marcha

Percursos

Marcha Atlética · 21 fev, 2003

O circuito deverá sempre que possível medir 2,5 km, ou 5 km no máximo, para competições de 50 km, contendo postos de hidratação a cada volta ou menos, dependendo das condições climáticas.

Distâncias Oficiais de Provas

Categorias Pré-mirim, Mirim, Menor, Juvenil, Adulto
Idade limite: 13, 15, 17, 19, 19
Masculino: 1000m, 2000m, 10km, 10km, 20 e 50 km
Feminino: 1000 m, 1500m, 5km, 10 km, 20 km

Arbitragens

Marcha Atlética · 21 fev, 2003

Os árbitros designados (5 em provas de pista e 9 em provas de rua) devem atuar de maneira autônoma, tomando decisões baseadas em observações feitas com seus próprios olhos, eleger o árbitro chefe (só este tem o poder de desqualificar), aplicar advertências (Fig. 4-5) ao atleta no limite do descumprimento das regras e aplicar propostas de desqualificação.

O atleta será desqualificado (devendo abandonar imediatamente o percurso e retirar seu número da camiseta) quando receber 3 propostas de árbitros de diferentes nacionalidades por descumprir alguma das exigências das regras.

Existirá à visão dos atletas, um painel no percurso onde são anotadas as propostas, e ainda que já tenha cruzado a linha de chegada, um atleta poderá ser desqualificado, na impossibilidade de ser informado anteriormente.
(Fig. 4) sinalização de advertência (Fig. 5) sinalização de advertência por perda de contato (flutuação) por flexão do joelho (desbloqueio)

Técnicas da marcha atlética

A técnica deverá permitir um modo de marchar que favoreça:

a) a inércia de translação;
b) a manutenção do centro de gravidade segundo uma linha mais horizontal possível.
c)O padrão técnico é essencial no sentido do cumprimento às regras, assim como, a marcha eficaz e bem estabilizada determinará o nível da performance do praticante. Esses motivos apontam a necessidade do desenvolvimento técnico desde o início dos treinamentos, de modo a evitar assimilação de posturas e movimentos que poderão ser obstáculos no decorrer da carreira, sendo que o trabalho técnico nunca termina.
d)Os movimentos determinantes da técnica distinguem-se em primários – executados pelos segmentos inferiores, tratando da translação do corpo; e secundários – onde o tronco e braços (flexionados a 90o ) têm a função de compensação e equilíbrio da marcha.

Principais Fases do Movimento

Apoio Simples - (Fig. 1) a perna de apoio mantém-se estendida, apoiando o peso corporal, e o quadril estará daquele lado, no ponto mais alto da sua rotação – a perna oscilante estará em ligeira flexão do joelho, buscando rapidamente por um novo contato com o solo. Assim que a oscilação passe pela base de apoio, o que acontece também com o centro de gravidade, inicia-se a fase de impulsão (Fig. 2) por ação do pé que está apoiado.

Duplo Apoio: (Fig. 3) fase terminal da impulsão pela ponta do pé detrás, e ao mesmo tempo, início do contato com o calcanhar do pé à frente. A extensão do passo, verificada nesta fase x a freqüência do mesmo, determinará a velocidade do marchador.

(Fig. 1) Apoio Simples (Fig. 2) Fase de Impulsão (Fig. 3) Duplo Apoio


Técnicas da marcha atlética

Marcha Atlética · 21 fev, 2003

A técnica deverá permitir um modo de marchar que favoreça:

a) a inércia de translação;
b) a manutenção do centro de gravidade segundo uma linha mais horizontal possível.
c)O padrão técnico é essencial no sentido do cumprimento às regras, assim como, a marcha eficaz e bem estabilizada determinará o nível da performance do praticante. Esses motivos apontam a necessidade do desenvolvimento técnico desde o início dos treinamentos, de modo a evitar assimilação de posturas e movimentos que poderão ser obstáculos no decorrer da carreira, sendo que o trabalho técnico nunca termina.
d)Os movimentos determinantes da técnica distinguem-se em primários – executados pelos segmentos inferiores, tratando da translação do corpo; e secundários – onde o tronco e braços (flexionados a 90o ) têm a função de compensação e equilíbrio da marcha.

Principais Fases do Movimento

Apoio Simples - (Fig. 1) a perna de apoio mantém-se estendida, apoiando o peso corporal, e o quadril estará daquele lado, no ponto mais alto da sua rotação – a perna oscilante estará em ligeira flexão do joelho, buscando rapidamente por um novo contato com o solo. Assim que a oscilação passe pela base de apoio, o que acontece também com o centro de gravidade, inicia-se a fase de impulsão (Fig. 2) por ação do pé que está apoiado.

Duplo Apoio: (Fig. 3) fase terminal da impulsão pela ponta do pé detrás, e ao mesmo tempo, início do contato com o calcanhar do pé à frente. A extensão do passo, verificada nesta fase x a freqüência do mesmo, determinará a velocidade do marchador.

(Fig. 1) Apoio Simples (Fig. 2) Fase de Impulsão (Fig. 3) Duplo Apoio

Definição e exigências da IAAF

Marcha Atlética · 21 fev, 2003

Definição:

A marcha atlética, assim como a caminhada ordinária, é uma progressão efetuada passo a passo e de contato ininterrupto com o solo.

Exigências da Regra 191 da IAAF:

a) Durante o período de cada passo, o pé que avança tem que proferir o contato com o solo antes que o pé de trás perca o contato com o mesmo.
b) A perna de apoio tem que estar estendida (articulação do joelho) desde o momento do contato com o solo.

História da modalidade Marcha Atlética

Histórico da Marcha Atlética Mundial:

  • Em 1906 Atenas realizou o que se chamou de “Jogos Olímpicos interinos”, e a marcha atlética já faria parte desses jogos com as distâncias de 1500 e 3000m, vencidas respectivamente pelo Húngaro Gyorgy Sztantics e o Americano George Bonhag.
    Os J.O. de Londres 1908 foram vencidos pelos ingleses Larner e Voight, nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas.
  • Lapso no programa Olímpico:

  • As observações de alguns especialistas do início do século foram plenas em polemicas e contestações. Tais discussões culminaram no cancelamento das provas da marcha nos J.O., mas somente em Amsterdã 1928.
  • Melbourne 1956 instituiu as distâncias de 20 e 50 km, que vigoram até hoje.
  • Copa do Mundo:

  • Armando Libotte, membro do Comitê de Marcha, institui em 1961 na Suíça, a Copa Lugano, disputada por equipes, nas distâncias olímpicas e a cada 2 anos em diferentes cidades sedes.
  • Em 1979, Copa Lugano em Eschborn, as mulheres iniciam sua participação na distancia de 5 km. Em 1983 a distancia feminina foi modificada para 10 km.
  • A Copa Lugano, em 1983, foi transformada em Copa do Mundo da IAAF de Marcha Atlética, contando atualmente com a participação média de 370 atletas de 50 países.
  • Los Angeles 1984, o boicote dos então comunistas facilitou em muito a participação dos já respeitados mexicanos, que arrebataram 3 das seis medalhas em jogo; Raul Gonzáles ganha ouro e prata nos 50 e 20 km respectivamente, e Ernesto Canto, o ouro nos 20 km.
  • Em Seul 1988 a categoria feminina entra para o programa olímpico, e em 1998 tem sua distancia oficial modificada para 20 km.
  • Nos J.O. de Sydney 2000, o mundo da marcha fica estarrecido com a vitória do polonês Robert Korzeniowski em ambas as provas; 20 e 50 km, conquistando as duas medalhas de ouro num prazo de 6 dias.
  • Histórico da Marcha Atlética no Brasil:

  • Em 1936 José Carlos Daudt e Túlio de Rose, dirigentes esportivos, assistem à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim e a trazem para sua primeira disputa em Porto Alegre no ano seguinte, num percurso de quase 5 km, vencida por Carmindo Klein.
  • 1940 - A prova seria disputada por aproximadamente 20 participantes, vencida por Ernesto Ritter, seguido por Klein e Arnaldo Willy Becker.
  • 1944 - A FARG insere os quase 30 km de marcha nos festejos de comemoração da semana da Pátria, vencida por Becker, que venceria também nos 3 anos seguintes. Em 1948 o percurso diminuiu para 20 km.
  • 1946 - Primeira participação internacional do Brasil, e Becker vence os 3 km em Montevidéu.
  • 1957 - Antonio Glayr Santarnecchi trouxe a marcha da Europa para São Paulo, e instituiu junto ao Clube dos Andarilhos em 1958 a tradicional prova Irmãos Del Rey, vencida pelo mesmo.
  • 1967 - A marcha aparece no estado de Minas Gerais.
  • 1970 - Foi criado o departamento de marcha na Federação Paulista de Atletismo, dirigido por Santarnecchi e surgem importantes atletas, como Fernando Elias, que atualizaria os recordes de Becker, que voltariam mais tarde ao poder de outro gaúcho; Ricardo Nüske.
  • 1973 - A marcha é incluída no Campeonato Brasileiro de Atletismo e vencida por Elias.
  • No final dos anos 70 e início dos 80 a marcha passou a ser praticada também pelas mulheres e o prof. José Clemente Gonçalves é nomeado árbitro do painel permanente da IAAF. O brasiliense Valdemar Florêncio e o gaúcho Wilson Mattos dominaram no masculino.
  • Seul ‘88- Estréia brasileira nos Jogos Olímpicos com Marcelo Palma, que ganhou o bronze Pan Americano em Havana ’91 e competiria também em Barcelona ’92 junto com Sergio Galdino e Ademar Kammler.
  • Em 1989 Foi instituída a Copa Brasil de Marcha Atlética, disputada em Natal-RN.
  • 1993- Sergio Galdino conquistou a 6o posição no Campeonato do Mundo de Atletismo em Stuttgart e estabeleceu a melhor marca Sul-Americana também na Alemanha, em 1995. Em 2002, Rafael Fontenelle conquista a quarta posição no mundial juvenil de atletismo em Kingston.
  • Referências:
    Gonçalves, J. C.; Muller, E. C. O Grande Livro do Atletismo Brasileiro – em elaboração. In: Rev. Contra Relógio. jun/jul, 1999.


    História da modalidade Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 21 fev, 2003

    Histórico da Marcha Atlética Mundial:

  • Em 1906 Atenas realizou o que se chamou de “Jogos Olímpicos interinos”, e a marcha atlética já faria parte desses jogos com as distâncias de 1500 e 3000m, vencidas respectivamente pelo Húngaro Gyorgy Sztantics e o Americano George Bonhag.
    Os J.O. de Londres 1908 foram vencidos pelos ingleses Larner e Voight, nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas.
  • Lapso no programa Olímpico:

  • As observações de alguns especialistas do início do século foram plenas em polemicas e contestações. Tais discussões culminaram no cancelamento das provas da marcha nos J.O., mas somente em Amsterdã 1928.
  • Melbourne 1956 instituiu as distâncias de 20 e 50 km, que vigoram até hoje.
  • Copa do Mundo:

  • Armando Libotte, membro do Comitê de Marcha, institui em 1961 na Suíça, a Copa Lugano, disputada por equipes, nas distâncias olímpicas e a cada 2 anos em diferentes cidades sedes.
  • Em 1979, Copa Lugano em Eschborn, as mulheres iniciam sua participação na distancia de 5 km. Em 1983 a distancia feminina foi modificada para 10 km.
  • A Copa Lugano, em 1983, foi transformada em Copa do Mundo da IAAF de Marcha Atlética, contando atualmente com a participação média de 370 atletas de 50 países.
  • Los Angeles 1984, o boicote dos então comunistas facilitou em muito a participação dos já respeitados mexicanos, que arrebataram 3 das seis medalhas em jogo; Raul Gonzáles ganha ouro e prata nos 50 e 20 km respectivamente, e Ernesto Canto, o ouro nos 20 km.
  • Em Seul 1988 a categoria feminina entra para o programa olímpico, e em 1998 tem sua distancia oficial modificada para 20 km.
  • Nos J.O. de Sydney 2000, o mundo da marcha fica estarrecido com a vitória do polonês Robert Korzeniowski em ambas as provas; 20 e 50 km, conquistando as duas medalhas de ouro num prazo de 6 dias.
  • Histórico da Marcha Atlética no Brasil:

  • Em 1936 José Carlos Daudt e Túlio de Rose, dirigentes esportivos, assistem à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim e a trazem para sua primeira disputa em Porto Alegre no ano seguinte, num percurso de quase 5 km, vencida por Carmindo Klein.
  • 1940 - A prova seria disputada por aproximadamente 20 participantes, vencida por Ernesto Ritter, seguido por Klein e Arnaldo Willy Becker.
  • 1944 - A FARG insere os quase 30 km de marcha nos festejos de comemoração da semana da Pátria, vencida por Becker, que venceria também nos 3 anos seguintes. Em 1948 o percurso diminuiu para 20 km.
  • 1946 - Primeira participação internacional do Brasil, e Becker vence os 3 km em Montevidéu.
  • 1957 - Antonio Glayr Santarnecchi trouxe a marcha da Europa para São Paulo, e instituiu junto ao Clube dos Andarilhos em 1958 a tradicional prova Irmãos Del Rey, vencida pelo mesmo.
  • 1967 - A marcha aparece no estado de Minas Gerais.
  • 1970 - Foi criado o departamento de marcha na Federação Paulista de Atletismo, dirigido por Santarnecchi e surgem importantes atletas, como Fernando Elias, que atualizaria os recordes de Becker, que voltariam mais tarde ao poder de outro gaúcho; Ricardo Nüske.
  • 1973 - A marcha é incluída no Campeonato Brasileiro de Atletismo e vencida por Elias.
  • No final dos anos 70 e início dos 80 a marcha passou a ser praticada também pelas mulheres e o prof. José Clemente Gonçalves é nomeado árbitro do painel permanente da IAAF. O brasiliense Valdemar Florêncio e o gaúcho Wilson Mattos dominaram no masculino.
  • Seul ‘88- Estréia brasileira nos Jogos Olímpicos com Marcelo Palma, que ganhou o bronze Pan Americano em Havana ’91 e competiria também em Barcelona ’92 junto com Sergio Galdino e Ademar Kammler.
  • Em 1989 Foi instituída a Copa Brasil de Marcha Atlética, disputada em Natal-RN.
  • 1993- Sergio Galdino conquistou a 6o posição no Campeonato do Mundo de Atletismo em Stuttgart e estabeleceu a melhor marca Sul-Americana também na Alemanha, em 1995. Em 2002, Rafael Fontenelle conquista a quarta posição no mundial juvenil de atletismo em Kingston.
  • Referências:
    Gonçalves, J. C.; Muller, E. C. O Grande Livro do Atletismo Brasileiro – em elaboração. In: Rev. Contra Relógio. jun/jul, 1999.

    Curiosidades da Marcha Atlética

    • Pouco comum é o fato de 4 membros de uma só família praticarem contemporaneamente esporte em alto nível, menos provável ainda, se o esporte em questão tratar-se da marcha atlética... Pois na Colômbia isso aconteceu com a família Moreno. Querubim, Hector, Clodomiro e Rodrigo, 4 irmãos que atuaram pelas décadas de 80 e 90 conquistando destaque até o nível das Américas – Querubim (4o no mundial de marcha de 1987 com 1h20’16”) e Hector têm medalhas em Copas Pan Americanas de marcha e Jogos Pan Americanos, Clodomiro e Rodrigo participaram mais pela América do Sul.

    • Os Jogos Olímpicos de Atlanta ’96 foram marcados pela desorganização e falta de brilhantismo, tributo pago talvez pela conquista à força dos dólares na sua escolha como sede, ao invés de Atenas. Nesse contexto, o voluntariado responsável pelo nosso transporte da vila ao estádio olímpico “demitiu-se” alegando falta de condições de trabalho, sendo substituído por militares. Éramos 2 brasileiros participantes dos 20 km, o Sérgio Galdino e eu, e chegado o grande dia, embarcamos no segundo ônibus rumo ao estádio, que não chegava, porque o militar não sabia o caminho. A situação era de silêncio e muita tensão, um olhava pro outro e todos imaginando o pior. Ao meu lado o jovem equatoriano de 22 anos Jefferson Perez ia aparentemente tranqüilo, enquanto seu técnico colombiano lamentava tanta incompetência. Foi por pouco que não perdemos a largada, e foi por pouco, mas o suficiente, que o Jefferson ganhou a medalha de ouro. Na volta pra vila olímpica sentava à minha frente um polonês - que identifiquei pelo agasalho; comemorava muito sua oitava posição e mostrava o cronômetro com o ótimo tempo conseguido. Seis dias depois e já longe da vila, soube que aquele mesmo polonês, Robert Korzeniowski, ganhara os 50 km.

    • 1991, 3o Campeonato Mundial de Atletismo em Tókio, o soviético Mikhail Shchennikov entra no estádio para ganhar os 20 km, cruza a linha e pára comemorando. Maurizio Damilano da Itália, que entrara logo atrás tropeçando inclusive num bloco de partida esquecido da primeira etapa classificatória dos 100m, cruza a linha e continua...Faltava a volta que completaria o percurso; Damilano entendeu tudo, e marchando chamava a Shchennikov que retomou sem muito entender, para chegar em 2o lugar. Damilano que comemorou depois, comemorou melhor. Eu que deveria nessa hora estar no percurso, no sexto quilômetro fui traído pelo estômago e assistia a tudo da arquibancada, Marcelo Palma e Sergio Galdino chegaram nas 24o e 25o posições.

    • No mesmo mundial, enquanto que a Alemanha já participava reunificada, a então URSS estava em processo de desmembramento em uma séria de repúblicas independentes. A um minuto da chegada dos 50 km o soviético Alexander Pothasov com a vitória assegurada diminui o ritmo, chama por gestos e espera seu compatriota Andrei Perlov para chegarem abraçados lado a lado, simbolizando que a situação política desagregadora jamais alcançaria a união daqueles desportistas. Da arquibancada novamente, eu tive que escolher entre aplaudir e fotografar. No mundial seguinte, Stuttgart ’93, Pothasov já competia pela Bielorrusia, e Perlov, pela Rússia.


    Curiosidades da Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 21 fev, 2003

    • Pouco comum é o fato de 4 membros de uma só família praticarem contemporaneamente esporte em alto nível, menos provável ainda, se o esporte em questão tratar-se da marcha atlética... Pois na Colômbia isso aconteceu com a família Moreno. Querubim, Hector, Clodomiro e Rodrigo, 4 irmãos que atuaram pelas décadas de 80 e 90 conquistando destaque até o nível das Américas – Querubim (4o no mundial de marcha de 1987 com 1h20’16”) e Hector têm medalhas em Copas Pan Americanas de marcha e Jogos Pan Americanos, Clodomiro e Rodrigo participaram mais pela América do Sul.

    • Os Jogos Olímpicos de Atlanta ’96 foram marcados pela desorganização e falta de brilhantismo, tributo pago talvez pela conquista à força dos dólares na sua escolha como sede, ao invés de Atenas. Nesse contexto, o voluntariado responsável pelo nosso transporte da vila ao estádio olímpico “demitiu-se” alegando falta de condições de trabalho, sendo substituído por militares. Éramos 2 brasileiros participantes dos 20 km, o Sérgio Galdino e eu, e chegado o grande dia, embarcamos no segundo ônibus rumo ao estádio, que não chegava, porque o militar não sabia o caminho. A situação era de silêncio e muita tensão, um olhava pro outro e todos imaginando o pior. Ao meu lado o jovem equatoriano de 22 anos Jefferson Perez ia aparentemente tranqüilo, enquanto seu técnico colombiano lamentava tanta incompetência. Foi por pouco que não perdemos a largada, e foi por pouco, mas o suficiente, que o Jefferson ganhou a medalha de ouro. Na volta pra vila olímpica sentava à minha frente um polonês - que identifiquei pelo agasalho; comemorava muito sua oitava posição e mostrava o cronômetro com o ótimo tempo conseguido. Seis dias depois e já longe da vila, soube que aquele mesmo polonês, Robert Korzeniowski, ganhara os 50 km.

    • 1991, 3o Campeonato Mundial de Atletismo em Tókio, o soviético Mikhail Shchennikov entra no estádio para ganhar os 20 km, cruza a linha e pára comemorando. Maurizio Damilano da Itália, que entrara logo atrás tropeçando inclusive num bloco de partida esquecido da primeira etapa classificatória dos 100m, cruza a linha e continua...Faltava a volta que completaria o percurso; Damilano entendeu tudo, e marchando chamava a Shchennikov que retomou sem muito entender, para chegar em 2o lugar. Damilano que comemorou depois, comemorou melhor. Eu que deveria nessa hora estar no percurso, no sexto quilômetro fui traído pelo estômago e assistia a tudo da arquibancada, Marcelo Palma e Sergio Galdino chegaram nas 24o e 25o posições.

    • No mesmo mundial, enquanto que a Alemanha já participava reunificada, a então URSS estava em processo de desmembramento em uma séria de repúblicas independentes. A um minuto da chegada dos 50 km o soviético Alexander Pothasov com a vitória assegurada diminui o ritmo, chama por gestos e espera seu compatriota Andrei Perlov para chegarem abraçados lado a lado, simbolizando que a situação política desagregadora jamais alcançaria a união daqueles desportistas. Da arquibancada novamente, eu tive que escolher entre aplaudir e fotografar. No mundial seguinte, Stuttgart ’93, Pothasov já competia pela Bielorrusia, e Perlov, pela Rússia.

    Copa Brasil de Marcha Atlética começa sábado

    Marcha Atlética · 12 fev, 2003

    A Copa Brasil de Marcha Atlética, principal competição da modalidade disputada no Brasil será realizada esse ano na cidade de Blumenau, Santa Catarina. O Estado é uma das principais forças do esporte e sediará a 14ª edição do evento que acontece desde 1989.

    A competição será realizada nos dias 16 e 17 de fevereiro e é organizada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) através da Federação Catarinense de Atletismo.

    Os principais nomes da marcha atlética do Brasil estarão presentes, desde promessas como o juvenil Calisto José Sevegnani, até consagrados nomes como o experiente Sérgio Vieira Galdino (BM&F).

    Copa do Mundo de Marcha acontece em Turin

    Marcha Atlética · 02 out, 2002

    Entre os dias 12 e 13 de outubro será disputada na cidade de Turin, na Itália, a 20ª edição da Copa do Mundo de Marcha Atlética, competição organizada pela Federação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF).

    Essa é a mais importante disputa mundial da modalidade. As provas masculinas terão as distâncias de 50 Km e 20Km, enquanto a prova feminina, será centrada nos 20Km. A premiação total distribuída é de US$ 210.000 (duzentos e dez mil dólares), sendo que, os campeões - masculino e feminino - recebem cada qual US$ 30.000 (trinta mil dólares).

    Entre os atletas que estão confirmados em Turin, destaca-se o atual campeão da competição nos 50Km, Sergey Korepanov (Casaquistao), a russa Ivanova Olimpiada (vencedora da prova feminina no Mundial de Atletismo de Edmonton), o campeão olímpico em Atlanta nos 20Km , o equatoriano Jefferson Perez.

    O Brasil tem sete atletas classificados para a competição, seis para a disputa dos 20Km - três na prova masculina e três na feminina – além, de um atleta (masculino) nos 50Km.

    Brasil no Sul-americano de Marcha Atlética

    A Seleção Brasileira que participou dos Campeonatos Sul-Americanos de Marcha Atlética, realizados no último final de semana na cidade de Puerto Saavedra, no Chile, obteve bons resultados. O Brasil foi campeão da categoria Juvenil Feminino e do Adulto Feminino. Os atletas brasileiros também obtiveram bons resultados, conforme abaixo:

    5km Menores Feminino:

    1º - Johana Malla - Equador - 25.15
    2º - Luz Villamarin - Colômbia - 25:20
    3º - Johana Ordonez - Equador - 28:35
    4º - ERICA SENNA - BRASIL - 26:35.

    10km Juvenil Feminino:

    1º - ALESSANDRA PICAGEVICZ - BRASIL - 49:55
    2º - CISIANE LOPES - BRASIL - 50:12
    3º - Johana Malla - Equador - 52:35
    4º - ERICA SENNA - BRASIL - 52:44

    20km Adulto Feminino:

    1º - Geovanna Irusta - Bolívia - 1h31:22
    2º - GIANETTI OLIVEIRA BONFIM - BRASIL - 1h42:23
    3º - Morelba Useche - Venezuela - 1h43:24
    4º - TANIA SPINDLER - BRASIL - 1h47:03
    6º - ROSANE PRIGOL - BRASIL - 1h49:24

    10km - Menores Masculino:

    1º - Carlos Borgono - Chile - 46:33
    2º - Ebenezer Churqui - Bolívia - 46:35
    3º - Oswaldo Ortega - Equador - 46:37
    4º - CALISTO JOSÉ SEVEGNANI - BRASIL - 46:38

    10km Juvenil Masculino:

    1º - RAFAEL DOS ANJOS DUARTE - BRASIL - 42:32
    2º - Oswaldo ortega - Equador - 44:48
    3º - Edwin Malacatus - Equador - 44:53

    Os brasileiros Valderlei dos Santos e Diogo Gamboa foram desclassificados por irregularidade no percurso.

    20km Masculino Adulto:

    1º - SÉRGIO VIEIRA GALDINO - BRASIL - 1h24:24
    2º - Cristian Mnos - Chile - 1h24:26
    3º - Fausto Quinde - Equador - 1h25:06
    9º - MARIO SANTOS JUNIOR - BRASIL - 1h32:13
    O brasileiro José Bernardo Baggio foi desclassificado por irregularidade no percurso.

    35km Masculino Adulto:

    1º - Edwin Ceneteno - Peru - 2h48:13
    2º - Luis Figueroa - Chile - 2h53:26
    3º - Rolando Saquipay - Equador - 2h55:51

    O brasileiro Claudio Richardson Santos foi desclassificado por irregularidade no percurso.


    Brasil no Sul-americano de Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 17 set, 2002

    A Seleção Brasileira que participou dos Campeonatos Sul-Americanos de Marcha Atlética, realizados no último final de semana na cidade de Puerto Saavedra, no Chile, obteve bons resultados. O Brasil foi campeão da categoria Juvenil Feminino e do Adulto Feminino. Os atletas brasileiros também obtiveram bons resultados, conforme abaixo:

    5km Menores Feminino:

    1º - Johana Malla - Equador - 25.15
    2º - Luz Villamarin - Colômbia - 25:20
    3º - Johana Ordonez - Equador - 28:35
    4º - ERICA SENNA - BRASIL - 26:35.

    10km Juvenil Feminino:

    1º - ALESSANDRA PICAGEVICZ - BRASIL - 49:55
    2º - CISIANE LOPES - BRASIL - 50:12
    3º - Johana Malla - Equador - 52:35
    4º - ERICA SENNA - BRASIL - 52:44

    20km Adulto Feminino:

    1º - Geovanna Irusta - Bolívia - 1h31:22
    2º - GIANETTI OLIVEIRA BONFIM - BRASIL - 1h42:23
    3º - Morelba Useche - Venezuela - 1h43:24
    4º - TANIA SPINDLER - BRASIL - 1h47:03
    6º - ROSANE PRIGOL - BRASIL - 1h49:24

    10km - Menores Masculino:

    1º - Carlos Borgono - Chile - 46:33
    2º - Ebenezer Churqui - Bolívia - 46:35
    3º - Oswaldo Ortega - Equador - 46:37
    4º - CALISTO JOSÉ SEVEGNANI - BRASIL - 46:38

    10km Juvenil Masculino:

    1º - RAFAEL DOS ANJOS DUARTE - BRASIL - 42:32
    2º - Oswaldo ortega - Equador - 44:48
    3º - Edwin Malacatus - Equador - 44:53

    Os brasileiros Valderlei dos Santos e Diogo Gamboa foram desclassificados por irregularidade no percurso.

    20km Masculino Adulto:

    1º - SÉRGIO VIEIRA GALDINO - BRASIL - 1h24:24
    2º - Cristian Mnos - Chile - 1h24:26
    3º - Fausto Quinde - Equador - 1h25:06
    9º - MARIO SANTOS JUNIOR - BRASIL - 1h32:13
    O brasileiro José Bernardo Baggio foi desclassificado por irregularidade no percurso.

    35km Masculino Adulto:

    1º - Edwin Ceneteno - Peru - 2h48:13
    2º - Luis Figueroa - Chile - 2h53:26
    3º - Rolando Saquipay - Equador - 2h55:51

    O brasileiro Claudio Richardson Santos foi desclassificado por irregularidade no percurso.

    Confira a Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

    Terminou neste domingo (18) a Copa Brasil de Marcha Atlética, na cidade de Camboriú, em Santa Catarina. As quatro provas finais da competição foram realizadas pela manhã.

    Um dos destaques foi a brasiliense Gianetti Bonfim (BM&F Atletismo-FIAT), que manteve seu domínio nas disputas nacionais. Ela ganhou os 20 km com 1:51:22.A segunda colocada foi a paranaense Tânia Spindler (AABB Londrina), com 1:54:23, seguida por Rosane Prigol (BM&F Atletismo), com 1:58:31.

    Na prova masculina de 50 km, apenas um atleta terminou: Cláudio Richardson dos Santos (AABB Currais Novos), com 4:57:44. Outros quatro marchadores começaram a prova, mas não completaram o percurso.
    Nos 10 km juvenil feminino, vitória de Alessandra Picagevicz (FME Timbó- CAIXA-FIAT), com 52:55, recorde pessoal em provas de rua. Cisiane Dutra Lopes (CPI Clube) ficou em segundo lugar, com 54:43, e Érica Rocha de Senna (CPI Clube) ficou em terceiro, com 55:44.
    Na prova masculina juvenil de 10 km, vitória de Rafael dos Anjos Fontenelle Duarte (Caso-CAIXA), com 45:11, quarto colocado no Mundial da categoria, disputado em julho, na Jamaica. Rafael marcou seu recorde pessoal em provas de rua.`

    Diogo Dias Gamboa (AA Guaru) foi o segundo, com 48:23, e Vanderlei dos Santos (BM&F Atletismo) foi o terceiro, com 48:37.

    A Copa Brasil de Marcha Atlética foi organizada pela CBAt e pela Federação Catarinense. Segundo o diretor da Copa, Martinho Santos, “o grande número de bons marchadores nas categorias juvenil e menor mostra que o futuro está garantido na modalidade”.

    “A presença de ídolos como Sérgio Galdino (campeão dos 20 km) e da Gianetti, além das vitórias de Rafael e Alessandra, são um grande incentivo”, completou o dirigente.


    Confira a Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 19 ago, 2002

    Terminou neste domingo (18) a Copa Brasil de Marcha Atlética, na cidade de Camboriú, em Santa Catarina. As quatro provas finais da competição foram realizadas pela manhã.

    Um dos destaques foi a brasiliense Gianetti Bonfim (BM&F Atletismo-FIAT), que manteve seu domínio nas disputas nacionais. Ela ganhou os 20 km com 1:51:22.A segunda colocada foi a paranaense Tânia Spindler (AABB Londrina), com 1:54:23, seguida por Rosane Prigol (BM&F Atletismo), com 1:58:31.

    Na prova masculina de 50 km, apenas um atleta terminou: Cláudio Richardson dos Santos (AABB Currais Novos), com 4:57:44. Outros quatro marchadores começaram a prova, mas não completaram o percurso.
    Nos 10 km juvenil feminino, vitória de Alessandra Picagevicz (FME Timbó- CAIXA-FIAT), com 52:55, recorde pessoal em provas de rua. Cisiane Dutra Lopes (CPI Clube) ficou em segundo lugar, com 54:43, e Érica Rocha de Senna (CPI Clube) ficou em terceiro, com 55:44.
    Na prova masculina juvenil de 10 km, vitória de Rafael dos Anjos Fontenelle Duarte (Caso-CAIXA), com 45:11, quarto colocado no Mundial da categoria, disputado em julho, na Jamaica. Rafael marcou seu recorde pessoal em provas de rua.`

    Diogo Dias Gamboa (AA Guaru) foi o segundo, com 48:23, e Vanderlei dos Santos (BM&F Atletismo) foi o terceiro, com 48:37.

    A Copa Brasil de Marcha Atlética foi organizada pela CBAt e pela Federação Catarinense. Segundo o diretor da Copa, Martinho Santos, “o grande número de bons marchadores nas categorias juvenil e menor mostra que o futuro está garantido na modalidade”.

    “A presença de ídolos como Sérgio Galdino (campeão dos 20 km) e da Gianetti, além das vitórias de Rafael e Alessandra, são um grande incentivo”, completou o dirigente.