Triathlon · 03 mar, 2003
Oscar Galindez nasceu na Argentina, mas mora em Santos, no litoral de São Paulo, onde treina para se consolidar como um dos principais triatletas do mundo.
Você diz ser seu maior adversário. Quais são os seus limites?
Oscar Galindez - Não tenho. Quem achar que tem limites não vence. Quem não desiste é o verdadeiro campeão, pois um dia consegue.
Quais os títulos que você persegue?
Oscar Galindez - Meu grande objetivo é um título do Ironman do Havaí. Já participei de uma Olimpíada, em 2000, e já realizei este sonho. É claro que se uma medalha vier será excelente, no entanto, minha participação em 2004 depende da Federação Argentina, do apoio para buscar pontos em provas internacionais. Quanto ao Ironman, quem está entre os 20 classificados tem chance de, ao longo dos anos, alcançar uma medalha. Acredito que entre 3 a 5 anos, disputando a competição e dentro desta faixa de classificação, o atleta chegue ao pódio. Pretendo ganhar mais experiência em 2003 e ir melhorando meus resultados até conseguir realizar meu objetivo.
Existe uma ordem de prioridades?
Oscar Galindez - O Ironman do Havaí, porque os outros, Pan-Americano de 2003 e Olimpíada, dependerão do calendário, das condições que terei para disputar e também da Federação Argentina. Minha prioridade é o Havaí.
Quais as condições que fizeram você trocar a Argentina pelo Brasil.
Oscar Galindez - Estou no Brasil há 7 anos, mas há 15 disputo provas aqui. Na época em que decidi mudar, tinha o patrocínio da Reebok, sendo metade da empresa na Argentina e a outra do Brasil. Depois passou a ser só brasileiro, então, como já vinha competindo, gostava do País e meu patrocinador estava aqui, resolvi mudar. Primeiro, morei no Rio de Janeiro e depois vim para Santos. Na época da minha mudança (95), o Brasil estava vivendo um bom momento no triathlon, respirava mais o esporte que a Argentina.
É difícil ser argentino no Brasil?
Oscar Galindez - Não. É difícil para quem carrega a rivalidade Brasil x Argentina. Existem as brincadeiras dos colegas, mas não passa disso. A minha relação no triathlon é como se fosse um jogador estrangeiro que vem para um clube brasileiro de futebol, vim para prestar um serviço, para colaborar com o esporte. Há quem goste ou não de mim, como também era na Argentina.
Por que você escolheu um brasileiro, Ayrton Senna, e não um argentino como ídolo?
Oscar Galindez - Escolhi Ayrton Senna como ídolo pelo que ele representa, sem pensar na nacionalidade. Ele é um exemplo fora e dentro das pistas. Tento me espelhar nele. Ele era simples, agressivo-controlado, sabia dominar uma competição. Digo agressivo não no sentido negativo, mas de uma pessoa corajosa, que sabia arriscar e fazer o melhor. Fora do esporte era tranqüilo e controlado. No triathlon sou assim, agressivo, estou sempre arriscando, ultrapassando, a melhor defesa é o ataque.
Com que freqüência você visita parentes na Argentina?
Oscar Galindez - Anualmente, pelo menos duas vezes por ano. Sempre passo Natal e Ano Novo na Argentina.
Como você avalia as crises nos seus dois países: Brasil e Argentina?
Oscar Galindez - Não confio mais em políticos. A crise que a Argentina está passando, o Brasil viveu algo parecido com o Collor, com a população tendo seu dinheiro preso e sem meios de sobreviver. A situação dos países da América Latina não é boa e nem estável. Perdi dinheiro na Argentina porque estava no banco.
Descreva sua rotina de treino.
Oscar Galindez - Realizo de 15 a 20 km de natação, 300 km de bike e 60 km de corrida por semana. Também faço musculação em dois ciclos, janeiro e junho, totalizando no ano o ideal 18 semanas. Por exemplo, para o Ironman enfatizei o trabalho de resistência e fortalecimento para evitar lesões e ganhar força. Treino em torno de 5 a 6 horas por dia, sempre de terça a domingo. Estou disputando menos provas por ano, no entanto com mais qualidade, porque caso contrário o físico não agüenta no Havaí.
Qual é o seu forte no triathlon?
Oscar Galindez - O ciclismo.
E o ponto fraco?
Oscar Galindez - Meu ponto fraco é a natação, portanto dou mais ênfase a essa modalidade nos treinos.
Como é composta sua equipe de trabalho?
Oscar Galindez - Meu técnico é o Marcelo Borges e minha esposa administra minha carreira e também faz o trabalho psicológico. Médico, só quando há lesões.
Você tem 5% de teor de gordura e 54% de músculos. É possível melhorar mais fisicamente?
Oscar Galindez - Acho que estes valores não variaram muito, apesar de não ter uma avaliação mais atual. Pode haver mudanças fisiológicas e físicas. No entanto, estes números não importam muito, o que vale é a performance.
Você disputa provas de várias distâncias, como a olímpica e o ironman. Qual o segredo para se dar bem nas duas?
Oscar Galindez - O segredo é a boa preparação. E quando você define seu objetivo uma preparação não anula a outra, pois tudo é planejado para atingir uma meta.
Se tivesse que optar, com qual distância ficaria?
Oscar Galindez - Atualmente com o Ironman. Se pudesse ficaria com as duas, pois existem provas olímpicas muito boas. Já o Ironman é o que me inspirou a fazer triathlon, esperei mais de 15 anos para participar da competição, tenho um respeito por ela. E a prova é a única que tem evoluído. Por exemplo, esperamos tanto por Sydney. Mesmo depois de se tornar olímpica a premiação não melhorou em outros eventos. Também não ajudou a atrair mais gente para o esporte. Pior, sem apoio os atletas têm que buscar pontos para a prova olímpica em eventos internacionais. No Ironman as inscrições são concorridas, todo mundo quer disputar.
Conte como foi seu início de carreira.
Oscar Galindez - Em 1985 assisti uma prova do Ironman do Havaí pela televisão e achava aqueles caras uns malucos, como conseguiam completar a prova? E aí me despertou a vontade de fazer triathlon. Antes já tinha praticado atletismo e basquete. Entrei no triathlon em 86, disputei a minha primeira prova em 8 de novembro, em Embalse (Córdoba), era o Campeonato Estadual e Nacional na categoria menores. Fiquei em quarto lugar. Aos 18 anos fui campeão argentino e por aí minha carreira foi evoluindo.
É verdade que seu passatempo é jogar videogame com o filho?
Oscar Galindez - Quando digo jogar videogame é para expressar que tento usar meu tempo livre para curtir meus filhos e mulher, tenho pouco tempo, pois treino demais. Gosto de sair de carro por aí viajando e conhecendo vários lugares. Minha rotina é treinar, minha mulher é quem administra minha casa e carreira.
Há quanto tempo é casado?
Oscar Galindez - Estou casado com a Lisa há 7 anos e tenho dois filhos. O Thomaz nasceu na Argentina e está com 6 anos. A Sofia, que nasceu no Brasil, está com 2 anos.
Você tem dominado o triathlon no Troféu Brasil e vai em busca do hexa. Você não tem adversários no Brasil?
Oscar Galindez - O nível brasileiro é muito bom e por isso vim morar aqui, para disputar de igual com os adversários. Me dou bem porque me preparo para as provas, tenho paixão pelo triathlon. Talento (genético) ajuda bastante.
Como está a carreira internacional. O ano de 2002 foi de bons resultados?
Oscar Galindez -Este ano, após a cirurgia no ombro, me recuperei bem e me consolidei em provas de longa distância, o que me deixa mais confiante para o Ironman.
Por que escolheu Santos para morar?
Oscar Galindez - Santos é a cidade que teve mais provas de triathlon no Brasil, digo no sentido de melhor nível. Tenho amigos na cidade e a proximidade de São Paulo, por causa dos patrocinadores, ajuda.
Fale de sua participação em Sydney e dos problemas que enfrentou.
Oscar Galindez -Avalio minha participação em Sydney como boa. Mesmo com problemas, fiquei somente há 235 atrás do primeiro colocado, o que me deu o 28º. A a prova olímpica é para nadador que corre bem, todo mundo vai no vácuo e na prova de bike tem muita sacanagem, os atletas não puxam e o ciclismo, que é o meu forte. Durante o ciclismo, eu estava num grupo de 30, então bateram na minha traseira e estouro um pneu, perdi quase 2 minutos para trocar e voltar a prova.
Você tem 31 anos. Acredita estar no auge da carreira? Até quando é possível competir em alto nível no triathlon?
Oscar Galindez - Acredito que estou no auge. Acho que é por estar no triathlon há quase 17 anos e pela experiência que adquiri e as conquistas que tenho. O limite para competir é até quando você não ganhar mais, o tempo é relativo de cada atleta.
O que falta para os sul-americanos conseguirem maiores resultados internacionais?
Oscar Galindez -Os sul-americanos têm que acreditar no potencial deles, não ajoelhar diante dos estrangeiros. E, é claro, precisam de mais apoio de patrocinadores, federações e organizações
O que americanos e australianos têm, que nós não temos?
Oscar Galindez - Nós temos raça, o que eles não têm. A situação do país também reflete no esporte, enquanto eles têm uma condição de acesso a bons materiais e apoio para treinar, os sul-americanos não têm, então, fica difícil igualar a preparação.
Alguns triatletas brasileiros já sofreram problemas como atropelamento. O que é preciso para se ter condições ideais de treino?
Oscar Galindez - As pessoas de carro têm que ter mais cuidado, pois nós corremos sozinhos e são os motoristas que devem estar atentos e dirigir com cautela. Geralmente temos que correr pelas ruas, pois não é toda cidade que tem lugar ideal para treinar.
Como é sua alimentação?
Oscar Galindez - Faço geralmente de 4 a 6 refeições, não sigo nenhuma dieta, pois acredito que cada atleta tem que encontrar sua alimentação ideal. Tento manter uma regra de 60% carboidrato, 20% proteína e o resto de gordura. Evito frituras e tento controlar doces, o que é um grande problema. Sou louco por doces. Também tomo multivitamínico e aminoácidos.
Que dicas dá para quem sonha em ser um campeão de triathlon?
Oscar Galindez -Acreditar no trabalho que está realizando, confiar na equipe de trabalho e ter paixão pelo esporte.
Qual é sua estratégia durante as provas?
Oscar Galindez - A melhor defesa é o ataque. Sempre tento arriscar, aguardando o momento certo,quando há vácuo. Quando não há, procuro sair bem no início, principalmente na bike, que é meu ponto forte.
Conte como é o projeto para desenvolver quadros de bike.
Oscar Galindez - Começou há 2 anos na Itália e estou trabalhando com um artesão italiano (Giovani Peliccioli, também produz para marca Fausto Coppi) tentando comercializar no Brasil. O quadro é feito sob medida, com a mesma qualidade dos utilizados pelos profissionais italianos de ciclismo, no entanto ele não tem um custo barato.
Ficha Técnica:
Nome: Oscar Saul Galindez.
Nacionalidade: Argentino.
Data de Nascimento: 05 de Junho de 1971.
Local de Nascimento: Rio Tercero - Córdoba Argentina.
Profissão: Triatleta Profissional.
Treinos e competições: Desde 1986
Altura: 1,75m.
Peso: 74 Kg.
Melhor tempo em 1 Km de corrida: 2min38.
Melhor tempo em 400 metros de natação: 4min51.
Melhor tempo em 5 Km de ciclismo: 6min.
VO2 MAX: 82 ml.Kg
Principais Conquistas:
Top Ten no Ranking Mundial de Triathlon: 1992, 1993, 1994, 1995, 1996
Campeão Mundial de Duatlhon: 1995, Cancun - México
Dez Vezes campeão Argentino de Triathlon
Hexacampeão Sul-Americano de Triatlhon
Pentacampeão Pan-Americano de Triathlon
Hexacampeão do Troféu Brasi
Hexacampeão do Triathlon Internacional de Santos.
Triathlon · 14 fev, 2003
O argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Power Bar/OG Bike), é um dois favoritos para vencer o Triathlon Internacional de Santos, que acontece no domingo (16), em Santos, litoral de São Paulo.
Ele já conquistou cinco vitórias nesta que é a mais importante competição brasileira na distância olímpica. Das onze edições foi vencedor nos anos de 1993, 94, 98, 2000 e 2001, vice em outras três vezes e 5º colocado em mais uma.
Estou tranquilo, bem treinado e conheço bem esta disputa. Sou competidor há 18 anos, mas prova toda vez é um novo desafio. Eu sempre respeito os adversários, a competição. Se vou competir é porque quero uma boa colocação, ganhar. O resultado final é consequência, comenta Galindez, que tem boas recordações do Internacional.
O Internacional de Santos sempre foi uma prova importante para mim. Diria que foi um dos triathlons que me deu reconhecimento no Mundo, assim como as duas capas da revista Triathele, que é a bíblia dos triatletas, ressalta Galindez, que entre os grandes momentos de sua carreira destaca justamente um no Internacional de Santos. Foi a minha primeira vitória, olhando para cima na chegada, com a chuva caindo no meu rosto, sem acreditar ainda que tinha sido campeão, recorda.
Oscar Galindez, busca o hexacampeonato da competição , título que faturou no ano passado no Troféu Brasil de Triathlon. Atualmente, dando prioridade as longas distâncias começou muito bem a temporada 2003. Foi vice-campeão no Triathlon Internacional de La Paz, na Argentina, e vencedor do mais importante meio ironman sul-americano, o Triathlon de Púcon, no Chile, prova que aconteceu a duas semanas atrás e que bateu o recorde da competição.
Fiz um tempo recorde, baixando o tempo do Craig Walton, do ano passado, em cinco minutos. Isto quer dizer que fiz bastante força, acabando cansado. A recuperação completa não acontece em duas semanas, explica.
Ano passado os vencedores foram o norte-americano Douglas Friman com o tempo de 1:48:35 e no feminino a vitória ficou com a canadense Carol Montgomery com a marca de 2:00:43.
Triathlon · 27 jan, 2003
O triathleta argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez (Reebok/Memorial/PowerBar/OG Bike), venceu ontem o tradicional Triathlon de Pucon, em sua 17ª edição. A prova disputada na distância de Meio-Ironman (1.900 metros de natação, 90 Km de ciclismo e 21,1 Km de corrida) na cidade de Pucon, no Chile, é o mais importante meio-ironman do circuito sul-americano.
Na competição que reuniu alguns dos maiores nomes da modalidade, o vencedor Galindez fechou a prova com o tempo 4:00:14. O argentino que também é consultor do WebRun, superou com ampla vantagem o australiano Cris McCormack que ficou com a segunda posição com a marca de 4:04:07. Em terceiro lugar o argentino Eduardo Sturla com 4:07:21.
O argentino tomou a ponta na etapa da corrida para não mais perder a posição e abrir vantahem de quase quatro minutos sobre McCormack. Essa prova é muito difícil e é definida somente na etapa da corrida, disse o campeão que venceu a competição em 1998.
Feminino Entre as mulheres a vencedora foi a canadense Lisa Bentley com 4:35:23, seguida pela norte-americana Heather Gollnick (4:37:28) e pela argentica Bárbara Buenahora (04:47:28), segunda e terceira colocadas respectivamente.
A brasileira Fernanda Keller (Pão de Açúcar Club) foi a sexta colocada na prova com a marca de 4:52:41.
O argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez (Reebok/Memorial/PowerBar/OG Bike), divulgou o calendário de provas que disputará na temporada 2003. O triathleta mora na cidade de Santos, em São Paulo, desde 1994, mas compete no país há 15 anos. Estão programadas 14 competições no Brasil e exterior.
Oscar Galindez, consultor do WebRun, ano passado conquistou o hexacampeonato consecutivo do Troféu Brasil de Triathlon, o mais importante circuito da modalidade disputado no Brasil e, que está confirmado na agenda do atleta para 2003.
O título do Troféu Brasil, foi conquistado num ano em que seus objetivos estavam voltados a classificação e disputa do Ironman do Havaí, competição em que foi o 15° colocado.
Provas da modalidade Ironman possuem as distâncias de 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42,2 de corrida, e fará parte definitivamente do calendário anual de competições do atleta. Para esse ano estão programadas duas competições na distância: o Ironman Brasil, em Florianópolis e Ironman do Havaí, prova válida como mundial da modalidade.
"Agora que eu já disputei pela primeira vez do Ironman Havaí, e passei a conhecer suas características e dificuldades, acredito que em 2003 possa melhorar minha performance nesta difícil prova", disse ao WebRun, o atleta.
Sua primeira disputa na temporada 2003 será no próximo dia 18, no Triathlon Pre-Olimpico de La Paz, na Argentina, onde buscará a classificação para os Jogos Panamericanos, que acontece em setembro na Republica Dominicana.
Confira mais informações no site oficial do Oscar Galindez
Triathlon · 05 jan, 2003
O argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez (Reebok/Memorial/PowerBar/OG Bike), divulgou o calendário de provas que disputará na temporada 2003. O triathleta mora na cidade de Santos, em São Paulo, desde 1994, mas compete no país há 15 anos. Estão programadas 14 competições no Brasil e exterior.
Oscar Galindez, consultor do WebRun, ano passado conquistou o hexacampeonato consecutivo do Troféu Brasil de Triathlon, o mais importante circuito da modalidade disputado no Brasil e, que está confirmado na agenda do atleta para 2003.
O título do Troféu Brasil, foi conquistado num ano em que seus objetivos estavam voltados a classificação e disputa do Ironman do Havaí, competição em que foi o 15° colocado.
Provas da modalidade Ironman possuem as distâncias de 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42,2 de corrida, e fará parte definitivamente do calendário anual de competições do atleta. Para esse ano estão programadas duas competições na distância: o Ironman Brasil, em Florianópolis e Ironman do Havaí, prova válida como mundial da modalidade.
"Agora que eu já disputei pela primeira vez do Ironman Havaí, e passei a conhecer suas características e dificuldades, acredito que em 2003 possa melhorar minha performance nesta difícil prova", disse ao WebRun, o atleta.
Sua primeira disputa na temporada 2003 será no próximo dia 18, no Triathlon Pre-Olimpico de La Paz, na Argentina, onde buscará a classificação para os Jogos Panamericanos, que acontece em setembro na Republica Dominicana.
Confira mais informações no site oficial do Oscar Galindez
Triathlon · 17 jun, 2002
Oscar Galindez, 5° colocado no último Ironman Brasil no dia 25 de maio, conquistou a vitória na 19ª edição do Triathlon IronDelta, uma das provas da modalidade mais populares em distância olímpica da Itália, disputada sábado (15).
O triathleta argentino, venceu a prova com a marca de 1:56:13 e superou os eslovacos Erih Peenik e David Maraia (2º e 3º respectivamente).
Considerado um dos maiores pedais mundiais do triathlon, para muitos o melhor, Oscar Galindez, abriu mais de um minuto de vantagem sobre seus adversários na etapa do ciclismo.
Galindez disputará mais três provas na Itália, serão: Triathlon Olímpico Bardolino (22), Triathlon Meio Ironman Idro (30) e Triathlon Olímpico Recco, no dia 14 de julho.
Triathlon · 10 jun, 2002
Você já pensou em treinar com o triathleta Oscar Galindez?
Através do WebRun você que pretende iniciar no triatlhon ou mesmo para os inciados no esporte, poderão contar com as dicas deste que é um dos maiores triathletas do mundo.
Através da seção Técnico Virtual, da estação de Triatlhon do Webrun, você poderá ler dicas de como começar no esporte, equipamentos, natação, bike, corrida, transição e mais.
Para acessar este conteúdo todo você precisa se cadastrar gratuitamente em nosso portal.
Triathlon · 05 jun, 2002
Depois da alegria de conquistar no último dia 25 de maio a 5ª colocação no Ironman Brasil disputado em Florianópolis, e, garantir sua vaga para disputar o Ironman do Havaí em outubro, o triathleta argentino Oscar Galindez, 31, teve uma grande tristeza.
Tradicionalmente, no dia seguinte a realização de provas de Ironmans, os organizadores promovem as festas de premiação, aberta aos competidores, amigos e familiares. E nessa festa onde deveria reinar somente alegria, a violência mostrou sua cara.
Oscar Galindez, amigos e familiares foram agredidos pelos "seguranças" do Café Cancun de Floriánópolis (local da realização da festa de premiação). A truculência gerada pelos "seguranças" do Café Cancun, não poupou nem mesmo a esposa do atleta, Lisa, que foi agredida de forma violenta.
Lisa Galindez levou um soco na cara e teve que passar por uma delicada cirúrgia no maxilar.
Leia na íntegra o comunicado do triathleta:
Santos, 03de junho 2002
Prezados amigos,
Nunca pensei ter que fazer um comunicado assim, mas aconteceu um fato, que deixou a minha família abalada, e não queria deixar de contar para vocês o acontecimento.
Quando fiquei sabendo a grande noticia, que o Ironman Brasil iria mudar para Florianópolis, dei o meu voto de aprovação, já que todos que temos a sorte de conhecer a maravilhosa ilha mágica, com o encanto de suas quarenta e poucas praias, a mudança só podia ser todo um sucesso.
Fiquei muito satisfeito com a minha primeira incursão na prova de Ironman em Florianópolis no ano 2001, já para esse ano iria encarar a prova de outro jeito, com mais determinação, tentando uma vaga para o ironman do Havaí, deu tudo certo para mim, mas infelizmente não posso dizer a mesma coisa, a respeito da festa de encerramento oferecida para todos os "Ironman" pela discoteca Café Cancun.
O infeliz acontecimento deu-se quando tentando conciliar uma desavença entre meus amigos, um segurança do Cafe Cancun, acabou dando um soco no meu rosto, atingindo a minha testa, naquele momento a minha mulher Lisa, ao ver a agressão, foi no meu socorro, dando também um soco no rosto causando uma grave lesão, que acabou com a quebradura do maxilar da Lisa.
SEGURANÇAS, SEGURANÇAS, quantos problemas voces causaram, e não é a primeira vez que acontece, Café Cancun Florianópolis já tem varias queixas contra o agir de seus "guardiões" sedentos de pancada.
Lisa foi operada do maxilar, hoje segunda-feira dia 03/06, na clínica Ortocenter em Santos, quando a vi na saída do centro cirúrgico, e depois de acordar da anestesia, entrou em choque ao perceber que tinha a boca "costurada" para a fixação da mandíbula, e eu senti vontade, vontade mesmo de costurar a boca do troglodita segurança que agrediu ela, mas como preciso ter confiança, espero que realmente se faça justiça ante tal brutalidade.
Abraço,
Oscar Galindez
Triathlon · 29 maio, 2002
A indústria esportiva na década de 90 deu um grande salto em termos de desenvolvimento tecnológico na produção de acessórios e equipamentos.
As roupas utilizadas pelos atletas ao redor do mundo tiveram grande desenvolvimento, em função das pesquisas realizadas no setor que buscavam a otimização da performance através de novas tecnologias.
Entre as novidades está a roupa utilizada pelo triathleta Oscar Galindez (Reebok/Memorial/Powerbar/OG Bike) no último Ironman Brasil, prova onde conquistou a 5ª colocação, garantindo uma vaga para o Ironman do Havai, que será realizado em outubro próximo.
A roupa utilizada pelo triathleta foi desenvolvida pela DuPont Têxteis e Interiores, em parceria com a Reebok e a KAS. O uniforme utlizado por Galindez reúne a tecnologia de Lycra e a proteção de Teflon.
Lycra proporciona conforto e liberdade de movimentos ao atleta, dando melhor ajuste à roupa esportiva. A aplicação de Teflon no tecido ajuda a repelir líquidos durante a competição, principalmente na etapa aquática, tornando o uniforme mais leve e proporcionando melhor performance com relação ao efeito hidrodinâmico.
Triathlon · 21 abr, 2002
Dois atletas mereceram destaque na segunda etapa da 12ª edição do Gatorade Triathlon Troféu Brasil 2002 realizada hoje, dia 21 de abril, em Copacabana, Rio de Janeiro. Os nomes dos vencedores são Oscar Galindez e Carla Moreno.
O argentino Oscar Galindez, atleta Powerbar, completou a prova em 1h49m56 e como sempre obteve grande destaque na prova de ciclismo, sua melhor modalidade. Esta é a segunda prova do triatleta após um longo período parado em razão de uma operação no ombro. Na primeira etapa, Oscar ficou com segunda colocação.
Com 30 anos de idade, Oscar coleciona vários títulos entre eles a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Mar Del Plata (95), foi dez vezes campeão argentino, seis sul-americano, quatro pan-americano, campeão mundial de duatlo, pentacampeão do Triathlon Internacional de Santos e pentacampeão do Troféu Brasil de Triathlon. Praticante de triathlon há 15 anos sua próxima meta agora é o Ironman Brasil 2001, que acontecerá no próximo dia 26 de maio.
Carla Moreno não fica atrás do pentacampeão. Atualmente é a principal triatleta nacional nas distâncias olímpicas e a melhor atleta nacional no ranking mundial. Durante a prova Carla saiu da natação em terceiro lugar, mas já no ciclismo conseguiu a liderança da prova.
Consegui manter um bom desempenho ao longo da prova. Isso é muito importante para que eu possa conseguir conquistar o pentacampeonato, declarou a atleta.
O Veteran:o A segunda etapa da 12ª edição do Gatorade Triathlon Troféu Brasil 2002 realizada em Copacabana, Rio de Janeiro, não contou apenas com a presença de jovens atletas. Entre todos os competidores um deles merecia uma atenção especial, Heleno Celestino dos Santos. Seu Heleno, como é mais conhecido, é o atleta mais idoso de triathlon no Brasil.
Com 80 anos de idade, Seu Heleno, completou a prova em 2h18m06, e se mostrou muito satisfeito com seu resultado. Minha esposa me incentivou muito a vir participar. Ela sempre me diz para eu ir devagar que eu chego lá. Casado há 53 anos, o triatleta participa de competições de atletismo e natação desde 1952 e afirma ter participado do primeiro triathlon do Brasil.
Escoltado por seus filhos, netos e bisnetos, Seu Heleno contou um pouquinho da sua rotina. Ele treina natação todas as segundas quartas e sextas-feiras, no Flamengo. Bicicleta e corrida eu pratico mais esporadicamente, quando tenho tempo, confessa humildemente. Entretanto, seu heleno possui um passado glorioso. Foi pentacampeão de atletismo e já pratica natação há mais de 18 anos. Seus planos para o futuro são continuar treinando e participando de competições.
Triathlon · 15 mar, 2002
Em suas 11 edições realizadas, o Gatorade Triathlon Troféu Brasil teve uma série de grandes competidores, todos entre os melhores do esporte no país. Mas um atleta, sem dúvida, tornou-se o maior vencedor de todos os tempos, com nada menos de cinco conquistas.
Trata-se do argentino radicado em Santos Oscar Galindez, pentacampeão da prova e um dos melhores do mundo na modalidade. Ele está confirmado para a etapa de abertura da competição em 2002, neste domingo, dia 17, a partir das 8 horas, em Santos, depois de quatro meses parado se recuperando de uma cirurgia no ombro.
Galindez retorna às competições justamente na cidade que escolheu para viver. Conhecido com "Rei de Santos", em razão das inúmeras vitórias e conquistas obtidas no balneário paulista, ele teve de ficar muito tempo parado para se recuperar da cirurgia. Ele garantiu o título do ano passado e logo após foi operado.
"Fiquei quatro meses na Argentina, fazendo fisioterapia e treinando e minha vontade é voltar a competir o mais rápido possível", explica.
A meta do competidor é o Ironman Brasil, dia 25 de maio, em Florianópolis. Ele quer garantir a presença no Ironman do Havaí, em outubro.
"Trata-se de um sonho antigo e quero estar fazendo uma boa prova em Santa Catarina para seguir para o Havaí. Mas esse processo todo tem inicio no próximo domingo, na primeira etapa do Troféu Brasil de Triathlon", ressalta o competidor, vencedor nos cinco últimos anos.
Galindez é patrocinado pelo Memorial de Santos, PowerBar e Reebok.
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