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Definição e exigências da IAAF

Marcha Atlética · 21 fev, 2003

Definição:

A marcha atlética, assim como a caminhada ordinária, é uma progressão efetuada passo a passo e de contato ininterrupto com o solo.

Exigências da Regra 191 da IAAF:

a) Durante o período de cada passo, o pé que avança tem que proferir o contato com o solo antes que o pé de trás perca o contato com o mesmo.
b) A perna de apoio tem que estar estendida (articulação do joelho) desde o momento do contato com o solo.

História da modalidade Marcha Atlética

Histórico da Marcha Atlética Mundial:

  • Em 1906 Atenas realizou o que se chamou de “Jogos Olímpicos interinos”, e a marcha atlética já faria parte desses jogos com as distâncias de 1500 e 3000m, vencidas respectivamente pelo Húngaro Gyorgy Sztantics e o Americano George Bonhag.
    Os J.O. de Londres 1908 foram vencidos pelos ingleses Larner e Voight, nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas.
  • Lapso no programa Olímpico:

  • As observações de alguns especialistas do início do século foram plenas em polemicas e contestações. Tais discussões culminaram no cancelamento das provas da marcha nos J.O., mas somente em Amsterdã 1928.
  • Melbourne 1956 instituiu as distâncias de 20 e 50 km, que vigoram até hoje.
  • Copa do Mundo:

  • Armando Libotte, membro do Comitê de Marcha, institui em 1961 na Suíça, a Copa Lugano, disputada por equipes, nas distâncias olímpicas e a cada 2 anos em diferentes cidades sedes.
  • Em 1979, Copa Lugano em Eschborn, as mulheres iniciam sua participação na distancia de 5 km. Em 1983 a distancia feminina foi modificada para 10 km.
  • A Copa Lugano, em 1983, foi transformada em Copa do Mundo da IAAF de Marcha Atlética, contando atualmente com a participação média de 370 atletas de 50 países.
  • Los Angeles 1984, o boicote dos então comunistas facilitou em muito a participação dos já respeitados mexicanos, que arrebataram 3 das seis medalhas em jogo; Raul Gonzáles ganha ouro e prata nos 50 e 20 km respectivamente, e Ernesto Canto, o ouro nos 20 km.
  • Em Seul 1988 a categoria feminina entra para o programa olímpico, e em 1998 tem sua distancia oficial modificada para 20 km.
  • Nos J.O. de Sydney 2000, o mundo da marcha fica estarrecido com a vitória do polonês Robert Korzeniowski em ambas as provas; 20 e 50 km, conquistando as duas medalhas de ouro num prazo de 6 dias.
  • Histórico da Marcha Atlética no Brasil:

  • Em 1936 José Carlos Daudt e Túlio de Rose, dirigentes esportivos, assistem à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim e a trazem para sua primeira disputa em Porto Alegre no ano seguinte, num percurso de quase 5 km, vencida por Carmindo Klein.
  • 1940 - A prova seria disputada por aproximadamente 20 participantes, vencida por Ernesto Ritter, seguido por Klein e Arnaldo Willy Becker.
  • 1944 - A FARG insere os quase 30 km de marcha nos festejos de comemoração da semana da Pátria, vencida por Becker, que venceria também nos 3 anos seguintes. Em 1948 o percurso diminuiu para 20 km.
  • 1946 - Primeira participação internacional do Brasil, e Becker vence os 3 km em Montevidéu.
  • 1957 - Antonio Glayr Santarnecchi trouxe a marcha da Europa para São Paulo, e instituiu junto ao Clube dos Andarilhos em 1958 a tradicional prova Irmãos Del Rey, vencida pelo mesmo.
  • 1967 - A marcha aparece no estado de Minas Gerais.
  • 1970 - Foi criado o departamento de marcha na Federação Paulista de Atletismo, dirigido por Santarnecchi e surgem importantes atletas, como Fernando Elias, que atualizaria os recordes de Becker, que voltariam mais tarde ao poder de outro gaúcho; Ricardo Nüske.
  • 1973 - A marcha é incluída no Campeonato Brasileiro de Atletismo e vencida por Elias.
  • No final dos anos 70 e início dos 80 a marcha passou a ser praticada também pelas mulheres e o prof. José Clemente Gonçalves é nomeado árbitro do painel permanente da IAAF. O brasiliense Valdemar Florêncio e o gaúcho Wilson Mattos dominaram no masculino.
  • Seul ‘88- Estréia brasileira nos Jogos Olímpicos com Marcelo Palma, que ganhou o bronze Pan Americano em Havana ’91 e competiria também em Barcelona ’92 junto com Sergio Galdino e Ademar Kammler.
  • Em 1989 Foi instituída a Copa Brasil de Marcha Atlética, disputada em Natal-RN.
  • 1993- Sergio Galdino conquistou a 6o posição no Campeonato do Mundo de Atletismo em Stuttgart e estabeleceu a melhor marca Sul-Americana também na Alemanha, em 1995. Em 2002, Rafael Fontenelle conquista a quarta posição no mundial juvenil de atletismo em Kingston.
  • Referências:
    Gonçalves, J. C.; Muller, E. C. O Grande Livro do Atletismo Brasileiro – em elaboração. In: Rev. Contra Relógio. jun/jul, 1999.


    História da modalidade Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 21 fev, 2003

    Histórico da Marcha Atlética Mundial:

  • Em 1906 Atenas realizou o que se chamou de “Jogos Olímpicos interinos”, e a marcha atlética já faria parte desses jogos com as distâncias de 1500 e 3000m, vencidas respectivamente pelo Húngaro Gyorgy Sztantics e o Americano George Bonhag.
    Os J.O. de Londres 1908 foram vencidos pelos ingleses Larner e Voight, nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas.
  • Lapso no programa Olímpico:

  • As observações de alguns especialistas do início do século foram plenas em polemicas e contestações. Tais discussões culminaram no cancelamento das provas da marcha nos J.O., mas somente em Amsterdã 1928.
  • Melbourne 1956 instituiu as distâncias de 20 e 50 km, que vigoram até hoje.
  • Copa do Mundo:

  • Armando Libotte, membro do Comitê de Marcha, institui em 1961 na Suíça, a Copa Lugano, disputada por equipes, nas distâncias olímpicas e a cada 2 anos em diferentes cidades sedes.
  • Em 1979, Copa Lugano em Eschborn, as mulheres iniciam sua participação na distancia de 5 km. Em 1983 a distancia feminina foi modificada para 10 km.
  • A Copa Lugano, em 1983, foi transformada em Copa do Mundo da IAAF de Marcha Atlética, contando atualmente com a participação média de 370 atletas de 50 países.
  • Los Angeles 1984, o boicote dos então comunistas facilitou em muito a participação dos já respeitados mexicanos, que arrebataram 3 das seis medalhas em jogo; Raul Gonzáles ganha ouro e prata nos 50 e 20 km respectivamente, e Ernesto Canto, o ouro nos 20 km.
  • Em Seul 1988 a categoria feminina entra para o programa olímpico, e em 1998 tem sua distancia oficial modificada para 20 km.
  • Nos J.O. de Sydney 2000, o mundo da marcha fica estarrecido com a vitória do polonês Robert Korzeniowski em ambas as provas; 20 e 50 km, conquistando as duas medalhas de ouro num prazo de 6 dias.
  • Histórico da Marcha Atlética no Brasil:

  • Em 1936 José Carlos Daudt e Túlio de Rose, dirigentes esportivos, assistem à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim e a trazem para sua primeira disputa em Porto Alegre no ano seguinte, num percurso de quase 5 km, vencida por Carmindo Klein.
  • 1940 - A prova seria disputada por aproximadamente 20 participantes, vencida por Ernesto Ritter, seguido por Klein e Arnaldo Willy Becker.
  • 1944 - A FARG insere os quase 30 km de marcha nos festejos de comemoração da semana da Pátria, vencida por Becker, que venceria também nos 3 anos seguintes. Em 1948 o percurso diminuiu para 20 km.
  • 1946 - Primeira participação internacional do Brasil, e Becker vence os 3 km em Montevidéu.
  • 1957 - Antonio Glayr Santarnecchi trouxe a marcha da Europa para São Paulo, e instituiu junto ao Clube dos Andarilhos em 1958 a tradicional prova Irmãos Del Rey, vencida pelo mesmo.
  • 1967 - A marcha aparece no estado de Minas Gerais.
  • 1970 - Foi criado o departamento de marcha na Federação Paulista de Atletismo, dirigido por Santarnecchi e surgem importantes atletas, como Fernando Elias, que atualizaria os recordes de Becker, que voltariam mais tarde ao poder de outro gaúcho; Ricardo Nüske.
  • 1973 - A marcha é incluída no Campeonato Brasileiro de Atletismo e vencida por Elias.
  • No final dos anos 70 e início dos 80 a marcha passou a ser praticada também pelas mulheres e o prof. José Clemente Gonçalves é nomeado árbitro do painel permanente da IAAF. O brasiliense Valdemar Florêncio e o gaúcho Wilson Mattos dominaram no masculino.
  • Seul ‘88- Estréia brasileira nos Jogos Olímpicos com Marcelo Palma, que ganhou o bronze Pan Americano em Havana ’91 e competiria também em Barcelona ’92 junto com Sergio Galdino e Ademar Kammler.
  • Em 1989 Foi instituída a Copa Brasil de Marcha Atlética, disputada em Natal-RN.
  • 1993- Sergio Galdino conquistou a 6o posição no Campeonato do Mundo de Atletismo em Stuttgart e estabeleceu a melhor marca Sul-Americana também na Alemanha, em 1995. Em 2002, Rafael Fontenelle conquista a quarta posição no mundial juvenil de atletismo em Kingston.
  • Referências:
    Gonçalves, J. C.; Muller, E. C. O Grande Livro do Atletismo Brasileiro – em elaboração. In: Rev. Contra Relógio. jun/jul, 1999.

    Curiosidades da Marcha Atlética

    • Pouco comum é o fato de 4 membros de uma só família praticarem contemporaneamente esporte em alto nível, menos provável ainda, se o esporte em questão tratar-se da marcha atlética... Pois na Colômbia isso aconteceu com a família Moreno. Querubim, Hector, Clodomiro e Rodrigo, 4 irmãos que atuaram pelas décadas de 80 e 90 conquistando destaque até o nível das Américas – Querubim (4o no mundial de marcha de 1987 com 1h20’16”) e Hector têm medalhas em Copas Pan Americanas de marcha e Jogos Pan Americanos, Clodomiro e Rodrigo participaram mais pela América do Sul.

    • Os Jogos Olímpicos de Atlanta ’96 foram marcados pela desorganização e falta de brilhantismo, tributo pago talvez pela conquista à força dos dólares na sua escolha como sede, ao invés de Atenas. Nesse contexto, o voluntariado responsável pelo nosso transporte da vila ao estádio olímpico “demitiu-se” alegando falta de condições de trabalho, sendo substituído por militares. Éramos 2 brasileiros participantes dos 20 km, o Sérgio Galdino e eu, e chegado o grande dia, embarcamos no segundo ônibus rumo ao estádio, que não chegava, porque o militar não sabia o caminho. A situação era de silêncio e muita tensão, um olhava pro outro e todos imaginando o pior. Ao meu lado o jovem equatoriano de 22 anos Jefferson Perez ia aparentemente tranqüilo, enquanto seu técnico colombiano lamentava tanta incompetência. Foi por pouco que não perdemos a largada, e foi por pouco, mas o suficiente, que o Jefferson ganhou a medalha de ouro. Na volta pra vila olímpica sentava à minha frente um polonês - que identifiquei pelo agasalho; comemorava muito sua oitava posição e mostrava o cronômetro com o ótimo tempo conseguido. Seis dias depois e já longe da vila, soube que aquele mesmo polonês, Robert Korzeniowski, ganhara os 50 km.

    • 1991, 3o Campeonato Mundial de Atletismo em Tókio, o soviético Mikhail Shchennikov entra no estádio para ganhar os 20 km, cruza a linha e pára comemorando. Maurizio Damilano da Itália, que entrara logo atrás tropeçando inclusive num bloco de partida esquecido da primeira etapa classificatória dos 100m, cruza a linha e continua...Faltava a volta que completaria o percurso; Damilano entendeu tudo, e marchando chamava a Shchennikov que retomou sem muito entender, para chegar em 2o lugar. Damilano que comemorou depois, comemorou melhor. Eu que deveria nessa hora estar no percurso, no sexto quilômetro fui traído pelo estômago e assistia a tudo da arquibancada, Marcelo Palma e Sergio Galdino chegaram nas 24o e 25o posições.

    • No mesmo mundial, enquanto que a Alemanha já participava reunificada, a então URSS estava em processo de desmembramento em uma séria de repúblicas independentes. A um minuto da chegada dos 50 km o soviético Alexander Pothasov com a vitória assegurada diminui o ritmo, chama por gestos e espera seu compatriota Andrei Perlov para chegarem abraçados lado a lado, simbolizando que a situação política desagregadora jamais alcançaria a união daqueles desportistas. Da arquibancada novamente, eu tive que escolher entre aplaudir e fotografar. No mundial seguinte, Stuttgart ’93, Pothasov já competia pela Bielorrusia, e Perlov, pela Rússia.


    Curiosidades da Marcha Atlética

    Marcha Atlética · 21 fev, 2003

    • Pouco comum é o fato de 4 membros de uma só família praticarem contemporaneamente esporte em alto nível, menos provável ainda, se o esporte em questão tratar-se da marcha atlética... Pois na Colômbia isso aconteceu com a família Moreno. Querubim, Hector, Clodomiro e Rodrigo, 4 irmãos que atuaram pelas décadas de 80 e 90 conquistando destaque até o nível das Américas – Querubim (4o no mundial de marcha de 1987 com 1h20’16”) e Hector têm medalhas em Copas Pan Americanas de marcha e Jogos Pan Americanos, Clodomiro e Rodrigo participaram mais pela América do Sul.

    • Os Jogos Olímpicos de Atlanta ’96 foram marcados pela desorganização e falta de brilhantismo, tributo pago talvez pela conquista à força dos dólares na sua escolha como sede, ao invés de Atenas. Nesse contexto, o voluntariado responsável pelo nosso transporte da vila ao estádio olímpico “demitiu-se” alegando falta de condições de trabalho, sendo substituído por militares. Éramos 2 brasileiros participantes dos 20 km, o Sérgio Galdino e eu, e chegado o grande dia, embarcamos no segundo ônibus rumo ao estádio, que não chegava, porque o militar não sabia o caminho. A situação era de silêncio e muita tensão, um olhava pro outro e todos imaginando o pior. Ao meu lado o jovem equatoriano de 22 anos Jefferson Perez ia aparentemente tranqüilo, enquanto seu técnico colombiano lamentava tanta incompetência. Foi por pouco que não perdemos a largada, e foi por pouco, mas o suficiente, que o Jefferson ganhou a medalha de ouro. Na volta pra vila olímpica sentava à minha frente um polonês - que identifiquei pelo agasalho; comemorava muito sua oitava posição e mostrava o cronômetro com o ótimo tempo conseguido. Seis dias depois e já longe da vila, soube que aquele mesmo polonês, Robert Korzeniowski, ganhara os 50 km.

    • 1991, 3o Campeonato Mundial de Atletismo em Tókio, o soviético Mikhail Shchennikov entra no estádio para ganhar os 20 km, cruza a linha e pára comemorando. Maurizio Damilano da Itália, que entrara logo atrás tropeçando inclusive num bloco de partida esquecido da primeira etapa classificatória dos 100m, cruza a linha e continua...Faltava a volta que completaria o percurso; Damilano entendeu tudo, e marchando chamava a Shchennikov que retomou sem muito entender, para chegar em 2o lugar. Damilano que comemorou depois, comemorou melhor. Eu que deveria nessa hora estar no percurso, no sexto quilômetro fui traído pelo estômago e assistia a tudo da arquibancada, Marcelo Palma e Sergio Galdino chegaram nas 24o e 25o posições.

    • No mesmo mundial, enquanto que a Alemanha já participava reunificada, a então URSS estava em processo de desmembramento em uma séria de repúblicas independentes. A um minuto da chegada dos 50 km o soviético Alexander Pothasov com a vitória assegurada diminui o ritmo, chama por gestos e espera seu compatriota Andrei Perlov para chegarem abraçados lado a lado, simbolizando que a situação política desagregadora jamais alcançaria a união daqueles desportistas. Da arquibancada novamente, eu tive que escolher entre aplaudir e fotografar. No mundial seguinte, Stuttgart ’93, Pothasov já competia pela Bielorrusia, e Perlov, pela Rússia.

    Ranking Brasileiro Feminino de 1 Temporada

    Caminhada · 05 fev, 2003

    1o– Maria Teresa Lencione Caçapava 6072 km 2000
    2o– Ester Bueno dos Passos Poá 5900 km 2000
    3o– Cristiana Oliveira Ribeiro Poá 5855 km 2000
    4o– Carmem dos Passos Ribeir Poá 4700 km 2000
    5o– Ivone Porto Caçapava 4650 km 1999

    Ranking Mundial Masculino de Todos os Tempos (2002/1° semestre)

    Caminhada · 05 fev, 2003

    1°) Santarnecchi Brasil 157.850 km
    2°) Dick Dinamarca 155.400 km
    3°) Gunter Alemanha 154.850 km
    4°) Giuseppe Itália 143.700 km
    5°) Gonzáles México 132.600 km

    Titulação Internacional do Andarilho

    Caminhada · 05 fev, 2003

    Andarilho - ao completar 100 km
    Andarilho Internacional - ao completar 1000 km
    Mestre Internacional - ao completar 5000 km
    Capitão Internacional - ao completar 10.000 km
    Mister - ao completar 40.000 km, quando recebe-se o primeiro cajado
    Chanceler - ao completar 50.000 km
    Andrólogo - ao completar 80.000 km, quando recebe-se o segundo cajado
    Grão Chanceler - ao completar 100.000 km
    Andarologista - ao completar 120.000 km, quando recebe-se o terceiro cajado.

    Curiosidades dos Andarilhos e Caminhantes

    • Em maio de 1998, o Santarnecchi foi surpreendido quando soube que é o 1o lugar no ranking mundial como andarilho em atividade ao completar a 3o Volta ao Mundo pela linha do Equador, atingindo 120.000 km.

    • No ano 2000 Santarnecchi completou 139.500 km em caminhadas oficiais, e 418.900 km extra oficiais, correspondentes a 10,4 voltas ao mundo pela linha do Equador, gastando cerca de 22.500 horas; aproximadamente 937,5 dias, ou 2,5 anos, se tivesse andado sem parar.
      Nos seus 45 anos de andarilho completados em 2002, Santarnecchi repetiu incansavelmente alguns trajetos sempre acompanhado por outros aficcionados e amigos, porque fazer amigos é outra especialidade dele. Somente a caminhada de São Paulo a Santos, ele já fez “inacreditáveis” 133 vezes.

    • Santarnecchi, ou Toninho para os mais íntimos, visitou cerca de 1450 cidades e lugarejos, percorrendo os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cerca de 3,5 milhões de andarilhos participaram dessas caminhadas ao longo desses anos. Venceu muitas provas de Marcha Atlética e de Andarilho, conquistando muitos troféus, medalhas, medalhões e cartões de prata, tendo enfrentado climas dos mais adversos, com temperaturas entre 8o negativos e 40o positivos.

    • Calcula-se que tenha gasto mais de 1150 pares de tênis, 1150 camisetas e bonés, 560 agasalhos e mochilas; andando debaixo de chuvas torrenciais, temporais, chuvas de granizo, geadas e muito sol. Santarnecchi possui um arquivo de mais de 10.500 fotografias e um arquivo repleto de reportagens de jornais, revistas e vídeos reproduzindo suas façanhas.

    • Em 13 de novembro de 1976, o então prefeito de São Caetano do Sul Walter Braido, que ajudou muito a esse esporte em 1958 como presidente da CME, resolveu eternizar a homenagem aos esportistas dessa modalidade, denominando de “Praça dos Andarilhos” o logradouro localizado na entrada da cidade por Rudge Ramos, defronte a Faculdade de Engenharia Mauá. Nessa oportunidade, durante a cerimônia de inauguração, o prefeito homenageou o Santarnecchi com a outorga do título de Chanceler Internacional, pelo tanto que divulgou o nome do município, considerado o “Berço dos Andarilhos”, por esse país, (por Domingo Glenir Santarnecchi)

    • A prova de “12 Horas de São Caetano do Sul” tem como recordista Fernando Elias, com a difícil marca de 118 km. Ele detém também o recorde da prova “6 Horas de Andarilho”, com a marca de 66 km. Durante a carreira, Elias quebrou 33 recordes brasileiros como andarilho e marchador.

    • Uma comunidade de andarilhos costuma comemorar o casamento, bodas de prata ou de ouro de um casal fazendo um túnel (segurando os calçados acima) por dentro do qual passa o casal. O recorde mundial é de 1166 casais de andarilhos na formação do “Túnel dos Andarilhos”, no Brasil já registro-se até 36 casais.


    Curiosidades dos Andarilhos e Caminhantes

    Caminhada · 05 fev, 2003

    • Em maio de 1998, o Santarnecchi foi surpreendido quando soube que é o 1o lugar no ranking mundial como andarilho em atividade ao completar a 3o Volta ao Mundo pela linha do Equador, atingindo 120.000 km.

    • No ano 2000 Santarnecchi completou 139.500 km em caminhadas oficiais, e 418.900 km extra oficiais, correspondentes a 10,4 voltas ao mundo pela linha do Equador, gastando cerca de 22.500 horas; aproximadamente 937,5 dias, ou 2,5 anos, se tivesse andado sem parar.
      Nos seus 45 anos de andarilho completados em 2002, Santarnecchi repetiu incansavelmente alguns trajetos sempre acompanhado por outros aficcionados e amigos, porque fazer amigos é outra especialidade dele. Somente a caminhada de São Paulo a Santos, ele já fez “inacreditáveis” 133 vezes.

    • Santarnecchi, ou Toninho para os mais íntimos, visitou cerca de 1450 cidades e lugarejos, percorrendo os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cerca de 3,5 milhões de andarilhos participaram dessas caminhadas ao longo desses anos. Venceu muitas provas de Marcha Atlética e de Andarilho, conquistando muitos troféus, medalhas, medalhões e cartões de prata, tendo enfrentado climas dos mais adversos, com temperaturas entre 8o negativos e 40o positivos.

    • Calcula-se que tenha gasto mais de 1150 pares de tênis, 1150 camisetas e bonés, 560 agasalhos e mochilas; andando debaixo de chuvas torrenciais, temporais, chuvas de granizo, geadas e muito sol. Santarnecchi possui um arquivo de mais de 10.500 fotografias e um arquivo repleto de reportagens de jornais, revistas e vídeos reproduzindo suas façanhas.

    • Em 13 de novembro de 1976, o então prefeito de São Caetano do Sul Walter Braido, que ajudou muito a esse esporte em 1958 como presidente da CME, resolveu eternizar a homenagem aos esportistas dessa modalidade, denominando de “Praça dos Andarilhos” o logradouro localizado na entrada da cidade por Rudge Ramos, defronte a Faculdade de Engenharia Mauá. Nessa oportunidade, durante a cerimônia de inauguração, o prefeito homenageou o Santarnecchi com a outorga do título de Chanceler Internacional, pelo tanto que divulgou o nome do município, considerado o “Berço dos Andarilhos”, por esse país, (por Domingo Glenir Santarnecchi)

    • A prova de “12 Horas de São Caetano do Sul” tem como recordista Fernando Elias, com a difícil marca de 118 km. Ele detém também o recorde da prova “6 Horas de Andarilho”, com a marca de 66 km. Durante a carreira, Elias quebrou 33 recordes brasileiros como andarilho e marchador.

    • Uma comunidade de andarilhos costuma comemorar o casamento, bodas de prata ou de ouro de um casal fazendo um túnel (segurando os calçados acima) por dentro do qual passa o casal. O recorde mundial é de 1166 casais de andarilhos na formação do “Túnel dos Andarilhos”, no Brasil já registro-se até 36 casais.

    Andarilhos Brasileiros de Destaque

    Caminhada · 05 fev, 2003

    Conheça os destaques entre os andarilhos brasileiros:


    • Antonio Glayr Santarnecchi - Grão Chanceler, 1° colocado no ranking mundial com 157.850 km, recordista Latino Americano (11.250 km em 1 ano);
    • Maria Tereza Lencione - Capitã Internacional, recordista Latino Americano (6072 km em 1 ano);
    • João Batista de Moraes - Capitão Internacional, 2° colocado no ranking anual de 2002 com 7257 km;
    • Orlando Munhoz Lopes - Mestre Internacional, atual líder do campeonato paulista com 7022 km.

    Classificações das Caminhadas

    Caminhada · 05 fev, 2003

    • Perambulante: Caminha sem destino e objetivos.
    • Peregrino: – faz romarias e caminhadas religiosas
    • Caminhante: – caminha regularmente, com ou sem sistematização objetivando saúde e bem estar.
    • Andarilho: – tem objetivo competitivo de cumprir e acumular quilometragem, com calendário, clube e federação.
    • Andarilho Turista: – visita pontos turísticos utilizando-se da caminhada para chegar até os mesmos (modalidade a ser instituída em dezembro de 2002 por Antonio Glayr Santarnecchi).

    Obs: O portal WebRun abordará os assuntos sobre Caminhantes e Andarilhos.

    História da modalidade Caminhada

    Saiba os principais fatos da história da modalidade Caminhada

    Histórico da Caminhada Mundial

    • 1589: Sir Robert Carey caminha 300 milhas, de Londres a Berwick por uma aposta.
    • 1762: John Hague andou 100 milhas em 23 h 15’.
    • 1801-1803: Johann Gottfried Seume anda da Alemanha à Sicília e volta; parte então para a Rússia, Finlandia e Suécia (1805-1807).
    • 1864: É formado o “Floresta Negra” de Wanderverein, o primeiro clube de caminhantes mundo.
    • 1860-1903: a idade do pedestrianismo - andar é o principal esporte na Europa e na América. Grandes somas são pagas em dinheiro, mais do que aos jogadores de basquete da atualidade; o equivalente a 100 anos de salários em um dia.
    • 1861: Edward Payson Weston, "o pai do pedestrianismo moderno" faz sua primeira grande caminhada.
    • 1867: Weston anda de Portland, Maine a Chicago, Illinois (1326 milhas) em 25 dias, ganhando $10.000, hoje equivalente a 1milhão de dólares.
    • 1874: Weston anda 500 milhas em seis dias consecutivos. Daniel O'Leary quebra seu registro e transforma-se no "andarilho campeão do mundo".
    • 1877: Mary Marshall caminha 50 milhas em 12 horas.
    • 1879: Charles Rowell ganha $50.000 em duas provas de 6 dias, a categoria feminina é vencida por Bertha Von Berg, com uma distância de 372 milhas e prêmio de $1000.
    • 1911: Primeiro clube de caminhantes dos EUA, fundado na ilha de Coney.
    • 1968: Aparecem os eventos organizados da caminhada não competitiva.
    • 1987: Forma-se a liga internacional de caminhada.
    • Na década de 90, andar é a forma mais popular de exercício no mundo e só nos EUA conta com 65 milhões de praticantes regulares, superando todas as outras formas de esporte e exercício.

    Histórico da Caminhada no Brasil
    • Em 1957, assim que voltou da Europa, Antonio Glayr Santarnecchi fundou o Clube dos Andarilhos de São Caetano do Sul, tornando-se o pioneiro nessa área movido pelo senso esportivo que desenvolveu por lá.
    • Em 1958 Santarnecchi organizou a “1o Volta do ABC a Pé” no dia 1o de maio, e em julho a “1o Viagem a Santos a Pé”, consolidando o Clube dos Andarilhos.
    • No início da década de 60 surgem as provas de “6 horas”, “12 horas”, “24 horas”, subida de montanhas e “A Grande Caminhada” de 4 dias, vencida na primeira edição por Santarnecchi e Antonio Ferreira que estabeleceram o recorde de 401 km, batido em 1981 por Givaldo Triunfo com 417 km. Nestas distâncias destacavam-se Fernando Elias e Sebastião Bueno do Prado.
    • Em 1970 foi criado o departamento de andarilhos na Federação Paulista de Atletismo dirigido pelo Santarnecchi, e atualmente dirigido pelo também andarilho Gilberto Prieto.
    • 1977 - Em comemoração ao centenário de São Caetano do Sul, foi realizada a 1o Volta do Estado de São Paulo a Pé com percurso de 1598 km; em 1982 a 2o Volta teve 5077 km de percurso.
    • Setembro de 1984, Santarnecchi vai a pé de São Paulo a Porto Alegre em 27 dias para os 1337 km.
    • 1985- Santarnecchi completou sua milésima caminhada; em1987 atingiu os 40.000 km (1o volta ao mundo pela linha do Equador) e em 1998, a 3o volta ao atingir os 120.000 km em caminhadas.
    • 2000- Em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil, foi realizada a 1o Volta a Pé de Caçapava com 500 km de percurso passando por locais turísticos e ecológicos da cidade.

    Referências
    Santarnecchi, D. G. Caminhos de Um Andarilho; 10,4 Voltas ao Redor da Terra. São Caetano doSul, 2000


    História da modalidade Caminhada

    Caminhada · 05 fev, 1999

    Saiba os principais fatos da história da modalidade Caminhada

    Histórico da Caminhada Mundial

    • 1589: Sir Robert Carey caminha 300 milhas, de Londres a Berwick por uma aposta.
    • 1762: John Hague andou 100 milhas em 23 h 15’.
    • 1801-1803: Johann Gottfried Seume anda da Alemanha à Sicília e volta; parte então para a Rússia, Finlandia e Suécia (1805-1807).
    • 1864: É formado o “Floresta Negra” de Wanderverein, o primeiro clube de caminhantes mundo.
    • 1860-1903: a idade do pedestrianismo - andar é o principal esporte na Europa e na América. Grandes somas são pagas em dinheiro, mais do que aos jogadores de basquete da atualidade; o equivalente a 100 anos de salários em um dia.
    • 1861: Edward Payson Weston, "o pai do pedestrianismo moderno" faz sua primeira grande caminhada.
    • 1867: Weston anda de Portland, Maine a Chicago, Illinois (1326 milhas) em 25 dias, ganhando $10.000, hoje equivalente a 1milhão de dólares.
    • 1874: Weston anda 500 milhas em seis dias consecutivos. Daniel O'Leary quebra seu registro e transforma-se no "andarilho campeão do mundo".
    • 1877: Mary Marshall caminha 50 milhas em 12 horas.
    • 1879: Charles Rowell ganha $50.000 em duas provas de 6 dias, a categoria feminina é vencida por Bertha Von Berg, com uma distância de 372 milhas e prêmio de $1000.
    • 1911: Primeiro clube de caminhantes dos EUA, fundado na ilha de Coney.
    • 1968: Aparecem os eventos organizados da caminhada não competitiva.
    • 1987: Forma-se a liga internacional de caminhada.
    • Na década de 90, andar é a forma mais popular de exercício no mundo e só nos EUA conta com 65 milhões de praticantes regulares, superando todas as outras formas de esporte e exercício.

    Histórico da Caminhada no Brasil
    • Em 1957, assim que voltou da Europa, Antonio Glayr Santarnecchi fundou o Clube dos Andarilhos de São Caetano do Sul, tornando-se o pioneiro nessa área movido pelo senso esportivo que desenvolveu por lá.
    • Em 1958 Santarnecchi organizou a “1o Volta do ABC a Pé” no dia 1o de maio, e em julho a “1o Viagem a Santos a Pé”, consolidando o Clube dos Andarilhos.
    • No início da década de 60 surgem as provas de “6 horas”, “12 horas”, “24 horas”, subida de montanhas e “A Grande Caminhada” de 4 dias, vencida na primeira edição por Santarnecchi e Antonio Ferreira que estabeleceram o recorde de 401 km, batido em 1981 por Givaldo Triunfo com 417 km. Nestas distâncias destacavam-se Fernando Elias e Sebastião Bueno do Prado.
    • Em 1970 foi criado o departamento de andarilhos na Federação Paulista de Atletismo dirigido pelo Santarnecchi, e atualmente dirigido pelo também andarilho Gilberto Prieto.
    • 1977 - Em comemoração ao centenário de São Caetano do Sul, foi realizada a 1o Volta do Estado de São Paulo a Pé com percurso de 1598 km; em 1982 a 2o Volta teve 5077 km de percurso.
    • Setembro de 1984, Santarnecchi vai a pé de São Paulo a Porto Alegre em 27 dias para os 1337 km.
    • 1985- Santarnecchi completou sua milésima caminhada; em1987 atingiu os 40.000 km (1o volta ao mundo pela linha do Equador) e em 1998, a 3o volta ao atingir os 120.000 km em caminhadas.
    • 2000- Em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil, foi realizada a 1o Volta a Pé de Caçapava com 500 km de percurso passando por locais turísticos e ecológicos da cidade.

    Referências
    Santarnecchi, D. G. Caminhos de Um Andarilho; 10,4 Voltas ao Redor da Terra. São Caetano doSul, 2000