harry

Não fuja da adversidade, não vale a pena!

Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!


Não fuja da adversidade, não vale a pena!

Corridas de Rua · 07 out, 2007

Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!

Organizadores saibam que corredor não é boi

Fico estarrecido como os corredores são tratados em algumas provas brasileiras, principalmente, nos chamados “currais”, o nome já dá uma breve idéia de como deve ser. Para quem não sabe “curral” é o jargão que corredores usam para designar as baias de largada.

A pior delas, sem sombra de dúvida, é da Corrida Internacional de São Silvestre. Com largada às 17h, que na realidade são 16h devido ao horário de verão, existem corredores que chegam a se posicionar para a largada com até três horas de antecedência e para assim poderem largar sem perder muito tempo.

Mas com o excesso de gente os problemas logo acontecem. Entre os mais comuns, se destaca a aglomeração e o empurra-empurra, mas, o pior e mais desagradável de todos é o mar de urina que se transforma o local.

Em parte esse problema acontece porque os corredores ficam horas de baixo de sol e calor se hidratando, e, fisiologicamente a vontade de urinar aparece, só que ao invés de utilizarem os banheiros químicos, simplesmente, se agacham e fazem tudo ali mesmo.

Neste caso são dois os culpados: a organização da prova, que não tenta amenizar esse problema, com um melhor planejamento da área de largada, utilizando-se de mais banheiros químicos, por exemplo. E evidentemente os maiores culpados são os próprios atletas, esses por falta de educação, respeito e de cidadania.

Um exemplo bem sucedido é a Maratona de Nova York, que tem o dobro de competidores da prova brasileira e nem de longe apresenta tais problemas. Uma das soluções encontradas foi dividir os corredores por grupos de tempos e esses ficam posicionados nas ruas laterais da Verrazano Bridge, onde acontece a largada. Meia hora antes do tiro de canhão é autorizada a entrada dos participantes na ponte, minimizando os efeitos indesejáveis de uma longa espera.

Além disso, essa simples medida mostra respeito da organização para com o atleta. A São Silvestre cobra por inscrição a bagatela de R$65, valor alto para uma prova que não dá tratamento diferenciado.

Já em Nova York, “sorry” (desculpe) é uma das palavras mais ouvidas quando os corredores estão a postos na Verazzano Bridge. Isso acontece porque em um simples esbarrão seu colega se desculpa, já que existe uma distância mínima entre os atletas. Claro que aqui entra a questão cultural, da educação e respeito que tradicionalmente existe entre as pessoas nos países ditos de primeiro mundo.

Vejo que essa medida (pré-baias) se implementada na São Silvestre amenizaria em muito o atual problema. Os atletas poderiam ficar em baias laterais formadas por duas a três ruas (sem afetar a logística do evento) como a divisão de público existente no meio da pista ou o local da estrutura da largada.

É importante que a organização da São Silvestre não somente pense que já tem mais de 80 edições nas costas, mas sim, que pode ter outras 80 a frente se manter o interesse dos corredores.


Organizadores saibam que corredor não é boi

Corridas de Rua · 06 out, 2007

Fico estarrecido como os corredores são tratados em algumas provas brasileiras, principalmente, nos chamados “currais”, o nome já dá uma breve idéia de como deve ser. Para quem não sabe “curral” é o jargão que corredores usam para designar as baias de largada.

A pior delas, sem sombra de dúvida, é da Corrida Internacional de São Silvestre. Com largada às 17h, que na realidade são 16h devido ao horário de verão, existem corredores que chegam a se posicionar para a largada com até três horas de antecedência e para assim poderem largar sem perder muito tempo.

Mas com o excesso de gente os problemas logo acontecem. Entre os mais comuns, se destaca a aglomeração e o empurra-empurra, mas, o pior e mais desagradável de todos é o mar de urina que se transforma o local.

Em parte esse problema acontece porque os corredores ficam horas de baixo de sol e calor se hidratando, e, fisiologicamente a vontade de urinar aparece, só que ao invés de utilizarem os banheiros químicos, simplesmente, se agacham e fazem tudo ali mesmo.

Neste caso são dois os culpados: a organização da prova, que não tenta amenizar esse problema, com um melhor planejamento da área de largada, utilizando-se de mais banheiros químicos, por exemplo. E evidentemente os maiores culpados são os próprios atletas, esses por falta de educação, respeito e de cidadania.

Um exemplo bem sucedido é a Maratona de Nova York, que tem o dobro de competidores da prova brasileira e nem de longe apresenta tais problemas. Uma das soluções encontradas foi dividir os corredores por grupos de tempos e esses ficam posicionados nas ruas laterais da Verrazano Bridge, onde acontece a largada. Meia hora antes do tiro de canhão é autorizada a entrada dos participantes na ponte, minimizando os efeitos indesejáveis de uma longa espera.

Além disso, essa simples medida mostra respeito da organização para com o atleta. A São Silvestre cobra por inscrição a bagatela de R$65, valor alto para uma prova que não dá tratamento diferenciado.

Já em Nova York, “sorry” (desculpe) é uma das palavras mais ouvidas quando os corredores estão a postos na Verazzano Bridge. Isso acontece porque em um simples esbarrão seu colega se desculpa, já que existe uma distância mínima entre os atletas. Claro que aqui entra a questão cultural, da educação e respeito que tradicionalmente existe entre as pessoas nos países ditos de primeiro mundo.

Vejo que essa medida (pré-baias) se implementada na São Silvestre amenizaria em muito o atual problema. Os atletas poderiam ficar em baias laterais formadas por duas a três ruas (sem afetar a logística do evento) como a divisão de público existente no meio da pista ou o local da estrutura da largada.

É importante que a organização da São Silvestre não somente pense que já tem mais de 80 edições nas costas, mas sim, que pode ter outras 80 a frente se manter o interesse dos corredores.

Jamais substime uma mulher corredora

Muitos homens podem não admitir, mas dói, e como dói ser ultrapassado por uma mulher, machismo a parte, auto-estima em baixa, são vários os motivos.

Um caso que ficou notório e no final das contas se traduziu em uma grande lição de vida é o relato feito pelo jornalista Marcos Caetano onde ele conta sua luta para tentar ultrapassar a já então septuagenária Dona Mítico.

Esses dias estava olhando umas das milhares das fotos que eu já fiz ao longo desses anos nas provas brasileiras e me deparei com a foto ao lado. Ela foi feita na Maratona de Revezamento Ayrton Senna e mostra que a bela morena não está para brincadeira no mais seletivo percurso paulistano: o Autódromo de Interlagos.

O flagrante mostra o olhar incrédulo do corredor de camiseta laranja que parece não acreditar que está sendo ultrapassado a todo vapor pela garota. Já o atleta de boné, que está logo atrás, parece já ter se conformado em perder a posição. Sua expressão, no entanto, demonstra que vai ser difícil acompanhá-la, muito menos dar-lhe o troco.

Mas uma das maiores lições que a corrida nos dá é ser humilde. Ultrapassará e será ultrapassado, pois, nem só de glórias vive um corredor.


Jamais substime uma mulher corredora

Corridas de Rua · 05 out, 2007

Muitos homens podem não admitir, mas dói, e como dói ser ultrapassado por uma mulher, machismo a parte, auto-estima em baixa, são vários os motivos.

Um caso que ficou notório e no final das contas se traduziu em uma grande lição de vida é o relato feito pelo jornalista Marcos Caetano onde ele conta sua luta para tentar ultrapassar a já então septuagenária Dona Mítico.

Esses dias estava olhando umas das milhares das fotos que eu já fiz ao longo desses anos nas provas brasileiras e me deparei com a foto ao lado. Ela foi feita na Maratona de Revezamento Ayrton Senna e mostra que a bela morena não está para brincadeira no mais seletivo percurso paulistano: o Autódromo de Interlagos.

O flagrante mostra o olhar incrédulo do corredor de camiseta laranja que parece não acreditar que está sendo ultrapassado a todo vapor pela garota. Já o atleta de boné, que está logo atrás, parece já ter se conformado em perder a posição. Sua expressão, no entanto, demonstra que vai ser difícil acompanhá-la, muito menos dar-lhe o troco.

Mas uma das maiores lições que a corrida nos dá é ser humilde. Ultrapassará e será ultrapassado, pois, nem só de glórias vive um corredor.

Cuide da sua segurança durante a corrida

Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!


    Cuide da sua segurança durante a corrida

    Corridas de Rua · 03 out, 2007

    Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

    Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

    Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

    Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

    Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!

    Brasília recebe lobby saudável para melhoria nos esportes

    Quanto mais o esporte se afasta da política melhor fica. Porém, há momentos em que a classe esportiva tem que correr atrás e lutar para a melhora estrutural do esporte no país. É isso que alguns atletas e ex-atletas como Nelson Prudêncio, Hugo Hoyama, Acelino “Popó” Freitas, Flávio Canto farão hoje no chamado Dia Nacional de Mobilização pelo Esporte.

    Na verdade esses campeões de suas respectivas modalidades farão “lobby” no Congresso Nacional junto aos parlamentares para aumentar o orçamento da pasta do Esporte. No país que se ufana de minguados feitos esportivos, onde atletas só são recebidos pelo poder público quando conquistam um feito extraordinário a custa de muito esforço e investimento pessoal, o movimento vai lutar para que a pasta alcance a marca de 1% do orçamento da União. Isso faria com que a atual verba do Ministério prevista para 2008, de R$273,5 milhões, aumentasse em quase cinco vezes totalizando cerca de R$1,2 bilhão.

    No ano passado houve saia-justa entre esportistas e artistas. Esse último grupo fez um “lobby” contra a Lei de Incentivo ao Esporte, que concedia ao setor a mesma fatia (4%) de renúncia fiscal permitida pela Lei Rouanet. O argumento dos artistas era que eles não conseguiriam disputar com o esporte as verbas do empresariado para seus projetos “culturais”.

    Através de um ruidoso “lobby” a classe cultural conseguiu que o Presidente Lula vetasse algumas conquistas. Em suma, a pendenga foi resolvida através de uma medida provisória que fixou o teto do esporte a 1% do imposto devido, o que totalizaria um potencial de arrecadação de R$300 milhões por ano.

    Assim, podemos dizer que o “lobby” que acontecerá hoje é saudável, na medida que pode haver maior investimento do poder público em esportes de base e alto rendimento. E isso não vai depender tanto de empresas que não são comprometidas com o esporte fora de épocas e de grande exposição de mídia.

    E por falar em empresas privadas, que fomentam o esporte, eu sempre me pergunto: se não existissem empresas idôneas, como o Pão de Açúcar que a mais de 15 anos patrocina continuamente provas ou circuitos, como também muitos atletas, as corridas de rua estariam vivendo hoje esse “boom” magnífico que vemos no Brasil? Acho que a resposta é com certeza não!


    Brasília recebe lobby saudável para melhoria nos esportes

    Corridas de Rua · 03 out, 2007

    Quanto mais o esporte se afasta da política melhor fica. Porém, há momentos em que a classe esportiva tem que correr atrás e lutar para a melhora estrutural do esporte no país. É isso que alguns atletas e ex-atletas como Nelson Prudêncio, Hugo Hoyama, Acelino “Popó” Freitas, Flávio Canto farão hoje no chamado Dia Nacional de Mobilização pelo Esporte.

    Na verdade esses campeões de suas respectivas modalidades farão “lobby” no Congresso Nacional junto aos parlamentares para aumentar o orçamento da pasta do Esporte. No país que se ufana de minguados feitos esportivos, onde atletas só são recebidos pelo poder público quando conquistam um feito extraordinário a custa de muito esforço e investimento pessoal, o movimento vai lutar para que a pasta alcance a marca de 1% do orçamento da União. Isso faria com que a atual verba do Ministério prevista para 2008, de R$273,5 milhões, aumentasse em quase cinco vezes totalizando cerca de R$1,2 bilhão.

    No ano passado houve saia-justa entre esportistas e artistas. Esse último grupo fez um “lobby” contra a Lei de Incentivo ao Esporte, que concedia ao setor a mesma fatia (4%) de renúncia fiscal permitida pela Lei Rouanet. O argumento dos artistas era que eles não conseguiriam disputar com o esporte as verbas do empresariado para seus projetos “culturais”.

    Através de um ruidoso “lobby” a classe cultural conseguiu que o Presidente Lula vetasse algumas conquistas. Em suma, a pendenga foi resolvida através de uma medida provisória que fixou o teto do esporte a 1% do imposto devido, o que totalizaria um potencial de arrecadação de R$300 milhões por ano.

    Assim, podemos dizer que o “lobby” que acontecerá hoje é saudável, na medida que pode haver maior investimento do poder público em esportes de base e alto rendimento. E isso não vai depender tanto de empresas que não são comprometidas com o esporte fora de épocas e de grande exposição de mídia.

    E por falar em empresas privadas, que fomentam o esporte, eu sempre me pergunto: se não existissem empresas idôneas, como o Pão de Açúcar que a mais de 15 anos patrocina continuamente provas ou circuitos, como também muitos atletas, as corridas de rua estariam vivendo hoje esse “boom” magnífico que vemos no Brasil? Acho que a resposta é com certeza não!

    Novidade: corredor estréia blog no Webrun

    Ao completar uma maratona de vida, ou melhor, 42 anos, vou compartilhar com vocês através do Blog do Harry experiências, muitas alegrias, poucas tristezas que me aconteceram nestes 12 anos que estou vivendo e respirando corrida.

    Quando me perguntam quando eu comecei a correr, a resposta é rápida: 1995. Na verdade em janeiro daquele ano participei da minha primeira corrida, então costumo brincar que “virei corredor” quando competi pela primeira vez, e não quando comecei a dar meus primeiros trotes.

    Mas minha história com o nobre esporte vem de bem mais longe. Na realidade o primeiro contato com a corrida, ou “Cooper”, como se falava na época, aconteceu quando eu passei para quinta série do ginásio (ensino fundamental), isto com 11 anos nas aulas de educação física. Passados mais de 30 anos o nome do nosso professor de educação física não foi esquecido, o professor Danilo. Na época ele era um “algoz”, isto porque sua fama de não dar moleza era conhecida por todos.

    Lembro da primeira aula quando ele colocou nossa classe para correr cerca de cinco minutos. O que se via depois eram alunos mancando e cheios de dores, pois era a primeira vez que corríamos continuamente. Mas isso foi no começo, já que passados alguns meses estávamos correndo meia hora no mínimo e chegando a picos de até uma hora de corrida contínua, e o melhor, sem mancar ou apresentar dores. Ele fez que meninos sedentários se transformassem em meninos em forma, fossem eles gordos ou magros.

    Peguei gosto pela corrida e durante os anos 80 sempre ia com meus amigos correr na pista de cooper do Ibirapuera. Eu sempre dava uma volta em cima deles e de tanto meu amigo Mauro falar para eu participar de corridas resolvi me inscrever em janeiro de 1995 da prova de abertura da Corpore. A estréia se deu sub 24min30 para seis quilômetros. Foi ali que definitivamente o bichinho da corrida me picou e de lá para cá não parei mais.

    Hoje a corrida faz parte de minha vida em sua totalidade. É com corrida que eu trabalho, é com corrida que eu me divirto e é com corrida que eu gosto de viver. E aqui nesse blog vou compartilhar diariamente com vocês tudo que nós corredores sentimos na pele. Boa leitura!


    Novidade: corredor estréia blog no Webrun

    Caminhada · 01 out, 2007

    Ao completar uma maratona de vida, ou melhor, 42 anos, vou compartilhar com vocês através do Blog do Harry experiências, muitas alegrias, poucas tristezas que me aconteceram nestes 12 anos que estou vivendo e respirando corrida.

    Quando me perguntam quando eu comecei a correr, a resposta é rápida: 1995. Na verdade em janeiro daquele ano participei da minha primeira corrida, então costumo brincar que “virei corredor” quando competi pela primeira vez, e não quando comecei a dar meus primeiros trotes.

    Mas minha história com o nobre esporte vem de bem mais longe. Na realidade o primeiro contato com a corrida, ou “Cooper”, como se falava na época, aconteceu quando eu passei para quinta série do ginásio (ensino fundamental), isto com 11 anos nas aulas de educação física. Passados mais de 30 anos o nome do nosso professor de educação física não foi esquecido, o professor Danilo. Na época ele era um “algoz”, isto porque sua fama de não dar moleza era conhecida por todos.

    Lembro da primeira aula quando ele colocou nossa classe para correr cerca de cinco minutos. O que se via depois eram alunos mancando e cheios de dores, pois era a primeira vez que corríamos continuamente. Mas isso foi no começo, já que passados alguns meses estávamos correndo meia hora no mínimo e chegando a picos de até uma hora de corrida contínua, e o melhor, sem mancar ou apresentar dores. Ele fez que meninos sedentários se transformassem em meninos em forma, fossem eles gordos ou magros.

    Peguei gosto pela corrida e durante os anos 80 sempre ia com meus amigos correr na pista de cooper do Ibirapuera. Eu sempre dava uma volta em cima deles e de tanto meu amigo Mauro falar para eu participar de corridas resolvi me inscrever em janeiro de 1995 da prova de abertura da Corpore. A estréia se deu sub 24min30 para seis quilômetros. Foi ali que definitivamente o bichinho da corrida me picou e de lá para cá não parei mais.

    Hoje a corrida faz parte de minha vida em sua totalidade. É com corrida que eu trabalho, é com corrida que eu me divirto e é com corrida que eu gosto de viver. E aqui nesse blog vou compartilhar diariamente com vocês tudo que nós corredores sentimos na pele. Boa leitura!