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Tendão Patelar: local comum de lesões em atletas

Atletismo · 20 fev, 2008

O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de "joelho do saltador" (ou jumper's knee, em inglês). Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

Para entender um pouco mais, o tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.

As lesões do tendão patelar fazem parte de um grupo maior de doenças que causam o que os ortopedistas chamam de "dor anterior do joelho". Dessa forma, o atendimento médico visa o diagnóstico clínico da doença específica responsável pela dor do esportista. Basicamente, as lesões do tendão patelar são as tendinopatias ("tendinites"), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. Geralmente as lesões ocorrem na porção proximal do tendão, ou seja, logo abaixo da sua origem na patela.

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável. A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde e o mecanismo extensor perde a sua função.

Os exames de imagem são excelentes para auxiliar os médicos no diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

Inegavelmente são a ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) os dois métodos mais indicados para a avaliação desses atletas. Ambas podem detectar um espessamento heterogêneo do tendão, com ou sem focos de rupturas parciais. Pessoalmente, acho que a RM é superior à US na distinção entre áreas de degeneração e pequenas rupturas no interior de um tendão muito alterado e na avaliação da extensão de rupturas parciais. Ambos os métodos são excelentes para fazer um acompanhamento evolutivo da lesão.

O fato de o tendão ser superficial e grande facilita a sua avaliação pela US. Ainda assim, a RM é um exame mais completo. E isso se justifica na capacidade que a RM tem de avaliar a articulação do joelho como um todo. Além de estudar muito bem o tendão patelar, a RM avalia outras estruturas que podem apresentar lesão, provendo informações para o diagnóstico diferencial. Afinal, como mencionado anteriormente, há outras doenças ou lesões que podem simular os sintomas do tendão patelar, como condromalácia patelar, inflamação da gordura infra-patelar (de Hoffa), doença de Osgood-Schlatter, bursites e osteoartrose patelo-femural.

Ao receber um relatório de RM, o médico do atleta terá muitas informações para completar o diagnóstico clínico e iniciar o tratamento específico. E se a lesão já for conhecida, com um exame de controle, ele saberá como está a sua evolução, e poderá orientar o atleta de forma prevenir (ou pelo menos tentar) que a lesão progrida como, por exemplo, para uma ruptura total.

Concluindo, a RM é uma excelente ferramenta a serviço da medicina esportiva para o diagnóstico inicial de doenças do joelho, especialmente a lesão do tendão patelar, porque permitirá diagnosticá-la, graduá-la e diferenciá-la de outras alterações. Ao fazer o acompanhamento da lesão, fornecerá informações úteis para a prevenção de complicações.


Tendão Patelar: local comum de lesões em atletas

Atletismo · 20 fev, 2008

O tendão patelar, que também pode ser chamado de ligamento patelar (ou ligamento da patela, que é o nome atual aceito pelos anatomistas) é local relativamente comum de lesões em atletas. Os esportes mais relacionados às lesões do tendão patelar são aqueles que geralmente envolvem saltos, como voleibol, basquetebol e algumas modalidades do atletismo. Devido à isso, a lesão do tendão patelar por trauma repetitivo recebeu o nome genérico de "joelho do saltador" (ou jumper's knee, em inglês). Mas essas lesões não são exclusividade desses esportes e ocorrem também em outras atividades, como corrida, futebol e tênis.

Para entender um pouco mais, o tendão patelar é a estrutura do joelho que liga a patela à tíbia. Faz parte do que é chamado mecanismo extensor do joelho, juntamente com o músculo anterior da coxa (quadríceps) e seu tendão e a própria patela. Com a contração do quadríceps, e com a integridade de todas essas estruturas, ocorre a extensão da perna.

As lesões do tendão patelar fazem parte de um grupo maior de doenças que causam o que os ortopedistas chamam de "dor anterior do joelho". Dessa forma, o atendimento médico visa o diagnóstico clínico da doença específica responsável pela dor do esportista. Basicamente, as lesões do tendão patelar são as tendinopatias ("tendinites"), com fases diferentes de gravidade, as rupturas parciais e as rupturas totais.

Tendinopatias leves, ou iniciais, podem causar um discreto espessamento do tendão e alteração de sua textura. Na medida em que a doença progride, o espessamento e a alteração da substância do tendão aumentam, e surgem alterações degenerativas (tendinose) acompanhadas ou não de calcificações. Geralmente as lesões ocorrem na porção proximal do tendão, ou seja, logo abaixo da sua origem na patela.

Nas fases mais avançadas dessa doença, surgem rupturas parciais no interior do tendão, que juntamente com as alterações teciduais, enfraquecem-no. Nesta fase o tendão lesionado já não possui a mesma resistência física (mecânica) que um tendão saudável. A maior complicação que pode ocorrer nesta lesão é a ruptura completa do tendão. Nesta situação há descontinuidade total das fibras e a ligação entre a patela e a tíbia se perde e o mecanismo extensor perde a sua função.

Os exames de imagem são excelentes para auxiliar os médicos no diagnóstico diferencial da dor anterior do joelho, especialmente as lesões do tendão patelar. Radiografias podem ter alguma utilidade no diagnóstico nas lesões do tendão patelar se demonstrarem calcificações ou espessamento na sua região e, nos casos de ruptura completa, se demonstrarem a patela deslocada superiormente, com ou sem fratura do seu pólo inferior.

Inegavelmente são a ultra-sonografia (US) e a ressonância magnética (RM) os dois métodos mais indicados para a avaliação desses atletas. Ambas podem detectar um espessamento heterogêneo do tendão, com ou sem focos de rupturas parciais. Pessoalmente, acho que a RM é superior à US na distinção entre áreas de degeneração e pequenas rupturas no interior de um tendão muito alterado e na avaliação da extensão de rupturas parciais. Ambos os métodos são excelentes para fazer um acompanhamento evolutivo da lesão.

O fato de o tendão ser superficial e grande facilita a sua avaliação pela US. Ainda assim, a RM é um exame mais completo. E isso se justifica na capacidade que a RM tem de avaliar a articulação do joelho como um todo. Além de estudar muito bem o tendão patelar, a RM avalia outras estruturas que podem apresentar lesão, provendo informações para o diagnóstico diferencial. Afinal, como mencionado anteriormente, há outras doenças ou lesões que podem simular os sintomas do tendão patelar, como condromalácia patelar, inflamação da gordura infra-patelar (de Hoffa), doença de Osgood-Schlatter, bursites e osteoartrose patelo-femural.

Ao receber um relatório de RM, o médico do atleta terá muitas informações para completar o diagnóstico clínico e iniciar o tratamento específico. E se a lesão já for conhecida, com um exame de controle, ele saberá como está a sua evolução, e poderá orientar o atleta de forma prevenir (ou pelo menos tentar) que a lesão progrida como, por exemplo, para uma ruptura total.

Concluindo, a RM é uma excelente ferramenta a serviço da medicina esportiva para o diagnóstico inicial de doenças do joelho, especialmente a lesão do tendão patelar, porque permitirá diagnosticá-la, graduá-la e diferenciá-la de outras alterações. Ao fazer o acompanhamento da lesão, fornecerá informações úteis para a prevenção de complicações.

10 perguntas e respostas sobre a ressonância magnética

Atletismo · 29 jan, 2008

Confira algumas perguntas e respostas sobre a Ressônancia Magnética, exame muitas vezes necessário para diagnosticar as lesões. Veja:

1- Vemos na imprensa muitas notícias sobre atletas que sofrem lesões e precisam de exames de Ressonância Magnética (RM). Só atletas profissionais precisam de exames mais sofisticados?

Não. Atletas profissionais, amadores ou recreacionais precisam sempre de um tratamento adequado. Se para algum deles for necessária a realização de uma RM para diagnóstico, então ele deverá fazê-la. Estes exames estão disponíveis para qualquer pessoa.

2- Por que um exame de RM é tão caro?

Isso se deve ao alto custo do equipamento e de sua manutenção e pela especialização do médico radiologista necessária para a execução e interpretação dos exames. Por outro lado, atualmente a maioria dos convênios médicos dá cobertura para exames de RM, portanto sem custos adicionais para os pacientes.

3- A RM é um bom meio para diagnosticar lesões esportivas?

Sim. A RM é o método de imagem que tem a melhor definição das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético. Mas não é o único. Radiografias, ultra-sonografia e tomografia computadorizada também têm suas indicações.

4- Se a RM é o melhor exame para lesões músculo-esqueléticas, meu médico não deveria ter solicitado apenas esse exame, e em primeiro lugar?

Não, depende. A melhor forma de fazer diagnóstico por imagem é quando os exames são solicitados numa determinada ordem ou combinados entre si. E isso varia muito, dependendo da lesão, do atleta, e da opção do médico solicitante.

Ou seja, haverá casos em que uma radiografia simples bastará para o diagnóstico, ou casos em que será necessário uma combinação de radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, não obrigatoriamente todos estes e nem nessa ordem. Da mesma forma, há diagnósticos de não dependem de exames de RM ou mesmo de qualquer outro método de imagem.

5- A ressonância magnética usa radiação?

Não, a RM não usa radiação ionizante, como ocorre nas radiografias e tomografia computadorizadas. É um exame inócuo, que se baseia, simplificadamente, em campo eletromagnético e ondas de rádio. Pacientes grávidas com mais de 12 semanas de gestação já podem fazer este exame.

6- Tenho medo de fazer exame de RM porque acho que sou claustrofóbico.

Já há clínicas que possuem equipamento de alto campo magnético, cujo túnel (onde o paciente fica) é mais curto e mais largo, e que são tolerados pela grande maioria dos pacientes. Quando isso não for suficiente, o paciente poderá fazer seu exame sob sedação.

7-Exames de RM são sempre demorados?

Não. A duração do exame depende da rapidez do equipamento (que varia dependendo da "potência" do campo magnético) e da escolha do número de séries para o exame. Há exames de RM de joelho que duram menos de 20 minutos.

8- Equipamentos de RM de alto campo, baixo campo, campo aberto ou fechado. O que tudo isso significa?

Há equipamentos com campos magnéticos de diferentes "potências": desde 0,2T até 3,0T (T = Tesla). São chamados de baixo campo os de 0,2T e alto campo os de 1,5T, por exemplo. Com relação ao formato do aparelho, dizemos campo aberto para aqueles equipamentos em que o paciente não fica dentro de um túnel, mas sim sob um grande disco e campo fechado, quando o paciente se posiciona dentro de um túnel, aberto nas duas extremidades.

Porém já há equipamentos em que o túnel é tão mais curto e mais amplo de forma que o paciente fica com parte do corpo para fora dele, e com a vantagem de serem ao mesmo tempo equipamentos de alto campo magnético.

9- Por que às vezes é preciso tomar uma injeção de contraste para fazer uma RM? Há perigo nisso?

Em lesões esportivas a injeção intra-venosa de contraste é raramente necessária, mas, ocorrerá em casos onde há suspeita, por exemplo, de infecções, tumores, artrite, sinovite. Já o uso de contraste intra-articular (dentro da articulação) será necessário para artro-RM, que é uma modalidade para diagnosticar lesões intra-articulares especiais, como lesões em cartilagens, fibrocartilagens e osteocondrais. O contraste utilizado em RM não é o mesmo daquele utilizado em exames radiológicos e por tomografia computadorizada. As chances de reação alérgica na RM são muito menores e estatisticamente pouco significativas.

10- Tenho prótese. Posso fazer exame de RM?

Depende. Próteses metálicas ortopédicas, a depender de sua localização, não impedem a realização de uma RM, apesar de poder haver prejuízo na qualidade da imagem. Mas há sim contra-indicações absolutas para esse exame: marca-passo cardíaco, clips metálicos cirúrgicos (dependendo da sua localização), implantes no ouvido (cocleares), entre outros. O melhor é perguntar sobre os riscos para o médico que fez a cirurgia para a colocação da prótese, clip ou implante, ou se informar com a equipe da clínica radiológica.


10 perguntas e respostas sobre a ressonância magnética

Atletismo · 29 jan, 2008

Confira algumas perguntas e respostas sobre a Ressônancia Magnética, exame muitas vezes necessário para diagnosticar as lesões. Veja:

1- Vemos na imprensa muitas notícias sobre atletas que sofrem lesões e precisam de exames de Ressonância Magnética (RM). Só atletas profissionais precisam de exames mais sofisticados?

Não. Atletas profissionais, amadores ou recreacionais precisam sempre de um tratamento adequado. Se para algum deles for necessária a realização de uma RM para diagnóstico, então ele deverá fazê-la. Estes exames estão disponíveis para qualquer pessoa.

2- Por que um exame de RM é tão caro?

Isso se deve ao alto custo do equipamento e de sua manutenção e pela especialização do médico radiologista necessária para a execução e interpretação dos exames. Por outro lado, atualmente a maioria dos convênios médicos dá cobertura para exames de RM, portanto sem custos adicionais para os pacientes.

3- A RM é um bom meio para diagnosticar lesões esportivas?

Sim. A RM é o método de imagem que tem a melhor definição das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético. Mas não é o único. Radiografias, ultra-sonografia e tomografia computadorizada também têm suas indicações.

4- Se a RM é o melhor exame para lesões músculo-esqueléticas, meu médico não deveria ter solicitado apenas esse exame, e em primeiro lugar?

Não, depende. A melhor forma de fazer diagnóstico por imagem é quando os exames são solicitados numa determinada ordem ou combinados entre si. E isso varia muito, dependendo da lesão, do atleta, e da opção do médico solicitante.

Ou seja, haverá casos em que uma radiografia simples bastará para o diagnóstico, ou casos em que será necessário uma combinação de radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, não obrigatoriamente todos estes e nem nessa ordem. Da mesma forma, há diagnósticos de não dependem de exames de RM ou mesmo de qualquer outro método de imagem.

5- A ressonância magnética usa radiação?

Não, a RM não usa radiação ionizante, como ocorre nas radiografias e tomografia computadorizadas. É um exame inócuo, que se baseia, simplificadamente, em campo eletromagnético e ondas de rádio. Pacientes grávidas com mais de 12 semanas de gestação já podem fazer este exame.

6- Tenho medo de fazer exame de RM porque acho que sou claustrofóbico.

Já há clínicas que possuem equipamento de alto campo magnético, cujo túnel (onde o paciente fica) é mais curto e mais largo, e que são tolerados pela grande maioria dos pacientes. Quando isso não for suficiente, o paciente poderá fazer seu exame sob sedação.

7-Exames de RM são sempre demorados?

Não. A duração do exame depende da rapidez do equipamento (que varia dependendo da "potência" do campo magnético) e da escolha do número de séries para o exame. Há exames de RM de joelho que duram menos de 20 minutos.

8- Equipamentos de RM de alto campo, baixo campo, campo aberto ou fechado. O que tudo isso significa?

Há equipamentos com campos magnéticos de diferentes "potências": desde 0,2T até 3,0T (T = Tesla). São chamados de baixo campo os de 0,2T e alto campo os de 1,5T, por exemplo. Com relação ao formato do aparelho, dizemos campo aberto para aqueles equipamentos em que o paciente não fica dentro de um túnel, mas sim sob um grande disco e campo fechado, quando o paciente se posiciona dentro de um túnel, aberto nas duas extremidades.

Porém já há equipamentos em que o túnel é tão mais curto e mais amplo de forma que o paciente fica com parte do corpo para fora dele, e com a vantagem de serem ao mesmo tempo equipamentos de alto campo magnético.

9- Por que às vezes é preciso tomar uma injeção de contraste para fazer uma RM? Há perigo nisso?

Em lesões esportivas a injeção intra-venosa de contraste é raramente necessária, mas, ocorrerá em casos onde há suspeita, por exemplo, de infecções, tumores, artrite, sinovite. Já o uso de contraste intra-articular (dentro da articulação) será necessário para artro-RM, que é uma modalidade para diagnosticar lesões intra-articulares especiais, como lesões em cartilagens, fibrocartilagens e osteocondrais. O contraste utilizado em RM não é o mesmo daquele utilizado em exames radiológicos e por tomografia computadorizada. As chances de reação alérgica na RM são muito menores e estatisticamente pouco significativas.

10- Tenho prótese. Posso fazer exame de RM?

Depende. Próteses metálicas ortopédicas, a depender de sua localização, não impedem a realização de uma RM, apesar de poder haver prejuízo na qualidade da imagem. Mas há sim contra-indicações absolutas para esse exame: marca-passo cardíaco, clips metálicos cirúrgicos (dependendo da sua localização), implantes no ouvido (cocleares), entre outros. O melhor é perguntar sobre os riscos para o médico que fez a cirurgia para a colocação da prótese, clip ou implante, ou se informar com a equipe da clínica radiológica.

Como identificar lesões nos tendões pela imagem?

Atletismo · 16 nov, 2007

Atletas podem apresentar lesões agudas ou crônicas em tendões. As primeiras são freqüentemente rupturas - parciais ou totais, relacionadas a um trauma, e as últimas surgem por sobrecarga.

Em corredores, por exemplo, essas lesões ocorrem com certa freqüência na região do pé e tornozelo, especialmente no tendão calcâneo (aquiles), no tendão tibial posterior e nos tendões fibulares, que se localizam, respectivamente nas regiões posterior, medial e lateral do tornozelo.

Os métodos de Diagnóstico por Imagem são excelentes aliados dos ortopedistas e médicos do esporte para o diagnóstico destas lesões. Embora as radiografias não possam produzir imagens nítidas de estruturas de partes moles, como os tendões, elas são usualmente realizadas inicialmente na investigação da dor do esportista. E serão muito úteis caso diagnostiquem calcificação na região de um tendão, ou um esporão ósseo (no caso do calcâneo), ou mesmo um aumento do volume das partes moles, significando indícios de lesões a serem investigadas.

O exame de ultra-sonografia (US), realizado prontamente como primeiro exame ou após a realização de radiografias, destaca-se pela capacidade de poder analisar com qualidade os tendões. Ao se realizar um exame de US, o médico ultra-sonografista avalia se os tendões estão normais ou alterados. Resumidamente, as alterações possíveis de serem encontradas nos exames de US são: tendão espessado (com ou sem heterogeneidade de sua textura), presença de calcificações, rupturas parciais ou totais de suas fibras, e líquido em quantidade anormal em sua bainha sinovial (membrana que envolve o tendão).

Tendões com bainha sinovial, como o tendão tibial posterior e os tendões fibulares, que apresentarem aumento anormal de líquido na bainha, são diagnosticados como tenossinovite, fundamentalmente uma alteração inflamatória. Essa foi a lesão que pode ter acometido o maratonista Marílson Gomes antes da Maratona de Nova York.

Tendões que não têm bainha sinovial, como o tendão calcâneo, que se apresentarem com espessamento heterogêneo de suas fibras, são diagnosticados como tendinopatia crônica ou tendinose, que são alterações degenerativas. Estas alterações podem ou não ser acompanhadas de alterações na região ao redor do tendão, como bursite ou processo inflamatório em planos gordurosos (edema). Eventualmente, caso se detecte a presença de calcificações em tendões, o diagnóstico é de tendinopatia crônica calcárea. Tendões que apresentam tendinopatia crônica/tendinose estão mais sujeitos a rupturas.

Em caso de rupturas, o médico ultra-sonografista deve avaliar a extensão da lesão, principalmente classificando-a em ruptura parcial ou total, uma vez que isso determinará o tratamento a ser adotado pelo médico do atleta.

Ressonância -A ressonância magnética (RM) é, dentre todos os exames de imagem, a que produz melhor definição e diferenciação entre as estruturas do sistema músculo-esquelético. Além disso, é capaz de produzir imagens de toda a articulação e não se limitar aos planos superficiais, que é uma desvantagem da ultra-sonografia.

Dessa forma, além de a RM poder fazer os diagnósticos ao alcance da ultra-sonografia, acima descritos, permite que se demonstre outras possíveis causas de dor no tornozelo, como por exemplo: lesões ligamentares crônicas, fratura por estresse, lesões condrais (de cartilagem). Estas lesões podem, em alguns casos, causar sintomas semelhantes às de lesões tendinosas, ou acompanharem as tendinopatias. Assim, o médico obterá ainda mais informações fundamentais para iniciar o tratamento do esportista.

A tomografia computadorizada, apesar de ser muito útil na radiologia das lesões nos esportes, não tem um papel decisivo no diagnóstico de lesões em tendões. Por fim, a combinação racional dos exames de imagem solicitados pelo médico especialista poderá diagnosticar e graduar adequadamente vários tipos de lesão em atletas, e isso será ponto de partida fundamental para um bom tratamento.


Como identificar lesões nos tendões pela imagem?

Atletismo · 16 nov, 2007

Atletas podem apresentar lesões agudas ou crônicas em tendões. As primeiras são freqüentemente rupturas - parciais ou totais, relacionadas a um trauma, e as últimas surgem por sobrecarga.

Em corredores, por exemplo, essas lesões ocorrem com certa freqüência na região do pé e tornozelo, especialmente no tendão calcâneo (aquiles), no tendão tibial posterior e nos tendões fibulares, que se localizam, respectivamente nas regiões posterior, medial e lateral do tornozelo.

Os métodos de Diagnóstico por Imagem são excelentes aliados dos ortopedistas e médicos do esporte para o diagnóstico destas lesões. Embora as radiografias não possam produzir imagens nítidas de estruturas de partes moles, como os tendões, elas são usualmente realizadas inicialmente na investigação da dor do esportista. E serão muito úteis caso diagnostiquem calcificação na região de um tendão, ou um esporão ósseo (no caso do calcâneo), ou mesmo um aumento do volume das partes moles, significando indícios de lesões a serem investigadas.

O exame de ultra-sonografia (US), realizado prontamente como primeiro exame ou após a realização de radiografias, destaca-se pela capacidade de poder analisar com qualidade os tendões. Ao se realizar um exame de US, o médico ultra-sonografista avalia se os tendões estão normais ou alterados. Resumidamente, as alterações possíveis de serem encontradas nos exames de US são: tendão espessado (com ou sem heterogeneidade de sua textura), presença de calcificações, rupturas parciais ou totais de suas fibras, e líquido em quantidade anormal em sua bainha sinovial (membrana que envolve o tendão).

Tendões com bainha sinovial, como o tendão tibial posterior e os tendões fibulares, que apresentarem aumento anormal de líquido na bainha, são diagnosticados como tenossinovite, fundamentalmente uma alteração inflamatória. Essa foi a lesão que pode ter acometido o maratonista Marílson Gomes antes da Maratona de Nova York.

Tendões que não têm bainha sinovial, como o tendão calcâneo, que se apresentarem com espessamento heterogêneo de suas fibras, são diagnosticados como tendinopatia crônica ou tendinose, que são alterações degenerativas. Estas alterações podem ou não ser acompanhadas de alterações na região ao redor do tendão, como bursite ou processo inflamatório em planos gordurosos (edema). Eventualmente, caso se detecte a presença de calcificações em tendões, o diagnóstico é de tendinopatia crônica calcárea. Tendões que apresentam tendinopatia crônica/tendinose estão mais sujeitos a rupturas.

Em caso de rupturas, o médico ultra-sonografista deve avaliar a extensão da lesão, principalmente classificando-a em ruptura parcial ou total, uma vez que isso determinará o tratamento a ser adotado pelo médico do atleta.

Ressonância -A ressonância magnética (RM) é, dentre todos os exames de imagem, a que produz melhor definição e diferenciação entre as estruturas do sistema músculo-esquelético. Além disso, é capaz de produzir imagens de toda a articulação e não se limitar aos planos superficiais, que é uma desvantagem da ultra-sonografia.

Dessa forma, além de a RM poder fazer os diagnósticos ao alcance da ultra-sonografia, acima descritos, permite que se demonstre outras possíveis causas de dor no tornozelo, como por exemplo: lesões ligamentares crônicas, fratura por estresse, lesões condrais (de cartilagem). Estas lesões podem, em alguns casos, causar sintomas semelhantes às de lesões tendinosas, ou acompanharem as tendinopatias. Assim, o médico obterá ainda mais informações fundamentais para iniciar o tratamento do esportista.

A tomografia computadorizada, apesar de ser muito útil na radiologia das lesões nos esportes, não tem um papel decisivo no diagnóstico de lesões em tendões. Por fim, a combinação racional dos exames de imagem solicitados pelo médico especialista poderá diagnosticar e graduar adequadamente vários tipos de lesão em atletas, e isso será ponto de partida fundamental para um bom tratamento.

Ressonância magnética pode ajudar na prevenção de uma lesão?

Atletismo · 02 out, 2007

Já se perguntou se a Radiologia pode ser utilizada como método de prevenção de lesões esportivas? Em essência, os exames de imagem se prestam para o diagnóstico das lesões. Porém, realmente há algo para se considerar em termos de prevenção de lesões em esportistas e pessoas com atividade física em geral, como veremos em dois exemplos, mais adiante.

Na medicina atual, ainda não há sentido realizar exames de imagem em atletas assintomáticos para se fazer rastreamento de lesões, como se faz com câncer de mama e mamografias periódicas. Mas recomenda-se que qualquer pessoa que sinta dores osteoarticulares, ou musculares, busque auxílio médico. Alguns critérios para reforçar isso: dor por tempo prolongado, ou decorrente de trauma, ou que impeça a pessoa de exercer suas atividades.

Consideremos um exemplo hipotético em que um atleta, com dor no tornozelo, passe em consulta com seu médico. Este, após colher a história do paciente e realizar os testes clínicos, fará hipóteses diagnósticas e poderá ou não encaminhar o esportista para exames de imagem, como uma ressonância magnética. Esse último é um excelente método e tem a capacidade de realizar uma avaliação global da articulação. Se o exame diagnosticar uma tendinopatia crônica do tendão de Aquiles (tendinite), revelará informações preciosíssimas ao médico do paciente, pois essa alteração no tendão é considerada um fator de risco para rupturas, sejam elas parciais ou totais. Neste caso, a Radiologia (ou Diagnóstico por Imagem) terá um papel fundamental ao fazer o diagnóstico inicial, mas também por fornecer informações que serão utilizadas pelo médico, que orientará clinicamente o paciente (tratamento, treinamento, etc) a fim de evitar uma ruptura no futuro, uma condição obviamente mais séria que a tendinopatia.

Tomemos outro exemplo: vamos supor que um corredor sinta dores na canela. Após passar em consulta com seu médico, ele poderá ou não solicitar exames de imagem (radiografias, cintilografia óssea ou ressonância magnética). Caso uma ressonância magnética da perna diagnostique Síndrome do estresse tibial medial, que os atletas chamam de "canelite", mais uma vez a Radiologia, além de diagnosticar, terá ajudado na prevenção de lesões mais sérias. Isso porque no caso das "canelites", o exame de ressonância magnética revela a graduação da lesão, que vai de I a III. Essa lesão pode culminar com a indesejável fratura por estresse, que alguns consideram ser o grau IV da síndrome. Ao tomar conhecimento do diagnóstico de grau I, II ou III o médico orientará o esportista de forma a prevenir que a lesão se torne uma fratura por estresse.

Os exames de diagnóstico por imagem e os radiologistas músculo-esqueléticos estão aí para contribuir com a medicina esportiva e os atletas, no momento do diagnóstico de uma lesão e ao longo do seu tratamento. Na dúvida, em caso de dor na prática de esporte, consulte seu médico!


Ressonância magnética pode ajudar na prevenção de uma lesão?

Atletismo · 02 out, 2007

Já se perguntou se a Radiologia pode ser utilizada como método de prevenção de lesões esportivas? Em essência, os exames de imagem se prestam para o diagnóstico das lesões. Porém, realmente há algo para se considerar em termos de prevenção de lesões em esportistas e pessoas com atividade física em geral, como veremos em dois exemplos, mais adiante.

Na medicina atual, ainda não há sentido realizar exames de imagem em atletas assintomáticos para se fazer rastreamento de lesões, como se faz com câncer de mama e mamografias periódicas. Mas recomenda-se que qualquer pessoa que sinta dores osteoarticulares, ou musculares, busque auxílio médico. Alguns critérios para reforçar isso: dor por tempo prolongado, ou decorrente de trauma, ou que impeça a pessoa de exercer suas atividades.

Consideremos um exemplo hipotético em que um atleta, com dor no tornozelo, passe em consulta com seu médico. Este, após colher a história do paciente e realizar os testes clínicos, fará hipóteses diagnósticas e poderá ou não encaminhar o esportista para exames de imagem, como uma ressonância magnética. Esse último é um excelente método e tem a capacidade de realizar uma avaliação global da articulação. Se o exame diagnosticar uma tendinopatia crônica do tendão de Aquiles (tendinite), revelará informações preciosíssimas ao médico do paciente, pois essa alteração no tendão é considerada um fator de risco para rupturas, sejam elas parciais ou totais. Neste caso, a Radiologia (ou Diagnóstico por Imagem) terá um papel fundamental ao fazer o diagnóstico inicial, mas também por fornecer informações que serão utilizadas pelo médico, que orientará clinicamente o paciente (tratamento, treinamento, etc) a fim de evitar uma ruptura no futuro, uma condição obviamente mais séria que a tendinopatia.

Tomemos outro exemplo: vamos supor que um corredor sinta dores na canela. Após passar em consulta com seu médico, ele poderá ou não solicitar exames de imagem (radiografias, cintilografia óssea ou ressonância magnética). Caso uma ressonância magnética da perna diagnostique Síndrome do estresse tibial medial, que os atletas chamam de "canelite", mais uma vez a Radiologia, além de diagnosticar, terá ajudado na prevenção de lesões mais sérias. Isso porque no caso das "canelites", o exame de ressonância magnética revela a graduação da lesão, que vai de I a III. Essa lesão pode culminar com a indesejável fratura por estresse, que alguns consideram ser o grau IV da síndrome. Ao tomar conhecimento do diagnóstico de grau I, II ou III o médico orientará o esportista de forma a prevenir que a lesão se torne uma fratura por estresse.

Os exames de diagnóstico por imagem e os radiologistas músculo-esqueléticos estão aí para contribuir com a medicina esportiva e os atletas, no momento do diagnóstico de uma lesão e ao longo do seu tratamento. Na dúvida, em caso de dor na prática de esporte, consulte seu médico!

O que é o diagnóstico por imagem?

Atletismo · 14 set, 2007

A partir desse mês o Webrun ganha um novo colunista: o médico especialista em radiologia, Milton Miszputen. Comandando a seção Radiologia do Esporte no Webrun, ele irá falar como um diagnóstico de imagem pode ser visto e avaliado para uma boa recuperação da lesão. O assunto ainda é pouco difundido para a população, mas no seu primeiro artigo, Milton explica o que é esse diagnóstico da imagem. Confira!

São Paulo - Diagnóstico por imagem, também conhecido como Radiologia, é uma especialidade médica como qualquer outra, assim como ginecologia, pediatria, ortopedia, etc. Ainda hoje alguns têm dúvida sobre a atuação do radiologista, por exemplo, se é a pessoa que realiza uma radiografia ou ressonância magnética (na verdade é aquele que interpretará estes exames), ou aquele que vai tratar de uma lesão ortopédica (na verdade é aquele que realizará um laudo médico sobre a lesão, auxiliando o ortopedista do paciente).

Para exercer esta especialidade, primeiramente a pessoa tem que se formar médico, após seis anos de faculdade de Medicina. Ao término do curso, o médico presta concurso de Residência Médica para Radiologia, da mesma forma que ocorre com outros especialistas. A residência médica de Diagnóstico por Imagem, atualmente no Brasil, dura três anos, e é exercida em hospitais universitários, na maioria dos casos.

Antigamente conhecida apenas por Radiologia, hoje a especialidade é chamada de Diagnóstico por Imagem, porque nas últimas décadas surgiram métodos de exames bastante diferentes da radiologia convencional (RX). Foram inventados os aparelhos/métodos de ultra-sonografia (US), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). E todos esses métodos fazem parte do aprendizado, especialização e trabalho do radiologista contemporâneo.

Durante a residência médica, o radiologista em formação irá aprender as diferentes técnicas desses exames e como estes são utilizados a fim de se obter diagnósticos médicos. Nos estágios da residência, não apenas o médico passará por estágios de RX, US, TC e RM, como também por sub-especialidades da radiologia, como, neurorradiologia, radiologia abdominal ou pediátrica, radiologia músculo-esquelética.

Ao término dos três anos da residência médica, o radiologista poderá optar em seguir no mercado de trabalho, ou manter vínculo no hospital escola, ligado ao departamento de radiologia, para fazer um complemento em uma das sub-especialidades da radiologia, acima descritas. Dessa forma, o radiologista tomará conhecimento de aspectos diretamente ligados às especialidades médicas, por exemplo, ortopedia e traumatologia, e suas respectivas doenças e lesões.

Em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, a depender da filosofia do hospital ou clínica radiológica, o serviço de diagnóstico por imagem é feito por radiologistas especialistas. Ou seja, se o exame é da área de músculo-esquelético, o seu laudo médico (relatório) será produzido por um radiologista dessa especialidade. Isso ocorre devido à grande ampliação progressiva do conhecimento médico, mas traz vantagens, porque gera confiança para muitos dos médicos solicitantes e benefício direto ao paciente.

Portanto, o radiologista é o médico que realizará o laudo de um exame de imagem de um paciente (exame este realizado por um técnico ou biomédico). O radiologista presta assim um serviço ao paciente e seu médico, uma vez que o paciente, ao levar o exame e seu laudo ao seu médico, este sim dará a orientação ou tratamento necessários ao paciente, mediante sua experiência profissional.

Deve-se salientar que o diagnóstico por imagem, como o próprio nome já diz, é apenas mais um exame subsidiário na medicina, ainda que altamente sofisticado e muitas vezes específico. O diagnóstico definitivo de uma doença ou lesão poderá ser obtido pela história clínica, exames clínicos, outros exames (laboratório, anátomo-patológico, etc), analisados conjuntamente pelo médico do paciente.


O que é o diagnóstico por imagem?

Atletismo · 14 set, 2007

A partir desse mês o Webrun ganha um novo colunista: o médico especialista em radiologia, Milton Miszputen. Comandando a seção Radiologia do Esporte no Webrun, ele irá falar como um diagnóstico de imagem pode ser visto e avaliado para uma boa recuperação da lesão. O assunto ainda é pouco difundido para a população, mas no seu primeiro artigo, Milton explica o que é esse diagnóstico da imagem. Confira!

São Paulo - Diagnóstico por imagem, também conhecido como Radiologia, é uma especialidade médica como qualquer outra, assim como ginecologia, pediatria, ortopedia, etc. Ainda hoje alguns têm dúvida sobre a atuação do radiologista, por exemplo, se é a pessoa que realiza uma radiografia ou ressonância magnética (na verdade é aquele que interpretará estes exames), ou aquele que vai tratar de uma lesão ortopédica (na verdade é aquele que realizará um laudo médico sobre a lesão, auxiliando o ortopedista do paciente).

Para exercer esta especialidade, primeiramente a pessoa tem que se formar médico, após seis anos de faculdade de Medicina. Ao término do curso, o médico presta concurso de Residência Médica para Radiologia, da mesma forma que ocorre com outros especialistas. A residência médica de Diagnóstico por Imagem, atualmente no Brasil, dura três anos, e é exercida em hospitais universitários, na maioria dos casos.

Antigamente conhecida apenas por Radiologia, hoje a especialidade é chamada de Diagnóstico por Imagem, porque nas últimas décadas surgiram métodos de exames bastante diferentes da radiologia convencional (RX). Foram inventados os aparelhos/métodos de ultra-sonografia (US), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). E todos esses métodos fazem parte do aprendizado, especialização e trabalho do radiologista contemporâneo.

Durante a residência médica, o radiologista em formação irá aprender as diferentes técnicas desses exames e como estes são utilizados a fim de se obter diagnósticos médicos. Nos estágios da residência, não apenas o médico passará por estágios de RX, US, TC e RM, como também por sub-especialidades da radiologia, como, neurorradiologia, radiologia abdominal ou pediátrica, radiologia músculo-esquelética.

Ao término dos três anos da residência médica, o radiologista poderá optar em seguir no mercado de trabalho, ou manter vínculo no hospital escola, ligado ao departamento de radiologia, para fazer um complemento em uma das sub-especialidades da radiologia, acima descritas. Dessa forma, o radiologista tomará conhecimento de aspectos diretamente ligados às especialidades médicas, por exemplo, ortopedia e traumatologia, e suas respectivas doenças e lesões.

Em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, a depender da filosofia do hospital ou clínica radiológica, o serviço de diagnóstico por imagem é feito por radiologistas especialistas. Ou seja, se o exame é da área de músculo-esquelético, o seu laudo médico (relatório) será produzido por um radiologista dessa especialidade. Isso ocorre devido à grande ampliação progressiva do conhecimento médico, mas traz vantagens, porque gera confiança para muitos dos médicos solicitantes e benefício direto ao paciente.

Portanto, o radiologista é o médico que realizará o laudo de um exame de imagem de um paciente (exame este realizado por um técnico ou biomédico). O radiologista presta assim um serviço ao paciente e seu médico, uma vez que o paciente, ao levar o exame e seu laudo ao seu médico, este sim dará a orientação ou tratamento necessários ao paciente, mediante sua experiência profissional.

Deve-se salientar que o diagnóstico por imagem, como o próprio nome já diz, é apenas mais um exame subsidiário na medicina, ainda que altamente sofisticado e muitas vezes específico. O diagnóstico definitivo de uma doença ou lesão poderá ser obtido pela história clínica, exames clínicos, outros exames (laboratório, anátomo-patológico, etc), analisados conjuntamente pelo médico do paciente.