores para a prevenção de dores nas costas.

    Exercícios para evitar a lesão - Os exercícios de alongamento devem ser realizados de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor. Ao atingir esse limite, o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado. Vale lembrar que é preciso trabalhar tanto os músculos dos membros superiores quanto os inferiores.

    Também é importante fazer exercícios de fortalecimento. Estes devem envolver a musculatura ao longo da coluna vertebral e a musculatura abdominal, pois esta exerce função importante no suporte para as costas.

    Mas vale lembrar, que o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois altera o centro de gravidade do corpo, exercendo assim uma sobrecarga constante sobre a musculatura lombar, que facilita o surgimento de lesões. Por isso os exercícios abdominais devem ser feitos com os joelhos e cotovelos flexionados e com as mãos tocando ligeiramente a nuca.

    Diagnóstico - A lombalgia é um sintoma que pode estar relacionado a certas doenças, e são poucos os pacientes que têm um diagnóstico definido durante a avaliação inicial. Alguns autores estudaram a influência da dor sobre o sistema nervoso central e observaram que cerca de 40% dos portadores de lombalgia pensam estar com alguma doença séria, o que dificulta um tratamento adequado.

    O exame clínico apresenta dor à palpação e à movimentação das cadeias musculares próximas à coluna vertebral. O paciente relata dificuldade na flexão do tronco em direção aos joelhos estendidos e a dor piora no final da tarde, geralmente após o trabalho, podendo se agravar com a movimentação excessiva, ou o stress emocional.

    O exame radiográfico não está indicado nos casos de lombalgias mecânicas agudas, exceto nas situações em que haja algum “sinal de alerta” (dor presente em jovens adolescentes ou adultos maiores de 55 anos de idade, trauma violento, história prévia de câncer, perda de peso acentuada, dificuldade para urinar, diminuição de força motora) ou persistência do quadro clínico, além da quarta semana do início dos sintomas.

    Durante a crise, o tratamento deve incluir repouso relativo, no qual as atividades de vida diária podem ser mantidas. Exercícios leves de alongamento devem ser feitos e o uso de medicação analgésica/antiinflamatória e suportes psicológicos também podem ser incluídos, quando necessário.

    Após a crise, começa a parte mais importante do tratamento: orientação ao atleta ou praticante de atividade física sobre as causas da lombalgia, e determinação das medidas necessárias para evitar uma nova ocorrência.


    Lombalgia: prevenção pode ser feita durante a atividade física

    Atletismo · 16 set, 2009

    Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e de incapacidade funcional. A incidência da lombalgia é menor apenas que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos. Cerca de 80% das pessoas têm algum tipo de dor lombar em alguma fase da vida e os gastos decorrentes desse problema são astronômicos e crescem a cada ano.

    De forma preventiva, a atividade física contribui imensamente no tratamento das dores lombares. Mas nem mesmo atletas ou praticantes de corridas de longa distância estão imunes a elas.

    O tipo mais comum de lombalgia entre os praticantes de atividade física é a de origem mecânico-degenerativa, caracterizada por uma alteração funcional como, por exemplo, excesso de peso, sobretudo da região abdominal; idade e sedentarismo. Também pode surgir quando há encurtamento da cadeia muscular posterior, que inclui os músculos da região lombar, músculos da parte posterior da coxa, músculos da panturrilha e músculos da planta do pé. Tudo isso contribui de forma importante para a origem do problema.

    Como disse anteriormente, a dor ocorre por um problema mecânico. Isto porque, os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, que dessa forma, sofrem micro lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos. O resultado é uma resposta de espasmo muscular, ou seja, uma sensação de “travamento nas costas”.

    No caso do sedentário, a dor surge por desuso, ou seja, o músculo se atrofia e ocorre uma diminuição da flexibilidade da coluna dorso-lombar comprometendo a capacidade de alongamento das cadeias musculares ao lado da coluna vertebral. É fundamental que os corredores de longa distância, atletas ou praticantes de atividade física, se conscientizem da importância dos exercícios específicos de alongamento e fortalecimento da musculatura paravertebral e das cadeias posteriores para a prevenção de dores nas costas.

    Exercícios para evitar a lesão - Os exercícios de alongamento devem ser realizados de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor. Ao atingir esse limite, o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado. Vale lembrar que é preciso trabalhar tanto os músculos dos membros superiores quanto os inferiores.

    Também é importante fazer exercícios de fortalecimento. Estes devem envolver a musculatura ao longo da coluna vertebral e a musculatura abdominal, pois esta exerce função importante no suporte para as costas.

    Mas vale lembrar, que o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois altera o centro de gravidade do corpo, exercendo assim uma sobrecarga constante sobre a musculatura lombar, que facilita o surgimento de lesões. Por isso os exercícios abdominais devem ser feitos com os joelhos e cotovelos flexionados e com as mãos tocando ligeiramente a nuca.

    Diagnóstico - A lombalgia é um sintoma que pode estar relacionado a certas doenças, e são poucos os pacientes que têm um diagnóstico definido durante a avaliação inicial. Alguns autores estudaram a influência da dor sobre o sistema nervoso central e observaram que cerca de 40% dos portadores de lombalgia pensam estar com alguma doença séria, o que dificulta um tratamento adequado.

    O exame clínico apresenta dor à palpação e à movimentação das cadeias musculares próximas à coluna vertebral. O paciente relata dificuldade na flexão do tronco em direção aos joelhos estendidos e a dor piora no final da tarde, geralmente após o trabalho, podendo se agravar com a movimentação excessiva, ou o stress emocional.

    O exame radiográfico não está indicado nos casos de lombalgias mecânicas agudas, exceto nas situações em que haja algum “sinal de alerta” (dor presente em jovens adolescentes ou adultos maiores de 55 anos de idade, trauma violento, história prévia de câncer, perda de peso acentuada, dificuldade para urinar, diminuição de força motora) ou persistência do quadro clínico, além da quarta semana do início dos sintomas.

    Durante a crise, o tratamento deve incluir repouso relativo, no qual as atividades de vida diária podem ser mantidas. Exercícios leves de alongamento devem ser feitos e o uso de medicação analgésica/antiinflamatória e suportes psicológicos também podem ser incluídos, quando necessário.

    Após a crise, começa a parte mais importante do tratamento: orientação ao atleta ou praticante de atividade física sobre as causas da lombalgia, e determinação das medidas necessárias para evitar uma nova ocorrência.

    Neuroma de Morton: a dor no antepé que atinge corredores

    Atletismo · 04 maio, 2009

    O neuroma dos nervos digitais plantares foi difundido por Thomas G. Morton em 1876, como uma lesão tumoral benigna representada por fibrose do nervo digital plantar.

    A lesão ocorre com maior freqüência entre o terceiro e o quarto ossos metatarsais, e também entre o segundo e terceiro metatarsos, sendo incomum entre o primeiro e o segundo e raro entre o quarto e o quinto (foto 1).

    A maior ocorrência no terceiro espaço ocorre pelo fato de que este é o local mais freqüente da união entre os ramos lateral e medial dos nervos digitais plantares, que ficam engrossados e comprimidos, além da maior mobilidade do quarto metatarso, em relação ao terceiro, o que favorece a ocorrência de microtraumas.

    Devido à predileção pelo sexo feminino, sugere-se que a lesão seja desencadeada pelo uso de sapato de salto alto, onde ocorre um aumento da pressão na cabeça dos metatarsos e conseqüentemente, compressão do nervo, contudo, é sabido que os esportes de impacto, principalmente a corrida também possam desenvolver a lesão.

    Clinicamente, o neuroma desenvolve dor característica no antepé, levando o paciente em certas ocasiões, a retirar o sapato para massagear os dedos, ou simplesmente parar sua atividade (foto 2). A dor irradia-se para trás ou para os dedos, podendo ocorrer fenômenos como formigamento nas áreas inervadas pelos ramos envolvidos. Ocorre também sensação de queimação, que podem ser agravados pelo uso de sapatos inadequados e persistência do impacto.

    Diagnóstico - No exame físico pode ser encontrado o sinal de Mulder, no qual o médico realiza uma compressão do antepé, acompanhada de pressão na face plantar do terceiro espaço intermetatarsal. Quando positivo, ocorre estalido e ressalto doloroso resultante da movimentação do neuroma no espaço entre as cabeças metatársicas que pode ser reduzido com o Teste Kelikian-Ducroquet.

    Radiograficamente, não há imagem sugestiva, sendo a radiografia útil para o diagnóstico de outras patologias que causam metatarsalgia. No ultra-som, a lesão aparece como forma circular ou ovóide, bem definida, localizada próxima à cabeça metatarsal, no espaço intermetatarsal. Lesões menores de cinco milímetros podem ser difíceis de observar ao exame ultrassonográfico.

    A ressonância magnética é um exame de imagem que certamente demonstra o neuroma, suas características e seu tamanho. A imagem é de uma massa bem localizada entre as cabeças metatarsais. O neuroma é hipointenso e está cercado de tecido gorduroso hiperintenso. A hipointensidade do neuroma é atribuída ao tecido fibroso. (foto 3).

    Tratamento - O tratamento inicial do neuroma de Morton é direcionado para a mudança de hábito, quanto ao uso de calçados, dando preferência ao uso de salto menor e bico mais largo, sendo também instituído uso de antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia de alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos. Métodos de analgesia e antinflamatórios devem ser associados para auxílio à regressão do processo. Podem ser usadas, como coadjuvante, palmilhas para supressão de carga na região metatarsal acometida, com piloto retrocapital ou com amortecimento das cabeças .

    Também pode ser utilizada injeção de esteróide para produzir alívio da dor e inflamação, a qual pode durar de semanas a meses e quando o tratamento conservador falha, outros métodos podem ser utilizados, incluindo neurólise e finalmente a liberação cirúrgica do ligamento metatarsal transverso para descompressão. O método cirúrgico é a única maneira definitiva de acabar com os sintomas , desde que sejam descartados os diagnósticos diferenciais. A ressecção cirúrgica do neuroma e do segmento envolvido do nervo é o tratamento que conduz aos melhores resultados segundo vários autores, podendo ser realizado por via plantar ou dorsal.

    A vantagem da incisão dorsal, é que a mesma é feita fora da área de carga, além de evitar que o peso corpóreo seja transmitido à superfície plantar das cabeças metatarsais, resultando em uma cicatriz menos dolorosa. Em duas semanas os pontos são retirados e inicia-se a recuperação a caminho de uma vida e corrida sem dor!

    1- Murphey MD, Smith WS, Smith SE, Kransdorf MJ, Temple HT. From the archives
    of the AFIP. Imaging of musculoskeletal neurogenic Tumors: radiologic-pathologic
    correlation. Radiographics 1999; 19:1253-80.

    2- Barroco RS, Apostólico Netto A, Nery CAS. Tratamento do neuroma de Morton pela
    via plantar: avaliação dos resultados cirúrgicos. Rev Bras Ortop 1998; 33:532-6.

    3- Nery CAS. Tornozelo e pé. In: Barros Filho TEP, Lech O. Exame físico em ortopedia.
    2a ed. São Paulo: Sarvier; 2002. p.267-310.

    4- Redd RA, Peters VJ, Emery SF, Branch HM, Rifkin MD. Morton neuroma: sonographic
    evaluation. Radiology 1989; 171:415-7.

    5- Couto P, Osório L, Chambriard C, Menegassi Z, Domingues RC, Miguelotte E et al. Neuroma de Morton: diagnóstico pela ressonância magnética. Rev Bras Ortop 1997; 32:581-2.

    6- Lobato LS, Vilela SA, Fernandes ARC, Turrini E, Natour J. Valor do diagnóstico por
    imagem na avaliação do neuroma de Morton. Rev Bras Reumatol 2001; 41:188- 90.

    7- Rosenberg ZS, Beltran J, Bencardino J. From the RSNA Refresher Courses MR.
    Radiological Society of North America. Imaging of the ankle and foot. Radiographics
    2000; 20:S153-79.

    8- Ashman CJ, Klecker RJ, Yu JS. Forefoot pain involving the metatarsal region: differential
    diagnosis with MR imaging. Radiographics 2001; 21:1425-40.

    9- Wu KK. Morton neuroma and metatarsalgia.Curr Opin Rheumatol 2000; 12: 131- 42.

    10- Erickson SJ, Canali PB, Carrera GF, Johnson JE, Shereff MJ, Gould JS et al. Interdigital (Morton) Neuroma: High-resolution MR Imaging with a solenoid coil. Radiology 1991; 181:833-6.

    11- Johnson JE, Johnson KA, Unni KK. Persistent pain after excision of an interdigital
    neuroma. Results of reoperation. J Bone Joint Surg Am 1988; 70: 651-7.

    12- Zanetti M, Strehle JK, Zollinger H, Hodler J. Morton neuroma and fluid in the intermetatarsal bursae on MR images of 70 asymptomatic volunteers. Radiology 1997; 203:516-20.

    13 Terk MR, Kwong PK, Suthar M, Horvath BC, Colletti PM. Morton neuroma: evaluation
    with MR Imaging performed with contrast enhancement and fat suppression. Radiology 1993; 189:239-41.

    14- Llauger J, Palmer J, Monill JM Franquet T, Bague S, Roson N. MR Imaging of benign
    soft-tissue masses of the foot and ankle. Radiographics 1998; 18:1481- 98.

    15- Weishaupt D, Treiber K, Kundert HP, Zollinger H, Vienne P, Hodler J. Morton neuroma:
    MR Imaging in prone, supine and upright weight-bearing body positions. Radiology 2003; 226:849-56.


    Neuroma de Morton: a dor no antepé que atinge corredores

    Atletismo · 04 maio, 2009

    O neuroma dos nervos digitais plantares foi difundido por Thomas G. Morton em 1876, como uma lesão tumoral benigna representada por fibrose do nervo digital plantar.

    A lesão ocorre com maior freqüência entre o terceiro e o quarto ossos metatarsais, e também entre o segundo e terceiro metatarsos, sendo incomum entre o primeiro e o segundo e raro entre o quarto e o quinto (foto 1).

    A maior ocorrência no terceiro espaço ocorre pelo fato de que este é o local mais freqüente da união entre os ramos lateral e medial dos nervos digitais plantares, que ficam engrossados e comprimidos, além da maior mobilidade do quarto metatarso, em relação ao terceiro, o que favorece a ocorrência de microtraumas.

    Devido à predileção pelo sexo feminino, sugere-se que a lesão seja desencadeada pelo uso de sapato de salto alto, onde ocorre um aumento da pressão na cabeça dos metatarsos e conseqüentemente, compressão do nervo, contudo, é sabido que os esportes de impacto, principalmente a corrida também possam desenvolver a lesão.

    Clinicamente, o neuroma desenvolve dor característica no antepé, levando o paciente em certas ocasiões, a retirar o sapato para massagear os dedos, ou simplesmente parar sua atividade (foto 2). A dor irradia-se para trás ou para os dedos, podendo ocorrer fenômenos como formigamento nas áreas inervadas pelos ramos envolvidos. Ocorre também sensação de queimação, que podem ser agravados pelo uso de sapatos inadequados e persistência do impacto.

    Diagnóstico - No exame físico pode ser encontrado o sinal de Mulder, no qual o médico realiza uma compressão do antepé, acompanhada de pressão na face plantar do terceiro espaço intermetatarsal. Quando positivo, ocorre estalido e ressalto doloroso resultante da movimentação do neuroma no espaço entre as cabeças metatársicas que pode ser reduzido com o Teste Kelikian-Ducroquet.

    Radiograficamente, não há imagem sugestiva, sendo a radiografia útil para o diagnóstico de outras patologias que causam metatarsalgia. No ultra-som, a lesão aparece como forma circular ou ovóide, bem definida, localizada próxima à cabeça metatarsal, no espaço intermetatarsal. Lesões menores de cinco milímetros podem ser difíceis de observar ao exame ultrassonográfico.

    A ressonância magnética é um exame de imagem que certamente demonstra o neuroma, suas características e seu tamanho. A imagem é de uma massa bem localizada entre as cabeças metatarsais. O neuroma é hipointenso e está cercado de tecido gorduroso hiperintenso. A hipointensidade do neuroma é atribuída ao tecido fibroso. (foto 3).

    Tratamento - O tratamento inicial do neuroma de Morton é direcionado para a mudança de hábito, quanto ao uso de calçados, dando preferência ao uso de salto menor e bico mais largo, sendo também instituído uso de antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia de alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos. Métodos de analgesia e antinflamatórios devem ser associados para auxílio à regressão do processo. Podem ser usadas, como coadjuvante, palmilhas para supressão de carga na região metatarsal acometida, com piloto retrocapital ou com amortecimento das cabeças .

    Também pode ser utilizada injeção de esteróide para produzir alívio da dor e inflamação, a qual pode durar de semanas a meses e quando o tratamento conservador falha, outros métodos podem ser utilizados, incluindo neurólise e finalmente a liberação cirúrgica do ligamento metatarsal transverso para descompressão. O método cirúrgico é a única maneira definitiva de acabar com os sintomas , desde que sejam descartados os diagnósticos diferenciais. A ressecção cirúrgica do neuroma e do segmento envolvido do nervo é o tratamento que conduz aos melhores resultados segundo vários autores, podendo ser realizado por via plantar ou dorsal.

    A vantagem da incisão dorsal, é que a mesma é feita fora da área de carga, além de evitar que o peso corpóreo seja transmitido à superfície plantar das cabeças metatarsais, resultando em uma cicatriz menos dolorosa. Em duas semanas os pontos são retirados e inicia-se a recuperação a caminho de uma vida e corrida sem dor!

    1- Murphey MD, Smith WS, Smith SE, Kransdorf MJ, Temple HT. From the archives
    of the AFIP. Imaging of musculoskeletal neurogenic Tumors: radiologic-pathologic
    correlation. Radiographics 1999; 19:1253-80.

    2- Barroco RS, Apostólico Netto A, Nery CAS. Tratamento do neuroma de Morton pela
    via plantar: avaliação dos resultados cirúrgicos. Rev Bras Ortop 1998; 33:532-6.

    3- Nery CAS. Tornozelo e pé. In: Barros Filho TEP, Lech O. Exame físico em ortopedia.
    2a ed. São Paulo: Sarvier; 2002. p.267-310.

    4- Redd RA, Peters VJ, Emery SF, Branch HM, Rifkin MD. Morton neuroma: sonographic
    evaluation. Radiology 1989; 171:415-7.

    5- Couto P, Osório L, Chambriard C, Menegassi Z, Domingues RC, Miguelotte E et al. Neuroma de Morton: diagnóstico pela ressonância magnética. Rev Bras Ortop 1997; 32:581-2.

    6- Lobato LS, Vilela SA, Fernandes ARC, Turrini E, Natour J. Valor do diagnóstico por
    imagem na avaliação do neuroma de Morton. Rev Bras Reumatol 2001; 41:188- 90.

    7- Rosenberg ZS, Beltran J, Bencardino J. From the RSNA Refresher Courses MR.
    Radiological Society of North America. Imaging of the ankle and foot. Radiographics
    2000; 20:S153-79.

    8- Ashman CJ, Klecker RJ, Yu JS. Forefoot pain involving the metatarsal region: differential
    diagnosis with MR imaging. Radiographics 2001; 21:1425-40.

    9- Wu KK. Morton neuroma and metatarsalgia.Curr Opin Rheumatol 2000; 12: 131- 42.

    10- Erickson SJ, Canali PB, Carrera GF, Johnson JE, Shereff MJ, Gould JS et al. Interdigital (Morton) Neuroma: High-resolution MR Imaging with a solenoid coil. Radiology 1991; 181:833-6.

    11- Johnson JE, Johnson KA, Unni KK. Persistent pain after excision of an interdigital
    neuroma. Results of reoperation. J Bone Joint Surg Am 1988; 70: 651-7.

    12- Zanetti M, Strehle JK, Zollinger H, Hodler J. Morton neuroma and fluid in the intermetatarsal bursae on MR images of 70 asymptomatic volunteers. Radiology 1997; 203:516-20.

    13 Terk MR, Kwong PK, Suthar M, Horvath BC, Colletti PM. Morton neuroma: evaluation
    with MR Imaging performed with contrast enhancement and fat suppression. Radiology 1993; 189:239-41.

    14- Llauger J, Palmer J, Monill JM Franquet T, Bague S, Roson N. MR Imaging of benign
    soft-tissue masses of the foot and ankle. Radiographics 1998; 18:1481- 98.

    15- Weishaupt D, Treiber K, Kundert HP, Zollinger H, Vienne P, Hodler J. Morton neuroma:
    MR Imaging in prone, supine and upright weight-bearing body positions. Radiology 2003; 226:849-56.