Olimpíadas

Paula Radcliffe embarca para China no domingo

Maratona · 29 jul, 2008

A maratonista inglesa Paula Radcliffe embarca nesse domingo (3) para Macau, China, onde encontrará a equipe britânica de atletismo. A notícia aumentou ainda mais as chances da recordista mundial da modalidade de participar da maratona olímpica.

Paula Radcliffe ainda se recupera de uma fratura por estresse adquirida no último mês de maio. De acordo com a imprensa britânica, a decisão da atleta de ir para Macau, mostra que ela terá toda atenção da equipe inglesa para depois decidir se participa ou não dos Jogos Olímpicos.

A maratona feminina acontece no dia 17 de agosto em Pequim, com chegada no Estádio Olímpico Nacional, mais conhecido como o Ninho. É nesse estádio que será realizada a cerimônia de abertura dos Jogos no dia oito de agosto, às oito horas (horário local).

Olimpíada de Amsterdã 1928 tem paz e harmonia

Atletismo · 29 jul, 2008

Os Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, na Holanda, foram marcados por paz e harmonia, após 20 anos de incertezas econômicas e o pós Primeira Guerra Mundial. Um dos grandes exemplos dessa harmonia pôde ser verificada durante a prova de remo, em que o australiano Henry Pearce parou de remar para dar passagem a uma família de patos. Mesmo assim ele venceu a prova e levou a medalha de ouro.

Essa edição também marcou um protocolo que vem sendo seguido até os dias de hoje, com a delegação da Grécia desfilando na frente de todas as outras e os anfitriões por último, fechando o pelotão. Atletas de 28 nações diferentes ganharam medalhas de ouro em Amsterdã, um recorde que perduraria por 40 anos.

A quantidade de mulheres também foi mais do que dobrada, já que elas foram autorizadas a disputar as provas de ginástica e atletismo. Pela primeira vez a Ásia faturou uma medalha de ouro, com a japonesa Mikio Oda, nos 200m peito na natação. O time da Índia iniciou uma hegemonia no hockey sobre grama, conquistando ouros consecutivos até 1960.

Jogos de Berlim marcam fracasso de Hitler

Atletismo · 28 jul, 2008

Em 1936 a Olimpíada foi realizada na cidade de Berlim, Alemanha, em plena época de domínio do imperador nazista Adolf Hitler, que fracassou na tentativa de usar a competição para promover a raça ariana. O grande destaque, no entanto, foi o afro-americano Jesse Owens, que disputava provas de velocidade e salto em distância e conquistou quatro medalhas de ouro.

Durante a prova de salto, seu rival alemão Luz Long já havia feito sua prova e não tinha mais chances de vencer, então cochichou para o adversário uma estratégia para que ele pudesse passar às finais. No início dos jogos Hitler acompanhava das Tribunas as provas e no momento da premiação fazia questão de não cumprimentar os atletas negros.

Essa edição marcou a introdução do revezamento da tocha olímpica, que foi acesa na cidade de Olympia, sede dos Jogos antigos e levada até Berlim, no local das competições. O ano de 1936 marcou também a primeira edição a ser transmitida pela televisão, já que 25 televisores grandes foram espalhados pela cidade para que o povo pudesse acompanhar as disputas.

Em 1916 Primeira Grande Guerra cancela Olimpíada

Atletismo · 22 jul, 2008

Os Jogos Olímpicos de 1916 estavam programados para acontecer na cidade de Berlim, Alemanha, mas devido aos conflitos da Primeira Guerra Mundial o evento foi cancelado. O início do conflito em 1914 não intimidou os organizadores, que imaginavam ser algo passageiro, mas devido à sua continuidade o cancelamento foi inevitável.

Em 1920, os Jogos foram realizados em Antuérpia, na Bélgica, para homenagear o povo belga que sofreu muito durante a Guerra. Essa edição dos Jogos marcou a introdução do juramento do atleta e da apresentação da bandeira olímpica.

Essa edição marcou a estréia do finlandês Paavo Nurmi, um dos maiores corredores de meia e longa distância do mundo. Ele faturou nove medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, entre elas nove de ouro e três de prata, o que o coloca entre os maiores detentores de medalhas na história.

Juraci Moreira é convocado para o triathlon de Pequim

O Brasil contará com mais um triathleta nos Jogos Olímpicos de Pequim. O paranaense Juraci Moreira foi convocado na tarde dessa sexta-feira (18) para integrar a equipe de triathlon do Brasil junto com Reinaldo Colucci e Mariana Ohata.

A convocação aconteceu após a confirmação da vaga pela União Internacional de Triathlon. Juraci estava na 56ª colocação do ranking internacional da modalidade, mas só foram chamados para os Jogos os 55 primeiros desse ranking. Porém, com a decisão do Comitê Olímpico da Áustria de não levar um de seus atletas para Pequim, a vaga remanescente ficou com Juraci.

“Eu não esperava essa convocação. Estava com as passagens compradas para treinar nos Estados Unidos no próximo mês”, revela o triathleta. Segundo ele, a convocação surpresa foi melhor que o normal. “Eu ainda não estou acreditando. Essa convocação foi muito boa. Eu tive o gostinho de perder a vaga e agora o gostinho de conquistar novamente. É muito melhor”.

Nos próximos dias, Juraci irá correr para decidir em qual cidade irá fazer a aclimatação, segundo o atleta, ele tem que estar aclimatado até o dia cinco de agosto. Sobre o treinamento, Juraci afirma que continuará com o sue ritmo de treinos, apenas com um foco maior nas subidas.

“Eu conheço o percurso da prova. Fui convidado duas vezes para fazer uma prova teste lá em Pequim. Sei que tem umas subidas fortes, mas o resto é tranqüilo. Pretendo chegar no dia da prova bem preparado para entrar na corrida do triathlon no pelotão da frente e brigar por uma medalha”, conta.

O atleta de 29 anos nasceu em Curitiba (PR) e desde os 15 anos participa de triathlon. Essa será sua terceira Olimpíada. Ele já participou dos Jogos de Sydney, na Austrália e de Atenas, na Grécia.

Nos Jogos Pan-americanos do Rio, no ano passado, Juraci conquistou a medalha de bronze e foi o melhor brasileiro da competição. A disputa do Triathlon Olímpico na China acontece no dia 18 de agosto, em Pequim.


Juraci Moreira é convocado para o triathlon de Pequim

Triathlon · 18 jul, 2008

O Brasil contará com mais um triathleta nos Jogos Olímpicos de Pequim. O paranaense Juraci Moreira foi convocado na tarde dessa sexta-feira (18) para integrar a equipe de triathlon do Brasil junto com Reinaldo Colucci e Mariana Ohata.

A convocação aconteceu após a confirmação da vaga pela União Internacional de Triathlon. Juraci estava na 56ª colocação do ranking internacional da modalidade, mas só foram chamados para os Jogos os 55 primeiros desse ranking. Porém, com a decisão do Comitê Olímpico da Áustria de não levar um de seus atletas para Pequim, a vaga remanescente ficou com Juraci.

“Eu não esperava essa convocação. Estava com as passagens compradas para treinar nos Estados Unidos no próximo mês”, revela o triathleta. Segundo ele, a convocação surpresa foi melhor que o normal. “Eu ainda não estou acreditando. Essa convocação foi muito boa. Eu tive o gostinho de perder a vaga e agora o gostinho de conquistar novamente. É muito melhor”.

Nos próximos dias, Juraci irá correr para decidir em qual cidade irá fazer a aclimatação, segundo o atleta, ele tem que estar aclimatado até o dia cinco de agosto. Sobre o treinamento, Juraci afirma que continuará com o sue ritmo de treinos, apenas com um foco maior nas subidas.

“Eu conheço o percurso da prova. Fui convidado duas vezes para fazer uma prova teste lá em Pequim. Sei que tem umas subidas fortes, mas o resto é tranqüilo. Pretendo chegar no dia da prova bem preparado para entrar na corrida do triathlon no pelotão da frente e brigar por uma medalha”, conta.

O atleta de 29 anos nasceu em Curitiba (PR) e desde os 15 anos participa de triathlon. Essa será sua terceira Olimpíada. Ele já participou dos Jogos de Sydney, na Austrália e de Atenas, na Grécia.

Nos Jogos Pan-americanos do Rio, no ano passado, Juraci conquistou a medalha de bronze e foi o melhor brasileiro da competição. A disputa do Triathlon Olímpico na China acontece no dia 18 de agosto, em Pequim.

Oscar Pistorius perde chance de ir a Pequim

Atletismo · 17 jul, 2008

O sul-africano Oscar Pistorius não irá para os Jogos Olímpicos de Pequim, pelo menos nos jogos convencionais. O velocista, que corre com prótese nas pernas, é especialista dos 400 metros e queria obter o índice da modalidade para disputar os jogos de Pequim, mas não nas Paraolimpíadas.

Nessa última quarta-feira (16), Pistorius tentou a marca no Meeting de Atletismo de Lucerna, na Suíça, mas não conseguiu. Ele garantiu o terceiro lugar da prova com o tempo de 46seg25. Porém, o índice olímpico para os 400 metros é de 45seg95.

O caso de Pistorius gerou polêmica no mundo do atletismo. A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) acusou que as duas próteses do sul-africano davam vantagem ao atleta. A polêmica foi levada à Corte Arbitral da Suíça que constatou que a prótese não influenciava o desempenho do atleta.

Paula Radcliffe ainda é dúvida para Pequim

Maratona · 15 jul, 2008

A equipe britânica do atletismo para Pequim será anunciada no próximo dia 19 de julho. Alguns nomes já foram confirmados, porém, a grande dúvida do time ainda é a maratonista Paula Radcliffe, atual vencedora da maratona de Nova York.

A atleta se lesionou em maio e ainda está em recuperação. Recordista mundial da modalidade, Paula é uma das favoritas à medalha de ouro. De acordo com o seu agente, Sian Masterton, em entrevista a TV britânica, Paula está treinando forte e com foco em Pequim.

Para o agente, Radcliffe só fica fora dos Jogos Olímpicos se ela achar que não está em plena forma. Além disso, a maratonista revelou que só vai anunciar sua ida perto do início dos Jogos. Mas, de acordo com a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), o anuncio de toda equipe britânica terá que ser feito no dia 19 de julho.

A Olimpíada de Pequim começa no dia oito de agosto na China. A maratona feminina está marcada para o dia 17 de agosto também em Pequim com chegada no Estádio Nacional.

Haile Gebrselassie só participa dos 10 mil de Pequim

Maratona · 14 jul, 2008

A Etiópia escalou a equipe de atletismo que representa o país nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ao todo serão 34 atletas nas modalidades de fundo. De acordo com a listagem da Confederação de Atletismo da Etiópia, o recordista mundial de maratona, Haile Gebrselassie, só irá participar dos 10 mil metros.

Com a divulgação dos atletas, a participação de Haile na maratona olímpica parece estar descartada. O atleta demonstrou desde o começo do ano incerteza na maratona por causa da poluição de Pequim. E pelo que tudo indica, ele só participará da prova de menor distância.

Também na disputa dos 10 mil metros, a Etiópia conta com Kenenisa Bekele, recordista mundial da modalidade, o que dá mais chances de medalha para o país. Na maratona masculina o destaque fica para Tsegaye Kebede, campeão da Maratona de Paris 2008 com o tempo de 2h06min37.

Entre as mulheres, a maratonista Gete Wami, campeã do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (WMM), tem chances de pódio. Ela faturou meio milhão de dólares no WMM no final de 2007.

Atletismo: Brasil participa de três revezamentos em Pequim

Atletismo · 11 jul, 2008

Nessa última quinta-feira a IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo) divulgou que o Brasil disputará três modalidades de revezamento em Pequim: 4x100m masculino, 4x100m feminino e 4x400m feminino. No 4x100m masculino o Brasil tem chance de medalha. Na edição olímpica de Sydney, os brasileiros conquistaram a medalha de prata na modalidade.

Na época a prata foi angariada por Vicente Lenilson, Édson Ribeiro, André Silva e Claudinei Quirino. Desse grupo apenas Vicente Lenilson continua em Pequim, mas ele contará com a ajuda de jovens atletas como José Carlos Moreira e Sandro Viana. Hoje a equipe masculina do 4x100m é a quinta no ranking mundial.

Já no 4x100m feminino por enquanto irão para as Olimpíadas Lucimar Moura e Rosângela Santos. No 4x400m feminino a equipe terá presença certa de Maria Laura Almirão. Os demais nomes do revezamento masculino e feminino serão divulgados no dia 20 de julho. De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo, esses nomes serão os melhores do ranking nacional dos 100m e dos 400m.

Maior equipe - Com a confirmação da atleta Rosângela Santos no revezamento 4x100m, o Brasil terá 37 pessoas no atletismo e com isso será o maior time do país nos Jogos de Pequim. E esse número ainda pode aumentar. A busca por índice no atletismo vai até o dia 20 de julho.

Conheça a história das Olimpíadas na Era Antiga

O Olimpo, local onde viviam os Deuses gregos, era uma montanha inacessível, e no seu vale abaixo ficava a cidade de Olímpia. Hercules, filho do Deus supremo, Zeus, enfeitiçado pela tia Hera, matou sua mulher e filhos. Desesperado procurou o rei Eristeu, que para purificar seus pecados e evitar sua expulsão do Olimpo, deu-lhe a incumbência de fazer 12 trabalhos:

1. Matar o terrível leão de Neméia;
2. Matar a terrível hidra de Lerna, de 09 cabeças;
3. Capturar, vivo, o javali de Erimento;
4. Capturar a corça de Cerínia;
5. Matar os medonhos pássaros carnívoros do lago Estínfale;
6. Limpar as cavalariças gigantescas do rei Áugias;
7. Capturar o touro branco de Creta;
8. Capturar os cavalos carnívoros de Diomedes;
9. Roubar o cinto mágico de Hipólita;
10. Capturar os bois do gigante Gerião;
11. Colher os pomos de ouro das Hespérides;
12. Finalmente o último, descer ao Inferno e raptar de lá seu guardião, o assustador cão cérebro.

Hércules concluiu todas as suas tarefas, mas desgostoso com as recompensas recebidas, criou os Jogos Olímpicos em sua própria homenagem e de Zeus. A primeira Olimpíada oficial foi realizada no ano de 776 a.C. e foi determinada uma trégua sagrada por toda Grécia, durante a realização dos Jogos.

A corrida era a única competição a ser disputada e os atletas corriam 600 pés ou 192,27 metros completamente nus (para comprovar que eram somente atletas homens) numa pista em forma de ferradura (U) em homenagem ao Deus Apolo. O vencedor era coberto do pó da terra da pista, que com o suor formava uma “pasta” muito valiosa, por conter os elementos de força da vitória do atleta (uma verdadeira pasta-doping !). O prêmio pela vitória era uma folha de palmeira e uma coroa de ramos de uma árvore de oliveira do altar de Zeus.

Apesar de falarem a mesma língua e de terem unidade cultural, os gregos antigos não tinham unidade política, encontrando-se divididos em 160 cidades-estado, ou seja, cidades com governos soberanos, que a cada quatro anos se reuniam num festival religioso na cidade de Olímpia, deixando de lado suas divergências, nos meses do verão europeu.

Gradativamente o número de competições foi aumentando, até dez eventos (corrida, pentatlo, arremesso de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta, boxe, pancrácio, corrida de bigas e corrida de cavalos), disputados em cinco dias. Somente os cidadãos gregos livres, que nunca haviam cometido crimes, podiam competir. Apenas os homens podiam assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas. As mulheres participavam de uma outra competição, em honra de Hera esposa de Zeus.

Após a invasão da Grécia pelos romanos iniciou-se a decadência dos Jogos Olímpicos da Era Antiga e o espírito original de integração foi aos poucos sendo deixado de lado e as disputas, antes cordiais, passaram a ser encaradas como combates. A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Theodosios 1º cancelou os Jogos, proibindo a adoração a deuses.

Ao todo, em 12 séculos consecutivos, foram realizados 293 Jogos Olímpicos na Antiguidade. Na era moderna os primeiros Jogos Olímpicos foram realizados em Atenas no ano de 1896 por iniciativa do educador francês Pierre de Frédy, o barão de Coubertin.

Prof. Dr. Nabil Ghorayeb

Consultor WebRun sobre Cardiologia do Esporte. Especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte; Doutor em Cardiologia pela FMUSP. Também é chefe da Seção Médica de Cardiologia do Exercício e Esporte – Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia – (11) 50854228.

Coordenador Clínico do SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração - (11) 30536611. Além de coordenador do Serviço de Cardiologia do Instituto Runner de Ensino e Pesquisa (Academias RUNNER). O telefone do seu outro consultório clínico é (11) 2273-7311. Ele também é autor dos livros de medicina: O Exercício (prêmio Jabutí); Tratado de Cardiologia do Exercício e do Esporte; Métodos Diagnósticos em Cardiologia, além do livro de orientações para leigos: Ninguém Morre de Véspera


Conheça a história das Olimpíadas na Era Antiga

Atletismo · 09 jul, 2008

O Olimpo, local onde viviam os Deuses gregos, era uma montanha inacessível, e no seu vale abaixo ficava a cidade de Olímpia. Hercules, filho do Deus supremo, Zeus, enfeitiçado pela tia Hera, matou sua mulher e filhos. Desesperado procurou o rei Eristeu, que para purificar seus pecados e evitar sua expulsão do Olimpo, deu-lhe a incumbência de fazer 12 trabalhos:

1. Matar o terrível leão de Neméia;
2. Matar a terrível hidra de Lerna, de 09 cabeças;
3. Capturar, vivo, o javali de Erimento;
4. Capturar a corça de Cerínia;
5. Matar os medonhos pássaros carnívoros do lago Estínfale;
6. Limpar as cavalariças gigantescas do rei Áugias;
7. Capturar o touro branco de Creta;
8. Capturar os cavalos carnívoros de Diomedes;
9. Roubar o cinto mágico de Hipólita;
10. Capturar os bois do gigante Gerião;
11. Colher os pomos de ouro das Hespérides;
12. Finalmente o último, descer ao Inferno e raptar de lá seu guardião, o assustador cão cérebro.

Hércules concluiu todas as suas tarefas, mas desgostoso com as recompensas recebidas, criou os Jogos Olímpicos em sua própria homenagem e de Zeus. A primeira Olimpíada oficial foi realizada no ano de 776 a.C. e foi determinada uma trégua sagrada por toda Grécia, durante a realização dos Jogos.

A corrida era a única competição a ser disputada e os atletas corriam 600 pés ou 192,27 metros completamente nus (para comprovar que eram somente atletas homens) numa pista em forma de ferradura (U) em homenagem ao Deus Apolo. O vencedor era coberto do pó da terra da pista, que com o suor formava uma “pasta” muito valiosa, por conter os elementos de força da vitória do atleta (uma verdadeira pasta-doping !). O prêmio pela vitória era uma folha de palmeira e uma coroa de ramos de uma árvore de oliveira do altar de Zeus.

Apesar de falarem a mesma língua e de terem unidade cultural, os gregos antigos não tinham unidade política, encontrando-se divididos em 160 cidades-estado, ou seja, cidades com governos soberanos, que a cada quatro anos se reuniam num festival religioso na cidade de Olímpia, deixando de lado suas divergências, nos meses do verão europeu.

Gradativamente o número de competições foi aumentando, até dez eventos (corrida, pentatlo, arremesso de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta, boxe, pancrácio, corrida de bigas e corrida de cavalos), disputados em cinco dias. Somente os cidadãos gregos livres, que nunca haviam cometido crimes, podiam competir. Apenas os homens podiam assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas. As mulheres participavam de uma outra competição, em honra de Hera esposa de Zeus.

Após a invasão da Grécia pelos romanos iniciou-se a decadência dos Jogos Olímpicos da Era Antiga e o espírito original de integração foi aos poucos sendo deixado de lado e as disputas, antes cordiais, passaram a ser encaradas como combates. A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Theodosios 1º cancelou os Jogos, proibindo a adoração a deuses.

Ao todo, em 12 séculos consecutivos, foram realizados 293 Jogos Olímpicos na Antiguidade. Na era moderna os primeiros Jogos Olímpicos foram realizados em Atenas no ano de 1896 por iniciativa do educador francês Pierre de Frédy, o barão de Coubertin.

Prof. Dr. Nabil Ghorayeb

Consultor WebRun sobre Cardiologia do Esporte. Especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte; Doutor em Cardiologia pela FMUSP. Também é chefe da Seção Médica de Cardiologia do Exercício e Esporte – Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia – (11) 50854228.

Coordenador Clínico do SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração - (11) 30536611. Além de coordenador do Serviço de Cardiologia do Instituto Runner de Ensino e Pesquisa (Academias RUNNER). O telefone do seu outro consultório clínico é (11) 2273-7311. Ele também é autor dos livros de medicina: O Exercício (prêmio Jabutí); Tratado de Cardiologia do Exercício e do Esporte; Métodos Diagnósticos em Cardiologia, além do livro de orientações para leigos: Ninguém Morre de Véspera