Consultor_Ana_Paula

Dor na Perna do Corredor: canelite

Atletismo · 13 set, 2007

Uma das queixas mais comuns nos atletas recreativos e profissionais que praticam esporte de corrida é a dor na perna. O diagnóstico adequado e um plano de tratamento oportuno ajudam a assegurar um retorno mais rápido e sem complicações as atividades esportivas.

É preciso atenção quando o atleta apresenta uma queixa geral de dor na perna porque os achados no exame físico, resultados de testes diagnósticos e a forma adequada de tratamento são variáveis, pois tudo depende da etiologia específica da dor. As causas são diversas podendo variar desde condições comuns e de fácil administração, até as de difícil diagnóstico que requerem intervenção cirúrgica.

Por isso algumas perguntas essenciais devem ser respondidas de início antes de identificar a causa da dor na perna:

  • Houve alguma mudança no treinamento como: nível, intensidade, duração, superfície ou calçado?
  • Esses fatores interferem no mecanismo de corrida, distribuição de carga e força muscular?
  • Existe alguma perda de sensibilidade, fraqueza e irradiação da dor?
  • Sintomas sugerem causa de origem neurológica?
  • Ocorre dor noturna, presença de massa, mal estar ou febre, presença de vermelhidão e calor?
  • Sintomas de provável origem patológica ou infecciosa?

    Diagnóstico - Depois de respondida essas perguntas é importante complementar o diagnóstico por imagem como:

  • Radiografias (em geral, se a dor estiver presente por menos duas semanas e não for intensa, provavelmente o resultado deste exame será negativo, assim como dores localizadas nas partes moles, como músculos e tendões). A indicação deste exame está nas dores articulares e ósseas agudas de alta intensidade ou de longa duração;
  • Ressonância magnética;
  • Cintilografia óssea;

    Só assim o corredor saberá qual tipo de lesão o acometeu. Como são muitos os tipos de lesão, esse mês falaremos sobre: a Síndrome da Tensão Tibial Medial, mais conhecida como “Canelite”. Confira mais nas próximas páginas.

  • A síndrome da tensão tibial medial (STTM), canelite, é um distúrbio complexo e controverso que pode afetar qualquer atleta corredor. Ela é definida como uma dor e desconforto na perna causada por corrida repetitiva numa superfície dura ou por uso excessivo dos flexores do pé.

    O diagnóstico deve ser limitado a inflamações do músculo do tendão devendo, portanto, excluir fraturas por stress (vide reportagem anterior) ou distúrbio isquêmico (assunto do próximo artigo). A STTM é uma condição que leva a dor na região póstero, medial da perna dos dois terços distais da tíbia, ou seja, uma dor no meio da canela para baixo mais acentuada na parte de dentro da perna. Essa condição é conhecida também como síndrome do sóleo.

    Causas - A STTM é periostite causada por tensão excessiva na borda medial da tíbia por fatores múltiplos:

  • Alterações biomecânicas
  • Aumentos súbitos na intensidade do treinamento e duração
  • Alterações no calçado e superfície de treinamento
  • Lesões de partes moles
  • Falta de alongamento (inelasticidade muscular)
  • Anormalidades na inserção muscular

    Etiologia e biomecânica - Na fase média da passada o pé prona para absorver o choque e para se adaptar ao terreno. Nos casos de pisada pronada excessiva ou de maior velocidade de pronação a biomecânica da marcha ou corrida é alterada gerando um estiramento do músculo sóleo medial. Essa hiperpronação combinada com o impacto repetitivo gera a periostite da borda póstero medial tibial, induzida por tração muscular.

    Apresentação clínica:

  • Dor contínua, progressiva e prolongada na metade distal na região póstero medial da tíbia.
  • A dor é aliviada com o repouso e piora com a atividade física.
  • Queda do desempenho como conseqüência ou limitação.
  • Dor na tíbia distal com ou sem leve edema (a área é mais difusa que a fratura por stress)
  • Pode haver dor com elevação dos dedos do pé ou pela flexão plantar resistida

    Exames complementares:

  • A maioria das radiografias é normal. Pode ocorrer neoformação óssea periosteal longitudinal irregular ou hipertrofia cortical da tíbia.
  • Já na ressonância magnética pode ser evidenciado um edema periosteal indicando a periostite de tração.
  • A cintilografia óssea pode demonstrar lesões longas longitudinais chegando a um terço do comprimento do osso.
  • Alguns trabalhos mostram que a densidade mineral óssea tibial pode estar diminuída.

    Tratamento - A maioria STTM é de tratamento conservador. Faz-se necessário repouso relativo (dois a quatro meses), mantendo o condicionamento físico com atividades sem impacto e indolores como bicicleta e natação.

    Medidas gerais devem ser tomadas como a diminuição da intensidade e duração do treino, além de mudar a superfície do terreno da corrida. Pode ser usado: antiinflamatórios, gelo, fisioterapia analgésica e alongamento do Aquiles. Alguns casos são necessários à utilização de órteses ou palmilha para correção da pronação.

    O retorno na corrida deve ser gradual não se esquecendo do alongamento e condicionamento progressivo. A indicação cirúrgica ocorre após dois períodos de repouso e retorno às atividades com repetição dos sintomas. É recomendado a fasciotomia do compartimento posterior superficial da tíbia.

  • 1- Subcommittee on Classification of Sports Injuries committee on the medical aspects of SportsÇStandar nomenclature of Athletics Injuries. Chicago, IL: American Medical Association, 1966.

    2- Mubarak SJ, Gould RN and cols:The medial tibial stress syndrome: A cause of Shin splints. Am J Sports medicine 1982; 10: 201-205

    3- Michael RH , Holder LE:A cause of medial tibial stress (Shin splints). Am J Sports medicine 1985; 13: 87-94.

    4- Anderson MW and cols: Shin splints:MR appearance.radiology 1997; 204: 177-180.

    5- HolenKJ and cols:Surgical treatment of medial tibial stress syndrome (Shin splints) by fasciotomy of leg superficial posterior compartiment. Scand J Med Sci Sports 1995; 5:40-43


    Dor na Perna do Corredor: canelite

    Atletismo · 13 set, 2007

    Uma das queixas mais comuns nos atletas recreativos e profissionais que praticam esporte de corrida é a dor na perna. O diagnóstico adequado e um plano de tratamento oportuno ajudam a assegurar um retorno mais rápido e sem complicações as atividades esportivas.

    É preciso atenção quando o atleta apresenta uma queixa geral de dor na perna porque os achados no exame físico, resultados de testes diagnósticos e a forma adequada de tratamento são variáveis, pois tudo depende da etiologia específica da dor. As causas são diversas podendo variar desde condições comuns e de fácil administração, até as de difícil diagnóstico que requerem intervenção cirúrgica.

    Por isso algumas perguntas essenciais devem ser respondidas de início antes de identificar a causa da dor na perna:

  • Houve alguma mudança no treinamento como: nível, intensidade, duração, superfície ou calçado?
  • Esses fatores interferem no mecanismo de corrida, distribuição de carga e força muscular?
  • Existe alguma perda de sensibilidade, fraqueza e irradiação da dor?
  • Sintomas sugerem causa de origem neurológica?
  • Ocorre dor noturna, presença de massa, mal estar ou febre, presença de vermelhidão e calor?
  • Sintomas de provável origem patológica ou infecciosa?

    Diagnóstico - Depois de respondida essas perguntas é importante complementar o diagnóstico por imagem como:

  • Radiografias (em geral, se a dor estiver presente por menos duas semanas e não for intensa, provavelmente o resultado deste exame será negativo, assim como dores localizadas nas partes moles, como músculos e tendões). A indicação deste exame está nas dores articulares e ósseas agudas de alta intensidade ou de longa duração;
  • Ressonância magnética;
  • Cintilografia óssea;

    Só assim o corredor saberá qual tipo de lesão o acometeu. Como são muitos os tipos de lesão, esse mês falaremos sobre: a Síndrome da Tensão Tibial Medial, mais conhecida como “Canelite”. Confira mais nas próximas páginas.

  • A síndrome da tensão tibial medial (STTM), canelite, é um distúrbio complexo e controverso que pode afetar qualquer atleta corredor. Ela é definida como uma dor e desconforto na perna causada por corrida repetitiva numa superfície dura ou por uso excessivo dos flexores do pé.

    O diagnóstico deve ser limitado a inflamações do músculo do tendão devendo, portanto, excluir fraturas por stress (vide reportagem anterior) ou distúrbio isquêmico (assunto do próximo artigo). A STTM é uma condição que leva a dor na região póstero, medial da perna dos dois terços distais da tíbia, ou seja, uma dor no meio da canela para baixo mais acentuada na parte de dentro da perna. Essa condição é conhecida também como síndrome do sóleo.

    Causas - A STTM é periostite causada por tensão excessiva na borda medial da tíbia por fatores múltiplos:

  • Alterações biomecânicas
  • Aumentos súbitos na intensidade do treinamento e duração
  • Alterações no calçado e superfície de treinamento
  • Lesões de partes moles
  • Falta de alongamento (inelasticidade muscular)
  • Anormalidades na inserção muscular

    Etiologia e biomecânica - Na fase média da passada o pé prona para absorver o choque e para se adaptar ao terreno. Nos casos de pisada pronada excessiva ou de maior velocidade de pronação a biomecânica da marcha ou corrida é alterada gerando um estiramento do músculo sóleo medial. Essa hiperpronação combinada com o impacto repetitivo gera a periostite da borda póstero medial tibial, induzida por tração muscular.

    Apresentação clínica:

  • Dor contínua, progressiva e prolongada na metade distal na região póstero medial da tíbia.
  • A dor é aliviada com o repouso e piora com a atividade física.
  • Queda do desempenho como conseqüência ou limitação.
  • Dor na tíbia distal com ou sem leve edema (a área é mais difusa que a fratura por stress)
  • Pode haver dor com elevação dos dedos do pé ou pela flexão plantar resistida

    Exames complementares:

  • A maioria das radiografias é normal. Pode ocorrer neoformação óssea periosteal longitudinal irregular ou hipertrofia cortical da tíbia.
  • Já na ressonância magnética pode ser evidenciado um edema periosteal indicando a periostite de tração.
  • A cintilografia óssea pode demonstrar lesões longas longitudinais chegando a um terço do comprimento do osso.
  • Alguns trabalhos mostram que a densidade mineral óssea tibial pode estar diminuída.

    Tratamento - A maioria STTM é de tratamento conservador. Faz-se necessário repouso relativo (dois a quatro meses), mantendo o condicionamento físico com atividades sem impacto e indolores como bicicleta e natação.

    Medidas gerais devem ser tomadas como a diminuição da intensidade e duração do treino, além de mudar a superfície do terreno da corrida. Pode ser usado: antiinflamatórios, gelo, fisioterapia analgésica e alongamento do Aquiles. Alguns casos são necessários à utilização de órteses ou palmilha para correção da pronação.

    O retorno na corrida deve ser gradual não se esquecendo do alongamento e condicionamento progressivo. A indicação cirúrgica ocorre após dois períodos de repouso e retorno às atividades com repetição dos sintomas. É recomendado a fasciotomia do compartimento posterior superficial da tíbia.

  • 1- Subcommittee on Classification of Sports Injuries committee on the medical aspects of SportsÇStandar nomenclature of Athletics Injuries. Chicago, IL: American Medical Association, 1966.

    2- Mubarak SJ, Gould RN and cols:The medial tibial stress syndrome: A cause of Shin splints. Am J Sports medicine 1982; 10: 201-205

    3- Michael RH , Holder LE:A cause of medial tibial stress (Shin splints). Am J Sports medicine 1985; 13: 87-94.

    4- Anderson MW and cols: Shin splints:MR appearance.radiology 1997; 204: 177-180.

    5- HolenKJ and cols:Surgical treatment of medial tibial stress syndrome (Shin splints) by fasciotomy of leg superficial posterior compartiment. Scand J Med Sci Sports 1995; 5:40-43

    Saiba mais sobre fratura por stress

    Atletismo · 29 jun, 2007

    A fratura por stress é um problema que antigamente era restrito aos atletas de alta performance (alto impacto) e militares (marcha por longa distância), mas hoje deve ser lembrado por quem pratica e lida com atividade física.

    Com o aumento do número de praticantes de esportes e a sobrecarga extra, que às vezes chegam a ultrapassar a resistência fisio-histológica do osso (principalmente corrida), além da intensidade dos treinos, as fraturas por stress podem acontecer por causa do esgotamento muscular (esforço excessivo) e a falta de absorção de impactos acumulativos. Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga do stress para o osso ocorrendo a fratura por stress.

    O que é fratura por stress? As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto. Esse esforço físico repetitivo aumenta as solicitações ósseas, que quando ultrapassam a resistência normal, ocorre a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, isto é, não há retorno à situação anterior e, caso as exigências continuem, instalam-se microfraturas, prevalecendo então a reabsorção óssea. Nesta fase da evolução, tem-se uma alteração fisiológica, a fratura, no entanto sem aparente comprometimento anatômico (deformidade).

    Como acontece? Pode se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (troca de calçado, tipo de piso, programa de saltos, etc.). A fadiga muscular pode também ter papel importante na ocorrência de fraturas por stress.

    Para cada milha que um corredor percorre, mais de 110 toneladas da força devem ser absorvidas pelos pés. Os ossos não são feitos para absorver muita energia e os músculos agem como absorventes de choque adicionais. Mas, quando os músculos se tornam cansados e param de absorver a maioria da energia, as quantidades mais altas de choque vão para os ossos.

    O osso envolvido é submetido a uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura da parte mais interna do osso (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa (incluindo a cortical).

    Qual a incidência? Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:

  • desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
  • amenorréia (ciclo menstrual ausente);
  • osteoporose. Quando a massa óssea da mulher diminui, aumentam as chances de ocorrer uma fratura por stress.

    As fraturas por stress ocorrem menos freqüentemente nos africanos se comparados aos caucasianos. Isso acontece devido a um BMD mais elevado (densidade mineral do osso). A incidência aumenta provavelmente também com a idade devido às reduções da BMD.

    Os ossos dos membros inferiores são os mais acometidos, principalmente os ossos do pé, tíbia, fíbula e fêmur, cuja origem é a sobrecarga de forma intensa, mal realizada ou sem o devido intervalo de recuperação.

    Quais são os sintomas? A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas.

  • uma área generalizada de dor no membro acometido,
  • enfraquecimento e
  • dor ao pisar (carga);
  • edema e equimose (roxo) são raros.

    Como é feito o diagnóstico? Há uma discrepância entre a clínica referida pelo paciente e os achados radiológicos, pois o raio X em geral é normal, (a não ser em fases mais tardias, em torno de 15 dias, onde pode aparecer uma formação de um calo ósseo discreto no local da fratura). Nas fases iniciais, em torno de 80% das fraturas de estresse não são evidentes nas radiografias.

    São necessários para confirmação diagnóstica os métodos como ressonância magnética (RM) ou cintilografia óssea, que apresentam uma boa sensibilidade. A cintilografia óssea detecta a fase inicial da patologia, cerca de 95% dos casos em menos de 24h da lesão.

    No exemplo das figuras dois podemos verificar na RM e na cintilografia, que dois corredores apresentaram uma fratura por stress no calcâneo e outro na tíbia direita.

    O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.

    1- Repouso: indivíduos precisam repousar da atividade que causou a fratura por stress, e realizar atividades sem dor e sem impacto durante seis a oito semanas para que ocorra a cura da fratura. Se a atividade que causou a fratura por stress é retomada muito rapidamente, podem se desenvolver fraturas maiores e mais difíceis de curar. Uma recidiva também pode levar a problemas crônicos.

    2- Calçado adequado: com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão.

    3- Substituição: trocar a corrida por outra atividade aeróbia sem impacto como a natação ou o ciclismo e quando voltar a correr, iniciar em terreno macio ou grama.

    4- Após o período de recuperação, outras duas semanas da atividade suave sem nenhuma dor podem ser recomendadas antes que o osso possa com segurança ser considerado apto e a atividade puder gradualmente aumentar.

    5- A reabilitação consiste geralmente no treinamento da força de músculo para ajudar dissipar as forças excessivas transmitidas aos ossos. Em alguns casos, um estimulador eletrônico pode ser usado. Eletromagnética estimula o osso fazendo com que o osso coloque para fora mais energia, fortalecendo-o.

    6- Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária para adequada readaptação e redução anatômica apropriada. O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação feita numa média de seis meses.

    Como é feita a prevenção? Aumente lentamente qualquer atividade esportiva nova. Por exemplo, não comece a correr sete/ oito quilômetros por dia. Corra em dias alternados e distância pequena.

  • Intensidade e aumento do treino recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal. Isto permite que os ossos se adaptem ao stress adicionado assim podendo suportar no futuro quantidades maiores de stress;

  • Alongamentos ajudam também a construir mais força muscular nos pés;

  • Aumentar a ingesta de cálcio e da vitamina D, dependendo do indivíduo;

  • Também é importante monitorar a alimentação, porque a nutrição tem papel vital no desenvolvimento do osso. Determinados indivíduos têm maior risco de osteoporose;

  • Utilize equipamentos adequados. Tênis novos, macios e com amortecedores de impacto, adequados a sua modalidade;

  • Se houver dor ou edema, pare imediatamente a atividade e repouse por alguns dias. Se a dor persistir, procure um ortopedista.

    Quais São os diagnósticos diferenciais? As principais patologias envolvidas no diagnóstico diferencial são as periostites, a doença de Ribbing (esclerose múltipla diafiseal), as osteonecroses, as fraturas de insuficiência, a osteomielite, os tumores ósseos e o trauma ósseo. Patologias que serão discutidas nos próximos artigos.

    1. Minoves M. La gammagrafía ósea en el diagnóstico y valoración de las lesiones deportivas. Rev Esp Med Nucl 2001;20:132-55.

    2. Cudnowski D, Carek PJ. A unique leg injury in a dancer. Phys Sport Med. 2002; 30: http://www.physsportsmed.com/issues/2002/12_02/cudnowski answer.htm(06.06.2004).

    3. Drubach LA, Connolly LP, D'Hemecourt PA, Treves ST. Assessment of the clinical significance of asymptomatic lower extremity uptake abnormality in young athletes. J Nucl Med 2001;42:209-12.

    4. Zwas ST, Elkanovitch R, Frank G. Interpretation and classification of bone scintigraphic findings in stress fractures. J Nucl Med 1987;28:452-57.

    5. Habibian MR, Delbeke D, Martin WH, Sandler MP. Nuclear Medicine Imaging. A Teaching File, 1999:553-61.

    6. Fredericson M, Bergman G, Hoffman KL, Dillingham MS. Tibial stress reaction in runners: correlation of clinical symptoms and scintigraphy with a new magnetic resonance imaging grading system. Am J Sports Med 1995;23:472.

    7. McBryde AM. Stress fractures in runners. Clin Sports Med 1985;4:737-52.

    8.The American Academy of Orthopaedic Surgeons.

    9. Reeser, Johnathan C., MD, PhD. (2004, outubro 1). Fratura do Stress. eMedicine. http://www.emedicine.com/pmr/topic134.htm

    10. http://en.wikipedia.org/wiki/Stress_fracture


  • Saiba mais sobre fratura por stress

    Atletismo · 29 jun, 2007

    A fratura por stress é um problema que antigamente era restrito aos atletas de alta performance (alto impacto) e militares (marcha por longa distância), mas hoje deve ser lembrado por quem pratica e lida com atividade física.

    Com o aumento do número de praticantes de esportes e a sobrecarga extra, que às vezes chegam a ultrapassar a resistência fisio-histológica do osso (principalmente corrida), além da intensidade dos treinos, as fraturas por stress podem acontecer por causa do esgotamento muscular (esforço excessivo) e a falta de absorção de impactos acumulativos. Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga do stress para o osso ocorrendo a fratura por stress.

    O que é fratura por stress? As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto. Esse esforço físico repetitivo aumenta as solicitações ósseas, que quando ultrapassam a resistência normal, ocorre a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, isto é, não há retorno à situação anterior e, caso as exigências continuem, instalam-se microfraturas, prevalecendo então a reabsorção óssea. Nesta fase da evolução, tem-se uma alteração fisiológica, a fratura, no entanto sem aparente comprometimento anatômico (deformidade).

    Como acontece? Pode se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (troca de calçado, tipo de piso, programa de saltos, etc.). A fadiga muscular pode também ter papel importante na ocorrência de fraturas por stress.

    Para cada milha que um corredor percorre, mais de 110 toneladas da força devem ser absorvidas pelos pés. Os ossos não são feitos para absorver muita energia e os músculos agem como absorventes de choque adicionais. Mas, quando os músculos se tornam cansados e param de absorver a maioria da energia, as quantidades mais altas de choque vão para os ossos.

    O osso envolvido é submetido a uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura da parte mais interna do osso (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa (incluindo a cortical).

    Qual a incidência? Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:

  • desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
  • amenorréia (ciclo menstrual ausente);
  • osteoporose. Quando a massa óssea da mulher diminui, aumentam as chances de ocorrer uma fratura por stress.

    As fraturas por stress ocorrem menos freqüentemente nos africanos se comparados aos caucasianos. Isso acontece devido a um BMD mais elevado (densidade mineral do osso). A incidência aumenta provavelmente também com a idade devido às reduções da BMD.

    Os ossos dos membros inferiores são os mais acometidos, principalmente os ossos do pé, tíbia, fíbula e fêmur, cuja origem é a sobrecarga de forma intensa, mal realizada ou sem o devido intervalo de recuperação.

    Quais são os sintomas? A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas.

  • uma área generalizada de dor no membro acometido,
  • enfraquecimento e
  • dor ao pisar (carga);
  • edema e equimose (roxo) são raros.

    Como é feito o diagnóstico? Há uma discrepância entre a clínica referida pelo paciente e os achados radiológicos, pois o raio X em geral é normal, (a não ser em fases mais tardias, em torno de 15 dias, onde pode aparecer uma formação de um calo ósseo discreto no local da fratura). Nas fases iniciais, em torno de 80% das fraturas de estresse não são evidentes nas radiografias.

    São necessários para confirmação diagnóstica os métodos como ressonância magnética (RM) ou cintilografia óssea, que apresentam uma boa sensibilidade. A cintilografia óssea detecta a fase inicial da patologia, cerca de 95% dos casos em menos de 24h da lesão.

    No exemplo das figuras dois podemos verificar na RM e na cintilografia, que dois corredores apresentaram uma fratura por stress no calcâneo e outro na tíbia direita.

    O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.

    1- Repouso: indivíduos precisam repousar da atividade que causou a fratura por stress, e realizar atividades sem dor e sem impacto durante seis a oito semanas para que ocorra a cura da fratura. Se a atividade que causou a fratura por stress é retomada muito rapidamente, podem se desenvolver fraturas maiores e mais difíceis de curar. Uma recidiva também pode levar a problemas crônicos.

    2- Calçado adequado: com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão.

    3- Substituição: trocar a corrida por outra atividade aeróbia sem impacto como a natação ou o ciclismo e quando voltar a correr, iniciar em terreno macio ou grama.

    4- Após o período de recuperação, outras duas semanas da atividade suave sem nenhuma dor podem ser recomendadas antes que o osso possa com segurança ser considerado apto e a atividade puder gradualmente aumentar.

    5- A reabilitação consiste geralmente no treinamento da força de músculo para ajudar dissipar as forças excessivas transmitidas aos ossos. Em alguns casos, um estimulador eletrônico pode ser usado. Eletromagnética estimula o osso fazendo com que o osso coloque para fora mais energia, fortalecendo-o.

    6- Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária para adequada readaptação e redução anatômica apropriada. O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação feita numa média de seis meses.

    Como é feita a prevenção? Aumente lentamente qualquer atividade esportiva nova. Por exemplo, não comece a correr sete/ oito quilômetros por dia. Corra em dias alternados e distância pequena.

  • Intensidade e aumento do treino recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal. Isto permite que os ossos se adaptem ao stress adicionado assim podendo suportar no futuro quantidades maiores de stress;

  • Alongamentos ajudam também a construir mais força muscular nos pés;

  • Aumentar a ingesta de cálcio e da vitamina D, dependendo do indivíduo;

  • Também é importante monitorar a alimentação, porque a nutrição tem papel vital no desenvolvimento do osso. Determinados indivíduos têm maior risco de osteoporose;

  • Utilize equipamentos adequados. Tênis novos, macios e com amortecedores de impacto, adequados a sua modalidade;

  • Se houver dor ou edema, pare imediatamente a atividade e repouse por alguns dias. Se a dor persistir, procure um ortopedista.

    Quais São os diagnósticos diferenciais? As principais patologias envolvidas no diagnóstico diferencial são as periostites, a doença de Ribbing (esclerose múltipla diafiseal), as osteonecroses, as fraturas de insuficiência, a osteomielite, os tumores ósseos e o trauma ósseo. Patologias que serão discutidas nos próximos artigos.

    1. Minoves M. La gammagrafía ósea en el diagnóstico y valoración de las lesiones deportivas. Rev Esp Med Nucl 2001;20:132-55.

    2. Cudnowski D, Carek PJ. A unique leg injury in a dancer. Phys Sport Med. 2002; 30: http://www.physsportsmed.com/issues/2002/12_02/cudnowski answer.htm(06.06.2004).

    3. Drubach LA, Connolly LP, D'Hemecourt PA, Treves ST. Assessment of the clinical significance of asymptomatic lower extremity uptake abnormality in young athletes. J Nucl Med 2001;42:209-12.

    4. Zwas ST, Elkanovitch R, Frank G. Interpretation and classification of bone scintigraphic findings in stress fractures. J Nucl Med 1987;28:452-57.

    5. Habibian MR, Delbeke D, Martin WH, Sandler MP. Nuclear Medicine Imaging. A Teaching File, 1999:553-61.

    6. Fredericson M, Bergman G, Hoffman KL, Dillingham MS. Tibial stress reaction in runners: correlation of clinical symptoms and scintigraphy with a new magnetic resonance imaging grading system. Am J Sports Med 1995;23:472.

    7. McBryde AM. Stress fractures in runners. Clin Sports Med 1985;4:737-52.

    8.The American Academy of Orthopaedic Surgeons.

    9. Reeser, Johnathan C., MD, PhD. (2004, outubro 1). Fratura do Stress. eMedicine. http://www.emedicine.com/pmr/topic134.htm

    10. http://en.wikipedia.org/wiki/Stress_fracture

  • Saiba como ocorre a dor no calcanhar

    Atletismo · 04 jun, 2007

    O Webrun conta a partir de agora com uma colunista especialista em ortopedia esportiva. Todo mês a Dra. Ana Paula Simões irá trazer novos assuntos para serem esclarecidos entre os atletas. O primeiro artigo é sobre dor no calcanhar. Você já sentiu essa dor? Saiba mais aqui!

    São Paulo - Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

    A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

    O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

    Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

    Sinais e sintomas - O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

    No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

    Causas e diagnóstico -

  • Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo);
  • Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

    A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

  • O tratamento inicialmente é sempre conservador:

  • Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

  • Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

  • Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas;

  • Perder qualquer peso excessivo;

  • Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

    Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

  • Injeções de corticóide na fáscia plantar;

  • Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

  • Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

    A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

    Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!

  • Mark Powell, M.D., William Post, M.D. Jay Keener, P.T. and Stanley Wearden, Ph.D.: Effective Treatment of Chronic Planter Fasciitis with Dorsiflexion Night Splints: A Crossover Prospective Randomized Outcome Study.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 1/January 1998

  • Jorge Acevedo, M.D., and James Beskin, M.D.: Complications of Plantar Fascia Rupture Associated with Corticosteroid Injection.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 2/February 1998

  • G. Andrew Murphy, M.D., Spiros Pneumaticos, M.D., Emir Kamaric, M.D., Phillip Noble, Ph.D., Saul Trevino, M.D., and Donald Baxter, M.D.: Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascia Release.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 3/ March 1998

  • Neil Sharkey, Ph.D., Seth Donahue, M.S., and Linda Ferris, F.R.A.C.S.: Biomechanical Consequences of Plantar Fascia or Rupture During Gait.: Foot and Ankle International/Vol. 20, No. 2/February 1999


  • Saiba como ocorre a dor no calcanhar

    Atletismo · 04 jun, 2007

    O Webrun conta a partir de agora com uma colunista especialista em ortopedia esportiva. Todo mês a Dra. Ana Paula Simões irá trazer novos assuntos para serem esclarecidos entre os atletas. O primeiro artigo é sobre dor no calcanhar. Você já sentiu essa dor? Saiba mais aqui!

    São Paulo - Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

    A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

    O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

    Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

    Sinais e sintomas - O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

    No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

    Causas e diagnóstico -

  • Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo);
  • Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

    A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

  • O tratamento inicialmente é sempre conservador:

  • Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

  • Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

  • Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas;

  • Perder qualquer peso excessivo;

  • Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

    Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

  • Injeções de corticóide na fáscia plantar;

  • Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

  • Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

    A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

    Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!

  • Mark Powell, M.D., William Post, M.D. Jay Keener, P.T. and Stanley Wearden, Ph.D.: Effective Treatment of Chronic Planter Fasciitis with Dorsiflexion Night Splints: A Crossover Prospective Randomized Outcome Study.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 1/January 1998

  • Jorge Acevedo, M.D., and James Beskin, M.D.: Complications of Plantar Fascia Rupture Associated with Corticosteroid Injection.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 2/February 1998

  • G. Andrew Murphy, M.D., Spiros Pneumaticos, M.D., Emir Kamaric, M.D., Phillip Noble, Ph.D., Saul Trevino, M.D., and Donald Baxter, M.D.: Biomechanical Consequences of Sequential Plantar Fascia Release.: Foot and Ankle International/Vol. 19, No. 3/ March 1998

  • Neil Sharkey, Ph.D., Seth Donahue, M.S., and Linda Ferris, F.R.A.C.S.: Biomechanical Consequences of Plantar Fascia or Rupture During Gait.: Foot and Ankle International/Vol. 20, No. 2/February 1999