Cob_Jogos_Panamericanos_2007

Juraci Moreira é bronze no triathlon

Triathlon · 15 jul, 2007

O brasileiro Juraci Moreira garantiu a medalha de bronze no triathlon dos Jogos Pan-americanos, que aconteceu na manhã desse domingo (15) em Copacabana. O americano Andy Potts e o canadense Brent McMahon conquistaram respectivamente o ouro e a prata.

A largada da prova aconteceu às 8h com sol e a temperatura amena, 23ºC. Ao todo os participantes percorreram 1,5 quilômetros de natação, 40 de bike e 10 de corrida pelas ruas da avenida Atlântica. Além de Juraci Moreira, o Brasil também foi representado pelos atletas Virgílio de Castilho e Antonio Marcos.

A prova foi bastante disputada do início ao fim com muita alternância na liderança. O brasileiro Juraci Moreira fez uma competição de recuperação. Ele foi o 17º na transição da natação para a bike. Depois nas primeiras voltas do ciclismo ele alcançou o líder, até então o americano Andy Potts, mas depois foi alcançado pelo pelotão.

Já na transição da bike para a corrida, Juraci foi o 18º. Com duas participações olímpicas, Juraci ficou de fora no último Pan por causa de um pneu furado. “Mostrei para eles que o Brasil na hora da corrida manda haver. A prova foi dura, mas estou muito feliz”, conta o brasileiro que tem 28 anos. De acordo com o atleta, ele vai comemorar o bronze como se fosse ouro.

O vencedor da competição, o americano Andy Potts, além de garantir o ouro também conquistou uma vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Canadenses lideram triathlon do Pan

Triathlon · 15 jul, 2007

A largada masculina do Triathlon Pan-americano aconteceu nessa manhã às 8h na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. Nesse momento os competidores estão na etapa de corrida da corrida. Lideram a competição os canadenses Paul Tichelaar e Brent McMahon.

Os brasileiros Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos estão no pelotão atrás dos dois canadenses. O triathletas já percorreram 1,5km de natação e 40 km de bike.

O melhor brasileiro na transição bike e corrida foi Juraci Moreira que chegou na área de transição em 18º. O público em Copacabana é grande e a torcida para o Brasil também. A prova feminina será realizada hoje às 10h30.

Pan: triathletas estão na etapa final da bike

Triathlon · 15 jul, 2007

A largada masculina do Triathlon Pan-americano aconteceu às 8h na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. O sol e a temperatura já estão mais forte, 25ºC. Após percorrerem 1,5km de natação, agora os competidores estão nas últimas voltas da etapa de bike, num total de 40km.

Um pequeno grupo composto por quatro atletas (dois canadenses, um mexicano e um dominicano) lidera a prova. O Brasil é representado pelos atletas Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos.

Juraci Moreira foi o melhor brasileiro da natação e foi o segundo colocado nas primeiras voltas da bike. Restam agora mais 10 quilômetros de natação para a definição do pódio.

O público em Copacabana é grande e a torcida para o Brasil também. A prova feminina também será realizada hoje às 10h30.

Pan: triathletas competem no Rio de Janeiro

Triathlon · 15 jul, 2007

A largada masculina do Triathlon Pan-americano aconteceu às 8h na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. O sol e a temperatura amena para o domingo, 23ºC, pode favorecer os atletas. Ao todo os participantes percorrerão 1,5 quilômetros de natação, 40 de bike e 10 de corrida.

O Brasil é representado pelos atletas Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos. Mas foram os americanos que saíram em primeiro da água. O líder na transição da natação foi o americano Andy Potts seguido por seus compatritotas Jarrod Shoemaker e Brian Fleischmann.

O melhor brasileiro, que saiu da água após 1,5km de natação, foi Juraci Moreira em 17º. No pedal Juraci conseguiu se recuperar, ficou na segunda posição, apenas 24 segundos atrás do líder Andy Potts. Mas o pelotão alcançou os dois primeiros colocados e a briga pelo ouro continua.

Tudo pronto para a largada do Triatlhon do Pan

Triathlon · 15 jul, 2007

Direto do Rio de Janeiro - Está tudo pronto para a largada do triathlon dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Os atletas da categoria masculina já estão alinhados na praia de Copacabana, para a saída dos 1,5 quilômetros de natação, 40 de bike e 10 de corrida.

O sol já brilha forte no mar da Cidade Maravilhosa e a temperatura gira em torno dos 20°C. Um grande número de pessoas já começa a se aproximar dos alambrados para torcer, incluindo Leandro Macedo. O triathleta brasiliense veio acompanhar de perto a competição e conversou com o Webrun sobre os favoritos.

“A prova vai ser bem complicada e acho que um dos favoritos ao título seja o americano Andy Potts, que está muito bem. Já entre os brasileiros acho que o Marcos Antônio se destaca, já que ele já conhece esse percurso”, ressalta Leandro. O brasiliense também aposta em Mariana Ohata e Carla Moreno. “Elas estão em excelente fase e acredito que haverá chances de medalha”, comenta o brasiliense.

A largada masculina está prevista para as 8h, enquanto a feminina as 10h30.

Pan: saiba como chegar na arena do triathlon

Direto do Rio de Janeiro - Nesse domingo acontece a prova de triathlon dos Jogos Pan-americanos e o local escolhido para a competição foi a praia de Copacabana, uma das mais charmosas da cidade do Rio de Janeiro. Confira algumas informações importantes, como horários e ingressos e saiba quem são os brasileiros que vão competir.

A prova começa com 1,5 quilômetros de natação e a largada masculina está programada para as 8h, enquanto a feminina para as 10h30, ambas na Arena do Posto 6 da Praia de Copacabana. Em seguida os atletas seguem para os 40 quilômetros de ciclismo e 10 de corrida, disputados entre os postos dois e seis.

Pelo fato de a entrada ser livre, é bom chegar cedo, pois certamente haverá um grande número de pessoas torcendo por Carla Moreno, Mariana Ohata, Sandra Soldan, Juraci Moreira, Virgilho de Castilho e Antônio Marcos, componentes da delegação brasileira. E a torcida certamente fará uma grande diferença, já que os estrangeiros virão com suas equipes principais pelo fato de o ouro garantir uma vaga na Olimpíadas de Pequim em 2008.

Para chegar ao Posto seis, a melhor opção será o metrô, já que as ruas ao redor estarão interditadas e, nesse caso, a estação cantagalo é a mais próxima. Para quem for de ônibus vindo da zona norte, a melhor opção é descer no fim da Rua Barata Ribeiro ou na Rua Raul Pompéia; da Zona Sul, saltar no início da Av. Nossa Senhora de Copacabana.

Já quem vai para a região do Posto dois, a próximo ao número 1020 da avenida (Hotel Iberostar), a estação mais próxima é a Cardeal Arcoverde. De ônibus, vindo da Zona Norte, descer no início da Rua Barata Ribeiro, logo após saída do Túnel Novo; da Zona Sul, descer na Av. Nossa Senhora de Copacabana, na altura da Rua Prado Júnior, ou na Av. Princesa Isabel.


Pan: saiba como chegar na arena do triathlon

Triathlon · 14 jul, 2007

Direto do Rio de Janeiro - Nesse domingo acontece a prova de triathlon dos Jogos Pan-americanos e o local escolhido para a competição foi a praia de Copacabana, uma das mais charmosas da cidade do Rio de Janeiro. Confira algumas informações importantes, como horários e ingressos e saiba quem são os brasileiros que vão competir.

A prova começa com 1,5 quilômetros de natação e a largada masculina está programada para as 8h, enquanto a feminina para as 10h30, ambas na Arena do Posto 6 da Praia de Copacabana. Em seguida os atletas seguem para os 40 quilômetros de ciclismo e 10 de corrida, disputados entre os postos dois e seis.

Pelo fato de a entrada ser livre, é bom chegar cedo, pois certamente haverá um grande número de pessoas torcendo por Carla Moreno, Mariana Ohata, Sandra Soldan, Juraci Moreira, Virgilho de Castilho e Antônio Marcos, componentes da delegação brasileira. E a torcida certamente fará uma grande diferença, já que os estrangeiros virão com suas equipes principais pelo fato de o ouro garantir uma vaga na Olimpíadas de Pequim em 2008.

Para chegar ao Posto seis, a melhor opção será o metrô, já que as ruas ao redor estarão interditadas e, nesse caso, a estação cantagalo é a mais próxima. Para quem for de ônibus vindo da zona norte, a melhor opção é descer no fim da Rua Barata Ribeiro ou na Rua Raul Pompéia; da Zona Sul, saltar no início da Av. Nossa Senhora de Copacabana.

Já quem vai para a região do Posto dois, a próximo ao número 1020 da avenida (Hotel Iberostar), a estação mais próxima é a Cardeal Arcoverde. De ônibus, vindo da Zona Norte, descer no início da Rua Barata Ribeiro, logo após saída do Túnel Novo; da Zona Sul, descer na Av. Nossa Senhora de Copacabana, na altura da Rua Prado Júnior, ou na Av. Princesa Isabel.

Música e animação marcam abertura do Pan

Direto do Rio de Janeiro (RJ) - Milhares de pessoas vestidas de branco se reuniram no Maracanã para celebrar a abertura dos Jogos Pan-Americanos, a maior festa do esporte já realizada no Brasil.

Antes de começar a cerimônia, DJ’s se revezaram animando o público que chegava. Virna, do vôlei, e Robson Caetano, do atletismo, foram os primeiros atletas a subir ao palco. A dupla conversou com o público, ensaiou a contagem regressiva da abertura, ensinou a coreografia do hino “Viva esta energia” e chamaram a cantora Lua para o palco.

Ao fim da apresentação, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, entrou na Tribuna de Honra e foi muito vaiado pelo público presente, fato que se repetiu todas as vezes que sua imagem era projetada nos telões.

Pontualmente às 18h, o hino nacional foi cantado por Elza Soares, que teve o acompanhamento do público. A bandeira do Brasil foi hasteada pelos Dragões da Independência e iniciou-se a contagem regressiva com a imagem das 14 sedes anteriores sendo projetadas no telão. Quando zerou a contagem, o público gritava o nome da cidade e fogos de artifício explodiam no céu.

Início das apresentações - O garoto Kaiña, de 12 anos, saiu do meio do palco tocando um instrumento típico do candomblé, chamado Rum, acompanhado por 1.500 percursionistas. Os músicos formam os raios de um sol, tendo o palco como centro.

Ana Costa e Arnaldo Antunes cantaram a música “Viva esta energia” e o público, incentivado pelos voluntários, acompanha com a coreografia que Virna e Robson Caetano haviam ensinado. Os percursionistas desfazem a forma de raios de sol e fazem um corredor por onde as 42 delegações começam a entrar.

O primeiro país a entrar é a Argentina, uma vez que os primeiros jogos Pan-americanos em 1951 foram realizados em Buenos Aires. Logo depois, seguindo a ordem alfabética: Antígua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Aruba, Bahama, Barbados, Belize, Bermuda, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Caimã, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, San Kitts e Névis, São Vicente e Granadinas, Santa Lucia, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Apenas o presidente Lula foi mais vaiado que a delegação americana. Os atletas bem que tentaram ser simpáticos, acenaram para o público, ensaiaram uns passos de dança, porém nada parou a vaia contínua. As seleções da Bolívia e Venezuela também foram vaiadas. Já Cuba, Jamaica e México foram bem recebidos e aplaudidos.

Quando a seleção brasileira entrou, em último por ser o país anfitrião, os aplausos foram tantos que não se conseguia escutar o chorinho que tocava durante o desfile dos atletas. O público começou a cantar: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

A Miss Brasil, Nathália Guimarães, levou a bandeira brasileira ao centro do palco, onde estavam as bandeiras das demais delegações. A Orquestra Sinfônica Brasileira do Rio de Janeiro apresenta o hino que compôs especialmente para os Jogos e começam as apresentações artísticas.

A atriz Nathália Timberg leu um poema de Arnaldo Antunes enquanto voluntários fantasiados de árvores e vitórias régias se aproximavam do palco, junto com um jacaré e três cobras gigantes. O tema desta apresentação foi “O Sol que tudo move”, coreografado por Renato Vieira.

Em seguida o Maracanã fica azul e são representados pessoas jogando vôlei e deitadas tomando sol. Este grupo simboliza a energia da água e é encerrado com a bossa “Wave”, de Tom Jobim.

Infantil - Adriana Calcanhoto abre o bloco da “Energia do Homem” cantando uma canção de ninar. O público a acompanha a cantora com o refrão “Boi, boi, boi da cara preta, pega esta menina que tem medo de careta”.

No gramado pessoas vestidas com roupas típicas das mais diversas partes do Brasil e quatro figuras gigantes de boi bumba ocupavam o gramado. No total, 4.500 voluntários participaram das apresentações.

Após as apresentações o telão do estádio mostra todas as cidades por onde a tocha Pan-americana passou, desde o México até a cidade do Rio de Janeiro. Em seguida, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO), faz um longo discurso, sendo aplaudido em vários momentos, especialmente quando elogia os voluntários e o Co-Rio. As vaias só vieram quando o presidente Lula era citado.

Mario Vásques Rama, presidente da Organização Desportiva Pan-Americana fez seu discurso em espanhol e protagonizou um momento cômico: após desejar Boa Noite para o público fala “Hoy” que em espanhol significa hoje, porém o público achou que ele os estava saudando novamente e respondeu “Oi”, cena que se repetiu no meio do discurso.

Quando Mario Vásques acabou de falar ouve uma quebra de protocolo e, ao invés da palavra ser passada para o presidente Lula abrir oficialmente os Jogos, - tradição que vinha sendo seguida desde o primeiro Pan em Buenos Aires - a palavra retornou para Nuzman que declarou oficialmente aberta a competição.

A bandeira Olímpica e Pan-Americana são trazidas ao gramado e hasteadas pelos Dragões da Independência. A atleta Natália Falavigna fez o juramento do atleta em nome de todos que vão competir nos jogos. A brasileira Yumi Yamamoto Sawato, considerada a melhor árbitra de ginástica artística do mundo, fez o juramento em nome dos juízes.

Faltando três minutos para às 20h, Chico Cesar canta a oração pela Paz, acompanhado de uma performance do grupo de dança Deborah Colker. Quando a música termina a tocha é trazida ao gramado pelas mãos de Torben Grael, atleta da Vela.

Em seguida a tocha foi passada para a equipe masculina de vôlei que ganhou o ouro em Barcelona-92, que por sua vez passou o fogo para a equipe feminina de basquete, campeã em Atlanta-96. As meninas a entregaram para Sandra Pires, do vôlei de praia, que passou para Gustavo Borges, da natação, que por fim entregou o fogo para Joaquim Cruz, que acendeu a Pira Pan-americana.

Encerramento - Foi a vez de Daniela Mercury subir ao palco para cantar uma última música e encerrar a festa de abertura. Os atletas deixaram as arquibancadas e dançaram no gramado do maior estádio de futebol do Mundo.

“A cerimônia foi muito bonita. Quinta-feira espero conquistar uma medalha de ouro para o Brasil”, disse o atleta Vilson da Conceição Nascimento que competirá na canoagem. O atleta do remo Marco Martins, que até pintou os cabelos de azul para entrar no clima dos jogos, também gostou da cerimônia: “foi magnífica, é meu primeiro Pan e a primeira vez que venho no Maracanã. Acho que por ser no Rio é uma força a mais pra gente”, afirmou.


Música e animação marcam abertura do Pan

Atletismo · 13 jul, 2007

Direto do Rio de Janeiro (RJ) - Milhares de pessoas vestidas de branco se reuniram no Maracanã para celebrar a abertura dos Jogos Pan-Americanos, a maior festa do esporte já realizada no Brasil.

Antes de começar a cerimônia, DJ’s se revezaram animando o público que chegava. Virna, do vôlei, e Robson Caetano, do atletismo, foram os primeiros atletas a subir ao palco. A dupla conversou com o público, ensaiou a contagem regressiva da abertura, ensinou a coreografia do hino “Viva esta energia” e chamaram a cantora Lua para o palco.

Ao fim da apresentação, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, entrou na Tribuna de Honra e foi muito vaiado pelo público presente, fato que se repetiu todas as vezes que sua imagem era projetada nos telões.

Pontualmente às 18h, o hino nacional foi cantado por Elza Soares, que teve o acompanhamento do público. A bandeira do Brasil foi hasteada pelos Dragões da Independência e iniciou-se a contagem regressiva com a imagem das 14 sedes anteriores sendo projetadas no telão. Quando zerou a contagem, o público gritava o nome da cidade e fogos de artifício explodiam no céu.

Início das apresentações - O garoto Kaiña, de 12 anos, saiu do meio do palco tocando um instrumento típico do candomblé, chamado Rum, acompanhado por 1.500 percursionistas. Os músicos formam os raios de um sol, tendo o palco como centro.

Ana Costa e Arnaldo Antunes cantaram a música “Viva esta energia” e o público, incentivado pelos voluntários, acompanha com a coreografia que Virna e Robson Caetano haviam ensinado. Os percursionistas desfazem a forma de raios de sol e fazem um corredor por onde as 42 delegações começam a entrar.

O primeiro país a entrar é a Argentina, uma vez que os primeiros jogos Pan-americanos em 1951 foram realizados em Buenos Aires. Logo depois, seguindo a ordem alfabética: Antígua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Aruba, Bahama, Barbados, Belize, Bermuda, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Caimã, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, San Kitts e Névis, São Vicente e Granadinas, Santa Lucia, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Apenas o presidente Lula foi mais vaiado que a delegação americana. Os atletas bem que tentaram ser simpáticos, acenaram para o público, ensaiaram uns passos de dança, porém nada parou a vaia contínua. As seleções da Bolívia e Venezuela também foram vaiadas. Já Cuba, Jamaica e México foram bem recebidos e aplaudidos.

Quando a seleção brasileira entrou, em último por ser o país anfitrião, os aplausos foram tantos que não se conseguia escutar o chorinho que tocava durante o desfile dos atletas. O público começou a cantar: “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

A Miss Brasil, Nathália Guimarães, levou a bandeira brasileira ao centro do palco, onde estavam as bandeiras das demais delegações. A Orquestra Sinfônica Brasileira do Rio de Janeiro apresenta o hino que compôs especialmente para os Jogos e começam as apresentações artísticas.

A atriz Nathália Timberg leu um poema de Arnaldo Antunes enquanto voluntários fantasiados de árvores e vitórias régias se aproximavam do palco, junto com um jacaré e três cobras gigantes. O tema desta apresentação foi “O Sol que tudo move”, coreografado por Renato Vieira.

Em seguida o Maracanã fica azul e são representados pessoas jogando vôlei e deitadas tomando sol. Este grupo simboliza a energia da água e é encerrado com a bossa “Wave”, de Tom Jobim.

Infantil - Adriana Calcanhoto abre o bloco da “Energia do Homem” cantando uma canção de ninar. O público a acompanha a cantora com o refrão “Boi, boi, boi da cara preta, pega esta menina que tem medo de careta”.

No gramado pessoas vestidas com roupas típicas das mais diversas partes do Brasil e quatro figuras gigantes de boi bumba ocupavam o gramado. No total, 4.500 voluntários participaram das apresentações.

Após as apresentações o telão do estádio mostra todas as cidades por onde a tocha Pan-americana passou, desde o México até a cidade do Rio de Janeiro. Em seguida, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 (CO-RIO), faz um longo discurso, sendo aplaudido em vários momentos, especialmente quando elogia os voluntários e o Co-Rio. As vaias só vieram quando o presidente Lula era citado.

Mario Vásques Rama, presidente da Organização Desportiva Pan-Americana fez seu discurso em espanhol e protagonizou um momento cômico: após desejar Boa Noite para o público fala “Hoy” que em espanhol significa hoje, porém o público achou que ele os estava saudando novamente e respondeu “Oi”, cena que se repetiu no meio do discurso.

Quando Mario Vásques acabou de falar ouve uma quebra de protocolo e, ao invés da palavra ser passada para o presidente Lula abrir oficialmente os Jogos, - tradição que vinha sendo seguida desde o primeiro Pan em Buenos Aires - a palavra retornou para Nuzman que declarou oficialmente aberta a competição.

A bandeira Olímpica e Pan-Americana são trazidas ao gramado e hasteadas pelos Dragões da Independência. A atleta Natália Falavigna fez o juramento do atleta em nome de todos que vão competir nos jogos. A brasileira Yumi Yamamoto Sawato, considerada a melhor árbitra de ginástica artística do mundo, fez o juramento em nome dos juízes.

Faltando três minutos para às 20h, Chico Cesar canta a oração pela Paz, acompanhado de uma performance do grupo de dança Deborah Colker. Quando a música termina a tocha é trazida ao gramado pelas mãos de Torben Grael, atleta da Vela.

Em seguida a tocha foi passada para a equipe masculina de vôlei que ganhou o ouro em Barcelona-92, que por sua vez passou o fogo para a equipe feminina de basquete, campeã em Atlanta-96. As meninas a entregaram para Sandra Pires, do vôlei de praia, que passou para Gustavo Borges, da natação, que por fim entregou o fogo para Joaquim Cruz, que acendeu a Pira Pan-americana.

Encerramento - Foi a vez de Daniela Mercury subir ao palco para cantar uma última música e encerrar a festa de abertura. Os atletas deixaram as arquibancadas e dançaram no gramado do maior estádio de futebol do Mundo.

“A cerimônia foi muito bonita. Quinta-feira espero conquistar uma medalha de ouro para o Brasil”, disse o atleta Vilson da Conceição Nascimento que competirá na canoagem. O atleta do remo Marco Martins, que até pintou os cabelos de azul para entrar no clima dos jogos, também gostou da cerimônia: “foi magnífica, é meu primeiro Pan e a primeira vez que venho no Maracanã. Acho que por ser no Rio é uma força a mais pra gente”, afirmou.

Tocha do Pan causa surpresa antes de chegar no Maracanã

Direto do Rio de Janeiro (RJ) - A tocha do Pan-Americano fez hoje seu último percurso para chegar ao estádio do Maracanã, onde será realizada a cerimônia de abertura dos jogos nessa sexta-feira (13). Depois de muitas semanas percorrendo diversas cidades brasileiras, hoje a pira foi carregada dentro de uma “van” oficial até a rua Barão de Mesquita, na Tijuca.

No local a comitiva parou o carro e a acendeu a tocha. O evento causou espanto nos “tijucanos”, que foram surpreendidos com a repentina interdição do trânsito na rua. Quando descobriram que se tratava da passagem da tocha Pan-americana as opiniões se dividiram. Muitos ficaram felizes por participarem do evento, porém, houve reclamações por ter sido pouco divulgado e do caos no trânsito.

As amigas Renata Coelho e Giseli Nascimento eram as mais empolgadas. “Estou muito feliz por estar participando do evento, é algo muito importante para o Rio”, diz Renata. Já sua amiga complementou: “deviam ter avisado melhor, não teve divulgação nenhuma, todo mundo aqui foi pego de surpresa”.

O público procurou se informar com os guardas municipais sobre quem levaria a tocha, porém, estes afirmaram que apesar de estarem escoltando a tocha desde cedo, a organização do evento não informou quem iria carregar ou nenhum outro detalhe. “Nossa função é manter o trânsito livre, quem se ocupa da tocha é o Co-Rio e eles não passaram nenhum detalhe para a gente”, reclama o Guarda Municipal Arnaldo.

Apesar de toda a confusão e falta de informação, o público, incentivado pelo Comitê Organizador dos Jogos, aplaudiu com muito entusiasmo a passagem da tocha e correram acompanhando-a e buscando um bom ângulo para registrar o raro momento.


Tocha do Pan causa surpresa antes de chegar no Maracanã

Atletismo · 13 jul, 2007

Direto do Rio de Janeiro (RJ) - A tocha do Pan-Americano fez hoje seu último percurso para chegar ao estádio do Maracanã, onde será realizada a cerimônia de abertura dos jogos nessa sexta-feira (13). Depois de muitas semanas percorrendo diversas cidades brasileiras, hoje a pira foi carregada dentro de uma “van” oficial até a rua Barão de Mesquita, na Tijuca.

No local a comitiva parou o carro e a acendeu a tocha. O evento causou espanto nos “tijucanos”, que foram surpreendidos com a repentina interdição do trânsito na rua. Quando descobriram que se tratava da passagem da tocha Pan-americana as opiniões se dividiram. Muitos ficaram felizes por participarem do evento, porém, houve reclamações por ter sido pouco divulgado e do caos no trânsito.

As amigas Renata Coelho e Giseli Nascimento eram as mais empolgadas. “Estou muito feliz por estar participando do evento, é algo muito importante para o Rio”, diz Renata. Já sua amiga complementou: “deviam ter avisado melhor, não teve divulgação nenhuma, todo mundo aqui foi pego de surpresa”.

O público procurou se informar com os guardas municipais sobre quem levaria a tocha, porém, estes afirmaram que apesar de estarem escoltando a tocha desde cedo, a organização do evento não informou quem iria carregar ou nenhum outro detalhe. “Nossa função é manter o trânsito livre, quem se ocupa da tocha é o Co-Rio e eles não passaram nenhum detalhe para a gente”, reclama o Guarda Municipal Arnaldo.

Apesar de toda a confusão e falta de informação, o público, incentivado pelo Comitê Organizador dos Jogos, aplaudiu com muito entusiasmo a passagem da tocha e correram acompanhando-a e buscando um bom ângulo para registrar o raro momento.

Sandra Soldan está de olho no ouro Pan-americano

Sandra Soldan, 33 anos, é uma das integrantes da delegação brasileira de triathlon que estará nos Jogos Pan-americanos. Natural do Rio de Janeiro, ela usará sua experiência na competção e ficará de olho nas pricipais adversárias, as americanas e canadenses. Após diversas semanas de treino, agora ela descansa e aguarda o grande dia, já que a disputa será no próximo domingo (15).

“A semana que antecede a competição é bem tranqüila”, ressalta. “Não faço treinos de grande intensidade, apenas mantenho o metabolismo ativo e cuido bem da hidratação e da alimentação”, completa. Ela competirá seu terceiro Pan-americano e pretende melhorar o oitavo lugar de Winnipeg (Canadá,) em 1999 e o quinto de Santo Domingo (República Dominicana), em 2003.

Apesar de competir em sua terra natal, ela diz que a pressão será mais intensa. “A pressão para mim é mais interna, mas terei a vantagem de contar com o apoio da família, amigos e da torcida”. Segundo ela, o incentivo no final da competição é fundamental para renovar as energias e seguir em diante.

Outro ponto a favor da disputa ser no Rio de Janeiro é o fato dela não sofrer o desgaste do deslocamento. “A vantagem é não precisar entrar num avião, porque eu fico quebrada, não consigo dormir mais do que 15 minutos”, comenta.

Alto nível - A competição intercontinental terá um incentivo a mais para os atletas de todos os países, já que uma vitória já carimba o passaporte para os Jogos Olímpicos de Pequim (China) em 2008. “A medalha de ouro garante uma vaga para as olimpíadas e as adversárias virão com as equipes principais”, salienta a triathleta que destaca as americanas e canadenses como as principais concorrentes.

“As americanas vêm com uma estratégia de colocar uma ex-jogadora de pólo aquático, que em Santo Domingo saiu da água 10 segundos à frente das primeiras e ficou assim até o final”, lembra. De acordo com a carioca, o fato de não sair da água entre as primeiras colocadas certamente prejudica o resto da competição.

Além de Sandra, a delegação brasileira será composta por Carla Moreno e Mariana Ohata, mesma formação dos Pan-americanos de Winnipeg (1999) e Santo Domingo (2003). “A prova é individual, mas cada uma vai tentar se ajudar no que for possível no ciclismo, pois é a modalidade em que a gente pode combinar alguma coisa. Nas outras duas será muito complicado”, adianta.

A prova de triathlon será realizada no dia 15 de julho na praia de Copacabana perto do posto seis. O Pan-americano abre oficialmente o calendário de jogos nessa sexta (13) com a cerimônia de abertura.


Sandra Soldan está de olho no ouro Pan-americano

Triathlon · 13 jul, 2007

Sandra Soldan, 33 anos, é uma das integrantes da delegação brasileira de triathlon que estará nos Jogos Pan-americanos. Natural do Rio de Janeiro, ela usará sua experiência na competção e ficará de olho nas pricipais adversárias, as americanas e canadenses. Após diversas semanas de treino, agora ela descansa e aguarda o grande dia, já que a disputa será no próximo domingo (15).

“A semana que antecede a competição é bem tranqüila”, ressalta. “Não faço treinos de grande intensidade, apenas mantenho o metabolismo ativo e cuido bem da hidratação e da alimentação”, completa. Ela competirá seu terceiro Pan-americano e pretende melhorar o oitavo lugar de Winnipeg (Canadá,) em 1999 e o quinto de Santo Domingo (República Dominicana), em 2003.

Apesar de competir em sua terra natal, ela diz que a pressão será mais intensa. “A pressão para mim é mais interna, mas terei a vantagem de contar com o apoio da família, amigos e da torcida”. Segundo ela, o incentivo no final da competição é fundamental para renovar as energias e seguir em diante.

Outro ponto a favor da disputa ser no Rio de Janeiro é o fato dela não sofrer o desgaste do deslocamento. “A vantagem é não precisar entrar num avião, porque eu fico quebrada, não consigo dormir mais do que 15 minutos”, comenta.

Alto nível - A competição intercontinental terá um incentivo a mais para os atletas de todos os países, já que uma vitória já carimba o passaporte para os Jogos Olímpicos de Pequim (China) em 2008. “A medalha de ouro garante uma vaga para as olimpíadas e as adversárias virão com as equipes principais”, salienta a triathleta que destaca as americanas e canadenses como as principais concorrentes.

“As americanas vêm com uma estratégia de colocar uma ex-jogadora de pólo aquático, que em Santo Domingo saiu da água 10 segundos à frente das primeiras e ficou assim até o final”, lembra. De acordo com a carioca, o fato de não sair da água entre as primeiras colocadas certamente prejudica o resto da competição.

Além de Sandra, a delegação brasileira será composta por Carla Moreno e Mariana Ohata, mesma formação dos Pan-americanos de Winnipeg (1999) e Santo Domingo (2003). “A prova é individual, mas cada uma vai tentar se ajudar no que for possível no ciclismo, pois é a modalidade em que a gente pode combinar alguma coisa. Nas outras duas será muito complicado”, adianta.

A prova de triathlon será realizada no dia 15 de julho na praia de Copacabana perto do posto seis. O Pan-americano abre oficialmente o calendário de jogos nessa sexta (13) com a cerimônia de abertura.

Neném comenta sobre o Brasil no Triathlon do Pan

O treinador Carlos Eugênio Ferraro, conselheiro técnico da Seleção Brasileira de Triathlon, comenta em seu artigo como está a equipe brasileira do Pan e destaca os pontos fortes dos representantes do país no Rio de Janeiro. Confira.

Rio de Janeiro - No próximo domingo dia (15) teremos a prova mais importante do triathlon brasileiro: a disputa do Pan. Mas a modalidade é recente no cenário de competições oficiais. Após muitos anos de espera, o triathlon finalmente entrou para a lista de esportes Olímpicos em 2000 nas Olimpíadas de Sydney. Para os brasileiros, esse momento foi sem dúvida um marco na história do triathlon do país, pois, além de estar presente em 2000, o Brasil teve sua equipe completa e com uma participação de destaque.

Mas passados sete anos, o triathlon Brasileiro pouco evoluiu, salvo alguns resultados individuais que colocaram o nome do Brasil em destaque. O triathlon, como vários outros esportes, precisa e muito de resultados expressivos nestes Jogos Pan-americanos para, não só cair no gosto popular, como também nas graças do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O incentivo financeiro do Comitê é vital para a estruturação dos esportes amadores.

Sandra Soldan, Carla Moreno, Mariana Ohata, Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos terão a honra e também a responsabilidade de representar o Brasil nos Jogos do Rio. Nenhum deles viu o Pan acontecer no Brasil e creio que também dificilmente verão os próximos, pois levará muitos anos para que os Jogos voltem para cá. Por tudo isso, a responsabilidade, a honra, o prazer e a importância desta prova se torna único na nossa curta história do triathlon brasileiro.

Competição - A prova será no posto seis de Copacabana, um lugar muito conhecido dos triathletas. A largada masculina será às 8h e a feminina às 10h30.

A prova terá algumas características bem distintas para cada um dos nossos brasileiros. Nossos maiores rivais, como sempre serão os americanos e os canadenses que são grandes nadadores e grandes ciclistas.

Para Antonio Marcos, nosso melhor corredor, a prova se definirá a partir da largada, pois para ele, a natação terá um peso fundamental. Se ele sair da água com um bom pelotão, ele terá grandes chances de alcançar os líderes na corrida.

Para Juraci Moreira não será muito diferente. Com uma corrida forte e sempre muito consistente, ele terá que se esforçar mais do que nunca na natação e no ciclismo para estar com os líderes na alça de mira.

No caso de Virgilio, que tem a melhor natação entre os brasileiros, acredito que a concentração será sua maior arma, podendo ajudá-lo muito, como em Santo Domingo, ou atrapalhá-lo, caso ele perca o foco. Se Virgilio encaixar uma boa natação, estará também entre os líderes.

Mulheres - Já para as meninas do Brasil não é muito diferente. As americanas e as canadenses, excelentes nadadoras e fortes ciclistas, serão as maiores rivais. Mas, em grandes eventos não podemos descartar nenhuma adversária. Todas estão em sua melhor forma. Entre as brasileiras todas possuem seu ponto forte e tem que saber usar isso na durante a prova.

Mariana Ohata é a grande favorita ao ouro. Tem obtido grandes resultados nesta temporada e esta em grande fase. Carla Moreno, assim como Antonio Marcos, tem na corrida sua grande arma. Se ela estiver num pelotão que a leve para frente, terá grandes chances de buscar as líderes.

Já Sandra Soldan tem na natação uma arma potente para eventos de alto nível técnico. Ela terá alguma chance se sair da água no primeiro pelotão. Para nós, resta torcer muito pelos nossos atletas, pelo nosso triathlon e principalmente pelo nosso país.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva


Neném comenta sobre o Brasil no Triathlon do Pan

Triathlon · 12 jul, 2007

O treinador Carlos Eugênio Ferraro, conselheiro técnico da Seleção Brasileira de Triathlon, comenta em seu artigo como está a equipe brasileira do Pan e destaca os pontos fortes dos representantes do país no Rio de Janeiro. Confira.

Rio de Janeiro - No próximo domingo dia (15) teremos a prova mais importante do triathlon brasileiro: a disputa do Pan. Mas a modalidade é recente no cenário de competições oficiais. Após muitos anos de espera, o triathlon finalmente entrou para a lista de esportes Olímpicos em 2000 nas Olimpíadas de Sydney. Para os brasileiros, esse momento foi sem dúvida um marco na história do triathlon do país, pois, além de estar presente em 2000, o Brasil teve sua equipe completa e com uma participação de destaque.

Mas passados sete anos, o triathlon Brasileiro pouco evoluiu, salvo alguns resultados individuais que colocaram o nome do Brasil em destaque. O triathlon, como vários outros esportes, precisa e muito de resultados expressivos nestes Jogos Pan-americanos para, não só cair no gosto popular, como também nas graças do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O incentivo financeiro do Comitê é vital para a estruturação dos esportes amadores.

Sandra Soldan, Carla Moreno, Mariana Ohata, Juraci Moreira, Virgílio de Castilho e Antonio Marcos terão a honra e também a responsabilidade de representar o Brasil nos Jogos do Rio. Nenhum deles viu o Pan acontecer no Brasil e creio que também dificilmente verão os próximos, pois levará muitos anos para que os Jogos voltem para cá. Por tudo isso, a responsabilidade, a honra, o prazer e a importância desta prova se torna único na nossa curta história do triathlon brasileiro.

Competição - A prova será no posto seis de Copacabana, um lugar muito conhecido dos triathletas. A largada masculina será às 8h e a feminina às 10h30.

A prova terá algumas características bem distintas para cada um dos nossos brasileiros. Nossos maiores rivais, como sempre serão os americanos e os canadenses que são grandes nadadores e grandes ciclistas.

Para Antonio Marcos, nosso melhor corredor, a prova se definirá a partir da largada, pois para ele, a natação terá um peso fundamental. Se ele sair da água com um bom pelotão, ele terá grandes chances de alcançar os líderes na corrida.

Para Juraci Moreira não será muito diferente. Com uma corrida forte e sempre muito consistente, ele terá que se esforçar mais do que nunca na natação e no ciclismo para estar com os líderes na alça de mira.

No caso de Virgilio, que tem a melhor natação entre os brasileiros, acredito que a concentração será sua maior arma, podendo ajudá-lo muito, como em Santo Domingo, ou atrapalhá-lo, caso ele perca o foco. Se Virgilio encaixar uma boa natação, estará também entre os líderes.

Mulheres - Já para as meninas do Brasil não é muito diferente. As americanas e as canadenses, excelentes nadadoras e fortes ciclistas, serão as maiores rivais. Mas, em grandes eventos não podemos descartar nenhuma adversária. Todas estão em sua melhor forma. Entre as brasileiras todas possuem seu ponto forte e tem que saber usar isso na durante a prova.

Mariana Ohata é a grande favorita ao ouro. Tem obtido grandes resultados nesta temporada e esta em grande fase. Carla Moreno, assim como Antonio Marcos, tem na corrida sua grande arma. Se ela estiver num pelotão que a leve para frente, terá grandes chances de buscar as líderes.

Já Sandra Soldan tem na natação uma arma potente para eventos de alto nível técnico. Ela terá alguma chance se sair da água no primeiro pelotão. Para nós, resta torcer muito pelos nossos atletas, pelo nosso triathlon e principalmente pelo nosso país.




Carlos Eugênio Ferraro
conhecido como Neném, é consultor Webrun da seção Triathlon. Graduado em Educação Física e pós-graduado em Treinamento Desportivo, já foi técnico da Seleção Brasileira de Triathlon nos jogos Pan-Americanos de 2003 e dos Campeonatos Mundiais (1992, 2002 e 2004). Também atuou como assessor técnico da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sidney e Atenas e hoje é conselheiro Técnico da Seleção Brasileira de Triathlon. É fundador da Equipe Carlos Eugênio assessoria esportiva