Triathlon · 03 dez, 2003
O portal WebRun organizou para à noite de hoje uma palestra com um dos maiores triathletas mundiais, o argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez, que é patrocinado pela Memorial, Reebok, Timex e Oakley e é atleta apoiado pelo WebRun.
Com vagas esgotadas, a palestra abordará as participações do atleta no Ironman do Havaí, e contará como é a transição da distância olímpica para o ironman, com o respaldo de quem foi o melhor latino-americano nesta competição realizada no último mês de outubro.
Academia Competition:
Local: Rua Cincinato Braga, 520, Bela Vista, São Paulo (SP).
Data: 03 de dezembro de 2003
Horário 20:30 às 22:00 horas.
Triathlon · 23 nov, 2003
Depois de comemorar o heptacamponato no 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley/ OG), e que é apoiado pelo portal WebRun, vai tirar merecidas férias. O ano de 2003 foi excelente para mim, mas também muito puxado. Então chegou a hora de um descanso, afirmou o triatleta, que garantiu o título do circuito ao vencer a 5ª e última etapa, disputada em Santos neste domingo (dia 23).
O heptacampeão completou o percurso de 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida em 1h 52m 04s. Em 2°, mais de dois minutos depois, apareceu outro argentino, Ezequiel Morales, seguido pelo cearense Antonio Marcos de Souza e Silva. No feminino, a paulista Carla Moreno faturou a etapa, mas o título acabou nas mãos da carioca Gisele Bertucci (2ª colocada). Atrás de Gisele chegou Rita Correia, também do Rio de Janeiro.
Este ano Galindez comemorou várias conquistas: sagrou-se bicampeão do Meio Ironman de Pucón, no Chile; venceu o Ironman Brasil, em Florianópolis; e conquistou a medalha de bronze no Pan-americano de Santo Domingo, na República Dominicana.
Depois dos títulos, o argentino viajará com a família para Córdoba, sua cidade natal. Vou visitar meus parentes, que encontro uma vez por ano, descansar e pensar em 2004. É lá eu já costumo iniciar meus treinamentos, contou. Seu principal foco na próxima temporada continuará sendo as provas de Ironman, nas quais se concentrou nos últimos dois anos.
Tenho convite para disputar o Ironman de Roth, na Alemanha, que é um dos principais do mundo, revelou (a competição está marcada para o dia 4 julho). Tentarei novamente ganhar as provas que ganhei este ano e melhorar minhas marcas. O argentino, que está com 32 anos, visa ainda o tradicional Ironman do Havaí, onde foi o melhor latino-americano em 2003, ficando em 23° lugar.
O fato de estar priorizando provas longas tem ajudado Galindez nas provas de distâncias mais curtas, como as do Troféu Brasil. É um fenômeno que acontece com muitos triatletas que fazem essa transição. Normalmente, com dois anos competindo em Ironman você cria uma base muito forte para disputas mais de velocidade. É o caso do meu desempenho no ciclismo. Aqui posso dar todo o gás que puder sem sentir tanto o desgaste. Gosto e respeito muito a distância olímpica, mas é lógico que, com o passar do tempo, a prioridade aos treinos de Ironman fará com que a performance nas distâncias curtas caia um pouco, explicou.
Triathlon · 20 nov, 2003
Mesmo dando prioridade total às provas de Ironman nos dois últimos anos, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley/ OG), e apoiado pelo portal WebRub continua mantendo a sua majestade nas provas curtas. Neste domingo (dia 23) pela manhã, o competidor de 32 anos pode comemorar o heptacampeonato no 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil, que terá a 5ª e última etapa, em Santos. Vitorioso nas três etapas que disputou este ano, ele diz estar tranquilo para aumentar a sua coleção de títulos.
Vou competir porque estou muito próximo desse título e não quero desperdiçar essa chance. Além do mais, moro em Santos, gosto de comemorar em casa, perto dos amigos e da minha família, e também porque é a minha profissão, diz Galindez, que com o descarte de um resultado, conforme prevê o regulamento, é o líder isolado do ranking. Sua melhor vitória nesta temporada foi na etapa de abertura, também em Santos, quando abriu mais de 3 minutos sobre o seu compatriota Ezequiel Morales.
Segundo ele, o campeonato precisa sofrer alterações. Especialmente no trato da organização com os atletas. Ninguém fala abertamente, mas eu tenho 18 anos de experiência e sei que é preciso sempre ter evolução. A organização tem de ampliar a sua capacidade, critica o triatleta, que além de estar muito próximo do 7º título no Troféu Brasil, já garantiu na Cidade o hexacampeonato no Triathlon Internacional de Santos.
Só Ironman - Para 2004, Galindez vai intensificar ainda mais a sua atuação no Ironman. A possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Atenas foi descartada oficialmente, sobretudo pela falta de entendimento entre o atleta e a federação argentina. Eu não compartilho com o jeito que eles têm de pensar. Eu precisaria ter 100% de apoio da federação, assim como têm os brasileiros, os australianos. Sempre coloquei dinheiro do meu bolso e hoje avalio que nada pode me trazer mais retorno do que o Ironman, afirma.
Não quero deixar o tempo passar. Para ser um bom atleta no Ironman, é preciso evolução e não quero desviar a atenção do meu foco, acrescenta o triatleta, que este ano foi o vencedor do Ironman Brasil, disputado em Florianópolis.
Para 2004, pelo menos três provas estão nos planos. Além de tentar o bicampeonato na disputa brasileira, ele quer participar pela 3ª vez do Ironman do Havaí, a mais importante e famosa prova da modalidade, e já confirmou presença na disputa de Roth, na Alemanha, uma das mais conceituadas do calendário internacional, no dia 4 de julho.
Junto com a vitória no Ironman Brasil e a liderança do ranking no Troféu Brasil, Galindez teve um ano vitorioso. Ele também comemorou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, o hexa no Internacional de Santos e o bicampeonato no Meio Ironman de Pucon, no Chile. Já no Ironman do Havaí, foi o melhor latino-americano, completando os 3.800 metros de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida em 8h55min06s, na 23ª colocação.
A prova de domingo terá a largada e a chegada na praia do Gonzaga, junto à Fonte Luminosa. Atletas amadores largam às 8h e profissionais, às 9h15.
Triathlon · 14 nov, 2003
Direto da Adventure Fair - A Latin Sports, empresa comandada pelo empresário Carlos Galvão, que organiza o Ironman Brasil Telecom, está participando da Adventure Fair Sports, a maior feira de esportes de aventura do Hemisfério Sul, que se encerra no próximo domingo, dia 16, recebeu agora à noite, a visita do atual campeão da competição, o argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez, atleta patrocinado pelo Memorial, Reebok, Timex e Oakley.
Em maio, Galindez, completou o Ironman Brasil Telecom 2003, que possui as distâncias de 3,8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42.195 metros de corrida com o tempo de 8:16:10, melhorando sua marca na modalidade em quase 13 minutos.
Santos celeiro de triathletas - Galindez que no último mês, concluiu o Ironman do Havaí, na 23 terceira posição, é radicado na cidade de Santos - o maior celeiro do triathlon brasileiro - e, de lá, vieram outros grandes triathetlas, entre eles: Rodrigo Gomes e Frederico Monteiro, vencedor no ultimo sábado, dia 0 , a quarta etapa do Super Biathlon Series Cada Hope.
Triathlon · 29 out, 2003
Estou olhando para um quadro com a minha foto da chegada do Ironman do Havaí de 2002. Passaram-se 17 anos para ser flagrado em essa foto.
Todos esses anos tive um tremendo respeito pelo Ironman do Havaí, a minha fonte de inspiração.Foi por culpa dele que me apaixonei por esse esporte de malucos, segundo dizem os espectadores.
El deporte y el hombre era o nome do programa onde eu vi pela primeira vez imagens do Ironman do Havaí. Era o ano 1986 eu tinha 16 anos, ainda jogava basquete e já sabia quem era Mark Allen, Dave Scott, Scott Tinley e Scott Molina.
25 anos e mais de 50.000 triatletas do mundo inteiro sonhando com a vaga, a ilusão de estar misturado entre mais de 1700 participantes.
O Ironman do Havaí foi o começo do triatlo no mundo, e continua sendo a demonstração do verdadeiro triatlo, a essência, o ápice, a NBA do triatlo.
A gloria e só daqueles que sobem ao pódio?
17 horas separam a largada do encerramento do tempo oficial para completar o desafio. A mística ilha e a paisagem hostil, se preparam para receber os sonhos e ilusões de mais de 1700 almas.
O ambiente e tenso, a mente repassa em flash o percurso.
As duvidas ficaram despejadas.
Sobre o oceano pacifico se refletem rostos tensos, concentrados, os olhos fixos no mar cristalino.
O duelo esta por começar.
Por fim se escuta o disparo, os corpos se misturam com os peixes que habitam o mar, como eles, continuamos nadando em cardume.
Rodamoinhos de braços procurando um lugar, os batimentos aumentam, a voz do cérebro ordena:
Você consegue!!
Uma esquadra vá desenhando a esteira, viramos no barco, mais um pouco e daremos fim a parte menos dolorida.
A torcida toma conta do cansaço, ressuscitam as forças, a paisagem hostil torna-se multicolor com a caravana de corpos e maquinas fusionados para ganhar do forte vento.
Os quadríceps se incham, os joelhos e costas gritam de dor, mas como em batida de pistões, continuamos impondo o ritmo.
Já falta menos, as ilusões renascem, se aliviam os rostos que esperavam ansiosos.
Milhares de palmas repartem garras e corações.
Com as pernas extenuadas e a marca do sol nas costas, o cérebro insiste:
Você consegue!!
Como gladiadores saímos para enfrentar os últimos 42 leões que esperam famintos para arrancar com suas garras afiadas, as ilusões dos que ainda continuam lutando por um lugar no paraíso.
Vamos lá !! falta menos que antes, minto para mim, passos que sinto nas minhas costas perseguem os mesmos sonhos.
Por um instante meu corpo e mente se separam, como querendo fugir de tanta dor, eu continuo me movimentando como embriagado, o desespero toma conta da minha integridade, de repente a minha mente e corpo voltam a se encontrar.
O único que me interessa e chegar para ser flagrado pela mesma câmera que tirou a foto que estou olhando no quadro...
E isso ai, o Ironman e uma poesia, a poesia que me faz viver, esforçar, sonhar, persistir, me dedicar, para que ? Pergunto-me.
Para ter um lugar no paraíso.
Parabéns Ironman!!
Oscar Galindez
Triathlon · 19 out, 2003
O triatleta argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley) foi o melhor latino-americano no Ironman do Havaí, a mais tradicional e dura prova do gênero, disputada sábado (dia 18), na Ilha de Kona. Ele completou os 3.800 metros de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida em 8h55min06s, na 23ª colocação, depois de chegar a estar em 14º lugar na etapa da bike. O casal canadense Peter Reid (8h22min35s) e Lori Bowden (9h11min55s) foram os vencedores.
Esta foi a 3ª conquista de Reid (também levou em 88 e 2000). Oscar completou a natação em 52min27s, saindo na 72ª colocação do mar - melhorou a sua marca do ano passado (53min10s). Nos pedais, também baixou seu tempo, sendo 5 minutos mais rápido do que 2002, com 4h41min e entregou a bicicleta em 14º lugar. Na maratona, sob um forte calor, garantiu 3h15min16s.
Aos 32 anos de idade, ele compete no triathlon desde 1983, depois de acompanhar pela tv justamente o Ironman do Havaí. Esta foi a sua 2ª participação no Ironman do Havaí. Em sua estréia, ano passado, terminou em 15º lugar. Já na edição brasileira deste ano, disputada em Florianópolis, foi o vencedor. Também comemorou outras conquistas nesta temporada. Foi medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo; hexacampeão no Triathlon Internacional de Santos; e bicampeão no Meio Ironman de Pucon, no Chile. No Troféu Brasil, venceu as três etapas que participou e está próximo do heptacampeonato.
Triathlon · 16 out, 2003
Campeão este ano da edição brasileira, com a marca de 8h16min10s, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley) disputa neste sábado (dia 18) o Ironman do Havaí, a mais tradicional e dura prova do gênero. Mesmo chegando na condição de um dos cotados - foi o 15º colocado em sua estréia no ano passado, ele tem como pensamento evoluir o seu desempenho. Serão 1.500 atletas de todo o Mundo, que vão nadar 3,8 km, pedalar 180 km e ainda correr uma maratona - 42,2 km, sob um forte calor na Ilha de Kona.
Essa será apenas a 5ª prova do gênero e a evolução vem sendo comprovada. Nas disputas brasileiras, foi o 12º colocado em 2001, o 5º no ano seguinte e o vencedor nesta temporada. Minha situação ainda é precoce no Ironman, mas não pode ser desculpa. Falta sentir a prova do Havaí mais uma vez. Vou polir os erros de 2002, por ser estreante. Meu pensamento é ir melhor do que o ano passado e pior do que o ano que vem, diz Galindez.
Ele compete confiante, por ter superado uma contusão no ombro, causada durante um acidente doméstico pouco antes do início da preparação para a disputa havaiana. O médico falou que seria complicado competir no Ironman, mas consegui completar todo o meu treinamento, afirma. Fiz tudo o que queria fazer. Cheguei a ficar um pouco desanimado, mas voltei no tempo certo, faltando oito semanas para a prova. Estou muito bem, com tudo ajustado, polido, acrescenta o triatleta, que mora em Santos há sete anos.
Sabendo que no Ironman a corrida é fundamental, ele quer fazer um ciclismo bem dosado, para chegar na maratona em excelentes condições. Minha estratégia não é socar o pau na bike. Quero pedalar com ritmo, administrar a força, me poupar, para fazer uma maratona o melhor possível. No Ironman Brasil deste ano consegui fazer a corrida que planejei, destaca Galindez, que está com 32 anos de idade e compete no triathlon desde 1983, depois de acompanhar pela tv o Ironman do Havaí.
Apesar de ter como prioridade nesta temporada o Ironman, Galindez continua reinando nas provas mais curtas. No Troféu Brasil de Triathlon, com distância olímpica, tem 100% de aproveitamento e está próximo do 7º título seguido. O Troféu Brasil não é o meu objetivo. Faço porque moro em Santos e gosto muito dessa Cidade, ressalta o triatleta, que este ano também comemorou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, o hexacampeonato no Triathlon Internacional de Santos, o bicampeonato no Meio Ironman de Pucon, no Chile, e a vitória no PowerBar Long Distance, em Ubatuba.
Empresário - Além da carreira vitoriosa como atleta, Galindez já dá passos de sucesso no ramo empresarial. Primeiro lançou uma bike especial para competição, com o seu nome, desenvolvida por um artesão na Itália. E agora tem a marca OG, com roupas para triathlon e bike indoor, que inclusive já foram usadas pela seleção argentina nos Jogos Pan-Americanos. Há um tempo tive um sonho de pedalar numa bike desenhada especialmente para mim. Foi aí que nasceu a idéia de fazer um quadro sob medida, totalmente personalizado, comenta. Hoje o sonho é realidade. Os quadros são totalmente feitos a mão, com material e tecnologia de primeira, ressalta. Sobre as roupas, o próprio Galindez é o test driver e cobra muito o conforto, a tecnologia e o estilo. Eu dou sugestões, mas temos uma equipe de estilistas, para que o material seja o melhor possível, completa Oscar.
Triathlon · 11 out, 2003
O argentino radicado no Brasil, Oscar Galindez (Memorial/Reebok/Timex/Oakley) e atleta apoiado pelo portal WebRun, embarca logo mais às 20hs30, em Guarulhos, com destino a Ilha de Kona, onde disputará no próximo sábado a 25ª edição do Ironman do Havaí, prova válida como Campeonato Mundial da modalidade Ironman.
Oscar Galindez, que é o atual hexacampeão do Troféu Brasil de Triathlon, participou de quatro ironmans o primeiro em 2001, em Florianópolis, não completou. No ano seguinte na mesma prova, foi o 5° colocado, classificando-se para a sua primeira disputa havaíana. Comecei no triathlon por causa desta prova, referindo-se ao Ironman do Havaí.
Com o passaporte carimbado para o Havaí restou focar seu treinamento na prova. E não decepcionou em sua primeira incursão. Foi o 15° colocado. Já sua quarta e última participação na prova de 3,8 Km de natação; 180 Km de ciclismo e 42,2Km de corrida foi no Ironman Brasil Telecom onde deu um show e venceu com a marca de 8:16:10.
Sobre sua expectativa para seu quinto ironman, Galindez, é enfático. É uma prova difícil e estarão presentes os maiores nomes da tritahlon mundial, não dá para fazer projeções", analisou o atleta que certamente tem potencial para entrar no seleto grupo dos top ten desta que a mais tradicional e importante prova do triathlon mundial.
Bronze - Sua última competição importortante aconteceu em agosto deste ano, quando conquistou medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.
Triathlon · 02 set, 2003
O triathleta Oscar Galindez (Memorial/Reebok/Timex/Oakley) que também é apoiado pelo portal WebRun é destaque em reportagem sobre o Ironman Brazil na última edição - setembro de 2003 - da bíblia dos triathletas mundiais, a Triathlete Magazine.
Com destaque a publicação mostra como foi a primeira vitória do argentino em provas de Ironman, e conta parte da história que possibilitou o atleta a integrar a elite mundial.
Várias vezes ranqueado em os top ten mundiais na distância olímpica, o triathleta parte para o sonho de conquistar Ironman do Havaí no mês que bem, prova que inclusive foi a responsável para que Oscar começa-se a praticar o esporte.
Triathlon · 11 jul, 2003
O catarinense Márcio May, da equipe Memorial-Santos, mostrou nesta quarta-feira (dia 9) porque é o atual nº 1 do ranking brasileiro individual de ciclismo. Depois de ter viajado 24 horas, entre o hotel em Aigle, na Suíça, onde disputou o Mundial no fim de semana, e São Paulo, ele teve forças para garantir o excelente 2º lugar na tradicional prova ciclística 9 de Julho, no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. Numa disputa dura, May só foi superado no sprint final, pelo norte-americano John Lieswyn (campeão da Copa América de 2002, no mesmo local).
Com o vice-campeonato, May abriu ainda mais vantagem no ranking brasileiro e confirmou estar atravessando grande fase. Pena que não deu para comemorar o tri da nossa equipe e o meu individual. O cansaço da viagem pesou. Vim para ganhar, mas o sprint final não é o meu forte, disse o ciclista, referindo-se aos títulos da equipe Memorial nos dois anos anteriores, com Nilceu Aparecido, em 2001, e Rodrigo de Mello Brito, o Morcegão, em 2002, e também às suas duas conquistas na prova, em 92 e 95.
Competindo com 12 atletas, a estratégia da equipe Memorial-Santos, nº 1 do ranking brasileiro nos últimos três anos, era escoltar o atual campeão da prova, Rodrigo Morcegão, para a decisão no sprint final. Quando o plano não deu certo, May chamou a responsabilidade para si, pedalando forte, mesmo depois de ter enfrentado duas provas no Mundial B, na Suíça três dias antes.
No sábado, ele foi o 5º melhor do Mundo na prova de contra-relógio e no domingo terminou em 21º lugar na prova de estrada, vencida pelo brasileiro Murilo Fischer, que compete na Itália. É muito desgastante competir em provas fortes, fazer uma viagem longa e enfrentar uma nova disputa, comentou o vice-campeão, que está com 31 anos de idade e mora na Cidade de Brusque.
Ranking Mundial - A 60ª edição da competição teve 86 quilômetros, divididos em 20 voltas, num circuito duro, com muitas subidas e descidas (no mesmo local onde é disputada a Fórmula 1) e valeu para o ranking mundial da UCI - União Ciclística Internacional. Faltando cinco voltas para o final, um grupo de 10 ciclistas abriu uma fuga do resto do pelotão. Entre os ponteiros estavam dois norte-americanos, May e outro integrante da equipe Memorial, Robson Ribeiro, o Grandão, atual campeão brasileiro sub 23.
Nas três últimas voltas, May, Lieswyn e José Aparecido dos Santos, da Caloi, forçaram o ritmo e ficaram isolados na frente. Os três abriram mais de um minuto de vantagem, fazendo uma média de 45 km por hora. Nos metros decisivos, pedalaram muito forte, num sprint de mais de 200 metros e o norte-americano levou a melhor, por muito pouco. Ciclismo é assim, Os últimos 200 metros é que decidem. Acho que o 2º lugar foi importante, ainda mais porque o nível estava fortíssimo e eu desgastado com a viagem, comentou.
Este foi o 8º resultado de destaque de May nesta temporada. Ele também foi campeão do Troféu Cidade de São Paulo, das voltas de Goiás e do Litoral Paranaense, o melhor brasileiro nas voltas internacionais do Chile e do Rio de Janeiro e pódio no Brasileiro de Resistência, sendo o 3º colocado na prova de estrada e o vice na contra-relógio, por apenas dois segundos.
Jogos Pan-Americanos- - O ciclista que já disputou duas olimpíadas (Barcelona e Atlanta) e tem tudo para estar na disputa de Atenas, no próximo ano, agora passa a priorizar os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto, na República Dominicana. Ele vai tentar a sua 3ª medalha na competição mais importante das Américas. Foi bronze em Winnipeg (99), na prova de contra-relógio, e em Mar Del Plata (95), no revezamento 4X4000. Este ano vai estar nas disputas de contra-relógio e de estrada.
Agora, é pensar totalmente nos Jogos. Acredito que possa garantir medalha para o Brasil. Tenho chances no contra-relógio, apesar de termos ciclistas fortes dos Estados Unidos, Canadá e Colômbia, principalmente. Na estrada, vamos ter uma equipe boa, com o Murilo Fischer, que acaba de ganhar o título mundial, e o Luciano Pagliarini, que compete numa equipe profissional na Itália, disse May, que nos Jogos terá a companhia de dois atletas da Memorial, Robson Ribeiro, e Hernandes Quadri Júnior, que nesta terça-feira (dia 8) garantiu o 5º lugar no Mundial da Suíça, na prova de meio fundo.
Galindez é a revelação - Além de May, a equipe Memorial-Santos comemorou o excelente desempenho do triatleta argentino Oscar Galindez, que reforçou o grupo. Atual campeão do Ironman Brasil e considerado um dos melhores pedais do Mundo no triathlon, ele mostrou muita força, sempre andando bem no pelotão. Estou treinando muito para os Jogos Pan-Americanos, fazendo musculação, correndo. Se me preparar exclusivamente para o ciclismo, posso melhorar muito, disse Galindez, que tem o patrocínio da Memorial, Reebok e Timex.
Oscar também estará nos Jogos de Santo Domingo, mas competindo no triathlon. Antes de viajar para a República Dominicana, ele, May, Hernandes, Robson Grandão voltam a competir junto, numa prova especial de ciclismo (contra-relógio por equipes), também em Interlagos. O May comprovou hoje que está numa fase muito boa. O Galindez foi a grande surpresa. Ele é triatleta, não tinha obrigação alguma de rodar bem, competindo contra os melhores do Brasil e deu trabalho. Tínhamos certeza de que ele seria destaque, comentou o técnico da equipe Memorial-Santos, Cláudio Diegues.
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