Maratona de Nova York

Corredores devem ficar atentos com mudança de horário nos EUA

Maratona · 19 out, 2007

Os corredores da Maratona de Nova York, que acontece no dia quatro de novembro nos Estados Unidos, devem ficar atentos com o fim do horário de verão local. Isto porque, na madrugada da prova, os nova-iorquinos devem atrasar seus relógios em uma hora.

Essa é a primeira vez que o fim do horário de verão coincide com a Maratona de Nova York. Normalmente o término desse horário sempre acontece no último final de semana de outubro. Mas o presidente dos Estados Unidos, Bush, assinou uma lei que antecipou o horário de verão de 2007 em três semanas (este ano começou no segundo domingo de março) e propôs também que o mesmo terminasse uma semana depois (primeiro domingo de novembro).

No Brasil a mudança de horário é feita sempre à meia noite. Já nos Estados Unidos, o governo propõe que todos mudem o horário às 2h da madrugada do domingo, quatro de novembro. Como os corredores da Maratona de Nova York devem dormir antes desse horário, a organização da prova alertou todos para atrasarem seus relógios no próprio sábado (3).

A vantagem da medida para os esportistas é que eles terão uma hora a mais de descanso antes de encarar os 42 quilômetros de corrida. A largada da prova está marcada para às 10h em Staten Island com chegada no Central Park.

Armstrong participa novamente da Maratona de NY

Maratona · 17 out, 2007

Depois de 11 meses da sua primeira maratona, o ex-ciclista Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França, anunciou no início do mês que participará novamente da Maratona de Nova York. A prova acontece dia quatro de novembro nos Estados Unidos e deve reunir cerca de 35 mil pessoas.

De acordo com Armstrong, dessa vez ele se preparou melhor e pretende completar o percurso abaixo de três horas, como no último ano. Em 2006 ele finalizou a prova 24 segundos antes da marca de três horas.

Ainda, segundo o atleta, na sua estréia em maratona, ele correu lesionado e logo após completar o percurso desabafou e disse que foi umas das coisas mais difíceis que fez. Mas dessa vez ele quer terminar um pouco melhor.

“Estou treinando corrida quase todos os dias. Nos últimos quatro meses andei de bike apenas quatro vezes”, revela o norte-americano em entrevista para um jornal local. Aqueles que também forem completar a Maratona de Nova York em três horas poderão se deparar com o ex-ciclista no percurso. No ano passado muitos inscritos tentaram seguir Armstrong até o final dos 42 quilômetros.

A Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro com largada em Staten Island e chegada no Central Park.

Radcliffe encara Maratona de NY após dois anos longe da modalidade

Maratona · 03 out, 2007

A maratonista inglesa Paula Radcliffe irá participar da maratona de Nova York no próximo dia quatro de novembro nos Estados Unidos. Após um pouco mais de dois anos afastada da modalidade por causa de lesão e gravidez, a inglesa encara os 42 quilômetros depois de oito meses do nascimento de sua filha.

A última maratona que Radcliffe participou foi em 2005 no Mundial de Helsinque na Finlândia, onde conquistou o campeonato. Além disso, a inglesa bateu o recorde da modalidade no ano de 2003 com 2h15min25.

Ela poderia ter escolhido um caminho mais fácil para retornar à maratona, mas essa decisão é típica da Paula. Ela escolheu voltar numa prova com o field feminino mais competitivo que já teve. Não poderíamos esperar menos dela”, revela a diretora da Maratona de Nova York, Mary Wittenberg.

A inglesa já venceu a Maratona de Nova York em 2004, dez semanas depois da Maratona Olímpica de Atenas. Para ela, a prova norte-americana é especial e ela está ansiosa para a estréia.

Junto com Radcliffe participarão da Maratona de Nova York a bicampeão da prova Jelena Propokcuka, da Lçetônia; a bicampeão da Maratona de Berlim, Gete Wami e a campeã mundial da modalidade, a queniana Catherine Ndereba, além da vencedora de Boston Lidiya Grigoryeva.

Nova York: roupas descartadas vão para caridade

Atualizada em 3/10 às 16h11

Da mesma forma com que aconteceu ano passado na Maratona de Nova York, as roupas e objetos descartados pelos corredores serão recolhidos e entregues à uma instituição de caridade. Ano passado a iniciativa partiu de um grupo de garotas escoteiras local e esse ano o serviços ficará a cargo de um grupo de garotos.

Tudo começou quando esse grupo de escoteiras reparou que em outras edições muitos atletas jogavam fora centenas de camisetas, agasalhos, calças e cobertores, após passar pelo forte Wadsworth (Fort Wadsworth). Assim, elas pediram permissão para a Guarda Costeira (que tem sede no forte) para recolher os objetos e enviá-los para caridade.

Após a sinalização positiva da corporação, cerca de 25 garotas e suas mães encheram 75 bolsas com roupas e objetos e passaram a semana seguinte lavando os donativos nas lavanderias da Guarda Costeira, antes de entregar para as instituições.

Os atletas costumam se dirigir para o local da largada horas antes do tiro inicial, ocasião em que o clima ainda está frio e é necessário se proteger com várias peças de roupa. Após a saída para os 42,195 metros, as pessoas querem se livrar do peso, motivo pelo qual deixam pelo chão os aderessos.

A edição 2007 da Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro e deverá reunir aproximadamente 35 mil participantes, incluindo centenas de brasileiros que todos os anos participam da prova. A largada acontece a partir das 9h05 para os cadeirantes e às 10h05 largam os corredores de elite (ambos horário local). Quem quiser acompanhar a prova ao vivo, pode acessar o site da emissora americana NBC, através do link www.NBCSports.com.


Nova York: roupas descartadas vão para caridade

Maratona · 03 out, 2007

Atualizada em 3/10 às 16h11

Da mesma forma com que aconteceu ano passado na Maratona de Nova York, as roupas e objetos descartados pelos corredores serão recolhidos e entregues à uma instituição de caridade. Ano passado a iniciativa partiu de um grupo de garotas escoteiras local e esse ano o serviços ficará a cargo de um grupo de garotos.

Tudo começou quando esse grupo de escoteiras reparou que em outras edições muitos atletas jogavam fora centenas de camisetas, agasalhos, calças e cobertores, após passar pelo forte Wadsworth (Fort Wadsworth). Assim, elas pediram permissão para a Guarda Costeira (que tem sede no forte) para recolher os objetos e enviá-los para caridade.

Após a sinalização positiva da corporação, cerca de 25 garotas e suas mães encheram 75 bolsas com roupas e objetos e passaram a semana seguinte lavando os donativos nas lavanderias da Guarda Costeira, antes de entregar para as instituições.

Os atletas costumam se dirigir para o local da largada horas antes do tiro inicial, ocasião em que o clima ainda está frio e é necessário se proteger com várias peças de roupa. Após a saída para os 42,195 metros, as pessoas querem se livrar do peso, motivo pelo qual deixam pelo chão os aderessos.

A edição 2007 da Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro e deverá reunir aproximadamente 35 mil participantes, incluindo centenas de brasileiros que todos os anos participam da prova. A largada acontece a partir das 9h05 para os cadeirantes e às 10h05 largam os corredores de elite (ambos horário local). Quem quiser acompanhar a prova ao vivo, pode acessar o site da emissora americana NBC, através do link www.NBCSports.com.

Marílson e Juliana Gomes falam sobre novos desafios

Depois de participarem dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, o casal de atletas Marílson e Juliana Gomes dos Santos descansam, mas já pensam nos próximos desafios. Durante uma conversa informal realizada nessa última quarta-feira na loja esportiva Velocità, em São Paulo, Marílson revela que vai encarar novamente a Maratona de Nova York, mas seu principal objetivo é Pequim.

De acordo com o maratonista, para buscar o bicampeonato de Nova York ele vai embarcar no final de setembro para Colômbia, onde treina na altitude. De lá ele viaja para Nova York. Conforme exigência dos organizadores, Marílson deve estar da cidade norte-americana sete dias antes da competição, marcada para quatro de novembro. “A organização da prova pede para a gente ir antes cumprir com alguns compromissos por eu ser o vencedor do ano passado. Eles pedem sete dias justamente para dar tempo de fazer tudo e também descansar”, revela.

Indagado se defender o título será mais difícil, Marílson acredita que não. “Quero chegar lá na minha melhor forma. Ainda não conheço meus adversários, mas isso não tem importância. Vou treinar igual”, conta.

No ano passado, ele surpreendeu os organizadores de Nova York desbancando favoritos como o recordista mundial Paul Tergat. O brasileiro cruzou a linha de chegada em 2h09min58. Como em 2006, Marílson quer apenas buscar uma boa colocação e não se preocupa com o tempo. “Nova York é uma prova muito puxada, tem muitas curvas, pontes, algumas subidas. Lá não é prova para fazer tempo”, diz.

Olimpíadas - Depois de Nova York Marílson volta as atenções para a maratona das Olimpíadas de Pequim. Segundo o atleta, ele já se prepara para o evento há dois anos junto com seu treinador Adauto Domingues. “Representar o Brasil nas Olimpíadas é um sonho que eu sempre tive. Eu e o Adauto falamos disso desde quando comecei a correr”, conta.

Juliana Já Juliana, que foi ouro nos 1.500 metros do Pan, também quer conquistar uma vaga para as Olimpíadas, mas em prova curtas como os 800 metros rasos, sua especialidade e também os 1.500m.

Conhecida muitas vezes apenas como esposa do Marílson, ela revela que no Pan teve a oportunidade de mostrar que também é uma boa profissional. “Queria aparecer como atleta Juliana. Vi essa oportunidade no Pan e agarrei com todas as minhas força”, conta.

Agora Juliana descansa e depois desse período irá buscar o índice de Pequim em campeonatos na Europa. “A Juliana por treinar mais explosão, tem um descanso maior do que eu. Já eu vou ter que voltar aos treinos da maratona logo mais”, diz Marílson.


Marílson e Juliana Gomes falam sobre novos desafios

Maratona · 23 ago, 2007

Depois de participarem dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, o casal de atletas Marílson e Juliana Gomes dos Santos descansam, mas já pensam nos próximos desafios. Durante uma conversa informal realizada nessa última quarta-feira na loja esportiva Velocità, em São Paulo, Marílson revela que vai encarar novamente a Maratona de Nova York, mas seu principal objetivo é Pequim.

De acordo com o maratonista, para buscar o bicampeonato de Nova York ele vai embarcar no final de setembro para Colômbia, onde treina na altitude. De lá ele viaja para Nova York. Conforme exigência dos organizadores, Marílson deve estar da cidade norte-americana sete dias antes da competição, marcada para quatro de novembro. “A organização da prova pede para a gente ir antes cumprir com alguns compromissos por eu ser o vencedor do ano passado. Eles pedem sete dias justamente para dar tempo de fazer tudo e também descansar”, revela.

Indagado se defender o título será mais difícil, Marílson acredita que não. “Quero chegar lá na minha melhor forma. Ainda não conheço meus adversários, mas isso não tem importância. Vou treinar igual”, conta.

No ano passado, ele surpreendeu os organizadores de Nova York desbancando favoritos como o recordista mundial Paul Tergat. O brasileiro cruzou a linha de chegada em 2h09min58. Como em 2006, Marílson quer apenas buscar uma boa colocação e não se preocupa com o tempo. “Nova York é uma prova muito puxada, tem muitas curvas, pontes, algumas subidas. Lá não é prova para fazer tempo”, diz.

Olimpíadas - Depois de Nova York Marílson volta as atenções para a maratona das Olimpíadas de Pequim. Segundo o atleta, ele já se prepara para o evento há dois anos junto com seu treinador Adauto Domingues. “Representar o Brasil nas Olimpíadas é um sonho que eu sempre tive. Eu e o Adauto falamos disso desde quando comecei a correr”, conta.

Juliana Já Juliana, que foi ouro nos 1.500 metros do Pan, também quer conquistar uma vaga para as Olimpíadas, mas em prova curtas como os 800 metros rasos, sua especialidade e também os 1.500m.

Conhecida muitas vezes apenas como esposa do Marílson, ela revela que no Pan teve a oportunidade de mostrar que também é uma boa profissional. “Queria aparecer como atleta Juliana. Vi essa oportunidade no Pan e agarrei com todas as minhas força”, conta.

Agora Juliana descansa e depois desse período irá buscar o índice de Pequim em campeonatos na Europa. “A Juliana por treinar mais explosão, tem um descanso maior do que eu. Já eu vou ter que voltar aos treinos da maratona logo mais”, diz Marílson.

Marílson defende título da Maratona de NY

Maratona · 19 jul, 2007

O brasileiro Marílson Gomes confirmou participação na Maratona de Nova York que acontece no mês de novembro nos Estados Unidos. Campeão da edição 2006 da competição, Marílson irá defender seu título. Ele foi o primeiro latino-americano que venceu a prova.

“Eu sei que repetir a vitória não será fácil”, conta Marílson. Para ele o elemento surpresa, como no ano passado não terá mais, porém, ele estará mais preparado nesta edição.

Além do brasileiro, a atleta da Letônia, Jelena Prokopcuka, também defende seu título. Ela é bicampeã da competição e atualmente lidera o ranking das Maiores Maratonas do Mundo (WMM) composto por: Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York. Se vencer a prova americana em novembro, Jelena fatura além da premiação de Nova York, meio milhão de dólares do WMM.

A Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro com largada na Staten Island e chegada no Central Park.

Maratona de Nova York abre inscrições

Maratona · 13 fev, 2007

As inscrições para a edição 2007 da Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, já estão abertas no site oficial da competição. Ao todo serão 38 mil corredores de mais de 100 países e também dos 50 estados americanos.

Mas como a demanda de interessados é maior que o número limite de corredores, é necessário participar de uma loteria prévia. Esta acontece em meados de junho e define quem serão os atletas que poderão ter a chance de se inscrever para Nova York.

Como a maioria das inscrições de atletas de fora do país vem através de operadoras de turismo credenciadas, apenas uma pequena porção de corredores será selecionada para a prova. Em 2006, cerca de 50% das inscrições de americanos foram aceitas, contra 25% das internacionais.

Há também os casos de vaga garantida como, por exemplo, para os membros do grupo americano New York Road Runners que tenham participado de pelo menos nove provas qualificatórias. Também estão garantidas pessoas que completaram 15 ou mais edições da competição; atletas que efetivaram a inscrição nos últimos três anos e depois desistiram, assim como aqueles que possuam tempos específicos.

A ficha da loteria, assim como a lista de todas as categorias que estão garantidas na prova, podem ser encontradas no site oficial(www.ingnycmarathon.org). A Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro.

De volta ao Brasil, Marílson comenta o título

Após retornar dos Estados Unidos, onde venceu a Maratona de Nova York no último domingo (5) com o tempo de 2h09min58, Marílson Gomes dos Santos virou o novo super star do atletismo nacional. O fundista teve problemas com o os atrasos de vôos e não pode retornar às terras tupiniquins na segunda feira, após a prova, e aproveitou para curtir a Big Apple.

Ele visitou o prefeito de Nova York Michael Bloomberg, fechou o pregão da Bolsa de Valores e deu muitos autógrafos para fãs brasileiros e americanos. Apesar de não falar inglês, Marílson conquistou o público com seu carisma e simpatia.

Com a mesma serenidade e paciência de sempre, ele promoveu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa para os jornalistas brasileiros, onde contou um pouco sobre a prova e sobre seus planos futuros. Ele falou sobre a preparação para a prova, que envolveu um treinamento na altitude de Campos de Jordão e também sobre ficar longe da família.

Treinos - “Em Campos eu fazia cerca de 200 quilômetros de treinos por semana e foi um pouco complicado, pois tive que abrir mão de várias coisas, incluindo a família e a minha esposa Juliana”, lembrou Marílson. “Mas fiquei feliz, pois alcancei meu objetivo que era acertar uma grande Maratona”.

Já durante a prova ele disse que começou a abrir vantagem para os adversários a partir do quilômetro 30 e percebeu que suas condições físicas no momento o levaram a pensar que o sonho do título estava se tornando real. “A Maratona de Nova York é muito difícil, pois tem diversas subidas e descidas e o nível estava alto, com vários atletas fortes. Mas durante a prova o ritmo foi confortável”, disse o brasileiro.

Segundo ele, a estratégia de se desvencilhar do pelotão principal por volta do quilômetro trinta foi mais do que perfeita. “Como não veio ninguém eu acabei me destacando e venci a prova”, comentou Marílson. “Na chegada eu fiquei bastante emocionado, passou um filme na minha cabeça, pois é uma prova de muito status mundialmente”.

Para ser o grande campeão, ele conta como administrou a presença dos adversários que vinham logo atrás. “Quando eu entrei no Central Park, olhei para trás, não vi ninguém e resolvi segurar o ritmo para que não acontecesse nada e garantir a vitória. Mais pra frente eu olhei de novo e eles tinham tirado a diferença. Aí eu comecei a correr mais forte de novo para a linha de chegada”.

O brasileiro permaneceu durante toda a semana que antecedeu a prova fora dos holofotes da mídia estrangeira. Ele não participou da coletiva com os corredores de elite, não era visto como favorito pelos organizadores e nem mesmo os outros atletas viram no brasiliense uma ameaça. Todos esses fatores tiraram a pressão e facilitaram a vitória, segundo Marílson. “Eu sofro essa pressão todo ano na São Silvestre e é complicado correr com isso, mas em Nova York não tive pressão nenhuma, o que me ajudou bastante”.

Quem acompanhou a prova no Brasil teve que se contentar com o site oficial, que trazia comentários conforme a Maratona se desenrolava e não ficou sabendo se Marílson integrou desde o começo o pelotão de elite, ou se saiu de trás para se sagrar vencedor. “Eu procurei economizar o máximo possível no começo e sempre me mantive atrás do grupo, no vácuo, para me proteger do frio e do vento”.

“Teve um momento que eu fiquei preocupado, na meia maratona, porque comecei a sentir dores musculares na coxa, mas procurei centrar o pensamento na prova. Depois passou e não chegou a atrapalhar”, comentou o corredor.

Durante a prova os termômetros apontavam a temperatura de quatro a cinco graus, clima considerado complicado para Marílson, que tem cerca de 4% de gordura e sente muito frio. Assim está explicado o “modelito” que ele usou. “Eu procurei me proteger do frio o máximo possível, com gorro, luvas e as manguitas para não sentir tanto frio durante a prova”.

Futuro - Após competir em São Paulo no Troféu Brasil de Atletismo, em setembro, Marílson comentou que estava com uma pequena lesão na planta do pé, que provocava muitas dores e atrapalhava durante as competições. Ao ser perguntado se esse problema foi sanado a tempo para a prova de Nova York, ele disse: “Essa lesão ainda não passou. Ela me atrapalhou um pouco nos treinos para a Maratona, mas durante a prova não senti tanto, apenas no término, quando o corpo começou a esfriar, que eu mal conseguia andar”.

Devido à esse problema, pode ficar comprometida a participação dele na São Silvestre, onde defende o título do ano passado e busca o tricampeonato. De acordo com o técnico do atleta, Adauto Domingues, “a participação não está descartada e nem confirmada”. Segundo ele, após uma maratona existe um trauma para o atleta e será feita uma avaliação médica. Após a avaliação, será tomada a decisão, pois existem muitas outras provas importantes, como o Pan 2007 e os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Em relação ao Pan, ele vai correr os 5.000m e 10.000m e não vai disputar a Maratona, para se resguardar para a disputa dos 42 km nos Jogos Olímpicos. “Se ele correr a maratona no Pan, não poderá disputar provas rápidas no segundo semestre, como Chicago ou Berlim, onde tem chances de ser o primeiro novamente”.

Nos 5.000m ele vai enfrentar um adversário forte, Hudson de Souza, especialista nesse tipo de prova. Durante o Troféu Brasil os dois correram juntos, mas Hudson levou a melhor no final. Com a humildade que lhe é peculiar, ele falou sobre o assunto: “o Hudson é da mesma equipe e é de Brasília também, então convivi muito com ele. Acho que se a medalha estiver nas minhas mãos ou nas dele estará bem representada. Os dois vão brigar e que vença quem estiver melhor”.

Provas de pista - Como ele está se especializando em Maratonas, o técnico Adauto Domingues acredita que ele deixe de disputar as provas de 5000m daqui a algum tempo, mas mantenha os 10.000, sempre com o objetivo de melhorar as marcas.

Marílson Gomes dos Santos começou a correr desde pequeno em uma cidade satélite de Brasília, aos poucos conquistou espaço no atletismo nacional e agora desponta como um corredor conhecido internacionalmente. Emocionado, ele falou sobre essa passagem: “Minha vida teve uma reviravolta desde que comecei a treinar e a vitória é o ápice para mim, não imaginava que um dia pudesse chegar a esse ponto”.

Para chegar ao topo ele contou com a ajuda e o apoio dos pais, de quem ele sempre se orgulha ao falar. “Meus pais sempre me apoiaram muito, tanto no atletismo quanto nos estudos, eles são meus torcedores número 1. Foi difícil para eles, porque eu era muito caseiro, nunca tinha dormido uma noite fora e, de repente saí de casa com 15 anos para viver em outra cidade”.

Desde que venceu, Marílson está enfrentando uma série de compromissos, como entrevistas, visita à celebridades e autoridades, entre outras coisas. “A Maratona ainda não acabou”, brincou. “Os dois dias após a prova foram muito corridos e tive que assumir alguns compromissos como campeão, não tem como fugir. Mas é bom, é sempre uma grande honra participar”.


De volta ao Brasil, Marílson comenta o título

Maratona · 08 nov, 2006

Após retornar dos Estados Unidos, onde venceu a Maratona de Nova York no último domingo (5) com o tempo de 2h09min58, Marílson Gomes dos Santos virou o novo super star do atletismo nacional. O fundista teve problemas com o os atrasos de vôos e não pode retornar às terras tupiniquins na segunda feira, após a prova, e aproveitou para curtir a Big Apple.

Ele visitou o prefeito de Nova York Michael Bloomberg, fechou o pregão da Bolsa de Valores e deu muitos autógrafos para fãs brasileiros e americanos. Apesar de não falar inglês, Marílson conquistou o público com seu carisma e simpatia.

Com a mesma serenidade e paciência de sempre, ele promoveu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa para os jornalistas brasileiros, onde contou um pouco sobre a prova e sobre seus planos futuros. Ele falou sobre a preparação para a prova, que envolveu um treinamento na altitude de Campos de Jordão e também sobre ficar longe da família.

Treinos - “Em Campos eu fazia cerca de 200 quilômetros de treinos por semana e foi um pouco complicado, pois tive que abrir mão de várias coisas, incluindo a família e a minha esposa Juliana”, lembrou Marílson. “Mas fiquei feliz, pois alcancei meu objetivo que era acertar uma grande Maratona”.

Já durante a prova ele disse que começou a abrir vantagem para os adversários a partir do quilômetro 30 e percebeu que suas condições físicas no momento o levaram a pensar que o sonho do título estava se tornando real. “A Maratona de Nova York é muito difícil, pois tem diversas subidas e descidas e o nível estava alto, com vários atletas fortes. Mas durante a prova o ritmo foi confortável”, disse o brasileiro.

Segundo ele, a estratégia de se desvencilhar do pelotão principal por volta do quilômetro trinta foi mais do que perfeita. “Como não veio ninguém eu acabei me destacando e venci a prova”, comentou Marílson. “Na chegada eu fiquei bastante emocionado, passou um filme na minha cabeça, pois é uma prova de muito status mundialmente”.

Para ser o grande campeão, ele conta como administrou a presença dos adversários que vinham logo atrás. “Quando eu entrei no Central Park, olhei para trás, não vi ninguém e resolvi segurar o ritmo para que não acontecesse nada e garantir a vitória. Mais pra frente eu olhei de novo e eles tinham tirado a diferença. Aí eu comecei a correr mais forte de novo para a linha de chegada”.

O brasileiro permaneceu durante toda a semana que antecedeu a prova fora dos holofotes da mídia estrangeira. Ele não participou da coletiva com os corredores de elite, não era visto como favorito pelos organizadores e nem mesmo os outros atletas viram no brasiliense uma ameaça. Todos esses fatores tiraram a pressão e facilitaram a vitória, segundo Marílson. “Eu sofro essa pressão todo ano na São Silvestre e é complicado correr com isso, mas em Nova York não tive pressão nenhuma, o que me ajudou bastante”.

Quem acompanhou a prova no Brasil teve que se contentar com o site oficial, que trazia comentários conforme a Maratona se desenrolava e não ficou sabendo se Marílson integrou desde o começo o pelotão de elite, ou se saiu de trás para se sagrar vencedor. “Eu procurei economizar o máximo possível no começo e sempre me mantive atrás do grupo, no vácuo, para me proteger do frio e do vento”.

“Teve um momento que eu fiquei preocupado, na meia maratona, porque comecei a sentir dores musculares na coxa, mas procurei centrar o pensamento na prova. Depois passou e não chegou a atrapalhar”, comentou o corredor.

Durante a prova os termômetros apontavam a temperatura de quatro a cinco graus, clima considerado complicado para Marílson, que tem cerca de 4% de gordura e sente muito frio. Assim está explicado o “modelito” que ele usou. “Eu procurei me proteger do frio o máximo possível, com gorro, luvas e as manguitas para não sentir tanto frio durante a prova”.

Futuro - Após competir em São Paulo no Troféu Brasil de Atletismo, em setembro, Marílson comentou que estava com uma pequena lesão na planta do pé, que provocava muitas dores e atrapalhava durante as competições. Ao ser perguntado se esse problema foi sanado a tempo para a prova de Nova York, ele disse: “Essa lesão ainda não passou. Ela me atrapalhou um pouco nos treinos para a Maratona, mas durante a prova não senti tanto, apenas no término, quando o corpo começou a esfriar, que eu mal conseguia andar”.

Devido à esse problema, pode ficar comprometida a participação dele na São Silvestre, onde defende o título do ano passado e busca o tricampeonato. De acordo com o técnico do atleta, Adauto Domingues, “a participação não está descartada e nem confirmada”. Segundo ele, após uma maratona existe um trauma para o atleta e será feita uma avaliação médica. Após a avaliação, será tomada a decisão, pois existem muitas outras provas importantes, como o Pan 2007 e os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Em relação ao Pan, ele vai correr os 5.000m e 10.000m e não vai disputar a Maratona, para se resguardar para a disputa dos 42 km nos Jogos Olímpicos. “Se ele correr a maratona no Pan, não poderá disputar provas rápidas no segundo semestre, como Chicago ou Berlim, onde tem chances de ser o primeiro novamente”.

Nos 5.000m ele vai enfrentar um adversário forte, Hudson de Souza, especialista nesse tipo de prova. Durante o Troféu Brasil os dois correram juntos, mas Hudson levou a melhor no final. Com a humildade que lhe é peculiar, ele falou sobre o assunto: “o Hudson é da mesma equipe e é de Brasília também, então convivi muito com ele. Acho que se a medalha estiver nas minhas mãos ou nas dele estará bem representada. Os dois vão brigar e que vença quem estiver melhor”.

Provas de pista - Como ele está se especializando em Maratonas, o técnico Adauto Domingues acredita que ele deixe de disputar as provas de 5000m daqui a algum tempo, mas mantenha os 10.000, sempre com o objetivo de melhorar as marcas.

Marílson Gomes dos Santos começou a correr desde pequeno em uma cidade satélite de Brasília, aos poucos conquistou espaço no atletismo nacional e agora desponta como um corredor conhecido internacionalmente. Emocionado, ele falou sobre essa passagem: “Minha vida teve uma reviravolta desde que comecei a treinar e a vitória é o ápice para mim, não imaginava que um dia pudesse chegar a esse ponto”.

Para chegar ao topo ele contou com a ajuda e o apoio dos pais, de quem ele sempre se orgulha ao falar. “Meus pais sempre me apoiaram muito, tanto no atletismo quanto nos estudos, eles são meus torcedores número 1. Foi difícil para eles, porque eu era muito caseiro, nunca tinha dormido uma noite fora e, de repente saí de casa com 15 anos para viver em outra cidade”.

Desde que venceu, Marílson está enfrentando uma série de compromissos, como entrevistas, visita à celebridades e autoridades, entre outras coisas. “A Maratona ainda não acabou”, brincou. “Os dois dias após a prova foram muito corridos e tive que assumir alguns compromissos como campeão, não tem como fugir. Mas é bom, é sempre uma grande honra participar”.

Depois da vitória em Nova York, Marílson vira celebridade nos EUA

Direto de Nova York - Um dia após a vitória na Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes vive momentos de glória. Na noite de ontem (5) o maratonista foi recebido pelos corredores da prova na tradicional festa de encerramento do evento. O local para a comemoração não poderia ser mais familiar, a casa noturna Copacabana. O lugar, que leva o nome da famosa praia carioca, abrigou centenas de corredores.

No meio da noite os campeões da Maratona de Nova York, Marílson Gomes e Jelena Prokopcuka, falaram com o público. Bandeira do Brasil e muita festa marcaram a presença do campeão na noite de encerramento. Muitos corredores pediram autógrafo e tiraram fotos com Marílson, uma verdadeira celebridade.

O curioso é que, durante a corrida, os brasileiros já sabiam da vitória do Marílson. Isso porque, como relatou a esportista Denise Amaral, enquanto ela corria com a camiseta do Brasil, os torcedores gritavam: “Brasil é campeão”.

E foi exatamente a receptividade dos corredores e torcedores de Nova York que mais chamou a atenção do campeão. “Não só a presença dos brasileiros, mas a maneira como fui tratado foi muito boa. Isso me dá vontade de voltar para cá o ano que vem e defender o título”, revela.

Na manhã dessa segunda-feira, em Nova York, Marílson começou uma peregrinação com os organizadores da prova. Logo no início do dia ele participou de uma coletiva de imprensa. Depois encontrou alguns corredores e almoçou com os responsáveis pela prova. “Acredita que ainda não tive tempo de descansar. Nossa, está sendo mais cansativo que no dia da prova”, brinca. “Na verdade o mais difícil passou, que foi a Maratona, agora é só curtir”.

Ainda hoje ele será entrevistado pelo apresentador americano David Letterman, no programa que leva seu nome. Marílson volta para o Brasil na quarta-feira e não vê a hora de encontrar sua esposa, Juliana dos Santos, que também é corredora.

Com a vitória Marílson conseguiu o seu objetivo principal: ser reconhecido no atletismo mundial. Mas a vida do brasileiro no começo da carreira era bem diferente desses momentos de fama.

Natural de Brasília, Marílson começou a correr incentivado pelo seu irmão mais velho, Marcos Roberto, que pretendia se tornar um campeão. Mas o destino inverteu os papéis. Aos 15 anos, Marílson participou de uma prova juvenil, em Brasília, de 3 mil metros rasos e venceu. Foi convidado para ir morar num clube de atletismo em São Paulo e treinar corrida.

De uma família humilde da cidade satélite de Ceilândia (DF), Marílson foi tentar a sorte na capital paulista. “Eu sabia que tinha talento para a corrida. Comecei num grupo de corredores e logo me destaquei. Também já joguei futebol, como toda a criança brasileira, mas na corrida que consegui mais”, conta.

Desde então, ele se dedica exclusivamente ao esporte e os resultados foram aparecendo aos poucos. No início da carreira ele focou mais as provas curtas como cinco mil e 10 mil metros rasos. Na tradicional corrida de São Silvestre ele conquistou o bicampeonato (2003 e 2005). Mas sua primeira maratona foi em 2004 aos 27 anos.

“Senti que em 2004 eu estava mais maduro como atleta, pronto para correr uma maratona. Gosto muito dessa modalidade. Longa distância é uma característica minha”, explica.

A estréia do brasileiro nos 42 quilômetros foi em Paris, prova em que obteve 2h12min22. Depois no mesmo ano ele também correu a Maratona de Chicago. Lá o brasileiro conquistou o sexto lugar com sua melhor marca na modalidade 2h08min48.

“A cada prova que participo aprendo mais. Em Nova York não foi diferente. Agora vou ver os meus próximos desafios. Quero participar dos cinco e 10 mil metros do Pan e em 2008 quero representar o Brasil na maratona das Olimpíadas de Pequim”, revela.

Sobre o tricampeonato da São Silvestre, o brasileiro vai descansar por 20 dias e depois irá decidir com o seu técnico, Adauto Domingues, se irá ou não para a prova paulista. Mas no próximo domingo ele deve participar da corrida Nike 10k, porém será por diversão.


Depois da vitória em Nova York, Marílson vira celebridade nos EUA

Maratona · 06 nov, 2006

Direto de Nova York - Um dia após a vitória na Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes vive momentos de glória. Na noite de ontem (5) o maratonista foi recebido pelos corredores da prova na tradicional festa de encerramento do evento. O local para a comemoração não poderia ser mais familiar, a casa noturna Copacabana. O lugar, que leva o nome da famosa praia carioca, abrigou centenas de corredores.

No meio da noite os campeões da Maratona de Nova York, Marílson Gomes e Jelena Prokopcuka, falaram com o público. Bandeira do Brasil e muita festa marcaram a presença do campeão na noite de encerramento. Muitos corredores pediram autógrafo e tiraram fotos com Marílson, uma verdadeira celebridade.

O curioso é que, durante a corrida, os brasileiros já sabiam da vitória do Marílson. Isso porque, como relatou a esportista Denise Amaral, enquanto ela corria com a camiseta do Brasil, os torcedores gritavam: “Brasil é campeão”.

E foi exatamente a receptividade dos corredores e torcedores de Nova York que mais chamou a atenção do campeão. “Não só a presença dos brasileiros, mas a maneira como fui tratado foi muito boa. Isso me dá vontade de voltar para cá o ano que vem e defender o título”, revela.

Na manhã dessa segunda-feira, em Nova York, Marílson começou uma peregrinação com os organizadores da prova. Logo no início do dia ele participou de uma coletiva de imprensa. Depois encontrou alguns corredores e almoçou com os responsáveis pela prova. “Acredita que ainda não tive tempo de descansar. Nossa, está sendo mais cansativo que no dia da prova”, brinca. “Na verdade o mais difícil passou, que foi a Maratona, agora é só curtir”.

Ainda hoje ele será entrevistado pelo apresentador americano David Letterman, no programa que leva seu nome. Marílson volta para o Brasil na quarta-feira e não vê a hora de encontrar sua esposa, Juliana dos Santos, que também é corredora.

Com a vitória Marílson conseguiu o seu objetivo principal: ser reconhecido no atletismo mundial. Mas a vida do brasileiro no começo da carreira era bem diferente desses momentos de fama.

Natural de Brasília, Marílson começou a correr incentivado pelo seu irmão mais velho, Marcos Roberto, que pretendia se tornar um campeão. Mas o destino inverteu os papéis. Aos 15 anos, Marílson participou de uma prova juvenil, em Brasília, de 3 mil metros rasos e venceu. Foi convidado para ir morar num clube de atletismo em São Paulo e treinar corrida.

De uma família humilde da cidade satélite de Ceilândia (DF), Marílson foi tentar a sorte na capital paulista. “Eu sabia que tinha talento para a corrida. Comecei num grupo de corredores e logo me destaquei. Também já joguei futebol, como toda a criança brasileira, mas na corrida que consegui mais”, conta.

Desde então, ele se dedica exclusivamente ao esporte e os resultados foram aparecendo aos poucos. No início da carreira ele focou mais as provas curtas como cinco mil e 10 mil metros rasos. Na tradicional corrida de São Silvestre ele conquistou o bicampeonato (2003 e 2005). Mas sua primeira maratona foi em 2004 aos 27 anos.

“Senti que em 2004 eu estava mais maduro como atleta, pronto para correr uma maratona. Gosto muito dessa modalidade. Longa distância é uma característica minha”, explica.

A estréia do brasileiro nos 42 quilômetros foi em Paris, prova em que obteve 2h12min22. Depois no mesmo ano ele também correu a Maratona de Chicago. Lá o brasileiro conquistou o sexto lugar com sua melhor marca na modalidade 2h08min48.

“A cada prova que participo aprendo mais. Em Nova York não foi diferente. Agora vou ver os meus próximos desafios. Quero participar dos cinco e 10 mil metros do Pan e em 2008 quero representar o Brasil na maratona das Olimpíadas de Pequim”, revela.

Sobre o tricampeonato da São Silvestre, o brasileiro vai descansar por 20 dias e depois irá decidir com o seu técnico, Adauto Domingues, se irá ou não para a prova paulista. Mas no próximo domingo ele deve participar da corrida Nike 10k, porém será por diversão.

Corredores participam de prova antes da Maratona de NY

Direto de Nova York - Um dia antes da Maratona de Nova York acontece na ilha de Manhattam a tradicional corrida Friendship Run. A prova reúne os corredores estrangeiros da maratona e seus familiares. Todos correm cerca de sete quilômetros. O curioso é que cada país tem a sua bandeira representada e muitos participantes vão com roupas típicas.

Alguns japoneses, por exemplo, estavam vestidos de gueixas, enquanto os holandeses correram com os famosos tamancos do país. O Brasil não estava de fora. Os representantes canarinhos estampavam as cores e a bandeira do país.

Numa verdadeira festa esportiva, os corredores cantavam e dançavam durante a prova. A largada foi dada na frente do prédio das Nações Unidas e a chegada aconteceu no Central Park, mesmo local que a Maratona de Nova York irá terminar.

Uma das tradições da Friendship Run é a troca de camisetas e lembranças do país natal no final da corrida. Assim cada corredor leva camisetas de corrida do seu país e troca por outras camisetas, bonés ou objetos de outros países. A linha de chegada da prova se transforma num verdadeiro mercado de nacionalidades.

Brasil- No final da Friendship Run os brasileiros se reuniram na frente de uma grande bandeira do país. A carioca Denise Amaral fez isso nessa amanhã pela décima quarta vez. Ela já correu 59 maratonas, 13 só em Nova York. Nessa edição ela também veio com um grupo de brasileiros da agência Kamel para dar todas as dicas da prova.

“Não preciso nem falar que gosto da prova de Nova York. Aqui é muito bom porque a cidade abraça a prova. O percurso é muito difícil por causa das subidas, mas em compensação o público é muito receptivo. É até engraçado, porque as pessoas querem ajudar você durante a prova e te dão bala, biscoito, papel higiênico, ou seja, eles acham que estão te ajudando e na verdade estão. Por isso Nova York é a meca, todo mundo quer participar”, conta a experiente maratonista que se apaixonou pelo esporte em 1982.

“Minha primeira prova longa eu corri com o tênis da minha amiga, um número menor, perdi oito unhas do pé. Mas depois disso nunca fiquei um ano se quer sem correr uma maratona”, conta. Seu marido também corre, e já participou de mais de 20 maratonas. “As minhas férias dependem das corridas. Esses dias são tão intensos que é melhor do que uma férias comum”, revela.

Mas muitos brasileiros, que estão em Nova York, são estreantes da competição. Maria Aparecida Cardoso é uma delas. Essa será a primeira maratona da esportista fora do Brasil. “Estou adorando. Apesar do frio, a Maratona de Nova York se transforma numa festa. Isso é muito bom”, comenta Maria Aparecida, que pretende terminar a prova em 4h10.

Um outro participante peculiar da prova é o carioca Antônio Maciel. Essa será a sua quarta Maratona de Nova York. Todos os anos ele é convidado para correr, mas ele participa da categoria amputados.

Maciel começou a correr em 2002 depois que perdeu as duas pernas num acidente de carro. Sua primeira maratona, com prótese, foi feita em seis horas. Por causa da sua perseverança e exemplo, os organizadores de Nova York premiaram o atleta. “Ganhei um prato de cristal de uma das lojas mais caras de Nova York. Me senti lisonjeado. Gosto muito de vir para cá. A única coisa ruim é que corro na mesmo categoria dos amputados de uma perna só. Porém, sempre chego antes de quase todos”, conta.

A largada da Maratona de Nova York acontece no domingo (5) às 9h35 para a elite feminina e às 10h10 (horário local) para a elite masculina e pelotão geral. Cerca de 35 mil pessoas participam da prova. O Brasil será representado por 275 pessoas.


Corredores participam de prova antes da Maratona de NY

Maratona · 04 nov, 2006

Direto de Nova York - Um dia antes da Maratona de Nova York acontece na ilha de Manhattam a tradicional corrida Friendship Run. A prova reúne os corredores estrangeiros da maratona e seus familiares. Todos correm cerca de sete quilômetros. O curioso é que cada país tem a sua bandeira representada e muitos participantes vão com roupas típicas.

Alguns japoneses, por exemplo, estavam vestidos de gueixas, enquanto os holandeses correram com os famosos tamancos do país. O Brasil não estava de fora. Os representantes canarinhos estampavam as cores e a bandeira do país.

Numa verdadeira festa esportiva, os corredores cantavam e dançavam durante a prova. A largada foi dada na frente do prédio das Nações Unidas e a chegada aconteceu no Central Park, mesmo local que a Maratona de Nova York irá terminar.

Uma das tradições da Friendship Run é a troca de camisetas e lembranças do país natal no final da corrida. Assim cada corredor leva camisetas de corrida do seu país e troca por outras camisetas, bonés ou objetos de outros países. A linha de chegada da prova se transforma num verdadeiro mercado de nacionalidades.

Brasil- No final da Friendship Run os brasileiros se reuniram na frente de uma grande bandeira do país. A carioca Denise Amaral fez isso nessa amanhã pela décima quarta vez. Ela já correu 59 maratonas, 13 só em Nova York. Nessa edição ela também veio com um grupo de brasileiros da agência Kamel para dar todas as dicas da prova.

“Não preciso nem falar que gosto da prova de Nova York. Aqui é muito bom porque a cidade abraça a prova. O percurso é muito difícil por causa das subidas, mas em compensação o público é muito receptivo. É até engraçado, porque as pessoas querem ajudar você durante a prova e te dão bala, biscoito, papel higiênico, ou seja, eles acham que estão te ajudando e na verdade estão. Por isso Nova York é a meca, todo mundo quer participar”, conta a experiente maratonista que se apaixonou pelo esporte em 1982.

“Minha primeira prova longa eu corri com o tênis da minha amiga, um número menor, perdi oito unhas do pé. Mas depois disso nunca fiquei um ano se quer sem correr uma maratona”, conta. Seu marido também corre, e já participou de mais de 20 maratonas. “As minhas férias dependem das corridas. Esses dias são tão intensos que é melhor do que uma férias comum”, revela.

Mas muitos brasileiros, que estão em Nova York, são estreantes da competição. Maria Aparecida Cardoso é uma delas. Essa será a primeira maratona da esportista fora do Brasil. “Estou adorando. Apesar do frio, a Maratona de Nova York se transforma numa festa. Isso é muito bom”, comenta Maria Aparecida, que pretende terminar a prova em 4h10.

Um outro participante peculiar da prova é o carioca Antônio Maciel. Essa será a sua quarta Maratona de Nova York. Todos os anos ele é convidado para correr, mas ele participa da categoria amputados.

Maciel começou a correr em 2002 depois que perdeu as duas pernas num acidente de carro. Sua primeira maratona, com prótese, foi feita em seis horas. Por causa da sua perseverança e exemplo, os organizadores de Nova York premiaram o atleta. “Ganhei um prato de cristal de uma das lojas mais caras de Nova York. Me senti lisonjeado. Gosto muito de vir para cá. A única coisa ruim é que corro na mesmo categoria dos amputados de uma perna só. Porém, sempre chego antes de quase todos”, conta.

A largada da Maratona de Nova York acontece no domingo (5) às 9h35 para a elite feminina e às 10h10 (horário local) para a elite masculina e pelotão geral. Cerca de 35 mil pessoas participam da prova. O Brasil será representado por 275 pessoas.