harry

Descobrindo um novo significado da corrida

Corridas de Rua · 10 ago, 2008

São Paulo - (O que? Como? Hãaaa?!...) - Há poucos dias insinuaram que este simplório espaço, o Blog do Harry, tratava de seu próprio umbigo. Pois bem, então vamos falar do que hoje? Pensando bem, vamos falar do Harry, para não perder o costume.

Hoje o “solitário” aqui, conseguiu “descobrir um novo significado da corrida”, pois é, ficar em primeiro lugar, ou mais próximo desta colocação, na categoria em que compete. Para quem não sabe, o Harry tem deficiência auditiva, caso você seja politicamente correto, ou surdo, se preferir.

Certo, certo, que a primeira colocação que obtive hoje na minha categoria, na Corrida do Centro Histórico de São Paulo, foi mais um tira-teima, já que além de mim só havia mais um na disputa.

Mas a verdade é inconteste, é que fui o primeiro colocado nos 9 quilômetros, com o tempo de 39min03. Fiz minha corrida, apesar da "marcação" que senti durante o percurso.

Ainda me acho lento, pois já corri muito melhor, mas, levando em conta que ontem fiz um treino de 20K com duas Biologias, e que essa competição nem na planilha constava, é um resultado bom tanto para mim, como para meu umbigo.

E que venham mais provas na categoria e de preferência com mais adversários para que vitórias ou derrotas tenham mais sabor!

Correndo para a eternidade

Corridas de Rua · 30 jul, 2008

São Paulo - (O tempo passa, como diria Fiori Gigliotti..) - Ao completar uma maratona de vida, ou melhor, 42 anos, resolvi compartilhar minhas experiências do mundo da corrida com os leitores do Webrun através deste espaço, o Blog do Harry.

Esse post marca uma nova era. Já que é o primeiro que escrevo deixando a mítica marca dos 42, para trilhar a marca das super e quem sabe das ultras, não distâncias, mas de vida. E postar, sem dúvida alguma, é uma experiência fascinante e prazerosa, ainda mais quando podemos interagir com a blogaiada, seja através do mundo virtual ou real.

E saber que o blog agrada alguns – já que a unanimidade é burra, como disse Nelson Rodrigues – é algo impagável. Quantas e quantas vezes ao treinar, competir, ou mesmo, estando presente em algum evento escutei: “Oi Harry”, - palavras sempre acompanhadas de um sorriso - de pessoas que nunca tinham visto anteriormente.

Um simples gesto e poucas palavras que são impagáveis para mim!

Obrigado a todos!

Olhar 43

Eu deixo apenas
Meu olhar 43
Aquele assim
Meio de lado
Já saindo, indo embora
Louco por você...
(for Bia)

Corrida do Centro Histórico do Harry

São Paulo - (Centro onde tudo começou!...) A duzentos metros de minha casa fica a que eu considero uma das mais elegantes avenidas paulistanas, a Avenida São Luis, a nossa Park Avenue.

Embora longe do glamour que tinha nos idos dos anos 60 até final dos 70, quando era freqüentada e habitada por dez entre nove formadores de opinião brasileiros (artistas e intelectuais), era lá que, invariavelmente me divertia junto com minha família nas saudosas matinês nos cines Metrópole ou Copan, embaladas de um milk-shake, ou um jantar no restaurante Mon na charmosa galeria Metrópole.

Apesar dos tempos serem outros, sua imponente arquitetura tombada pelo Patrimônio Histórico, ainda mantêm sua aura inabalável de outrora. E é este lugar, que por onde já passaram Kennedys, Windsors, Velosos e Gils, e porque não dizer, os Thomas, sempre que posso, serve de ponto de partida para o que eu chamo de “Ride Central”, na verdade um treino pessoal de 5,5Km quilômetros pelas ruas do centro histórico.

É a minha corrida solitária, uma espécie de Corrida do Centro Histórico do Harry, feitas sempre às 5h15 da manhã para não pegar o grosso do despertar do centro, que se dá a partir das 6h quando o volume do trânsito aumenta, os trabalhadores começam a sair das estações de metrô e terminais de ônibus para enfrentar mais um dia de trabalho.

Hoje foram duas voltas pelo percurso (vide mapa) totalizando cerca de 11 Km. Mas o que me chamou atenção ao colocar minha rota na ferramenta exclusiva do Webrun, o “Onde Treinar, foi verificar o sobe e desce altimétrico.

Percurso difícil, mas prazeroso!


Corrida do Centro Histórico do Harry

Corridas de Rua · 29 jul, 2008

São Paulo - (Centro onde tudo começou!...) A duzentos metros de minha casa fica a que eu considero uma das mais elegantes avenidas paulistanas, a Avenida São Luis, a nossa Park Avenue.

Embora longe do glamour que tinha nos idos dos anos 60 até final dos 70, quando era freqüentada e habitada por dez entre nove formadores de opinião brasileiros (artistas e intelectuais), era lá que, invariavelmente me divertia junto com minha família nas saudosas matinês nos cines Metrópole ou Copan, embaladas de um milk-shake, ou um jantar no restaurante Mon na charmosa galeria Metrópole.

Apesar dos tempos serem outros, sua imponente arquitetura tombada pelo Patrimônio Histórico, ainda mantêm sua aura inabalável de outrora. E é este lugar, que por onde já passaram Kennedys, Windsors, Velosos e Gils, e porque não dizer, os Thomas, sempre que posso, serve de ponto de partida para o que eu chamo de “Ride Central”, na verdade um treino pessoal de 5,5Km quilômetros pelas ruas do centro histórico.

É a minha corrida solitária, uma espécie de Corrida do Centro Histórico do Harry, feitas sempre às 5h15 da manhã para não pegar o grosso do despertar do centro, que se dá a partir das 6h quando o volume do trânsito aumenta, os trabalhadores começam a sair das estações de metrô e terminais de ônibus para enfrentar mais um dia de trabalho.

Hoje foram duas voltas pelo percurso (vide mapa) totalizando cerca de 11 Km. Mas o que me chamou atenção ao colocar minha rota na ferramenta exclusiva do Webrun, o “Onde Treinar, foi verificar o sobe e desce altimétrico.

Percurso difícil, mas prazeroso!

Nova York recebe mais uma etapa do Circuito Harry

São Paulo - (Esse nome só me dá alegria...) - O Circuito Mundial de Corridas de Rua e Atletismo do Harry não pára de crescer. Depois das confirmações da Harry Murphy 5K, em Nova York, nos Estados Unidos e do meeting de atletismo Harry Jerome Classic, em Vancouver, no Canadá, mais um evento com a grife Harry está programando para acontecer neste segundo semestre da temporada.

A prova em questão é a The Harry Chapin Memorial, competição de 10 quilômetros que será disputada dia 19 de outubro em Nova York (EUA).

E se você acha que essa é uma “corridinha” qualquer, saiba que os atuais campeões do evento são nada menos nada mais, que os ex-recordistas mundiais da maratona os quenianos Paul Tergat e Tegla Loroupe.

Como se vê, coisa fina, coisa de Harry!


Nova York recebe mais uma etapa do Circuito Harry

Corridas de Rua · 07 jul, 2008

São Paulo - (Esse nome só me dá alegria...) - O Circuito Mundial de Corridas de Rua e Atletismo do Harry não pára de crescer. Depois das confirmações da Harry Murphy 5K, em Nova York, nos Estados Unidos e do meeting de atletismo Harry Jerome Classic, em Vancouver, no Canadá, mais um evento com a grife Harry está programando para acontecer neste segundo semestre da temporada.

A prova em questão é a The Harry Chapin Memorial, competição de 10 quilômetros que será disputada dia 19 de outubro em Nova York (EUA).

E se você acha que essa é uma “corridinha” qualquer, saiba que os atuais campeões do evento são nada menos nada mais, que os ex-recordistas mundiais da maratona os quenianos Paul Tergat e Tegla Loroupe.

Como se vê, coisa fina, coisa de Harry!

Circuito do Harry terá mais uma competição

São Paulo - (Essa eu recomendo...) - Depois da confirmação da Harry Murphy 5K que acontece em outubro, em Nova York, o Circuito de Competições do Harry está a pleno vapor. A Federação Internacional de Atletismo confirmou mais uma competição da grife Harry.

Trata-se da “Harry Jerome Classic”, um meeting de atletismo que está programado para acontecer no próximo sábado, dia 21, na cidade de Vancouver, no Canadá.

Para quem não sabe, meu xará canadense Harry Jerome foi medalha de bronze dos 100m rasos na Olimpíada de Tóquio e inclusive tem essa estátua em sua homenagem.

Coisas de Harry!


Circuito do Harry terá mais uma competição

Corridas de Rua · 16 jun, 2008

São Paulo - (Essa eu recomendo...) - Depois da confirmação da Harry Murphy 5K que acontece em outubro, em Nova York, o Circuito de Competições do Harry está a pleno vapor. A Federação Internacional de Atletismo confirmou mais uma competição da grife Harry.

Trata-se da “Harry Jerome Classic”, um meeting de atletismo que está programado para acontecer no próximo sábado, dia 21, na cidade de Vancouver, no Canadá.

Para quem não sabe, meu xará canadense Harry Jerome foi medalha de bronze dos 100m rasos na Olimpíada de Tóquio e inclusive tem essa estátua em sua homenagem.

Coisas de Harry!

Harry enfrenta 75K do Revezamento Bertioga-Maresias

São Paulo - (Clean Harry) - Primeiro foi meu xará Harry, o Princípe, que teve a “honra” de ganhar um post aqui no Blog do Harry, como ele foi para o Afeganistão servir o exército real britânico, não entrou em contato com o blog, e por esse simples motivo, até hoje não sei se ele seguiu meu conselho e está dando seus trotinhos.

Já outro famoso que me ajudou bastante foi o Potter, depois dele ficou fácil para qualquer tupiniquim entender meu nome, mas só eu sei as agruras e micos que escutei: Hauris, Arris, Herres e até de Raio já chegaram a me chamar, ou seja, Harry era (é) um nome ainda difícil de se encontrar por essas bandas. Eu pessoalmente não conheco nenhum outro corredor com o nome no Brasil.

Mas não é que recebi a informação do brother Fábio Maradei que tem um Harry que honra os deuses do olímpo. Trata-se do santista Harry Serrão que amanhã (31), vai simplesmente percorrer os 75 Km da Maratona de Revezamento Bertioga-Maresias, na categoria Survivors - entenda-se correr a distância sozinho.

Pelo visto, logo mais o Blog do Harry poderá montar uma equipe para enfrentar um revezamento qualquer, ao menos uma dupla já podemos formar e fica aqui o convite para que outros "Harrys" se apresentem e quem sabe saia um quarteto, quiçá, um octeto.

Quanto ao Serrão estamos na torcida!


Harry enfrenta 75K do Revezamento Bertioga-Maresias

Corridas de Rua · 30 maio, 2008

São Paulo - (Clean Harry) - Primeiro foi meu xará Harry, o Princípe, que teve a “honra” de ganhar um post aqui no Blog do Harry, como ele foi para o Afeganistão servir o exército real britânico, não entrou em contato com o blog, e por esse simples motivo, até hoje não sei se ele seguiu meu conselho e está dando seus trotinhos.

Já outro famoso que me ajudou bastante foi o Potter, depois dele ficou fácil para qualquer tupiniquim entender meu nome, mas só eu sei as agruras e micos que escutei: Hauris, Arris, Herres e até de Raio já chegaram a me chamar, ou seja, Harry era (é) um nome ainda difícil de se encontrar por essas bandas. Eu pessoalmente não conheco nenhum outro corredor com o nome no Brasil.

Mas não é que recebi a informação do brother Fábio Maradei que tem um Harry que honra os deuses do olímpo. Trata-se do santista Harry Serrão que amanhã (31), vai simplesmente percorrer os 75 Km da Maratona de Revezamento Bertioga-Maresias, na categoria Survivors - entenda-se correr a distância sozinho.

Pelo visto, logo mais o Blog do Harry poderá montar uma equipe para enfrentar um revezamento qualquer, ao menos uma dupla já podemos formar e fica aqui o convite para que outros "Harrys" se apresentem e quem sabe saia um quarteto, quiçá, um octeto.

Quanto ao Serrão estamos na torcida!

Cuidado, o Harry está chegando

Os telefones da redação não param de tocar, as caixas de e-mails estão entrando em colapso, tudo porque o público leitor do Blog do Harry espalhado pelos quatro cantos do mundo quer saber porque a imagem do Cheruiyot e não a do Harry ilustrou o post de ontem, quando contei como foi meu tombo na Corrida de Abertura Corpore. O pior é que querem saber o que eu pensei da Donata.

Até o Bob, ops, quero dizer o queniano Robert Cheruiyot, ligou dizendo que o assunto foi destaque nas rodinhas dos centros de treinamento no país dos fundistas. Para satisfazer a curiosidade da blogaiada, explico: não coloquei a foto, pois o vídeo da chegada – produto que você só tem aqui no Webrun. – ilustraria o tombo (que não foi o primeiro e talvez não seja o último) de melhor maneira.

Brincadeiras à parte e depois de explicado sobre o porquê da foto, que agora está aqui do lado, esclareço à nação meus singelos pensamentos em relação à Donata, conforme a seqüência abaixo:

Ela esta tirando fotos (pensamento 01)
Ela teve o trabalho de me esperar para tirar fotos (pensamento 02)
Fiz o tempo que falei que ia fazer – sub 21 min. (pensamento 03)
Estou caindo (pensamento 04)...

Pois é, foi isso que pensei. Agora vendo o filme (basta clicar aqui para ver também), consigo entender melhor o tombo. Vocês estão vendo uma pedrinha solta perto do tapete de cronometragem? Não? Como não? Pois bem, foi nela que tropecei.

Mas de qualquer forma, na próxima corrida pensem bem ao dividir a largada ou a chegada comigo, que diga o corredor que chega logo atrás de mim e dá um salto que mais parece uma participação nos 3.000 m com obstáculos, do que de uma corrida de rua.


Cuidado, o Harry está chegando

Corridas de Rua · 03 mar, 2008

Os telefones da redação não param de tocar, as caixas de e-mails estão entrando em colapso, tudo porque o público leitor do Blog do Harry espalhado pelos quatro cantos do mundo quer saber porque a imagem do Cheruiyot e não a do Harry ilustrou o post de ontem, quando contei como foi meu tombo na Corrida de Abertura Corpore. O pior é que querem saber o que eu pensei da Donata.

Até o Bob, ops, quero dizer o queniano Robert Cheruiyot, ligou dizendo que o assunto foi destaque nas rodinhas dos centros de treinamento no país dos fundistas. Para satisfazer a curiosidade da blogaiada, explico: não coloquei a foto, pois o vídeo da chegada – produto que você só tem aqui no Webrun. – ilustraria o tombo (que não foi o primeiro e talvez não seja o último) de melhor maneira.

Brincadeiras à parte e depois de explicado sobre o porquê da foto, que agora está aqui do lado, esclareço à nação meus singelos pensamentos em relação à Donata, conforme a seqüência abaixo:

Ela esta tirando fotos (pensamento 01)
Ela teve o trabalho de me esperar para tirar fotos (pensamento 02)
Fiz o tempo que falei que ia fazer – sub 21 min. (pensamento 03)
Estou caindo (pensamento 04)...

Pois é, foi isso que pensei. Agora vendo o filme (basta clicar aqui para ver também), consigo entender melhor o tombo. Vocês estão vendo uma pedrinha solta perto do tapete de cronometragem? Não? Como não? Pois bem, foi nela que tropecei.

Mas de qualquer forma, na próxima corrida pensem bem ao dividir a largada ou a chegada comigo, que diga o corredor que chega logo atrás de mim e dá um salto que mais parece uma participação nos 3.000 m com obstáculos, do que de uma corrida de rua.

Trilogia do preconceito na corrida

É notório que mulheres sofrem mais preconceitos que os homens. Não é necessário ler o “Livreiro de Cabul”, da jornalista norueguesa Asne Seierstad, nem morar no Afeganistão para notar esse tipo de atitude em nosso dia-a-dia, seja, a discriminação profissional, comportamental, nas mais variadas situações.

No mundo da corrida, em especial no Brasil, devemos, no entanto, abrir um parêntese para um tipo de discriminação que os homens sofrem. O título deste texto foi cunhado observando três preconceitos – muitas vezes velados – que nós homens sofremos, e pior, o preconceito não vem das mulheres e sim de homem para homem.

São eles no meu ponto de vista:

Calção - Quando corremos na rua com calções específicos para corridas, aqueles com fendas laterais abertas, somos tratados com sarcasmo, já que é fácil perceber piadinhas e risadas irônicas, muitas vezes de cunho homofóbico, como se duvidassem de nossa masculinidade (embora nada tenho contra pessoas “gays”) somente porque estamos vestidos da forma correta e apropriada para um corredor.

Calça legging - A mesma situação descrita acontece com outro vestuário. Quantos e quantos corredores não vestem uma calça legging, que sem sombra de dúvida, é o mais apropriado item de vestuário para proteger as pernas em baixas temperaturas? Hilário quando eu lembro que andava de legging pela quinta avenida em Nova York e as pessoas nem olhavam, isto é algo que nem penso em repetir em terras tupiniquins.

Depilação - Talvez esse é o item de maior preconceito. “Hummm, você se depila?”, ironicamente me perguntaram com o tom de escracho. Como sou resolvido na questão respondo de bate pronto: “depilo minhas pernas, sim”. Em primeiro sem querer ser hipócrita, eu me depilo por razão estética, acho que fica legal, dá para perceber o contorno e divisões dos grupos musculares. Outro ponto é que facilita e muito as seções de massagens que fazemos, principalmente as feitas com loções friccionadas junto a pele.

Obviamente essas questões apontadas são culturais, e cada pessoa tem seu estilo. Embora não seja adepto a “firulas” como cremes e perfumes, minha editora, a Donata Lustosa, me classificou como “metrosexual”. Isso talvez pela depilação, mas o termo não se aplica ao vestuário como o calção e a legging, pois esses são necessidades básicas.

Esses são três exemplos de preconceitos masculinos, de homem para homem. Alguém aí já escutou um homem reclamar que uma mulher esteja bem depilada, que use shorts com fenda lateral ou use uma legging colada ao corpo? Eu acho que não! Bons treinos independente da sua roupagem.


Trilogia do preconceito na corrida

Atletismo · 12 out, 2007

É notório que mulheres sofrem mais preconceitos que os homens. Não é necessário ler o “Livreiro de Cabul”, da jornalista norueguesa Asne Seierstad, nem morar no Afeganistão para notar esse tipo de atitude em nosso dia-a-dia, seja, a discriminação profissional, comportamental, nas mais variadas situações.

No mundo da corrida, em especial no Brasil, devemos, no entanto, abrir um parêntese para um tipo de discriminação que os homens sofrem. O título deste texto foi cunhado observando três preconceitos – muitas vezes velados – que nós homens sofremos, e pior, o preconceito não vem das mulheres e sim de homem para homem.

São eles no meu ponto de vista:

Calção - Quando corremos na rua com calções específicos para corridas, aqueles com fendas laterais abertas, somos tratados com sarcasmo, já que é fácil perceber piadinhas e risadas irônicas, muitas vezes de cunho homofóbico, como se duvidassem de nossa masculinidade (embora nada tenho contra pessoas “gays”) somente porque estamos vestidos da forma correta e apropriada para um corredor.

Calça legging - A mesma situação descrita acontece com outro vestuário. Quantos e quantos corredores não vestem uma calça legging, que sem sombra de dúvida, é o mais apropriado item de vestuário para proteger as pernas em baixas temperaturas? Hilário quando eu lembro que andava de legging pela quinta avenida em Nova York e as pessoas nem olhavam, isto é algo que nem penso em repetir em terras tupiniquins.

Depilação - Talvez esse é o item de maior preconceito. “Hummm, você se depila?”, ironicamente me perguntaram com o tom de escracho. Como sou resolvido na questão respondo de bate pronto: “depilo minhas pernas, sim”. Em primeiro sem querer ser hipócrita, eu me depilo por razão estética, acho que fica legal, dá para perceber o contorno e divisões dos grupos musculares. Outro ponto é que facilita e muito as seções de massagens que fazemos, principalmente as feitas com loções friccionadas junto a pele.

Obviamente essas questões apontadas são culturais, e cada pessoa tem seu estilo. Embora não seja adepto a “firulas” como cremes e perfumes, minha editora, a Donata Lustosa, me classificou como “metrosexual”. Isso talvez pela depilação, mas o termo não se aplica ao vestuário como o calção e a legging, pois esses são necessidades básicas.

Esses são três exemplos de preconceitos masculinos, de homem para homem. Alguém aí já escutou um homem reclamar que uma mulher esteja bem depilada, que use shorts com fenda lateral ou use uma legging colada ao corpo? Eu acho que não! Bons treinos independente da sua roupagem.

Técnico: um dos alicerces do atleta

Corridas de Rua · 09 out, 2007

Ter um técnico é como ter um pai, um amigo, um confidente no qual somos afagados nos acertos e que levamos um “puxão” de orelha quando merecemos. Neles depositamos nossas esperanças como se fossem Deuses do Olímpo que nos fazem correr melhor, ter mais saúde, enfim, nos fazem com que vivamos mais anos em nossas vidas, com mais qualidade e alegria.

A imagem ao lado, certamente está no rol das minhas dez melhores, não por conter técnicas fotográficas mirabolantes, jogos de luzes ou ter sido tirada por uma câmara de última geração. Pelo contrário, a câmera era semi-profissional e o clique foi instantâneo na medida que eu presenciei o simpático e competente técnico Marcelo Butenas dando as últimas instruções para um pupilo no Ironman Brasil.

Poderia dizer que o olhar de Butenas trás mensagens sublimares. Nela está contida a expressão de confiança, garra, espírito de equipe, da crença em seu potencial, da amizade e companheirismo.

Muita gente não tem um técnico para acompanhá-lo, seja, por questões financeiras ou por simplesmente não achar necessário. Para mim o técnico certo é tão (ou mais) importante que o meu par de tênis.

Ter um técnico é impagável, mas, vale cada centavo do valor investido.

Os últimos serão os primeiros

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!


Os últimos serão os primeiros

Corridas de Rua · 08 out, 2007

A pior corrida que participei em minha vida foi a Meia Maratona de Ribeirão Pires, que aconteceu no ano de 1997. A simples menção da palavra Ribeirão Pires já me assustava, pois foi lá que completei a minha segunda e mais difícil maratona (42,195 metros) no ano anterior.

Essa prova era uma das mais tradicionais do calendário brasileiro e seu bom abastecimento não compensava o péssimo controle de trânsito do seletivo percurso, marcado por inúmeros aclives e declives.

No entanto, a meia maratona não tinha nenhum vínculo com a maratona, exceto serem disputadas na mesma cidade. Localizada na Grande São Paulo e próxima a Serra do Mar, a prova ganhava algumas características peculiares como terreno acidentado, tempo sempre sob névoa e um forte sol quando ele resolve aparecer.

Minha epopéia na Meia Maratona começou quando chegamos para receber o kit de corredor. Para nossa surpresa e espanto, os kits não estavam prontos e organizador pediu uma “ajuda” para os atletas separar os números de peitos, senhas – sim senhas não existia chips no Brasil na época - e distribuí-los.

Por esse fato a largada marcada para acontecer às oito horas, atrasou no mínimo uma hora, além disso, o calendário daquela já distante época não era marcado pela enorme profusão de provas como acontece atualmente, era muito mais enxuto com menos opções o que fez com que a Meia de Ribeirão Pires tivesse um número expressivo de atletas de outras cidades.

Lembro-me que somente a delegação do Pão de Açúcar Club tinha dezenas de integrantes inscritos na “competição” que seria a último teste de treinamento, já que no domingo seguinte formariam uma das maiores equipes brasileiras que já disputou a charmosa Maratona de Paris, na França. No meu caso em particular vinha treinando com afinco para correr pela primeira vez uma maratona sub três horas e lembro da recomendação do meu técnico Vanderlei “Branca” Severiano, para “dar o máximo” e assim poder testar minha capacidade atlética, que vinha buscando em vários treinos de 30 quilômetros realizados na USP e com três subidas da temida Biologia.

Distribuídos os kits nos dirigimos para uma praça que tinha um minguado pórtico e por onde largamos para os 21,097 metros. Eu corria em um ritmo forte de acordo com a determinação de meu técnico. Lembro-me que no início da corrida eu desci uma ladeira, atravessei a linha de trem e entramos em uma pista de terra batida. Até esse momento eu já havia corrido uns dois quilômetros e seguia normalmente até que escutei: “volta, volta, volta!”. O fato que se desdobrava era surreal. O batedor havia errado o caminho e fez com que literalmente os últimos fossem os primeiros!

Pensei em parar, mas continuei, até o momento em que entramos em uma estrada e foi quando me toquei: se neste curto espaço de tempo houve tantos erros graves, quem me garante que vai haver água, condição indispensável em uma corrida. Pensei mais e olhei a estrada que se desdobrava na minha frente. A decisão no quarto quilômetro foi rápida. Abandonar a prova.

Muitos continuaram, outros retornaram ao local da largada (que era o mesmo da chegada). Alguns atletas indignados com o organizador iniciaram um protesto assim que a prova terminou aos brados. “Queremos nosso dinheiro de volta!”, alguns mais exaltados quase foram às vias de fato com o tal “organizador” e conseguiram ter o valor da inscrição reembolsado, mas, a maioria ficou no prejuízo.

Hilário foi o organizador tentando explicar o inexplicável. “Gente desculpe, foi o primeiro evento que eu organizei”. “Falhas acontecem blá, blá...blá.”

Por isso caro corredor, fique atento aos organizadores caça níqueis e siga sempre seu "feeling" e bom-senso na hora de falar:

- Desisto!