Triathlon · 17 maio, 2012
Pisar na areia, no pé da praia de Jurerê, em Florianópolis, antes da largada da maior disputa de triathlon brasileira é uma sensação para se valorizar a cada momento. E a família faz parte de todo o processo para se tornar um Ironman. É o que conta o amador Marcelo Mauro à reportagem do Webrun.
No dia 27 de maio será a terceira vez que o gerente de sistemas Marcelo Mauro irá até Florianópolis para competir no Ironman Brasil. Ao mesmo tempo em que se tornava um Ironman pela primeira vez, seu filho Luca nascia e, desde então, participar da prova e comemorar o aniversário do filho fazem parte da programação do mês de maio da família.
Família de Ferro A relação com família, para ele, é imprescindível para conseguir treinar o ano todo para a competição de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 quilômetros de corrida. Tem que ser parceria. Quando você decide fazer um Ironman, você precisa primeiro consultar sua esposa, explicar exatamente o que é o treinamento e qual o compromisso que vai ter que fazer para cumprir tudo isso, explica.
Como Marcelo trabalha em casa, seu esquema de treinamento fica mais fácil de ser cumprido. Mas mesmo assim as sessões exigem demais do atleta. Todo mundo gosta de falar a mesma coisa: o difícil não é fazer o Ironman, o difícil é se preparar para a prova. E não tem como discordar: a rotina de treinos é muito pesada. Durante a semana você acostuma bem, treina duas modalidades por dia, por exemplo. O pior mesmo é o fim de semana, que são treinos longos.
E nessa parte é que entra a importância da família. Os longões do fim de semana podem levar cinco ou seis horas por dia, às vezes um sábado ou domingo inteiros. São esses detalhes que tem que negociar com a família e abrir mão de passeios, por exemplo. Se tem um pedal muito longo no sábado e uma corrida no domingo, não tem jeito, fim de semana, pode me esquecer. Tenho que focar no treino, explica.
No entanto, esse período em que está completamente concentrado na prova não dura para sempre. Você não pode ficar na vida de atleta o ano inteiro. De janeiro a maio eu estou focado no Ironman, mas de junho a dezembro tento ter uma vida mais normal, brinca. A prática de exercícios e os treinos continuam, mas não com tanta intensidade.
Com a rotina familiar comprometida, Marcelo fica mais tranquilo que sua esposa ainda não se interessou em também participar da disputa. Eu até admiraria um casal com filhos que os dois treinam para o Ironman. Para você ter uma vida de Ironman, você precisa de uma Ironwife [esposa de ferro] para segurar nas outras coisas, porque é complicado, analisa.
Continue lendo na próxima página como foi o primeiro Ironman de Marcelo e quais suas expectativas para a disputa deste ano.
A primeira vez - Marcelo sempre foi adepto das corridas de rua e tinha no currículo quatro maratonas quando decidiu se arriscar no triathlon. A meta, desde o começo, era treinar um ano e meio para terminar um Ironman.
Ele conta que só tinha um problema: não sabia nadar. Tive que começar a fazer aula de natação desde o começo, do zero, com pranchinha. O esforço valeu a pena e, em seis meses, ele fez o primeiro triathlon short, de 750 metros de natação.
Para atingir seu objetivo em um ano e meio, ele sabia que era fundamental treinar com uma assessoria esportiva especializada em Ironman. É muito legal treinar com pessoas que já fizeram a prova, para se inspirar em alguém e também para pegar experiências, vivências, dicas. Fazer sozinho seria muito mais difícil, avalia.
Assistir aos vídeos da competição também ajudou o triatleta a se inspirar. A maior motivação do primeiro Ironman era cruzar a linha de chegada com a minha família, conta.
Expectativas - O primeiro Ironman era novidade, o segundo já era uma repetição e agora virou rotina, considera. Os treinos no mês da competição são mais intensos, porém com volume menor, para fazer um polimento nas modalidades.
Para chegar a Florianópolis, Marcelo tem um ritual: vai de carro na terça-feira, de São Paulo, onde mora, até Curitiba. Lá encontra alguns amigos e depois segue para a ilha.
Já na capital, faz o reconhecimento do local da prova, procedimento essencial para ele. Tem que ir lá, sentir o frio do mar em Jurerê. Mais do que a temperatura das águas, o clima em Florianópolis na semana do Ironman Brasil é motivador. A vibe é fantástica. Você vê o pessoal treinando, pedalando, você entra no clima da prova.
Marcelo aproveita a competição. Define sua meta de tempo, mas não deixa que isso estrague a viagem e nem o prazer de participar da prova.
O Ironman é uma grande festa, você não pode ir tão preocupado com tempo, tem que curtir. Para você chegar até lá, no pé da praia, você passou por tanta coisa, seja treino, seja gasto financeiro, uma série de coisas que teve que abdicar, então tem que valorizar cada momento e guardar o máximo da experiência.
Triathlon · 15 maio, 2012
Santiago Ascenço foi o quarto colocado no Ironman Brasil em 2011. O atleta goiano é conhecido por sua força na corrida consistente que deixa qualquer um cansado. Para tentar tirar a diferença na disputa deste ano, Santiago passou a treinar mais o ciclismo, principalmente depois de sofrer uma lesão. Ele promete chegar com toda força no dia 27 em Florianópolis.
O treino para o Ironman é algo totalmente diferente. Eu costumo dizer que é outro esporte, porque muda o volume, muda a intensidade, muda a parte de suplementação e alimentação, conta o triatleta, que garante que vai correr a prova com o intuito de vencer e, quem sabe, trazer o primeiro título brasileiro no masculino.
No seu primeiro ciclo de treinos, Santiago sofreu uma lesão, o que o obrigou a diminuir suas corridas até que estivesse completamente curado. No entanto, o contratempo não desanimou o atleta, pelo contrário. Eu acho que no final isso vai ser até positivo, porque eu pude focar no pedal, que é a parte mais importante do Ironman. Meu pedal deu um upgrade, que vai ser importante na prova, analisa.
Além do ciclismo, Ascenço praticou bastante natação para melhorar a qualidade de suas braçadas. Na reta final, a concentração no Ironman é total.
Agora é muito mais cuidado com o treino que já foi feito do que tentar melhorar. Preciso me manter, tentar descansar e balancear esse descanso com esse restinho de treino.
Falta menos de uma semana para a prova de triathlon de longas distâncias. Ao todo, os ironmen (homens de ferro) percorrem 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A etapa brasileira classifica os melhores atletas para a final mundial, que acontece em Kona, no Havaí.
Em meio a um pelotão de elite de alto nível, que inclui Ezequiel Morales, Oscar Galindez, Guilherme Manocchio e Igor Morelli, Santiago Ascenço não teme a briga pelas primeiras posições.
Para ele, a parte mais complexa do Ironman, para o profissional, é saber observar seus adversários no dia da competição. A ideia é traçar uma estratégia ali durante a prova, saber analisar o que está acontecendo e o que pode acontecer, explica.
A goiana Ana Lídia Borba estará em Florianópolis (SC) no próximo dia 27 para brigar por um lugar no pódio do Ironman Brasil, principal prova de triatlhon nacional. Confiante e bem treinada para a disputa deste ano, ela quase foi obrigada a abandonar a carreira em 2009 depois de ser atropelada numa rodovia enquanto treinava ciclismo.
Após colidir com um picolé de sinalização de trânsito na estrada, ela caiu na via e foi atropelada por um carro de passeio que passou por cima de seu braço. Várias cirurgias depois e com muita força de vontade, em 2011 voltou a competir, ainda sem estar 100% fisicamente.
Quer saber mais? Assista ao vídeo com o perfil da Ana Lídial.
Esse ano, porém, ela começou a preparação mais cedo do que o habitual e se focou em
treinos específicos de ciclismo e musculação. Vou para a prova forte na bike e deixar para correr na defensiva, afirma Ana que atualmente mora em Florianópolis. É difícil falar em resultado, mas acho que dá para brigar pelo top dez ou top cinco.
Volume de treino - Todos que se propõem a fazer os 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida que envolvem um Ironman, tem que se dedicar quase que exclusivamente aos treinos e ter bastante quilometragem acumulada. Para Ana, que pretende brigar pela ponta, esse trabalho é ainda mais intenso.
Treino mais do que a maioria das meninas. Vou chegar a pedalar 600 quilômetros por semana, mas em geral são 450, 500, afirma a competidora que já praticou natação e handball. Corro uns 80 quilômetros e nado entre 20 e 22, completa. Mas ela tem um segredinho na manga que pode ser de grande valia durante a prova. Faço um trabalho de fisioterapia duas vezes por semana, exercício funcional e massagem. São atividades complementares para suportar a carga de treino.
Com tanto tempo dedicado aos treinamentos, a maioria dos aspirantes a Ironman e Ironwoman deixa de lado os encontros familiares, happy hours, cinemas e outros programas com os amigos, um erro na visão de Ana Lídia. Sou totalmente contra deixar a família e amigos de lado, pois você compromete o próprio trabalho. Se eles começarem a se afastar, certamente você vai se desmotivar num futuro próximo .
Ana conta que não dispensa um bom vinho na casa de amigos ou uma cervejinha no fim de semana para relaxar, mas tudo tem que ser dosado. Até o fim de março eu levo uma vida normal, mas depois falo para o pessoal que vou dar um tempo. Até porque eu me sinto cansada e preciso de um tempinho de recuperação.
Em 2011 ela foi a 13ª colocada entre as mulheres com o tempo de 12h05, enquanto em 2009, ano do acidente, ela marcou 9h52min28 para conquistar a quinta colocação.
Triathlon · 11 maio, 2012
A goiana Ana Lídia Borba estará em Florianópolis (SC) no próximo dia 27 para brigar por um lugar no pódio do Ironman Brasil, principal prova de triatlhon nacional. Confiante e bem treinada para a disputa deste ano, ela quase foi obrigada a abandonar a carreira em 2009 depois de ser atropelada numa rodovia enquanto treinava ciclismo.
Após colidir com um picolé de sinalização de trânsito na estrada, ela caiu na via e foi atropelada por um carro de passeio que passou por cima de seu braço. Várias cirurgias depois e com muita força de vontade, em 2011 voltou a competir, ainda sem estar 100% fisicamente.
Quer saber mais? Assista ao vídeo com o perfil da Ana Lídial.
Esse ano, porém, ela começou a preparação mais cedo do que o habitual e se focou em
treinos específicos de ciclismo e musculação. Vou para a prova forte na bike e deixar para correr na defensiva, afirma Ana que atualmente mora em Florianópolis. É difícil falar em resultado, mas acho que dá para brigar pelo top dez ou top cinco.
Volume de treino - Todos que se propõem a fazer os 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida que envolvem um Ironman, tem que se dedicar quase que exclusivamente aos treinos e ter bastante quilometragem acumulada. Para Ana, que pretende brigar pela ponta, esse trabalho é ainda mais intenso.
Treino mais do que a maioria das meninas. Vou chegar a pedalar 600 quilômetros por semana, mas em geral são 450, 500, afirma a competidora que já praticou natação e handball. Corro uns 80 quilômetros e nado entre 20 e 22, completa. Mas ela tem um segredinho na manga que pode ser de grande valia durante a prova. Faço um trabalho de fisioterapia duas vezes por semana, exercício funcional e massagem. São atividades complementares para suportar a carga de treino.
Com tanto tempo dedicado aos treinamentos, a maioria dos aspirantes a Ironman e Ironwoman deixa de lado os encontros familiares, happy hours, cinemas e outros programas com os amigos, um erro na visão de Ana Lídia. Sou totalmente contra deixar a família e amigos de lado, pois você compromete o próprio trabalho. Se eles começarem a se afastar, certamente você vai se desmotivar num futuro próximo .
Ana conta que não dispensa um bom vinho na casa de amigos ou uma cervejinha no fim de semana para relaxar, mas tudo tem que ser dosado. Até o fim de março eu levo uma vida normal, mas depois falo para o pessoal que vou dar um tempo. Até porque eu me sinto cansada e preciso de um tempinho de recuperação.
Em 2011 ela foi a 13ª colocada entre as mulheres com o tempo de 12h05, enquanto em 2009, ano do acidente, ela marcou 9h52min28 para conquistar a quinta colocação.
Triathlon · 09 maio, 2012
Grande promessa para levar o primeiro título brasileiro no masculino do Ironman Brasil, Guilherme Manocchio conta à reportagem do Webrun como está se preparando para a prova, que acontece no dia 27 de maio em Florianópolis.
Guilherme foi o segundo colocado no Ironman Brasil ano passado, chegando dois minutos atrás do campeão, o argentino Eduardo Sturla. Com essa marca, o triatleta paranaense foi o melhor brasileiro da prova e, para esse ano, chega a Florianópolis pensando na vitória.
Expectativas - Eu fiz o melhor que eu podia nos treinos, então acho que tenho totais condições de lutar pela vitória, conta o triatleta, que completou o Ironman África do Sul na 10ª posição. A competição africana aconteceu no dia 22 de abril, a um mês da prova brasileira.
Concluir duas vezes seguidas as distâncias de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e mais 42 de corrida não é fácil. Esse ano tentei fazer um volume um pouco maior, minha base foi mais extensa, explica. No entanto, o triatleta sentiu a consequência. No começo do ano eu melhorei muito meu rendimento, mas depois eu fiquei um pouco cansado.
A pressão pelo primeiro lugar existe, mas não preocupa Guilherme. É lógico que a gente sempre quer a vitória, mas se pegar um terceiro, quarto lugar eu também fico tranquilo, estou com o dever cumprido e sei que fiz o meu melhor, comenta o triatleta, que tem 29 anos.
Treinamento - O preparo para um prova como Ironman precisa não só de competência nas três modalidades como também condicionamento para provas de resistência, treinados à exaustão durante todo o ano ou mais. No caso de Manocchio, a sua meta principal foi melhorar o ciclismo.
Eu não me preocupava muito com a corrida, porque eu tenho mais facilidade com provas de longas distâncias. A natação não é problema para mim também. Então o ciclismo foi a modalidade que eu mais treinei, analisa.
A elite do esporte passa ao menos quatro horas pedalando os 120 quilômetros, o que justifica a modalidade ser a que mais exige resistência do atleta.
Até o dia da prova em Florianópolis, Guilherme pretende diminuir os treinos de potência e também diminuir o volume total de treinos, para recuperar o organismo. Quero estabelecer um padrão de saúde normal, para chegar no dia da prova 100%, justifica.
Concorrência - O Ironman Brasil reúne atletas de alto nível do esporte e, como comenta Guilherme, todos chegam lá para vencer. O goiano Santiago Ascenço é também promissor candidato ao título. Ele já tem um histórico bom na prova, então é bom sempre ficar de olho nele, diz.
Nomes como Eduardo Sturla, Oscar Galindez e Ezequiel Morales formam o trio argentino forte na competição. Eles já conhecem bem a prova, tem que tomar cuidado, alerta.
No entanto, o que faz mesmo a diferença no Ironman, para Guilherme, é a concentração. Todo mundo chega muito bem treinado. Então aquele que estiver melhor no dia, mais concentrado e com mais vontade de vencer vai ser aquele que vai conseguir o melhor resultado, analisa Manocchio.
O Ironman Brasil acontece no dia 27 de maio em Florianópolis a partir das 7h. Acompanhe a cobertura completa ao vivo pelo Webrun.
Triathlon · 07 maio, 2012
Quem participa das mais tradicionais provas de triathlon no Brasil acaba se acostumando com alguns rostos que estão sempre presentes. O de Antônio Manssur sem dúvida é um deles, uma vez que o juiz de Direito frequentemente aparece entre os melhores nas provas nacionais.
Neste mês, Manssur disputa aquela que é a principal prova da temporada para muitos triatletas, o Ironman Brasil (27/05), em Florianópolis. O Ironman é a prova mais importante que tem de triathlon, é o melhor. E ao fazer uma dessa pelo seu País você quer dar uma melhorada (no rendimento), conta.
Participação em risco- O veterano sofreu uma lesão no final de março, antes de sua participação na primeira etapa do Brasileiro de Longa Distância, no Ceará. Eu nunca tive lesão, mas como treino forte, acabo exagerando. Fui alongar e estourou minha lombar, eu desabei no chão, relembra.
O saldo foi de duas protusões vertebrais e uma tendinite no glúteo. Fazendo fisioterapia e treinando de forma mais leve, Manssur espera estar inteiro para a competição em Florianópolis. Para o Iron tem que estar cem por cento, senão prejudica não só a prova e o resto da temporada, mas também a saúde, avalia.
Adaptação- O triatleta admite que é melhor nas distâncias curtas e ainda está se adaptando para os percursos que exigem mais resistência. Estou tentando mudar para fazer prova longa, mas venho sofrendo um pouco, meu pedal ainda está baixo, revela o juiz, que ainda quer correr o Circuito Mundial da ITU (União Internacional de Triathlon).
Para se preparar, Manssur tem disputado provas mais curtas. Recentemente, foi o segundo colocado nos cinco quilômetros de corrida da Energizer Night Race (28/04, em São Paulo), atrás apenas do fundista Adriano Bastos. No domingo, seis de maio, disputou a segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon (também em São Paulo) e ficou com a sétima colocação.
Corri bem, mas não foi o meu melhor, diz, revelando que a lesão ainda o incomoda. O bom desempenho no tradicional circuito faz parte de suas metas para 2012 além do Ironman. Tenho como objetivo o Troféu Brasil e o Mundial de Long Distance da ITU na Espanha (29/07, em Vitoria-Gasteiz). A intenção é ir bem em todas, mas tem que ir administrando ao longo da temporada, conclui.
Triathlon · 27 abr, 2012
Depois de chegar perto da vitória no Ironman em 2011, o triatleta Guilherme Manocchio intensificou os treinos e diz que está preparado para a disputa deste ano. A etapa brasileira da competição de longas distâncias do triathlon acontece no dia 27 de maio na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC).
O paranaense de 29 anos é o favorito para levar, pela primeira vez, o título masculino para o Brasil na disputa de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida. Ano passado, Guilherme chegou menos de dois minutos depois do tetracampeão Eduardo Sturla, da Argentina.
Meu objetivo principal é fazer uma boa prova, como no ano passado, tentando um lugar entre os cinco melhores. Mas esta meta de conseguir a primeira vitória para o Brasil, no masculino, sem dúvida motiva bastante, destaca. Ele completou o Ironman ano passado em 8h17min20.
A preparação intensa do atleta começou em 2011 e agora, na reta final, a intenção é trabalhar melhor o pedal, seu principal obstáculo. Os primeiros 120 quilômetros são bons, mas nos 60 final fica complicado. Quero melhorar isso, para iniciar a corrida, trecho que me sinto bem, em boa situação e brigar pela ponta, esclarece.
O começo da temporada deste ano começou com bons resultados para Manocchio, com uma vitória no Meio Ironman de Pucón, no Chile, em janeiro. "Foi muito bom começar o ano com um resultado como este. Sem dúvida deu mais motivação para seguir em busca de outros resultados positivos", finaliza.
Triathlon · 12 abr, 2012
Enquanto se prepara rumo ao pentacampeonato no Ironman Brasil, o argentino Eduardo Sturla fará sua primeira competição da temporada no domingo (15/04). O triatleta participa do Campeonato Argentino de Longa Distância pouco antes da etapa brasileira do Ironman, que acontece no dia 27 de maio, em Florianópolis.
O Campeonato Argentino de Longa Distância tem percurso de meio Ironman, sendo 1,9 quilômetro de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21 quilômetros de corrida.
A prova acontece seis semanas antes do Ironman Brasil, o que é perfeito para avaliar como estão indo meus treinos, provar meus equipamentos e nutrição para o Ironman, conta o quatro vezes campeão da prova no Brasil.
Mesmo não sendo seu objetivo principal, o Campeonato Argentino será importante para checar a preparação do atleta: Vou poder ter uma ideia de como estou, pondera Sturla.
Os interessados podem seguir o Campeonato Argentino de Longa Distância no próximo domingo (15/04) pela fan Page no Facebook do atleta: www.facebook.com/sturlaeduardomartin.
Triathlon · 14 mar, 2012
As inscrições de mais de 2000 atletas acabaram em apenas 14 minutos, tempo incrível para uma prova que tem duração de até 17 horas. Toda correria se justifica por ser o Ironman Brasil, marcado para o dia 27 de maio, em Florianópolis, uma das etapas de seleção para a grande final no Havaí. A largada será dada na praia de Jurerê Internacional às 7h.
Homens de ferro do mundo todo disputam as 50 vagas, divididas entre profissionais e amadores, por um percurso de triathlon longo desafiador. São 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida, com o tempo limite de 17 horas para conclusão da prova.
As vagas para a final no Havaí são disputadas de acordo com as categorias e faixas etárias dos atletas. Os profissionais são pontuados de acordo com a classificação nas etapas seletivas e os melhores colocados ganham as vagas, como é a regra estipulada pela WTC (World Triathlon Corporation).
O triathlon brasileiro é bem representado em Florianópolis. A triatleta e mulher de ferro Fernanda Keller já venceu a prova duas vezes, em 2004 e 2008. No masculino, o País já chegou perto em 2007 e 2009 com Reinaldo Colucci, vice-campeão em ambos os anos, e em 2011, com Guilherme Manocchio, com o mesmo resultado. Também houve um terceiro lugar, com Santiago Ascenço, em 2010.
Veja o site oficial do Ironman Brasil: www.ironmanbrasil.com.br
Triathlon · 21 maio, 2011
No sábado, dia 21 de maio, será realizado em Alphaville (SP), na Avenida Doutor Dib Sauaia Neto, o Pré-Ironman, último treino para etapa brasileira do circuito de 2011, que acontece dia 29 de maio, em Florianópolis (SC). O evento terá presença de vários atletas brasileiros que estão se preparando para a competição e acontece das sete horas ao meio-dia. Os atletas presentes participarão de um treino de 1h30 de ciclismo e 1h30 de corrida.
Alexandre Giglioli, triatleta que já participou de 300 provas nacionais e internacionais, incluindo sete participações em Ironman, uma delas no Havaí, preparou três atletas. David Procaccia, de 50 anos, em sua terceira participação na prova, que já competiu nos Estados Unidos e no Brasil.
Também foram treinados por Giglioli o atleta Domingos Muciacito, de 36 anos, empresário que se prepara para sua segunda edição, e Lucas Menendez, de 34 anos, estreante na competição de trithlon que tem percurso de 3,8 quilômetros de natação, 180 de ciclismo e 42 de corrida.
O Ironman Brasil 2011 reunirá dois mil atletas de 34 países e acontece na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC). Este ano a organização distribuirá prêmios que somam 75 mil dólares, 25 mil dólares a mais do que nos anos anteriores.
Triathlon · 07 abr, 2011
Com três títulos do Ironman Brasil no currículo e diversas participações, esse ano o argentino radicado no Brasil, Oscar Saúl Galindez, disputará a prova como parte de uma ação social. Vou finalizar o Projeto Solidário para ajudar uma escola na Argentina que atende quase 100 alunos com deficiência física e financeira. Alguns deles só se alimentam na escola, conta o triatleta que mora em Santos.
Galindez leiloou 15 pacotes com inscrição para o Ironman Brasil, uniformes de sua grife, a OG Design, uma planilha de treinamento geral e parte do dinheiro arrecadado foi doado para a escola Apadim, em Córdoba. Montamos uma academia de reabilitação para jovens, ressanta.
O triatleta fez um sorteio por intermédio da loteria argentina e houve 100 interessados em adquirir os pacotes. Esse projeto social me deixa mais realizado como ser humano e a minha presença no Ironman será importante, pois esses 15 atletas estarão lá competindo, lembra Galindez. Entre os competidores que apoiaram a causa estão 13 argentinos e dois uruguaios.
Mundial - Além de disputar a prova do dia 29 de maio visando finalizar o projeto social, Oscar Galindez estará de olho na vaga para a final do Ironman e do Ironman 70.3, em Kona, no Havaí e Las Vegas, EUA, respectivamente. Ao contrário dos anos passados, em que cada uma das provas do circuito mundial distribuía vagas nas diversas categorias, agora é necessário acumular pontos em pelo menos cinco etapas e se colocar entre os 50 melhores até o fim de agosto.
Até o final de março eu já ocupava a 25ª colocação para o Ironman e a oitava para o 70.3. A minha intenção é disputar as duas provas, que tem quatro semanas de diferença entre elas, relata. Como parte do treinamento para atingir esse objetivo, ele passou a competir com mais regularidade, da mesma forma como fazia há alguns anos.
Atualmente a recuperação muscular é um pouco mais demorada do que antes, mas segundo Galindez, o auge dos seus 39 anos não influencia nesse processo, como pensam algumas pessoas. Acho que a idade não tem nada a ver, porque me sinto até mais forte do que aos 25 anos, mas tenho que dividir meu tempo de atleta com a empresa OG Design.
Com um volume de três semanas de treino, Galindez afirma que a parte mais pesada será em meados de abril, após a disputa de uma prova na Argentina. Ao todo serão seis semanas de treino específico. Isso é o que eu preciso para não chegar cansado e ter uma boa perfomance.
História - Com 25 anos de carreira, Galindez acumula diversos títulos ao redor do mundo, mas elenca o terceiro lugar nos Jogos Pan Americanos de Mar Del Plata, em 1995, como uma conquista marcante. Eu tinha luxado o ombro 46 dias antes e era praticamente impossível competir. Fui lá, me superei e ainda consegui uma medalha.
Galindez chegou ao Brasil em 1995 na cidade de Santos, litoral paulista, mas ainda hoje vai à sua residência em Córdoba, onde as condições de treinos são melhores. Não consigo ficar num lugar fixo treinando, relata o argentino. O triatleta faz questão de afirmar que sempre pagou todos os impostos brasileiros e nunca teve vínculo algum com instituições governamentais. Sempre tive o apoio de várias empresas brasileiras, como a Rebook, a Memorial e a Faculdade Unimonte.
Sempre representando a Argentina nas competições, Galindez não esconde que uma parte do coração é verde amarela. A minha filha nasceu aqui, tenho um vínculo muito grande com o país, finaliza.
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