paraolímpiada

Competição Paraolimpíca antes de Atenas

Esporte Adaptado · 12 abr, 2004

Entre os dias seis e 13 de maio os atletas paraolímpicos brasileiros estarão na disputa por vagas olímpicas para os Jogos de Atenas. Isto porque durante essa semana os paradesportos irão disputar os Jogos Paraolímpicos do Brasil, que será realizado em São Paulo.

Ao todo 15 modalidades, incluindo aquelas que só existem para os paraolímpicos, como por exemplo, o Golbal, vão fazer parte dos Jogos. Desta forma os melhores atletas da competição integrarão a equipe que embarcará para os Jogos Paraolímpicos de Atenas. Este acontece entre os dias 17 e 28 de setembro, deste ano.

Os locais da disputa em São Paulo serão o Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, a Universidade de São Paulo, a Hípica Santo Amaro, a Associação Desportiva Durval Guimarães e a Represa de Guarapiranga.

Encontro de atletas Paraolímpicos em SP

Na última semana os atletas paraolímpicos brasileiros se reuniram em São Paulo para um treino coletivo e reavaliação física. O encontro aconteceu na pista de atletismo do Ginásio do Ibirapuera e terminou ontem.

Ao todo 26 atletas e mais oito guias foram em busca a uma vaga para os Jogos de Atenas. Porém apenas 17 atletas serão contemplados. Isto porque esse é o número de vagas que o Brasil conseguiu para o atletismo nas Paraolimpíadas.

Desta forma só irão embarcar para a Grécia os atletas que obtiveram os maiores índices no ano de 2003 e também aqueles com o maior número de padrão de qualificação.

Para Tadeu Monteiro, técnico do atleta Antônio Delfino, que foi medalha de prata nos 400m dos Jogos Paraolímpicos de Sydney, o encontro foi muito bom. “Este encontro de técnicos e atletas de elite forma uma união de grupo e de espírito da equipe olímpica. Além disso, o treino aqui (na pista) é uma forma de avaliação no campo“, conta Monteiro.

E o atleta de Monteiro já está com treinamento intensivo para ir buscar uma nova medalha. “ Estou treinando bastante e em abril vou aumentar o meu ritmo para a nova e última avaliação de maio”, revela Delfino. Depois da seletiva o atleta, se conseguir a vaga, irá reduzir o treino para não correr o risco de lesão. “Se eu for escolhido vou trabalhar com muita cautela e cuidado”, acrescenta o atleta.

Delfino, que tem parte do braço direito amputado por causa de acidente de trabalho, é jardineiro no Distrito Federal e também pai de sete filhos. E isso aumenta o motivo do atleta querer buscar bons resultados em Atenas. “Quero conseguir a medalha com toda a minha força”, conta.

Corrida em cadeira - O único atleta que estava na pista para treinar na modalidade corrida para cadeirantes era Arisovaldo da Silva. Esta é feita para os atletas que não podem caminhar. Eles usam uma cadeira em forma de triciclo.

Porém o custo desse equipamento é alto o que justifica o baixo número de atletas brasileiros nessa modalidade. “A dificuldade maior do atletismo para cadeirantes é a cadeira. A minha por exemplo não é tão boa e custa por volta de R$15.000 reais. Já existe outras mais leves com mais tecnologias que são mais caras”, conta Silva.

O mais curioso é que Ariosvaldo Silva já passou por diversos esportes paraolímpicos. Ele começou com o basquete, passou pelo halterofilismo e em 1999 decidiu encarar o atletismo.

“Decidi praticar um esporte individual porque na cidade que moro (Brasília) estava difícil trabalhar em equipe”, conta. E o atletismo chamou mais atenção do atleta por ser mais emocionante. Desde então ele faz parte da seleção brasileira permanente do Comitê Paraolímpico. Mas isso não lhe garante vaga.

“Tem mais um corte da seleção, aqui todo mundo está pré-qualificado, e eu posso ser cortado a qualquer momento assim como qualquer um”, revela Silva. Porém para que isso não aconteça ele está treinando diariamente nos dois períodos, manhã e tarde.

Se for convocado vai ser a primeira vez que Silva irá para as Paraolimpíadas. “Deve ser uma emoção muito grande estar ao lado dos melhores atletas do mundo”, conta.

Além disso, Silva, o Parré, como é mais conhecido, que tem seqüela nos membros inferiores em virtude de poliomielite (paralisia infantil), deixou um recado para as pessoas que pretendem praticar algum esporte: “tem muito deficiente que fica em casa e não procura as coisas que ele pode fazer. Ele pode procurar uma associação, um esporte para não se entregar para a deficiência que tem”, finaliza.


Encontro de atletas Paraolímpicos em SP

Esporte Adaptado · 15 mar, 2004

Na última semana os atletas paraolímpicos brasileiros se reuniram em São Paulo para um treino coletivo e reavaliação física. O encontro aconteceu na pista de atletismo do Ginásio do Ibirapuera e terminou ontem.

Ao todo 26 atletas e mais oito guias foram em busca a uma vaga para os Jogos de Atenas. Porém apenas 17 atletas serão contemplados. Isto porque esse é o número de vagas que o Brasil conseguiu para o atletismo nas Paraolimpíadas.

Desta forma só irão embarcar para a Grécia os atletas que obtiveram os maiores índices no ano de 2003 e também aqueles com o maior número de padrão de qualificação.

Para Tadeu Monteiro, técnico do atleta Antônio Delfino, que foi medalha de prata nos 400m dos Jogos Paraolímpicos de Sydney, o encontro foi muito bom. “Este encontro de técnicos e atletas de elite forma uma união de grupo e de espírito da equipe olímpica. Além disso, o treino aqui (na pista) é uma forma de avaliação no campo“, conta Monteiro.

E o atleta de Monteiro já está com treinamento intensivo para ir buscar uma nova medalha. “ Estou treinando bastante e em abril vou aumentar o meu ritmo para a nova e última avaliação de maio”, revela Delfino. Depois da seletiva o atleta, se conseguir a vaga, irá reduzir o treino para não correr o risco de lesão. “Se eu for escolhido vou trabalhar com muita cautela e cuidado”, acrescenta o atleta.

Delfino, que tem parte do braço direito amputado por causa de acidente de trabalho, é jardineiro no Distrito Federal e também pai de sete filhos. E isso aumenta o motivo do atleta querer buscar bons resultados em Atenas. “Quero conseguir a medalha com toda a minha força”, conta.

Corrida em cadeira - O único atleta que estava na pista para treinar na modalidade corrida para cadeirantes era Arisovaldo da Silva. Esta é feita para os atletas que não podem caminhar. Eles usam uma cadeira em forma de triciclo.

Porém o custo desse equipamento é alto o que justifica o baixo número de atletas brasileiros nessa modalidade. “A dificuldade maior do atletismo para cadeirantes é a cadeira. A minha por exemplo não é tão boa e custa por volta de R$15.000 reais. Já existe outras mais leves com mais tecnologias que são mais caras”, conta Silva.

O mais curioso é que Ariosvaldo Silva já passou por diversos esportes paraolímpicos. Ele começou com o basquete, passou pelo halterofilismo e em 1999 decidiu encarar o atletismo.

“Decidi praticar um esporte individual porque na cidade que moro (Brasília) estava difícil trabalhar em equipe”, conta. E o atletismo chamou mais atenção do atleta por ser mais emocionante. Desde então ele faz parte da seleção brasileira permanente do Comitê Paraolímpico. Mas isso não lhe garante vaga.

“Tem mais um corte da seleção, aqui todo mundo está pré-qualificado, e eu posso ser cortado a qualquer momento assim como qualquer um”, revela Silva. Porém para que isso não aconteça ele está treinando diariamente nos dois períodos, manhã e tarde.

Se for convocado vai ser a primeira vez que Silva irá para as Paraolimpíadas. “Deve ser uma emoção muito grande estar ao lado dos melhores atletas do mundo”, conta.

Além disso, Silva, o Parré, como é mais conhecido, que tem seqüela nos membros inferiores em virtude de poliomielite (paralisia infantil), deixou um recado para as pessoas que pretendem praticar algum esporte: “tem muito deficiente que fica em casa e não procura as coisas que ele pode fazer. Ele pode procurar uma associação, um esporte para não se entregar para a deficiência que tem”, finaliza.

Paraolímpicos vão treinar no Ibirapuera

Esporte Adaptado · 11 mar, 2004

Os atletas Paraolímpicos começaram a treinar está semana para os Jogos de Atenas, que acontecem em setembro deste ano. Inicialmente 26 velocistas irão treinar no ginásio do Ibirapuera em São Paulo até domingo.

Mas desse seleto grupo apenas 17 irão embarcar para a Grécia. Isto porque o Brasil tem esse número de vagas garantidas na modalidade. Confira os nomes dos atletas que estarão no Ibirapuera nessa semana:

1-Adirson Henrique
2-Adria Rocha
3-Anderson Santos
4-André Luiz Andrade
5-Antonio Delfino de Souza
6-Ariosvaldo Fernandes
7-Aurélio Guedes dos Santos
8-Claudio Flores
9-Cleyton Pacheco
10-Eliana Perpétua
11-Gilson dos Santos
12-Leonardo Amâncio
13-Marlete Vicente
14-Marcos Bernardo Rodrigues
15-Maria José Alves
16-Moisés Neto
17-Odair dos Santos
18-Ozivam Santos
19-Pedro Flavio Guilhermino
20-Ricardo Pereira
21-Roseane Santos
22-Simone Camargo
23-Sirlene Guilhermina
24-Sônia Gouveia
25-Suely Rodrigues Guimarães
26-Terezinha Aparecida Guilhermina

Convocados para a Paraolimpíada de Atenas

Esporte Adaptado · 04 fev, 2004

O Comitê Paraolímpico Brasileiro divulgou ontem o nome dos atletas que foram convocados para as Paraolimpíadas de Atenas, que acontece no mês de setembro. Ao todo 109 atletas de oito modalidades já estão com vaga garantida.

No ciclismo o Brasil tem duas vagas. Os atletas convocados foram o santista Rivaldo Gonçalves Martins e Roberto Carlos Silva, de Uberlândia, Minas Gerais. Já no atletismo o país levará para Atenas 25 esportistas. Entre eles está a velocista Ádria Rocha que é cega.

Em Sidney a atleta fez os 100 metros rasos em 12seg46. Uma das melhores velocistas do mundo, que não é deficiente, Kelly White já fez a mesma distância com 10seg85.

Por enquanto a Comissão técnica está composta por 11 profissionais. Eles auxiliarão os atletas em Atenas.

Workshop Paraolímpico de Mídia

Ontem o Comitê Paraolímpico Brasileiro inovou e fez um Workshop especial para a mídia. A iniciativa aproximou os veículos de comunicação com o esporte para deficientes. O WebRun foi o único veículo da internet que compareceu no Workshop.

São Paulo, Faltando um pouco mais de 200 dias para começar a Paraolimpíada de Atenas o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) organizou ontem, dia 03 de fevereiro, um Workshop para a mídia. Este evento abriu o calendário de Atenas 2004 do CPB e teve como objetivo esclarecer e informar os jornalistas sobre o esporte paraolímpico.

Diversos veículos de comunicação da capital paulista participaram do workshop. O Presidente do CPB, Vital Severiano Neto, abriu o evento e confiante disse: “Nós vamos ter um resultado superior que Sydney nessa Paraolimpíada”.

Além disso, o secretário-geral do CPB, Andrew Parsons e o diretor-técnico, Kleber Veríssimo, também da CPB deram explicações sobre a estrutura do esporte para deficientes e sobre as modalidades paraolimpícas.

Eles divulgaram que irão para Atenas cerca de 90 atletas em 10 modalidades. No ciclismo o Brasil garantiu duas vagas e no atletismo 25. Mas esse número não é maior porque o esporte para deficientes, segundo Veríssimo, é caro. “A maior dificuldade do esporte é o equipamento, uma cadeira especial para corrida custa cerca de 15 mil dólares”, conta.

O CPB também convidou dois jornalistas que já foram cobrir uma Paraolimpíada para contarem aos colegas de profissão as experiências que tiveram nos jogos.

O jornalista José Cruz do Correio Braziliense falou que se emocionou o ver um nadador chinês competir sem ter os dois braços e as duas pernas. “Nossa foi incrível ver aquele atleta nadar tão rápido e pensar que eu não sei nadar. Fiquei tão emocionado que até chorei”, revela Cruz.

O jornalista da rádio CBN, Calos Eduardo Eboli, narrou diversos episódios que aconteceram com ele na Paraolimpíada de Sydney. Ele também alertou que o Brasil deve olhar para os outros esportes que não seja o futebol. “Se o futebol tivesse metade da garra dos atletas paraolímpicos eles iriam para Atenas", disse Eboli fazendo comparação com a seleção pré-olímpica de futebol, que não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos.


Workshop Paraolímpico de Mídia

Esporte Adaptado · 04 fev, 2004

Ontem o Comitê Paraolímpico Brasileiro inovou e fez um Workshop especial para a mídia. A iniciativa aproximou os veículos de comunicação com o esporte para deficientes. O WebRun foi o único veículo da internet que compareceu no Workshop.

São Paulo, Faltando um pouco mais de 200 dias para começar a Paraolimpíada de Atenas o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) organizou ontem, dia 03 de fevereiro, um Workshop para a mídia. Este evento abriu o calendário de Atenas 2004 do CPB e teve como objetivo esclarecer e informar os jornalistas sobre o esporte paraolímpico.

Diversos veículos de comunicação da capital paulista participaram do workshop. O Presidente do CPB, Vital Severiano Neto, abriu o evento e confiante disse: “Nós vamos ter um resultado superior que Sydney nessa Paraolimpíada”.

Além disso, o secretário-geral do CPB, Andrew Parsons e o diretor-técnico, Kleber Veríssimo, também da CPB deram explicações sobre a estrutura do esporte para deficientes e sobre as modalidades paraolimpícas.

Eles divulgaram que irão para Atenas cerca de 90 atletas em 10 modalidades. No ciclismo o Brasil garantiu duas vagas e no atletismo 25. Mas esse número não é maior porque o esporte para deficientes, segundo Veríssimo, é caro. “A maior dificuldade do esporte é o equipamento, uma cadeira especial para corrida custa cerca de 15 mil dólares”, conta.

O CPB também convidou dois jornalistas que já foram cobrir uma Paraolimpíada para contarem aos colegas de profissão as experiências que tiveram nos jogos.

O jornalista José Cruz do Correio Braziliense falou que se emocionou o ver um nadador chinês competir sem ter os dois braços e as duas pernas. “Nossa foi incrível ver aquele atleta nadar tão rápido e pensar que eu não sei nadar. Fiquei tão emocionado que até chorei”, revela Cruz.

O jornalista da rádio CBN, Calos Eduardo Eboli, narrou diversos episódios que aconteceram com ele na Paraolimpíada de Sydney. Ele também alertou que o Brasil deve olhar para os outros esportes que não seja o futebol. “Se o futebol tivesse metade da garra dos atletas paraolímpicos eles iriam para Atenas", disse Eboli fazendo comparação com a seleção pré-olímpica de futebol, que não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos.