Maratona · 19 jul, 2007
O brasileiro Marílson Gomes confirmou participação na Maratona de Nova York que acontece no mês de novembro nos Estados Unidos. Campeão da edição 2006 da competição, Marílson irá defender seu título. Ele foi o primeiro latino-americano que venceu a prova.
Eu sei que repetir a vitória não será fácil, conta Marílson. Para ele o elemento surpresa, como no ano passado não terá mais, porém, ele estará mais preparado nesta edição.
Além do brasileiro, a atleta da Letônia, Jelena Prokopcuka, também defende seu título. Ela é bicampeã da competição e atualmente lidera o ranking das Maiores Maratonas do Mundo (WMM) composto por: Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York. Se vencer a prova americana em novembro, Jelena fatura além da premiação de Nova York, meio milhão de dólares do WMM.
A Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro com largada na Staten Island e chegada no Central Park.
Maratona · 05 maio, 2007
A Maratona de Nova York só acontece no dia quatro de novembro, nos Estados Unidos, mas o sul-africano Hendrick Ramaala já confirmou presença na competição. O atleta já venceu a Maratona de Nova York em 2004. No ano seguinte ele travou um duelo com o queniano Paul Tergat, mas acabou na segunda colocação por menos de um segundo de diferença.
Além de Ramaala, a prova tem outra novidade. Esse ano a prova completa 38 anos e de acordo com os organizadores, a presença de coelhos, atletas que ditam o ritmo da prova e param antes de terminar, será proibida.
Essa medida foi adotada para reduzir confusão ocasionada em particular com a transmissão da prova pela televisão. Após essa edição a organização vai avaliar os resultados e decidir se continuará com a medida nos outros anos.
O brasileiro Marílson Gomes é o atual campeão da prova. Ele venceu a edição 2007, mas de acordo com o brasileiro ele ainda não foi convidado pelos organizadores. Mas independente do convite, ele também não sabe qual maratona irá correr no segundo semestre.
Maratona · 14 fev, 2007
Lance Armstrong, heptacampeão do Tour de France, parece que foi picado pelo famoso bichinho da corrida e decidiu que vai correr novamente a Maratona de Nova York, no dia quatro de novembro. Ele está pronto para testar mais uma vez sua teoria que diz: dor é temporária. Pode levar um minuto, uma hora, um dia, um ano, mas alguma hora será substituída por algo melhor. Se eu desistir, talvez dure para sempre.
No ano passado ele completou a prova dentro de sua meta, sub três horas, e obteve a colocação de número 856, com 2h59min36. Após os 42,195 quilômetros ele admitiu que os últimos trechos foram percorridos no sacrifício. Em coletiva após a Maratona, ele disse que nunca havia se sentido assim, mesmo nos piores dias do Tour. Foi o pior exercício físico que eu fiz. Foi um processo gradual de fadiga e dor.
Em 1996 Armstrong foi diagnosticado com câncer testicular, que espalhou pelo abdome, pulmões e cérebro. Ele retornou para o ciclismo nove meses após o diagnóstico e em 2002 foi nomeado Presidente do Instituto de Câncer do Pulmão, que visita diversas cidades durante o ano com o objetivo de informar sobre os perigos da doença.
Na última segunda-feira (12) ele se reuniu com os outros membros para discutir pesquisas e políticas públicas sobre o tabaco. Fumar é algo realmente mortal, não apenas para as pessoas que fumam, mas para as que estão ao redor, diz Armstrong.
Maratona · 13 fev, 2007
As inscrições para a edição 2007 da Maratona de Nova York, nos Estados Unidos, já estão abertas no site oficial da competição. Ao todo serão 38 mil corredores de mais de 100 países e também dos 50 estados americanos.
Mas como a demanda de interessados é maior que o número limite de corredores, é necessário participar de uma loteria prévia. Esta acontece em meados de junho e define quem serão os atletas que poderão ter a chance de se inscrever para Nova York.
Como a maioria das inscrições de atletas de fora do país vem através de operadoras de turismo credenciadas, apenas uma pequena porção de corredores será selecionada para a prova. Em 2006, cerca de 50% das inscrições de americanos foram aceitas, contra 25% das internacionais.
Há também os casos de vaga garantida como, por exemplo, para os membros do grupo americano New York Road Runners que tenham participado de pelo menos nove provas qualificatórias. Também estão garantidas pessoas que completaram 15 ou mais edições da competição; atletas que efetivaram a inscrição nos últimos três anos e depois desistiram, assim como aqueles que possuam tempos específicos.
A ficha da loteria, assim como a lista de todas as categorias que estão garantidas na prova, podem ser encontradas no site oficial(www.ingnycmarathon.org). A Maratona de Nova York acontece no dia quatro de novembro.
Maratona · 08 nov, 2006
Após retornar dos Estados Unidos, onde venceu a Maratona de Nova York no último domingo (5) com o tempo de 2h09min58, Marílson Gomes dos Santos virou o novo super star do atletismo nacional. O fundista teve problemas com o os atrasos de vôos e não pode retornar às terras tupiniquins na segunda feira, após a prova, e aproveitou para curtir a Big Apple.
Ele visitou o prefeito de Nova York Michael Bloomberg, fechou o pregão da Bolsa de Valores e deu muitos autógrafos para fãs brasileiros e americanos. Apesar de não falar inglês, Marílson conquistou o público com seu carisma e simpatia.
Com a mesma serenidade e paciência de sempre, ele promoveu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa para os jornalistas brasileiros, onde contou um pouco sobre a prova e sobre seus planos futuros. Ele falou sobre a preparação para a prova, que envolveu um treinamento na altitude de Campos de Jordão e também sobre ficar longe da família.
Treinos - Em Campos eu fazia cerca de 200 quilômetros de treinos por semana e foi um pouco complicado, pois tive que abrir mão de várias coisas, incluindo a família e a minha esposa Juliana, lembrou Marílson. Mas fiquei feliz, pois alcancei meu objetivo que era acertar uma grande Maratona.
Já durante a prova ele disse que começou a abrir vantagem para os adversários a partir do quilômetro 30 e percebeu que suas condições físicas no momento o levaram a pensar que o sonho do título estava se tornando real. A Maratona de Nova York é muito difícil, pois tem diversas subidas e descidas e o nível estava alto, com vários atletas fortes. Mas durante a prova o ritmo foi confortável, disse o brasileiro.
Segundo ele, a estratégia de se desvencilhar do pelotão principal por volta do quilômetro trinta foi mais do que perfeita. Como não veio ninguém eu acabei me destacando e venci a prova, comentou Marílson. Na chegada eu fiquei bastante emocionado, passou um filme na minha cabeça, pois é uma prova de muito status mundialmente.
Para ser o grande campeão, ele conta como administrou a presença dos adversários que vinham logo atrás. Quando eu entrei no Central Park, olhei para trás, não vi ninguém e resolvi segurar o ritmo para que não acontecesse nada e garantir a vitória. Mais pra frente eu olhei de novo e eles tinham tirado a diferença. Aí eu comecei a correr mais forte de novo para a linha de chegada.
O brasileiro permaneceu durante toda a semana que antecedeu a prova fora dos holofotes da mídia estrangeira. Ele não participou da coletiva com os corredores de elite, não era visto como favorito pelos organizadores e nem mesmo os outros atletas viram no brasiliense uma ameaça. Todos esses fatores tiraram a pressão e facilitaram a vitória, segundo Marílson. Eu sofro essa pressão todo ano na São Silvestre e é complicado correr com isso, mas em Nova York não tive pressão nenhuma, o que me ajudou bastante.
Quem acompanhou a prova no Brasil teve que se contentar com o site oficial, que trazia comentários conforme a Maratona se desenrolava e não ficou sabendo se Marílson integrou desde o começo o pelotão de elite, ou se saiu de trás para se sagrar vencedor. Eu procurei economizar o máximo possível no começo e sempre me mantive atrás do grupo, no vácuo, para me proteger do frio e do vento.
Teve um momento que eu fiquei preocupado, na meia maratona, porque comecei a sentir dores musculares na coxa, mas procurei centrar o pensamento na prova. Depois passou e não chegou a atrapalhar, comentou o corredor.
Durante a prova os termômetros apontavam a temperatura de quatro a cinco graus, clima considerado complicado para Marílson, que tem cerca de 4% de gordura e sente muito frio. Assim está explicado o modelito que ele usou. Eu procurei me proteger do frio o máximo possível, com gorro, luvas e as manguitas para não sentir tanto frio durante a prova.
Futuro - Após competir em São Paulo no Troféu Brasil de Atletismo, em setembro, Marílson comentou que estava com uma pequena lesão na planta do pé, que provocava muitas dores e atrapalhava durante as competições. Ao ser perguntado se esse problema foi sanado a tempo para a prova de Nova York, ele disse: Essa lesão ainda não passou. Ela me atrapalhou um pouco nos treinos para a Maratona, mas durante a prova não senti tanto, apenas no término, quando o corpo começou a esfriar, que eu mal conseguia andar.
Devido à esse problema, pode ficar comprometida a participação dele na São Silvestre, onde defende o título do ano passado e busca o tricampeonato. De acordo com o técnico do atleta, Adauto Domingues, a participação não está descartada e nem confirmada. Segundo ele, após uma maratona existe um trauma para o atleta e será feita uma avaliação médica. Após a avaliação, será tomada a decisão, pois existem muitas outras provas importantes, como o Pan 2007 e os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Em relação ao Pan, ele vai correr os 5.000m e 10.000m e não vai disputar a Maratona, para se resguardar para a disputa dos 42 km nos Jogos Olímpicos. Se ele correr a maratona no Pan, não poderá disputar provas rápidas no segundo semestre, como Chicago ou Berlim, onde tem chances de ser o primeiro novamente.
Nos 5.000m ele vai enfrentar um adversário forte, Hudson de Souza, especialista nesse tipo de prova. Durante o Troféu Brasil os dois correram juntos, mas Hudson levou a melhor no final. Com a humildade que lhe é peculiar, ele falou sobre o assunto: o Hudson é da mesma equipe e é de Brasília também, então convivi muito com ele. Acho que se a medalha estiver nas minhas mãos ou nas dele estará bem representada. Os dois vão brigar e que vença quem estiver melhor.
Provas de pista - Como ele está se especializando em Maratonas, o técnico Adauto Domingues acredita que ele deixe de disputar as provas de 5000m daqui a algum tempo, mas mantenha os 10.000, sempre com o objetivo de melhorar as marcas.
Marílson Gomes dos Santos começou a correr desde pequeno em uma cidade satélite de Brasília, aos poucos conquistou espaço no atletismo nacional e agora desponta como um corredor conhecido internacionalmente. Emocionado, ele falou sobre essa passagem: Minha vida teve uma reviravolta desde que comecei a treinar e a vitória é o ápice para mim, não imaginava que um dia pudesse chegar a esse ponto.
Para chegar ao topo ele contou com a ajuda e o apoio dos pais, de quem ele sempre se orgulha ao falar. Meus pais sempre me apoiaram muito, tanto no atletismo quanto nos estudos, eles são meus torcedores número 1. Foi difícil para eles, porque eu era muito caseiro, nunca tinha dormido uma noite fora e, de repente saí de casa com 15 anos para viver em outra cidade.
Desde que venceu, Marílson está enfrentando uma série de compromissos, como entrevistas, visita à celebridades e autoridades, entre outras coisas. A Maratona ainda não acabou, brincou. Os dois dias após a prova foram muito corridos e tive que assumir alguns compromissos como campeão, não tem como fugir. Mas é bom, é sempre uma grande honra participar.
Maratona · 06 nov, 2006
Direto de Nova York - Um dia após a vitória na Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes vive momentos de glória. Na noite de ontem (5) o maratonista foi recebido pelos corredores da prova na tradicional festa de encerramento do evento. O local para a comemoração não poderia ser mais familiar, a casa noturna Copacabana. O lugar, que leva o nome da famosa praia carioca, abrigou centenas de corredores.
No meio da noite os campeões da Maratona de Nova York, Marílson Gomes e Jelena Prokopcuka, falaram com o público. Bandeira do Brasil e muita festa marcaram a presença do campeão na noite de encerramento. Muitos corredores pediram autógrafo e tiraram fotos com Marílson, uma verdadeira celebridade.
O curioso é que, durante a corrida, os brasileiros já sabiam da vitória do Marílson. Isso porque, como relatou a esportista Denise Amaral, enquanto ela corria com a camiseta do Brasil, os torcedores gritavam: Brasil é campeão.
E foi exatamente a receptividade dos corredores e torcedores de Nova York que mais chamou a atenção do campeão. Não só a presença dos brasileiros, mas a maneira como fui tratado foi muito boa. Isso me dá vontade de voltar para cá o ano que vem e defender o título, revela.
Na manhã dessa segunda-feira, em Nova York, Marílson começou uma peregrinação com os organizadores da prova. Logo no início do dia ele participou de uma coletiva de imprensa. Depois encontrou alguns corredores e almoçou com os responsáveis pela prova. Acredita que ainda não tive tempo de descansar. Nossa, está sendo mais cansativo que no dia da prova, brinca. Na verdade o mais difícil passou, que foi a Maratona, agora é só curtir.
Ainda hoje ele será entrevistado pelo apresentador americano David Letterman, no programa que leva seu nome. Marílson volta para o Brasil na quarta-feira e não vê a hora de encontrar sua esposa, Juliana dos Santos, que também é corredora.
Com a vitória Marílson conseguiu o seu objetivo principal: ser reconhecido no atletismo mundial. Mas a vida do brasileiro no começo da carreira era bem diferente desses momentos de fama.
Natural de Brasília, Marílson começou a correr incentivado pelo seu irmão mais velho, Marcos Roberto, que pretendia se tornar um campeão. Mas o destino inverteu os papéis. Aos 15 anos, Marílson participou de uma prova juvenil, em Brasília, de 3 mil metros rasos e venceu. Foi convidado para ir morar num clube de atletismo em São Paulo e treinar corrida.
De uma família humilde da cidade satélite de Ceilândia (DF), Marílson foi tentar a sorte na capital paulista. Eu sabia que tinha talento para a corrida. Comecei num grupo de corredores e logo me destaquei. Também já joguei futebol, como toda a criança brasileira, mas na corrida que consegui mais, conta.
Desde então, ele se dedica exclusivamente ao esporte e os resultados foram aparecendo aos poucos. No início da carreira ele focou mais as provas curtas como cinco mil e 10 mil metros rasos. Na tradicional corrida de São Silvestre ele conquistou o bicampeonato (2003 e 2005). Mas sua primeira maratona foi em 2004 aos 27 anos.
Senti que em 2004 eu estava mais maduro como atleta, pronto para correr uma maratona. Gosto muito dessa modalidade. Longa distância é uma característica minha, explica.
A estréia do brasileiro nos 42 quilômetros foi em Paris, prova em que obteve 2h12min22. Depois no mesmo ano ele também correu a Maratona de Chicago. Lá o brasileiro conquistou o sexto lugar com sua melhor marca na modalidade 2h08min48.
A cada prova que participo aprendo mais. Em Nova York não foi diferente. Agora vou ver os meus próximos desafios. Quero participar dos cinco e 10 mil metros do Pan e em 2008 quero representar o Brasil na maratona das Olimpíadas de Pequim, revela.
Sobre o tricampeonato da São Silvestre, o brasileiro vai descansar por 20 dias e depois irá decidir com o seu técnico, Adauto Domingues, se irá ou não para a prova paulista. Mas no próximo domingo ele deve participar da corrida Nike 10k, porém será por diversão.
Maratona · 06 nov, 2006
A vitória de Marílson Gomes na tradicional Maratona de Nova York chamou a atenção da imprensa mundial e todos se dizem surpresos com o resultado do brasileiro, que se manteve fora dos holofotes e conquistou seu espaço. O site do jornal americano New York Times destaca na página de esportes o título Brasileiro surge à frente e surpreende.
O site ainda destaca o fato de Marílson ter corrido sozinho por cerca de 11 quilômetros sem sofrer ameaça de outros atletas e lembra que da última vez que um brasileiro liderou uma maratona internacional por tanto tempo, coisas estranhas aconteceram. O jornal se refere à disputa da Maratona nos Jogos Olímpicos de 2004, ocasião em que Vanderlei Cordeiro foi empurrado por um padre irlandês.
Já a página do também americano New York Post, traz uma foto do brasileiro na capa com o título Brazen Brazilian, algo como brasileiro descarado. O site afirma que Paul Tergat, um dos favoritos à vitória, disse que não conhecia Marílson, mas não importa se ele conhecia a identidade ou a habilidade do atleta, o que importa é que ele deu uma lição no queniano e nos outros competidores.
Na Itália, o tradicional Gazseta dello Sport traz o título Nova York: triunfo de Gomes. De acordo com o site do jornal, a vitória de Marílson deixou os organizadores mais do que satisfeitos, já que foi a primeira vitória de um sul-americano na prova da Big Apple.
Curiosamente, apesar de Marílson ter sido o primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York, nenhum jornal online do continente noticiou a vitória do brasileiro.
Maratona · 05 nov, 2006
Direto de Nova York - A vitória do brasileiro Marílson Gomes na Maratona de Nova York, que aconteceu nesse domingo nos Estados Unidos, foi uma surpresa para os americanos. A diretora da prova, Mary Wittenberg, expressou isso na coletiva de imprensa. Para ela a elite deste ano estava muito forte.
Fiquei muito surpresa com a prova masculina. Foi uma prova tática é muito olímpica. Nós tínhamos estrelas e nem sempre os favoritos ganham, revela. Mas os adversários de Marílson não ficaram surpresos com o resultados. Muitos deles, como o queniano Paul Tergat, já correram com o brasileiro.
Gomes é um ótimo corredor. Ele sempre será um forte adversário e hoje ele estava muito bem. Realmente não deu para alcança-lo, mas eu tentei, revela o recordista da modalidade Paul Tergat, campeão de Nova York no ano passado.
O segundo colocado da prova, Stephen Kiogora, também tentou ultrapassar o brasileiro. Eu e Tergat corremos para pegar Marílson, nem demos atenção para a segunda colocação, conta.
Segundo Marílson, ele estava bem treinado e fez a prova sem se preocupar com os adversários. Eu só olhei para trás na reta final porque tinha a sensação que alguém estava na minha cola. Eu estava errado, diz. Fiz minha preparação em Campos de Jordão por causa da altitude e lá corri em estrada. Sabia que podia superar os quenianos. Eles são feitos de carne e osso como nós. Se você teme alguma coisa, você não ganha nada, acrescenta o brasileiro.
A Maratona de Nova York aconteceu na manhã desse domingo nos Estados Unidos e contou com a presença de atletas de diversas nacionalidades. O Brasil foi representado por 275 pessoas.
Lance Armstrong - O ex-ciclista Lance Armstrong conseguiu alcançar o seu objetivo da Maratona de Nova York. Essa foi a primeira prova longa do atleta que pretendia chegar em menos de três horas.
Armstrong cruzou a linha de chegada em 2h59min35. Ele correu junto com os demais competidores. Não foi uma prova fácil, mas fiquei feliz por ter completado em menos de três horas, revela.
Maratona · 05 nov, 2006
Direto de Nova York - Ainda não acredito que venci a Maratona. Foram essas as primeiras palavras do maratonista Marílson Gomes depois de conquistar o lugar mais alto do pódio da Maratona de Nova York. A prova aconteceu nesse domingo nos Estados Unidos e reuniu cerca de 35 mil pessoas. Com 2h09min58, o atleta foi o primeiro brasileiro que venceu a competição americana. O segundo lugar da prova ficou com Stephen Kiogora, em 2h10min06, seguido pelo queniano Paul Tergat (2h10min10).
Aos 29 anos essa foi a sua primeira vitória em maratona. Na última sexta-feira o brasileiro afirmou que não temia os quenianos, principalmete o recordista mundial da modalidade Paul Tergat. E hoje não foi diferente. Sua meta era chegar entre os três primeiros colocados e conseguir mais promoção.
A intenção era entrar numa grande maratona para poder me projetar no atletismo mundial. Realmente eu consegui e agora vou tirar proveito disso, conta Marílson. Estou muito feliz por ter vencido. Nova York é uma das grandes maratonas do mundo. Mas quando se está bem treinado tudo pode acontecer. Hoje foi um dia para ficar na história, acrescenta.
Segundo o atleta, a estratégia para vencer foi se manter no pelotão principal até o quilômetro 30 e depois abrir dos demais. O percurso é muito difícil por causa das subidas e descidas. É um percurso que precisa de garra e de força. Mas me senti bem e consegui correr na frente.
Agora o brasileiro vai descansar por 20 dias e depois irá decidir suas próximas provas. Bicampeão da São Silvestre, ele ainda não sabe se participará da corrida paulista desse ano.
Com o resultado de Nova York, Marílson marcou o melhor tempo brasileiro do ano em maratona. O tempo lhe garante uma vaga nos Jogos Pan-americanos de 2007 do Rio de Janeiro.
Além disso, o brasileiro faturou um prêmio de US$130 mil e 25 pontos no Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (WMM) composto por Nova York, Boston, Londres, Berlim e Chicago. No final de 2007 o melhor ranquiado do circuito irá ganhar um milhão de dólares. Agora vou pensar e ver se devo participar do circuito. Vou fazer o que for melhor para mim, conta.
No feminino a vencedora foi Jelena Prokopcuka, da Letônia, com 2h25min05. O segundo lugar ficou com a ucraniana Tetyana Hladyr, em 2h26min05, seguida pela queniana Catherine Ndereba, com 2h26min58.
Maratona · 05 nov, 2006
O brasileiro Marílson Gomes faturou pela primeira vez a Maratona de Nova York nesse domingo (9), com o tempo de 2h09min58, seguido por Stephen Kiogora e Paul Tergat. No feminino, a atleta da Letônia Jelena Prokopcuka venceu com o tempo de 2h25min05 e se tornou bicampeã da competição. Em seguida veio Tatiana Hladyr, um minuto depois.
A prova feminina teve início no Central Park às 9h37 (hora local), 12h37 (hora de Brasília), com a temperatura na marca dos seis graus e com atletas de 21 países competindo. Jelena Prokopcuka, que defendia o título do ano passado, tomou a liderança logo no começo, enquanto que Deena Kastor se manteve um pouco mais atrás, fazendo uma corrida conservadora.
Todas as corredoras usaram uma tarja preta em homenagem à atleta canadense Emilie Mondor, que faleceu em acidente de carro em setembro desse ano. Mondor tinha 25 anos de idade e estava inscrita para a prova de Nova York.
10 quilômetros - Na passagem dos 10k a liderança era da coelho Luminita Talpos, da Romênia. O pelotão que vinha atrás, liderado por Tatiana Hladyr e Deena Kastor, chegou em Prokopcuka, ao mesmo tempo em que foi dada a largada para a prova masculina. As mulheres vinham num ritmo mais leve, mas começaram a aumentar a passada nesse ponto.
Entre os homens, os coelhos Julius Kibet e Joseph Kariuki saíram na liderança a partir da largada, seguidos por Hendrick Ramaala e Meb Keflezighi. Já na passagem dos 10k cerca de 25 atletas estavam no pelotão da frente, com Paul Tergat, Stefano Baldini, Ramaala, Dathan Ritzenhein e Alan Culpepper.
Nos 21k feminino Jelena Prokopcuka e Tatiana Hladyr apontavam na liderança, mas Prokopcuka parecia estar incomodada com a presença da rival, pois a todo o momento virava a cabeça e resmungava algumas palavras. Os homens passaram os 21k com o tempo de 1h05min33, com a liderança do coelho Kibet, seguido por Joseph Kariuki e Youssef Galmin, do Marrocos. Em seguida apareciam Meb Keflezighi e Hailu Negussie, mas o pelotão dianteiro ainda era grande, com 28 corredores.
Quando a prova feminina foi se aproximando do final, Jelena Prokopcuka abriu uma distância de quase um minuto de Tatiana Hladyr. Ela entrou na região da chegada mandando beijos para a torcida e cruzou a linha para mais um vitória.
Brasil na ponta - O brasileiro Marílson Gomes dos Santos tomou a liderança após cerca de 1h30 de prova e tentava escapar do pelotão de oito atletas que estavam na ponta. Ele liderou até a entrada no Central Park, com vários atletas atrás ainda na tentativa de alcançá-lo. Porém, Marílson foi mais rápido e cruzou com 2h09min58.
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