Consultor_DaniloBalu

Você sabe o que é Sarcopenia?

Atletismo · 01 set, 2005

Músculos, Ingestão Protéica e Envelhecimento - O envelhecimento natural é associado com o declínio da massa muscular e a conseqüente perda de força e potência muscular, há também queda da capacidade aeróbia, de habilidades físicas funcionais e mudanças no sistema endócrino. Há ainda redução de ingestão e síntese protéicas (responsável pela formação de músculos).

Com a idade aumenta a necessidade de ingestão de proteína por um provável declínio da habilidade do músculo do idoso usar e manter os aminoácidos (AAs) provenientes da dieta, apesar de haver uma mínima alteração na extração de energia dos alimentos com o envelhecimento.

As mudanças na composição corporal do idoso têm importantes implicações epidemiológicas em larga escala. Isso porque, a perda de peso tem nesse grupo um efeito prejudicial na saúde e na condição física equivalente ao ganho de peso!

A desnutrição é um dos fatores que contribuem para essas perdas podendo ser reduzida pelo aumento da ingestão protéica, calórica ou ambos já que eles têm um estado nutricional inadequado. Entretanto, tentativas de ganho de massa muscular e de força com suplementos convencionais ou dietas hiperprotéicas foram sem sucesso.

A redução da atividade física com o envelhecimento também afeta a massa muscular. A manutenção desse fator mais o aumento da ingestão de proteínas pode exercer relativa influência, mas não necessariamente cessar tais perdas em idosos.

A Sarcopenia - A Sarcopenia pode ser definida como sendo um problema multifatorial caracterizado pela perda de massa muscular com o envelhecimento. Há assim um aumento da fadiga que pode ocasionar dependência funcional e morbidade. Ela é o denominador comum do processo de envelhecimento responsável pelo declínio do desempenho físico com redução da capacidade de ativação das fibras musculares e decréscimo da tensão de algumas fibras específicas.

A Sarcopenia aumenta ainda a susceptibilidade a quedas que podem resultar em lesões e perda da independência. Não há um consenso se ela deveria ser vista apenas como um processo normal do envelhecimento ou então como uma doença apenas quando induz a disfunções. Mas é um fato que ela está também relacionada com processos como queda da taxa metabólica basal, mudanças nas necessidades nutricionais (homeostase de glicose e metabolismo lipídico), função imune, osteoporose e qualidade de vida.
Sabe-se já que os músculos não são afetados da mesma maneira pelo processo, pois depende do grupo muscular. O decréscimo na massa muscular é maior nos membros inferiores e nas fibras brancas (as de contração rápida). Mas ainda é inconclusivo se é maior em mulheres ou em homens. Por sua vez, algo a se preocupar é que a mensuração subestima as perdas por superestimar a massa muscular. Ou seja, a perda pode ser ainda maior do que o considerado atualmente.

Suplementação e Treinamento - O treinamento de força induz em idosos aumentos na testosterona livre assim como induz a um aumento na retenção e ganho de massa muscular. Há também um decréscimo de cortisol no repouso. Porém, essas mudanças tendem a acontecer somente na primeira fase do treinamento não sendo conclusivo em fases mais avançadas.

Um Suplemento Nutricional ou uma Intervenção Nutricional poderiam ser utilizados no tratamento da Sarcopenia estimulando o anabolismo muscular mais eficientemente que o alimento ou que um suplemento protéico convencional, pois foi demonstrado que os AAs estimulam a síntese muscular em idosos. Porém é ainda desconhecido se todos ou se qualquer AA é realmente necessário para se alcançar este efeito.

Um cuidado a ser tomado é para evitar que o idoso, que é suplementado, não reduza a ingestão habitual de alimentos mantendo o total calórico consumido para que a suplementação não seja um substituto alimentar e sim um suplemento.

Há evidências recentes que a presença de carboidrato (CHO) em suplementos para idosos não seria benéfico porque prejudicaria a resposta anabólica se comparado aos AAs isolados. A presença de CHO nos suplementos utilizados em pesquisas anteriores pode explicar a ineficácia das intervenções nutricionais.

A essa incapacidade do sistema endócrino dos idosos se comparado ao dos jovens indicaria uma plasticidade perdida ou alterada com o envelhecimento do organismo.

Os AAs essenciais demonstraram-se responsáveis primários na estimulação do anabolismo protéico em idosos enquanto os demais não provaram nenhum estímulo adicional significante. Assim, supõe-se que o suplemento eficaz deveria conter AAs essenciais e NÃO conter CHO aumentando-se assim a eficiência no tratamento da Sarcopenia.

Para terminar temos que a ingestão de proteína rapidamente após o exercício é muito importante, pois o tempo pós-exercício para esta ingestão parece ser importante na taxa de hipertrofia muscular. Sendo assim, a biodisponibilidade de AAs no plasma parece ser o maior regulador da síntese e da oxidação de proteína nos idosos.
Em idosos uma proteína de rápida digestão-absorção induz a uma maior retenção protéica pós-refeição se comparada a uma de lenta digestão-absorção. Como conclusão teríamos que em idosos a whey protein acabaria sendo melhor aproveitada do que a suplementação por caseína podendo assim ser mais benéfica inibindo a perda protéica.


Você sabe o que é Sarcopenia?

Atletismo · 01 set, 2005

Músculos, Ingestão Protéica e Envelhecimento - O envelhecimento natural é associado com o declínio da massa muscular e a conseqüente perda de força e potência muscular, há também queda da capacidade aeróbia, de habilidades físicas funcionais e mudanças no sistema endócrino. Há ainda redução de ingestão e síntese protéicas (responsável pela formação de músculos).

Com a idade aumenta a necessidade de ingestão de proteína por um provável declínio da habilidade do músculo do idoso usar e manter os aminoácidos (AAs) provenientes da dieta, apesar de haver uma mínima alteração na extração de energia dos alimentos com o envelhecimento.

As mudanças na composição corporal do idoso têm importantes implicações epidemiológicas em larga escala. Isso porque, a perda de peso tem nesse grupo um efeito prejudicial na saúde e na condição física equivalente ao ganho de peso!

A desnutrição é um dos fatores que contribuem para essas perdas podendo ser reduzida pelo aumento da ingestão protéica, calórica ou ambos já que eles têm um estado nutricional inadequado. Entretanto, tentativas de ganho de massa muscular e de força com suplementos convencionais ou dietas hiperprotéicas foram sem sucesso.

A redução da atividade física com o envelhecimento também afeta a massa muscular. A manutenção desse fator mais o aumento da ingestão de proteínas pode exercer relativa influência, mas não necessariamente cessar tais perdas em idosos.

A Sarcopenia - A Sarcopenia pode ser definida como sendo um problema multifatorial caracterizado pela perda de massa muscular com o envelhecimento. Há assim um aumento da fadiga que pode ocasionar dependência funcional e morbidade. Ela é o denominador comum do processo de envelhecimento responsável pelo declínio do desempenho físico com redução da capacidade de ativação das fibras musculares e decréscimo da tensão de algumas fibras específicas.

A Sarcopenia aumenta ainda a susceptibilidade a quedas que podem resultar em lesões e perda da independência. Não há um consenso se ela deveria ser vista apenas como um processo normal do envelhecimento ou então como uma doença apenas quando induz a disfunções. Mas é um fato que ela está também relacionada com processos como queda da taxa metabólica basal, mudanças nas necessidades nutricionais (homeostase de glicose e metabolismo lipídico), função imune, osteoporose e qualidade de vida.
Sabe-se já que os músculos não são afetados da mesma maneira pelo processo, pois depende do grupo muscular. O decréscimo na massa muscular é maior nos membros inferiores e nas fibras brancas (as de contração rápida). Mas ainda é inconclusivo se é maior em mulheres ou em homens. Por sua vez, algo a se preocupar é que a mensuração subestima as perdas por superestimar a massa muscular. Ou seja, a perda pode ser ainda maior do que o considerado atualmente.

Suplementação e Treinamento - O treinamento de força induz em idosos aumentos na testosterona livre assim como induz a um aumento na retenção e ganho de massa muscular. Há também um decréscimo de cortisol no repouso. Porém, essas mudanças tendem a acontecer somente na primeira fase do treinamento não sendo conclusivo em fases mais avançadas.

Um Suplemento Nutricional ou uma Intervenção Nutricional poderiam ser utilizados no tratamento da Sarcopenia estimulando o anabolismo muscular mais eficientemente que o alimento ou que um suplemento protéico convencional, pois foi demonstrado que os AAs estimulam a síntese muscular em idosos. Porém é ainda desconhecido se todos ou se qualquer AA é realmente necessário para se alcançar este efeito.

Um cuidado a ser tomado é para evitar que o idoso, que é suplementado, não reduza a ingestão habitual de alimentos mantendo o total calórico consumido para que a suplementação não seja um substituto alimentar e sim um suplemento.

Há evidências recentes que a presença de carboidrato (CHO) em suplementos para idosos não seria benéfico porque prejudicaria a resposta anabólica se comparado aos AAs isolados. A presença de CHO nos suplementos utilizados em pesquisas anteriores pode explicar a ineficácia das intervenções nutricionais.

A essa incapacidade do sistema endócrino dos idosos se comparado ao dos jovens indicaria uma plasticidade perdida ou alterada com o envelhecimento do organismo.

Os AAs essenciais demonstraram-se responsáveis primários na estimulação do anabolismo protéico em idosos enquanto os demais não provaram nenhum estímulo adicional significante. Assim, supõe-se que o suplemento eficaz deveria conter AAs essenciais e NÃO conter CHO aumentando-se assim a eficiência no tratamento da Sarcopenia.

Para terminar temos que a ingestão de proteína rapidamente após o exercício é muito importante, pois o tempo pós-exercício para esta ingestão parece ser importante na taxa de hipertrofia muscular. Sendo assim, a biodisponibilidade de AAs no plasma parece ser o maior regulador da síntese e da oxidação de proteína nos idosos.
Em idosos uma proteína de rápida digestão-absorção induz a uma maior retenção protéica pós-refeição se comparada a uma de lenta digestão-absorção. Como conclusão teríamos que em idosos a whey protein acabaria sendo melhor aproveitada do que a suplementação por caseína podendo assim ser mais benéfica inibindo a perda protéica.

A importância da alimentação pós-treino

Caminhada · 04 mar, 2005

Atualmente existem diferentes formas de se aumentar os resultados do treinamento. Mas qual é a mais adequada?

Os resultados do treinamento são frutos de um tripé composto principalmente por treino, repouso e alimentação. Aqui nos cabe falar do terceiro ponto, a alimentação, que é o combustível para o nosso esforço. Para aproveitar ao máximo as substâncias dos alimentos devemos aliá-las ao treino. A simples adoção dessa estratégia, por exemplo, possibilita ganhos para o atleta, antes mesmo que ele precise consumir suplemento alimentar, ou então parta para um aumento excessivo no treino. E os ganhos positivos podem aumentar ainda mais quando comemos corretamente após o treino, na fase de recuperação de nosso organismo.

Em estado normal, por exemplo, o nosso corpo libera na corrente sangüínea os hormônios necessários para o aproveitamento correto de carboidrato e proteína. É importante saber que essa é a fase anabólica do nosso organismo caracterizada pela construção muscular e pelo estoque de glicogênio.

Quando acabamos de fazer atividade física esse quadro se inverte e o organismo passa a quebrar os substratos para a obtenção de energia. Essa fase é conhecida como catabólica. E para se obter resultados positivos, essa segunda fase deve ser reduzida ao máximo para voltar rapidamente à fase anabólica. Mas na prática como se deve fazer isso?

A regra número um para TODO e qualquer atleta (seja de modalidade aeróbia ou anaeróbia, seja ele de alto nível ou muito iniciante) é a de se alimentar imediatamente após o treino para minimizar a duração da fase catabólica. Isso porque o corpo requer energia e aproveita melhor a energia consumida em um período de até aproximadamente 60 minutos pós-atividade física. É nesse período, podemos chamá-lo de “oportuno”, que devemos ingerir carboidrato (prioritariamente) e proteína.

Esse consumo deve ser feito na proporção de aproximadamente 3:1. É justamente esse consumo imediato de nutrientes adequados que reduzirá o catabolismo e aumentará os benefícios do treino.

Fontes de Carboidratos: Pães, massas, biscoitos sem recheio, frutas, bebidas esportivas, sucos...

Fontes de proteína: Carnes magras, frios (peito de peru e queijos), barras de proteína, derivados de leite...


A importância da alimentação pós-treino

Caminhada · 04 mar, 2005

Atualmente existem diferentes formas de se aumentar os resultados do treinamento. Mas qual é a mais adequada?

Os resultados do treinamento são frutos de um tripé composto principalmente por treino, repouso e alimentação. Aqui nos cabe falar do terceiro ponto, a alimentação, que é o combustível para o nosso esforço. Para aproveitar ao máximo as substâncias dos alimentos devemos aliá-las ao treino. A simples adoção dessa estratégia, por exemplo, possibilita ganhos para o atleta, antes mesmo que ele precise consumir suplemento alimentar, ou então parta para um aumento excessivo no treino. E os ganhos positivos podem aumentar ainda mais quando comemos corretamente após o treino, na fase de recuperação de nosso organismo.

Em estado normal, por exemplo, o nosso corpo libera na corrente sangüínea os hormônios necessários para o aproveitamento correto de carboidrato e proteína. É importante saber que essa é a fase anabólica do nosso organismo caracterizada pela construção muscular e pelo estoque de glicogênio.

Quando acabamos de fazer atividade física esse quadro se inverte e o organismo passa a quebrar os substratos para a obtenção de energia. Essa fase é conhecida como catabólica. E para se obter resultados positivos, essa segunda fase deve ser reduzida ao máximo para voltar rapidamente à fase anabólica. Mas na prática como se deve fazer isso?

A regra número um para TODO e qualquer atleta (seja de modalidade aeróbia ou anaeróbia, seja ele de alto nível ou muito iniciante) é a de se alimentar imediatamente após o treino para minimizar a duração da fase catabólica. Isso porque o corpo requer energia e aproveita melhor a energia consumida em um período de até aproximadamente 60 minutos pós-atividade física. É nesse período, podemos chamá-lo de “oportuno”, que devemos ingerir carboidrato (prioritariamente) e proteína.

Esse consumo deve ser feito na proporção de aproximadamente 3:1. É justamente esse consumo imediato de nutrientes adequados que reduzirá o catabolismo e aumentará os benefícios do treino.

Fontes de Carboidratos: Pães, massas, biscoitos sem recheio, frutas, bebidas esportivas, sucos...

Fontes de proteína: Carnes magras, frios (peito de peru e queijos), barras de proteína, derivados de leite...

Água X Isotônicos

Atletismo · 02 ago, 2004

É muito comum o praticante de qualquer atividade física indagar sobre qual a melhor opção de hidratação durante e depois de treinos e competições. A boa notícia é que a prática de se hidratar já é uma realidade. Mas ainda temos a questão do que é melhor ou mais apropriado.

Em qualquer mídia você é exposto a inúmeros comerciais de bebidas esportivas e outros afins. Assim como devemos ter cuidados na escolha dos alimentos apropriados para a prática e após a mesma, o mesmo serve para os líquidos. Então o que é melhor?

Considerando-se que há perdas significativas de líquidos e minerais durante o exercício principalmente pelo suor (sudorese), nossa ingestão hídrica deve ser aumentada e cuidadosa para que a desidratação não interfira no desempenho.

Partamos para a corrida. Um fato a ser aceito por todos é que durante a corrida você perde líquidos de uma forma que dificilmente(para não dizer nunca) consegue manter o nível de hidratação inicial.

Sendo assim, a hidratação deve ser feita desde o início da atividade porque não importa apenas o quanto você ingere, mas também a freqüência. Até porque a sede é um sinal tardio de desidratação.

Em uma atividade como a corrida não teríamos muitos motivos para que a hidratação fosse feita com algo além da água, caso a duração fosse até aproximadamente 1 (uma) hora. Isso porque, as reservas glicêmicas de nosso organismo seriam suficientes para manter a glicemia sangüínea em níveis aceitáveis, porém, ultrapassada essa duração, bebidas esportivas que contenham apenas carboidrato seriam as alternativas mais interessantes por fornecerem substratos energéticos que retardariam a fadiga durante a atividade.

E os isotônicos? Para que não haja confusão, bebidas isotônicas são chamadas assim por conterem uma concentração de eletrólitos semelhante aos fluidos do nosso corpo e, portanto, podem ser incorporados e transferidos para a corrente sangüínea. Elas contêm também carboidrato que reduzem o esvaziamento gástrico. Por isso é que sua ingestão só é aconselhada para atividades com durações maiores.

O objetivo da ingestão dos eletrólitos dos isotônicos é a reposição do que foi perdido no suor. A reposição eletrolítica evita perdas de sódio que por sua vez ajudam a reter a água no organismo. Os carboidratos por sua vez, além de melhorarem o sabor, estimulam a absorção de líquido e dos eletrólitos e, como foi dito, são essenciais no retardo da fadiga.

Por linhas gerais, o leitor então deve saber que a hidratação com água é o suficiente para atividades com até uma hora de duração. As bebidas esportivas durante a prática só são necessárias após esse tempo, mas são uma boa alternativa para após qualquer prática. As bebidas isotônicas são interessantes e realmente necessárias em esforços de maior duração (mais de 2h) em ambientes que propiciem grande sudorese como sob altas temperaturas e baixa umidade.


Água X Isotônicos

Atletismo · 02 ago, 2004

É muito comum o praticante de qualquer atividade física indagar sobre qual a melhor opção de hidratação durante e depois de treinos e competições. A boa notícia é que a prática de se hidratar já é uma realidade. Mas ainda temos a questão do que é melhor ou mais apropriado.

Em qualquer mídia você é exposto a inúmeros comerciais de bebidas esportivas e outros afins. Assim como devemos ter cuidados na escolha dos alimentos apropriados para a prática e após a mesma, o mesmo serve para os líquidos. Então o que é melhor?

Considerando-se que há perdas significativas de líquidos e minerais durante o exercício principalmente pelo suor (sudorese), nossa ingestão hídrica deve ser aumentada e cuidadosa para que a desidratação não interfira no desempenho.

Partamos para a corrida. Um fato a ser aceito por todos é que durante a corrida você perde líquidos de uma forma que dificilmente(para não dizer nunca) consegue manter o nível de hidratação inicial.

Sendo assim, a hidratação deve ser feita desde o início da atividade porque não importa apenas o quanto você ingere, mas também a freqüência. Até porque a sede é um sinal tardio de desidratação.

Em uma atividade como a corrida não teríamos muitos motivos para que a hidratação fosse feita com algo além da água, caso a duração fosse até aproximadamente 1 (uma) hora. Isso porque, as reservas glicêmicas de nosso organismo seriam suficientes para manter a glicemia sangüínea em níveis aceitáveis, porém, ultrapassada essa duração, bebidas esportivas que contenham apenas carboidrato seriam as alternativas mais interessantes por fornecerem substratos energéticos que retardariam a fadiga durante a atividade.

E os isotônicos? Para que não haja confusão, bebidas isotônicas são chamadas assim por conterem uma concentração de eletrólitos semelhante aos fluidos do nosso corpo e, portanto, podem ser incorporados e transferidos para a corrente sangüínea. Elas contêm também carboidrato que reduzem o esvaziamento gástrico. Por isso é que sua ingestão só é aconselhada para atividades com durações maiores.

O objetivo da ingestão dos eletrólitos dos isotônicos é a reposição do que foi perdido no suor. A reposição eletrolítica evita perdas de sódio que por sua vez ajudam a reter a água no organismo. Os carboidratos por sua vez, além de melhorarem o sabor, estimulam a absorção de líquido e dos eletrólitos e, como foi dito, são essenciais no retardo da fadiga.

Por linhas gerais, o leitor então deve saber que a hidratação com água é o suficiente para atividades com até uma hora de duração. As bebidas esportivas durante a prática só são necessárias após esse tempo, mas são uma boa alternativa para após qualquer prática. As bebidas isotônicas são interessantes e realmente necessárias em esforços de maior duração (mais de 2h) em ambientes que propiciem grande sudorese como sob altas temperaturas e baixa umidade.

Como reservamos ou queimamos gordura

Atletismo · 12 jul, 2004

Muito você já deve ter lido e ouvido falar sobre porque, quando e como perdemos ou ganhamos peso. Mas é mesmo muito abstrata toda essa informação? Dá mesmo para entender? São regras? Existem exceções?

Por linhas gerais você pode encarar a dinâmica de ganho e peso de um organismo de uma maneira puramente matemática. Em um determinado dia você consome X calorias na forma de alimentos e gasta Y na forma de energia. Detalhes: esta energia gasta não vem somente da atividade física!! Assim como toda a energia consumida vem dos alimentos ingeridos.

Se ao final do dia você consumiu mais do que gastou, você terá um balanço energético positivo. Esse balanço positivo resulta em acúmulo de energia em sua forma tão temida pela maioria, a gordura. Do contrário, no balanço negativo, o gasto maior do que o consumo acarreta perda de reservas.

Porém, não é sempre assim que acontece. Vejamos o porquê:

Você já deve ter ouvido a recomendação de parcelar as refeições em grande número (5 ou mais). Isso faz muito sentido porque parcelando desta maneira você teoricamente evita grandes variações na concentração de insulina no sangue. O que você leitor precisa saber é que a insulina é um dos principais hormônios que regulam a síntese de gordura. E é na presença de grandes taxas de insulina que o seu organismo vai sintetizar gordura, pois esta alta concentração é um sinal de que foi feita grande ingestão de carboidrato.

Mas a gordura por sua vez é metabolizada (quebrada) quando há baixas concentrações de insulina. Porém deve haver uma quantidade mínima de carboidrato no sangue para isso ocorrer. Estranho? Pode ser, mas o fato é que as reações de queima de gordura envolvem carboidrato!

Complicado? Um pouco.

Então qual a vantagem de fazermos várias refeições? Fazendo isso você evita em parte que seu corpo passe por períodos de síntese (armazenamento) de gordura após as grandes refeições e também evita que seu corpo comece a utilizar de substratos que não sejam a gordura para produzir energia nos momentos de jejum. Como a necessidade de energia não se altera com a freqüência de suas refeições, o organismo busca durante o jejum queimar massa muscular para ter o substrato necessário para a queima da gordura. E nós sabemos que isso é bem ruim...

Um indivíduo que parcele bem suas refeições não acumula gordura após as refeições e ainda permite que seu corpo continue queimando gordura ao longo do dia por ter glicose (carboidrato) sempre presente em sua corrente sanguínea.

O que você está esperando para seguir um conselho tão antigo como o de comer várias vezes ao dia em porções menores???


Como reservamos ou queimamos gordura

Atletismo · 12 jul, 2004

Muito você já deve ter lido e ouvido falar sobre porque, quando e como perdemos ou ganhamos peso. Mas é mesmo muito abstrata toda essa informação? Dá mesmo para entender? São regras? Existem exceções?

Por linhas gerais você pode encarar a dinâmica de ganho e peso de um organismo de uma maneira puramente matemática. Em um determinado dia você consome X calorias na forma de alimentos e gasta Y na forma de energia. Detalhes: esta energia gasta não vem somente da atividade física!! Assim como toda a energia consumida vem dos alimentos ingeridos.

Se ao final do dia você consumiu mais do que gastou, você terá um balanço energético positivo. Esse balanço positivo resulta em acúmulo de energia em sua forma tão temida pela maioria, a gordura. Do contrário, no balanço negativo, o gasto maior do que o consumo acarreta perda de reservas.

Porém, não é sempre assim que acontece. Vejamos o porquê:

Você já deve ter ouvido a recomendação de parcelar as refeições em grande número (5 ou mais). Isso faz muito sentido porque parcelando desta maneira você teoricamente evita grandes variações na concentração de insulina no sangue. O que você leitor precisa saber é que a insulina é um dos principais hormônios que regulam a síntese de gordura. E é na presença de grandes taxas de insulina que o seu organismo vai sintetizar gordura, pois esta alta concentração é um sinal de que foi feita grande ingestão de carboidrato.

Mas a gordura por sua vez é metabolizada (quebrada) quando há baixas concentrações de insulina. Porém deve haver uma quantidade mínima de carboidrato no sangue para isso ocorrer. Estranho? Pode ser, mas o fato é que as reações de queima de gordura envolvem carboidrato!

Complicado? Um pouco.

Então qual a vantagem de fazermos várias refeições? Fazendo isso você evita em parte que seu corpo passe por períodos de síntese (armazenamento) de gordura após as grandes refeições e também evita que seu corpo comece a utilizar de substratos que não sejam a gordura para produzir energia nos momentos de jejum. Como a necessidade de energia não se altera com a freqüência de suas refeições, o organismo busca durante o jejum queimar massa muscular para ter o substrato necessário para a queima da gordura. E nós sabemos que isso é bem ruim...

Um indivíduo que parcele bem suas refeições não acumula gordura após as refeições e ainda permite que seu corpo continue queimando gordura ao longo do dia por ter glicose (carboidrato) sempre presente em sua corrente sanguínea.

O que você está esperando para seguir um conselho tão antigo como o de comer várias vezes ao dia em porções menores???

Emagrecer comendo

Atletismo · 12 jul, 2004

Sabendo-se de algumas “regras” de como nosso organismo funciona com a alimentação é mesmo possível emagrecer comendo a mesma coisa ou até mesmo mais? Isso mais parece conversa daquele tipo de quem pretende vender (ou seria enganar?) ofertando produtos miraculosos. Miraculoso não seria nem a palavra apropriada, pois em sua maioria o que vemos mesmo é má-fé de alguns sobre o desconhecimento específico de muitos outros.

A afirmação de emagrecer comendo a mesma coisa ou mais pode muito bem ser aplicada porque o nosso organismo tem particularidades que podem em primeira vista parecer contraditórias.

Se aqui neste espaço já foi falado brevemente sobre a influência do número de refeições no substrato energético (gordura,carboidrato ou proteína) utilizado pelo nosso corpo, podemos fazer com que simples mudanças tenham grandes efeitos.

Estudemos um exemplo qualquer: Um indivíduo que consuma as calorias necessárias para a manutenção do seu peso em função de sua composição corporal, sexo, idade e nível de atividade dividindo tudo em apenas duas refeições passa logo após as refeições por períodos de grande síntese de gordura. Porém, decorridas 4 horas ou mais este mesmo indivíduo passa por uma queda da gordura como fonte de energia porque ele não possui reservas de glicose que permitam a queima de gordura. Então temos alguém que passa por ciclos de queima de gordura ao longo do dia com comprometimento de parte de sua massa muscular que acaba sendo a substituta para essa falta de glicose.

Deste modo, ao dividirmos nosso consumo em muitas refeições teremos sempre como queimar gordura ao longo do dia. Além disso não comprometeremos nada de nossa massa muscular por causa da falta da glicose.

Uma consequência direta e muito bem vinda deste hábito é a preservação da massa muscular. Os músculos gastam muito mais energia do que a gordura em sua manutenção diária. Assim a necessidade energética da pessoa é maior, facilitando o seu controle de peso.

Outra medida muito vantajosa que auxilia em um maior gasto da gordura é a de se alimentar sempre após acordar e após atividades físicas pois assim evita-se novamente que o corpo não tenha como queimar bem a gordura por falta de glicose.

Ou seja, aqui vale o mesmo conselho que todos nós já ouvimos alguma vez. O de que além de mais saudável, se alimentar mais vezes e em horários adequados pode até emagrecer!


Emagrecer comendo

Atletismo · 12 jul, 2004

Sabendo-se de algumas “regras” de como nosso organismo funciona com a alimentação é mesmo possível emagrecer comendo a mesma coisa ou até mesmo mais? Isso mais parece conversa daquele tipo de quem pretende vender (ou seria enganar?) ofertando produtos miraculosos. Miraculoso não seria nem a palavra apropriada, pois em sua maioria o que vemos mesmo é má-fé de alguns sobre o desconhecimento específico de muitos outros.

A afirmação de emagrecer comendo a mesma coisa ou mais pode muito bem ser aplicada porque o nosso organismo tem particularidades que podem em primeira vista parecer contraditórias.

Se aqui neste espaço já foi falado brevemente sobre a influência do número de refeições no substrato energético (gordura,carboidrato ou proteína) utilizado pelo nosso corpo, podemos fazer com que simples mudanças tenham grandes efeitos.

Estudemos um exemplo qualquer: Um indivíduo que consuma as calorias necessárias para a manutenção do seu peso em função de sua composição corporal, sexo, idade e nível de atividade dividindo tudo em apenas duas refeições passa logo após as refeições por períodos de grande síntese de gordura. Porém, decorridas 4 horas ou mais este mesmo indivíduo passa por uma queda da gordura como fonte de energia porque ele não possui reservas de glicose que permitam a queima de gordura. Então temos alguém que passa por ciclos de queima de gordura ao longo do dia com comprometimento de parte de sua massa muscular que acaba sendo a substituta para essa falta de glicose.

Deste modo, ao dividirmos nosso consumo em muitas refeições teremos sempre como queimar gordura ao longo do dia. Além disso não comprometeremos nada de nossa massa muscular por causa da falta da glicose.

Uma consequência direta e muito bem vinda deste hábito é a preservação da massa muscular. Os músculos gastam muito mais energia do que a gordura em sua manutenção diária. Assim a necessidade energética da pessoa é maior, facilitando o seu controle de peso.

Outra medida muito vantajosa que auxilia em um maior gasto da gordura é a de se alimentar sempre após acordar e após atividades físicas pois assim evita-se novamente que o corpo não tenha como queimar bem a gordura por falta de glicose.

Ou seja, aqui vale o mesmo conselho que todos nós já ouvimos alguma vez. O de que além de mais saudável, se alimentar mais vezes e em horários adequados pode até emagrecer!

O frio e as pequenas mudanças em nossa alimentação

Atletismo · 12 jul, 2004

A sua alimentação se altera com esse frio todo que chega? Não precisa ser muito observador para ver que assim como o calor intenso exige algumas adaptações, no frio também observamos mudanças em nossa rotina alimentar.

O fato é que se no calor os cuidados são necessários, no frio o que acontece é mais “inconsciente”. Então você não precisa se sentir mais culpado se os chocolates quentes, fondues ou pratos mais gordurosos parecem ainda mais atraentes. Eles estão mesmo! Isso é muito natural!

Acontece que é comum observarmos o consumo em excesso e gordura, açúcares e de alimentos mais calóricos com a chegada do frio. Mas talvez não seria assim se fosse do conhecimento de todos de que não precisamos adicioná-los propositadamente em nossa dieta pois a busca por eles é feita naturalmente pelo nosso corpo!

Mas se essa procura é natural, afinal temos que ter algum tipo de cuidado? A questão é que se alguns tipos de alimentos mais procurados com a queda da temperatura como os pães e as massas são adequados para um indivíduo com uma rotina de atividade física, outros como os doces ou alimentos gordurosos se encontram no topo da pirâmide alimentar devendo assim o seu consumo ser limitado e moderado.

É por isso que não devemos adicioná-los intencionalmente à nossa dieta porque no frio não há um grande remanejamento da pirâmide alimentar mas somente uma maior atração por alguns alimentos fazendo assim com que corramos o risco de aumentar demais o consumo energético.com conseqüente ganho de quilinhos indesejáveis.


O frio e as pequenas mudanças em nossa alimentação

Atletismo · 12 jul, 2004

A sua alimentação se altera com esse frio todo que chega? Não precisa ser muito observador para ver que assim como o calor intenso exige algumas adaptações, no frio também observamos mudanças em nossa rotina alimentar.

O fato é que se no calor os cuidados são necessários, no frio o que acontece é mais “inconsciente”. Então você não precisa se sentir mais culpado se os chocolates quentes, fondues ou pratos mais gordurosos parecem ainda mais atraentes. Eles estão mesmo! Isso é muito natural!

Acontece que é comum observarmos o consumo em excesso e gordura, açúcares e de alimentos mais calóricos com a chegada do frio. Mas talvez não seria assim se fosse do conhecimento de todos de que não precisamos adicioná-los propositadamente em nossa dieta pois a busca por eles é feita naturalmente pelo nosso corpo!

Mas se essa procura é natural, afinal temos que ter algum tipo de cuidado? A questão é que se alguns tipos de alimentos mais procurados com a queda da temperatura como os pães e as massas são adequados para um indivíduo com uma rotina de atividade física, outros como os doces ou alimentos gordurosos se encontram no topo da pirâmide alimentar devendo assim o seu consumo ser limitado e moderado.

É por isso que não devemos adicioná-los intencionalmente à nossa dieta porque no frio não há um grande remanejamento da pirâmide alimentar mas somente uma maior atração por alguns alimentos fazendo assim com que corramos o risco de aumentar demais o consumo energético.com conseqüente ganho de quilinhos indesejáveis.