paraolímpiada

Delegação paraolímpica faz aclimatação em Macau

Atletismo · 28 ago, 2008

A delegação paraolímpica de atletismo brasileira já está na cidade chinesa de Macau fazendo a aclimatação para a Paraolimpíada de Pequim, que acontece entre os dias 6 a 17 de setembro. O grupo chegou à cidade após dois dias de viagem.

"A China é uma experiência totalmente nova, mesmo para quem já viajou pra diversas competições”, explica o chefe da delegação brasileira Alberto Martins. “Com certeza vamos ter dificuldades na adaptação pela cultura diferente, mas acreditamos que essa semana será muito boa para equipe", completa.

Os competidores realizam treinos em dois períodos diários nas modernas instalações do Complexo Esportivo de Macau. “Estou muito feliz. Nem todos os atletas têm essa chance. A pista de treinamento é boa, o clima daqui é quente e parecido com o de Pequim, isso ajudará muito", explica Odair dos Santos”, que disputará os 10 e os cinco mil na classe T12 (baixa visão).

Além do treinamento, há sessões diárias de fisioterapia e psicologia para complementar a preparação. A piscina e o spa do hotel estão à disposição para descontração e para minimizar o forte calor da cidade.

Confira a convocação para os Jogos Paraolímpicos

O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) divulgou na tarde desta quinta-feira a relação oficial dos atletas convocados para os Jogos Paraolímpicos de Pequim esse ano até o momento. A lista parcial compreende 142 competidores de 14 modalidades, num total de 187 vagas, 88 a mais do que em Atenas e quase o triplo de Sidney.

O Comitê está otimista em relação à conquista de medalhas, que deverá aumentar em relação à última edição da competição. Em 2004 a delegação canarinho terminou na 14ª colocação do ranking de medalhas, melhorando 10 em relação a Sidney.

Para tornar viável a participação do grande número de competidores na delegação nacional, o CPB tem uma parceria com a Caixa Econômica Federal, que esse ano já recebeu R$ 6,3 milhões. Além disso, 2% do total da arrecadação bruta de todas as apostas com as Loterias são repassadas ao Comitê Papraolímpico e ao Comitê Olímpico Nacional por meio da Lei Agnelo-Piva.

  • Alan Fonteles Cardoso de Oliveira - Ananindeua/PA

  • Alex Cavalcante Mendonça - Diadema/SP

  • André Luiz Garcia Andrade - Presidente Prudente/SP

  • André Luiz Oliveira - São Paulo/SP

  • Antônio Delfino de Souza - Taguatinga/DF

  • Ariosvaldo Fernandes da Silva - Planaltina/DF

  • Aurélio Guedes dos Santos - Marilia/SP

  • Carlos José Barto da Silva - Belo Horizonte/MG

  • Christiano Henrique Farias - Belém/PA

  • Claudemir do Nascimento Santos - Rio de Janeiro/RJ

  • Daniel Mendes da Silva - Vitória/ES

  • Edson Cavalcante Pinheiro - Porto Velho/RO

  • Emicarlo Elias de Souza - Natal/RN

  • Felipe de Souza Gomes - Rio de Janeiro/RJ

  • Gilson José dos Anjos - Joinville/SC

  • Jonathan de Souza Santos - Maceió/AL

  • José Carlos Purificação de Alecrim - Goiânia/GO

  • José Ribeiro da Silva - São Paulo/SP

  • Julio César de Souza - Joinville/SC

  • Leonardo Amâncio - Recife/PE

  • Lucas Prado - Joinville/SC

  • Marco Aurélio Lima Borges - São Paulo/SP

  • Moises Vicente Neto - Taguatinga/DF

  • Nelson Ned Trajano Pereira - Cuiabá/MS

  • Odair Ferreira dos Santos - Presidente Prudente/SP

  • Ozivan dos Santos Bonfim - Marabá/PA

  • Paulo Douglas Moreira de Souza - São Gonçalo/RJ

  • Pedro César da Silva Moraes - Cuiabá/MS

  • Pedro Flávio Guilhermino - Betim/MG

  • Tito Alves de Sena - Goiânia/GO

  • Yohansson do Nascimento Ferreira - Maceió/AL

  • Rosenei Herrera (CAIRA) Campo Grande, MS

  • Shirlene Santos Coelho (CETEFE) Samambaia, DF

  • Fernanda Yara Silva (AAPPD) Petrolina, PE

  • Sheila Finder (CEPE) Joinville, SC

  • Sonia Maria Pereira de Gouveia (ADEFAL) Maceió, AL

  • Poliana Jesus (ADEFU) Uberaba, MG

  • Suely Guimarães (AAAUFPE) Recife, PE

  • Roseane Ferreira dos Santos (3IN) Maceió, AL

  • Terezinha Aparecido Guilhermina (AJIDEVI) Curitiba, PR

  • Adria Rocha Santos (ACIC) Joinville, SC

  • Jerusa Geber dos Santos (AMC) Cuiabá, MS

  • Sirlene Aparecida Guilhermino (AJIDEVI) Curitiba, PR

  • Maria Jose Alves (AJIDEVI) Joinville, SC

  • Ana Tércia Venâncio Soares (CAD) São José do Rio Preto, SP

  • Joana Helena dos Santos Silva (UBERLÂNDIA) Uberlândia, MG

  • Indayana Pedrina Moia Martins (AJIDEVI) Joinville, SC

  • Jenifer Martins dos Santos (AAPPD) Recife, PE


  • Confira a convocação para os Jogos Paraolímpicos

    Esporte Adaptado · 12 jun, 2008

    O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) divulgou na tarde desta quinta-feira a relação oficial dos atletas convocados para os Jogos Paraolímpicos de Pequim esse ano até o momento. A lista parcial compreende 142 competidores de 14 modalidades, num total de 187 vagas, 88 a mais do que em Atenas e quase o triplo de Sidney.

    O Comitê está otimista em relação à conquista de medalhas, que deverá aumentar em relação à última edição da competição. Em 2004 a delegação canarinho terminou na 14ª colocação do ranking de medalhas, melhorando 10 em relação a Sidney.

    Para tornar viável a participação do grande número de competidores na delegação nacional, o CPB tem uma parceria com a Caixa Econômica Federal, que esse ano já recebeu R$ 6,3 milhões. Além disso, 2% do total da arrecadação bruta de todas as apostas com as Loterias são repassadas ao Comitê Papraolímpico e ao Comitê Olímpico Nacional por meio da Lei Agnelo-Piva.

  • Alan Fonteles Cardoso de Oliveira - Ananindeua/PA

  • Alex Cavalcante Mendonça - Diadema/SP

  • André Luiz Garcia Andrade - Presidente Prudente/SP

  • André Luiz Oliveira - São Paulo/SP

  • Antônio Delfino de Souza - Taguatinga/DF

  • Ariosvaldo Fernandes da Silva - Planaltina/DF

  • Aurélio Guedes dos Santos - Marilia/SP

  • Carlos José Barto da Silva - Belo Horizonte/MG

  • Christiano Henrique Farias - Belém/PA

  • Claudemir do Nascimento Santos - Rio de Janeiro/RJ

  • Daniel Mendes da Silva - Vitória/ES

  • Edson Cavalcante Pinheiro - Porto Velho/RO

  • Emicarlo Elias de Souza - Natal/RN

  • Felipe de Souza Gomes - Rio de Janeiro/RJ

  • Gilson José dos Anjos - Joinville/SC

  • Jonathan de Souza Santos - Maceió/AL

  • José Carlos Purificação de Alecrim - Goiânia/GO

  • José Ribeiro da Silva - São Paulo/SP

  • Julio César de Souza - Joinville/SC

  • Leonardo Amâncio - Recife/PE

  • Lucas Prado - Joinville/SC

  • Marco Aurélio Lima Borges - São Paulo/SP

  • Moises Vicente Neto - Taguatinga/DF

  • Nelson Ned Trajano Pereira - Cuiabá/MS

  • Odair Ferreira dos Santos - Presidente Prudente/SP

  • Ozivan dos Santos Bonfim - Marabá/PA

  • Paulo Douglas Moreira de Souza - São Gonçalo/RJ

  • Pedro César da Silva Moraes - Cuiabá/MS

  • Pedro Flávio Guilhermino - Betim/MG

  • Tito Alves de Sena - Goiânia/GO

  • Yohansson do Nascimento Ferreira - Maceió/AL

  • Rosenei Herrera (CAIRA) Campo Grande, MS

  • Shirlene Santos Coelho (CETEFE) Samambaia, DF

  • Fernanda Yara Silva (AAPPD) Petrolina, PE

  • Sheila Finder (CEPE) Joinville, SC

  • Sonia Maria Pereira de Gouveia (ADEFAL) Maceió, AL

  • Poliana Jesus (ADEFU) Uberaba, MG

  • Suely Guimarães (AAAUFPE) Recife, PE

  • Roseane Ferreira dos Santos (3IN) Maceió, AL

  • Terezinha Aparecido Guilhermina (AJIDEVI) Curitiba, PR

  • Adria Rocha Santos (ACIC) Joinville, SC

  • Jerusa Geber dos Santos (AMC) Cuiabá, MS

  • Sirlene Aparecida Guilhermino (AJIDEVI) Curitiba, PR

  • Maria Jose Alves (AJIDEVI) Joinville, SC

  • Ana Tércia Venâncio Soares (CAD) São José do Rio Preto, SP

  • Joana Helena dos Santos Silva (UBERLÂNDIA) Uberlândia, MG

  • Indayana Pedrina Moia Martins (AJIDEVI) Joinville, SC

  • Jenifer Martins dos Santos (AAPPD) Recife, PE

  • Operadora lança pacote para Jogos Paraolímpicos

    Uma empresa parceira do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) anunciou os valores para quem deseja adquirir pacotes de viagem para acompanhar os jogos paraolímpicos de Pequim 2008. Localizada em Brasília, a operadora oferece planos para seis, 10 ou 13 noites na cidade chinesa.

    O pacote de seis noteis inclui passagem aérea São Paulo/ Pequim/ São Paulo; hospedagem, café da manhã, ingresso para a abertura, quatro ingressos para os jogos, seguro e bolsa viagem, além de traslados entre o aeroporto e o hotel. O valor é de 4.800 dólares americanos para acomodações single; 4.340 dólares a duble e 4.228 dólares a tripla.

    Para quem deseja passar 10 noites a diferença é apenas na quantidade de ingressos, que serão oito para os jogos e um para o encerramento, sob os valores de 5.840, 4.953 e 4.767 dólares americanos para acomodações single, double e tripla respectivamente. Já o pacote de 13 noites dá direito a ingresso para a abertura, encerramento e mais 11 para os jogos, com investimento de 6.740, 5.533 e 5.291 dólares americanos para acomodações single, double e tripla respectivamente.

    Os jogos paraolímpicos de Pequim acontecem entre os dias seis a 17 de setembro deste ano e usarão as mesmas instalações dos jogos olímpicos. O Brasil já tem mais de 100 atletas qualificados para a competição, o que é de longe a maior participação do país na história da paraolimpíadas. Para mais informações sobre os pacotes, basta acessar o site do CPB, o www.cpb.org.br.


    Operadora lança pacote para Jogos Paraolímpicos

    Atletismo · 11 mar, 2008

    Uma empresa parceira do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) anunciou os valores para quem deseja adquirir pacotes de viagem para acompanhar os jogos paraolímpicos de Pequim 2008. Localizada em Brasília, a operadora oferece planos para seis, 10 ou 13 noites na cidade chinesa.

    O pacote de seis noteis inclui passagem aérea São Paulo/ Pequim/ São Paulo; hospedagem, café da manhã, ingresso para a abertura, quatro ingressos para os jogos, seguro e bolsa viagem, além de traslados entre o aeroporto e o hotel. O valor é de 4.800 dólares americanos para acomodações single; 4.340 dólares a duble e 4.228 dólares a tripla.

    Para quem deseja passar 10 noites a diferença é apenas na quantidade de ingressos, que serão oito para os jogos e um para o encerramento, sob os valores de 5.840, 4.953 e 4.767 dólares americanos para acomodações single, double e tripla respectivamente. Já o pacote de 13 noites dá direito a ingresso para a abertura, encerramento e mais 11 para os jogos, com investimento de 6.740, 5.533 e 5.291 dólares americanos para acomodações single, double e tripla respectivamente.

    Os jogos paraolímpicos de Pequim acontecem entre os dias seis a 17 de setembro deste ano e usarão as mesmas instalações dos jogos olímpicos. O Brasil já tem mais de 100 atletas qualificados para a competição, o que é de longe a maior participação do país na história da paraolimpíadas. Para mais informações sobre os pacotes, basta acessar o site do CPB, o www.cpb.org.br.

    Parapan: confira entrevista com Diego Madeira

    O atleta paraolímpico Diego Lucas Madeira, natural de Criciúma (SC), será um dos representantes brasileiros do Parapan-americano do Rio de Janeiro. Na categoria T53, corrida com cadeira de rodas, o jovem de 20 anos mostra que as adversidades da vida não são empecilhos para a busca de sonhos.

    Portador de mielomeningocele, má formação congênita, que Diego gosta de chamar de “erro de fábrica”, ele apreendeu a conviver com sua deficiência. Os esportes o tornaram mais ativo e até chegar no atletismo, sua atual modalidade, ele já passou por futebol, basquete e jiu-jitsu.

    Hoje Diego é atleta da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e mora longe da família em São Paulo. No último mês, ele participou da etapa Porto Alegre do Circuito Caixa de Atletismo e surpreendeu a todos com seu jeito irreverente de ser, inclusive o meu. Confira a entrevista com Diego e entenda o porquê:

    Webrun - Como sua família lidou quando descobriu que você era portador de uma doença congênita?
    Diego Madeira - Minha família, assim como quase todas as pessoas que eu conheço não foram preparadas para ter uma pessoa portadora de deficiência em casa. Na verdade acho que ninguém está. Como primeiro neto de uma família de cinco filhos, eu ficava no centro de uma pequena disputa de um lado, a superproteção e "mimos" de outro a tentativa (frustrada) de fazer minha perna esquerda desenvolver.

    Webrun - Como foi sua infância?
    Diego Madeira - Eu nunca consegui ficar parado. Eu fiz tudo que uma criança faz. Brinquei de pega-pega, esconde-esconde e jogava futebol, como goleiro no time dos meus primos. Acho que minha infância foi mais do que mais normal, dentro das possibilidades.

    WR - E na escola?
    DM - Eu tive a honra de estar a maior parte da minha vida estudantil na Escola de Ensino Básico Engenheiro Sebastião Toledo dos Santos. A escola carregava o título de única instituição de ensino preparada para receber alunos com deficiência e isso de fato não deixava de ser verdade. A escola tem ótimos, talvez os melhores, professores para cegos, surdos e mudos. Mas para deficientes físicos a escola não estava preparada.

    Eu estudei no segundo andar, com piso que não era anti-derrapante, as quedas eram iminentes. As escadas nunca foram barreiras tão grandes, mas mesmo assim me deixaram marcas, ainda tenho um galo gigante na cabeça e um dente quebrado. Tive ótimos professores lá e tenho boas recordações dos tempos de colégio.

    WR - Como se virou na época de adolescente? Sofreu preconceito?
    DM - Assim como a minha infância, a adolescência não teve maiores problemas. Eu tive a sorte de ter grandes amigos que me ajudaram a passar por cima dessas barreiras. Como todo e qualquer adolescente eu também tive a minha banda de rock a Dyskagem Dyretta, eu namorei, fiz várias cagadas (risos).

    WR - Como descobriu o esporte?
    DM - Na verdade o esporte me descobriu. Aos nove anos eu estava jogando futebol com os amigos no meio da rua e um vizinho me viu no meio dos garotos com muletas. Ele me chamou para jogar futebol com uma galera, que assim como eu, era deficiente. Comecei no futebol de salão (les otres).

    WR - E porque decidiu pelo atletismo, corrida?
    DM - Na época além de futsal, jogava ou tentava o basquete e ainda o atletismo, que foi onde eu me identifiquei mais. Tinha alguma coisa na pista que me acalmava. Em 1999 vi uma cadeira de rodas, daquelas hiper antigas, originalmente era uma de quatro rodas, adaptada para três rodas. Estava parada, cheia de teia de aranhas. Conversei a técnica da JUDECRI (entidade de portadores de deficiência física de Criciúma), Marina Nakagaki, sobre a possibilidade de usá-la. Fizemos algumas alterações e adaptações (a cadeira não tinha as minhas medidas, como uma cadeira de rodas de atletismo deve ter) e comecei a treinar atletismo.

    WR - Quando foi a sua primeira competição?
    DM - Em 1994 eu fui assistir uma competição de basquete em Joinville/SC, três meses depois ainda correndo em cadeiras de basquete participei da minha primeira corrida de cadeira de rodas. Fiquei em último.

    WR - Qual prova você sonhe em competir?
    DM - Acho que todo corredor cadeirante gostaria de correr a Maratona Internacional de OITA no Japão, o Mundial e a própria Paraolimpíadas, que será em Pequim na China em 2008.

    WR - Como você vê a atual situação do paradesporto no Brasil?
    DM - Estamos tendo progressos, está melhor que há um tempo atrás, mas não é o ideal ainda. Na minha opinião é gasto muito dinheiro com algumas coisas que talvez nem sejam tão importantes, e com outras essenciais, é economizado. Por exemplo, um tempo atrás eu tinha a impressão que os dirigentes das competições literalmente COMPRAVAM a gente hospedando-nos nos melhores hotéis do Brasil (onde gastam a maior parte do dinheiro) e os locais de competição, (onde eles economizam) eram completamente despreparados para receber uma competição paraolímpica. Instalações, acessos etc., isso melhorou um pouco, mas ainda pode ficar melhor.

    WR - Se você pudesse, por passe de mágica, realizar alguma coisa o que seria?
    DM - Mandar um caminhão de TOP END´s versão 2008 para o Brasil. (A Top End é uma marca norte-americana de cadeiras de competição. Essa cadeira de atletismo é uma das mais utilizadas pelos grandes atletas do mundo, além de ser considerada a “fórmula 1” das cadeiras de rodas).


    Parapan: confira entrevista com Diego Madeira

    Esporte Adaptado · 20 jul, 2007

    O atleta paraolímpico Diego Lucas Madeira, natural de Criciúma (SC), será um dos representantes brasileiros do Parapan-americano do Rio de Janeiro. Na categoria T53, corrida com cadeira de rodas, o jovem de 20 anos mostra que as adversidades da vida não são empecilhos para a busca de sonhos.

    Portador de mielomeningocele, má formação congênita, que Diego gosta de chamar de “erro de fábrica”, ele apreendeu a conviver com sua deficiência. Os esportes o tornaram mais ativo e até chegar no atletismo, sua atual modalidade, ele já passou por futebol, basquete e jiu-jitsu.

    Hoje Diego é atleta da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e mora longe da família em São Paulo. No último mês, ele participou da etapa Porto Alegre do Circuito Caixa de Atletismo e surpreendeu a todos com seu jeito irreverente de ser, inclusive o meu. Confira a entrevista com Diego e entenda o porquê:

    Webrun - Como sua família lidou quando descobriu que você era portador de uma doença congênita?
    Diego Madeira - Minha família, assim como quase todas as pessoas que eu conheço não foram preparadas para ter uma pessoa portadora de deficiência em casa. Na verdade acho que ninguém está. Como primeiro neto de uma família de cinco filhos, eu ficava no centro de uma pequena disputa de um lado, a superproteção e "mimos" de outro a tentativa (frustrada) de fazer minha perna esquerda desenvolver.

    Webrun - Como foi sua infância?
    Diego Madeira - Eu nunca consegui ficar parado. Eu fiz tudo que uma criança faz. Brinquei de pega-pega, esconde-esconde e jogava futebol, como goleiro no time dos meus primos. Acho que minha infância foi mais do que mais normal, dentro das possibilidades.

    WR - E na escola?
    DM - Eu tive a honra de estar a maior parte da minha vida estudantil na Escola de Ensino Básico Engenheiro Sebastião Toledo dos Santos. A escola carregava o título de única instituição de ensino preparada para receber alunos com deficiência e isso de fato não deixava de ser verdade. A escola tem ótimos, talvez os melhores, professores para cegos, surdos e mudos. Mas para deficientes físicos a escola não estava preparada.

    Eu estudei no segundo andar, com piso que não era anti-derrapante, as quedas eram iminentes. As escadas nunca foram barreiras tão grandes, mas mesmo assim me deixaram marcas, ainda tenho um galo gigante na cabeça e um dente quebrado. Tive ótimos professores lá e tenho boas recordações dos tempos de colégio.

    WR - Como se virou na época de adolescente? Sofreu preconceito?
    DM - Assim como a minha infância, a adolescência não teve maiores problemas. Eu tive a sorte de ter grandes amigos que me ajudaram a passar por cima dessas barreiras. Como todo e qualquer adolescente eu também tive a minha banda de rock a Dyskagem Dyretta, eu namorei, fiz várias cagadas (risos).

    WR - Como descobriu o esporte?
    DM - Na verdade o esporte me descobriu. Aos nove anos eu estava jogando futebol com os amigos no meio da rua e um vizinho me viu no meio dos garotos com muletas. Ele me chamou para jogar futebol com uma galera, que assim como eu, era deficiente. Comecei no futebol de salão (les otres).

    WR - E porque decidiu pelo atletismo, corrida?
    DM - Na época além de futsal, jogava ou tentava o basquete e ainda o atletismo, que foi onde eu me identifiquei mais. Tinha alguma coisa na pista que me acalmava. Em 1999 vi uma cadeira de rodas, daquelas hiper antigas, originalmente era uma de quatro rodas, adaptada para três rodas. Estava parada, cheia de teia de aranhas. Conversei a técnica da JUDECRI (entidade de portadores de deficiência física de Criciúma), Marina Nakagaki, sobre a possibilidade de usá-la. Fizemos algumas alterações e adaptações (a cadeira não tinha as minhas medidas, como uma cadeira de rodas de atletismo deve ter) e comecei a treinar atletismo.

    WR - Quando foi a sua primeira competição?
    DM - Em 1994 eu fui assistir uma competição de basquete em Joinville/SC, três meses depois ainda correndo em cadeiras de basquete participei da minha primeira corrida de cadeira de rodas. Fiquei em último.

    WR - Qual prova você sonhe em competir?
    DM - Acho que todo corredor cadeirante gostaria de correr a Maratona Internacional de OITA no Japão, o Mundial e a própria Paraolimpíadas, que será em Pequim na China em 2008.

    WR - Como você vê a atual situação do paradesporto no Brasil?
    DM - Estamos tendo progressos, está melhor que há um tempo atrás, mas não é o ideal ainda. Na minha opinião é gasto muito dinheiro com algumas coisas que talvez nem sejam tão importantes, e com outras essenciais, é economizado. Por exemplo, um tempo atrás eu tinha a impressão que os dirigentes das competições literalmente COMPRAVAM a gente hospedando-nos nos melhores hotéis do Brasil (onde gastam a maior parte do dinheiro) e os locais de competição, (onde eles economizam) eram completamente despreparados para receber uma competição paraolímpica. Instalações, acessos etc., isso melhorou um pouco, mas ainda pode ficar melhor.

    WR - Se você pudesse, por passe de mágica, realizar alguma coisa o que seria?
    DM - Mandar um caminhão de TOP END´s versão 2008 para o Brasil. (A Top End é uma marca norte-americana de cadeiras de competição. Essa cadeira de atletismo é uma das mais utilizadas pelos grandes atletas do mundo, além de ser considerada a “fórmula 1” das cadeiras de rodas).

    Inscrições abertas para última etapa do Circuito Paraolímpico

    Esporte Adaptado · 03 out, 2006

    A quarta e última etapa do Circuito Caixa Paraolímpico acontece entre os dias 10 e 12 de novembro, em Uberlândia (MG), e as inscrições para a prova já estão abertas. Este é o segundo ano do circuito que segundo os organizadores, tem o objetivo de qualificar os atletas para as Paraolimpíadas de Pequim, em 2008.

    Os atletas, equipes e clubes interessados no evento podem garantir a inscrição no site do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), www.cpb.org.br. No ano passado, a competição teve seis etapas realizadas em Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio de Janeiro, Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP).

    Este ano o Circuito já passou por São Caetano do Sul (SP), Porto Alegre e Belém. O evento conta com provas de diversas modalidades como atletismo, natação entre outros.

    Brasileiro bate recorde nos 10 mil Paraolímpico

    Esporte Adaptado · 18 set, 2006

    No último fim de semana aconteceu, em Porto Alegre, o Circuito Paraolímpico da Caixa e o atleta Odair Ferreira dos Santos bateu o recorde nos 10 mil metros. Ele completou a prova em 31min39seg89.

    O atleta está em boa fase. Há menos de 15 dias, Odair participou do Mundial de Atletismo em Hassen, na Holanda. De lá, ele voltou com três medalhas, uma de ouro, uma de prata e outra de bronze. Além disso, ele garantiu uma vaga para nos Jogos Paraolímpicos.

    "Fisicamente eu sabia que tinha condições de alcançar essa marca, mas não esperava fazer isso hoje. Esse título é importantíssimo para mim, inesquecível", conta Odair que tem baixa visão.

    Agora ele participa no final dessa semana do Troféu Brasil de Atletismo, que acontece em São Paulo. Segundo o atleta, ele compete com adversários sem qualquer tipo de deficiência.

    Ainda no Circuito Paraolímpico, o piauiense Antonio Delfino venceu os dois “superdesafios” do fim de semana. Ele sagrou-se o melhor velocista paraolímpico do mundo ao competir com três norte-americanos de peso as provas de 1200m e 200m. "São resultados muito importantes, estou muito feliz. O melhor é superar a si mesmo e ver que o esporte paraolímpico cresce cada vez mais", afirma o campeão.

    O destaque feminino ficou com a velocista Terezinha Guilhermina. Ela conquistou três medalhas de ouro, nos 100m, 200 e 400m. O evento também contou com provas de natação.

    Ádria dos Santos leva o ouro no Mundial Paraolímpico da Holanda

    Esporte Adaptado · 05 set, 2006

    A velocista brasileira Ádria dos Santos conquistou o primeiro ouro do país no Mundial Paraolímpico de Atletismo em Assen, na Holanda. Ela disputou, nessa terça-feira, os 100 metros da categoria T11, para cegos.

    Ádria conclui a prova em 12seg70. A medalha de prata também ficou com o Brasil. Terezinha Guilhermino ceguou três décimos depois que a campeã. “Era tudo que eu queria, o trabalho que eu fiz era para chegar aqui e vencer os 100m. Meu objetivo era esse e é muito importante para mim ter vencido essa prova”, comemora Ádria.

    Antonio Delfino e Sonia Gouveia ganharam mais duas medalhas de bronze. Delfino competiu os 200 metros da categoria T46, para atletas amputados, e terminou com a marca de 22seg62. Sonia Gouveia surpreendeu no arremesso de disco e terminou com a terceira melhor marca do dia na categoria F53.

    O Mundial de Atletismo Paraolímpico vai até o dia 10 de setembro. A competição também irá distribuir vagas para a Paraolimpíada de Pequim, em 2008.

    Triathletas participam de prova e visam Paraolimpíadas

    Esporte Adaptado · 06 jul, 2006

    Os paratletas Paulo Eduardo Aagaard, o Pauê, e Eliziário dos Santos, o Motorzinho, participam no próximo domingo da 63ª Prova Ciclística Internacional 9 de Julho, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ambos visam vagas para o Mundial de Ciclismo Adaptado na Suíça, que acontece entre os dias nove e 18 de setembro e já projetam uma vaga nos Jogos Para-Panamericanos do Rio, em 2007 e a Paraolimpíada de Pequim.

    Mesmo com destaque maior no triathlon, eles apostarão no ciclismo. “Meu esporte é o triathlon, mas como a modalidade não está na grade paraolímpica, estou investindo no ciclismo e também na natação, que eu já treino”, conta Pauê que perdeu as duas pernas abaixo do joelho ao ser atropelado por um trem.

    Já Motorzinho, o único cadeirante da América Latina a disputar o Ironman, ficou paraplégico ao ser baleado num assalto. Na prova de domingo ele disputará a na categoria hand-bike (pedala com as mãos). “Será importante representar o nosso País. Sou um obstinado, um batalhador e vou competir seriamente pensando nessa vaga”, conta o competidor.

    Brasil participa de Copa do Mundo Paraolímpica

    Esporte Adaptado · 29 abr, 2006

    Entre os dias primeiro e sete de maio acontece em Manchester, Inglaterra, a Copa do Mundo Paraolímpica. O evento irá reunir cerca de 360 atletas com deficiência de 40 países em provas de natação, atletismo, ciclismo e basquete em cadeira de rodas.

    Segundo os organizadores, todas as despesas dos participantes serão pagas. Para isso o critério usado pela organização para escolha dos atletas foi a colocação oficial no ranking do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC).

    Nove brasileiros irão representar o país. Os medalhistas paraolímpicos Clodoaldo Silva, Luís Silva e Joon Sok Seo, além de Adriano Galvão, Rodrigo Machado, André Meneghetti, Mauro Brasil, Moisés Batista e Alex Vieira.

    No ano passado o Brasil levou quatro atletas para o evento como a velocista Adria dos Santos. Ela conquistou a medalha de prata nos 100 metros.

    Adria é ouro nos 200m do Aberto Europeu

    Esporte Adaptado · 23 ago, 2005

    A velocista brasileira Ádria do Santos conquistou sua primeira medalha de ouro do Aberto Europeu Paraolímpico 2005. A prova foi os 200m rasos na categoria cegos na qual cruzou a linha de chegada no tempo de 27seg05.

    O segundo lugar ficou com a russa Elena Frolova em 27seg85. Já o bronze foi para a espanhola Purificacion Santamarta com o tempo de 28seg50. A brasileira correu com o guia Evandro Júnior. Isso porque o seu guia oficial, Rafael Krub, teve uma lesão muscular na perna direita.

    Ádria ainda disputa as eliminatórias dos 100m rasos e deve estar na final da modalidade.