Ana Lídia Borba era uma das apostas nacionais para o título feminino no Ironman Brasil 2012. Dos Estados Unidos, Kim Loeffler também era uma das favoritas. Ambas estiveram entre as quatro triatletas que participaram da coletiva de imprensa pré-prova (as outras foram Fernanda Keller e Hillary Biscay).
Além do favoritismo, as duas tiveram outra coisa em comum no Iron: a dificuldade. Tanto Kim como Ana Lídia sofreram muito para chegar entre as dez melhores, superando obstáculos e demonstrando grande preparo psicológico.
As chagas de Kim- A norte-americana foi a segunda colocada da competição feminina. Chegou cambaleante, escorando-se no pórtico de chegada e ameaçando desabar, despertando o senso de emergência no staff.
Foi um dia sofrido, em que fiz um doloroso jogo de pega-pega, conta a atleta, referindo-se à vantagem que a belga Sofie Goos estabeleceu durante a prova. Ela revela que teve de repensar a sua estratégia ao longo do percurso por conta da liderança de Sofie.
Meu plano era pedalar forte, mas segurar um pouco para correr a maratona em até três horas. Pensei que com isso poderia completar em 9h15min. Em determinado momento tive que tomar a decisão de ir com força total, mas ainda saí da bike 14 minutos atrás dela, explica.
Kim acredita que poderia ter ganho porque diminuía cada vez mais a distância da belga, mas a linha de chegada estava antes. Ela entrou para correr com uma lesão no quadril, o que justifica a forma como chegou. Na premiação, no dia seguinte, teve dificuldades para subir ao palco. Estou bem dolorida ainda, conta, mostrando também uma ferida no pescoço ocorrida na natação.
A volta de Ana Lídia- Assim como a norte-americana, Ana Lídia teve que fazer uma prova de recuperação. A palavra, no entanto, teve sentido duplo para ela no domingo. Não apenas por correr atrás do resultado, mas para provar a si mesma que estava em boa forma depois do acidente que sofreu em 2009.
Eu queria fazer uma boa prova, a do ano passado estava engasgada, confidencia. A brasileira estava bem treinada para ter um grande desempenho, mas foi vítima de uma variável que é o pesadelo dos triatletas: furou um pneu.
Saí bem da água, mas meu pneu furou com 15 quilômetros de bike e o selante não segurou. Fiquei mais de dez minutos parada e nisso perdi várias posições, conta a competidora.
Como Kim, ela teve que alterar seu planejamento no meio da disputa e partir para o tudo ou nada. Foi uma prova bem de cabeça. Quando não consegui trocar o pneu pensei em abandonar, confidencia.
Ana Lídia venceu a si mesma e seguiu até o final, o que resultou em um nono lugar. Resolvi arriscar 100% na bike e ver o que sobrava para a corrida. Depois que você toma a decisão, tem que confiar na sua escolha, afirma. Estou satisfeita porque tirei esse peso do ano passado. Não tive problema de lesão, estou inteira, então tenho total confiança de que voltei ao que eu era, encerra.
Triathlon · 01 jun, 2012
Ana Lídia Borba era uma das apostas nacionais para o título feminino no Ironman Brasil 2012. Dos Estados Unidos, Kim Loeffler também era uma das favoritas. Ambas estiveram entre as quatro triatletas que participaram da coletiva de imprensa pré-prova (as outras foram Fernanda Keller e Hillary Biscay).
Além do favoritismo, as duas tiveram outra coisa em comum no Iron: a dificuldade. Tanto Kim como Ana Lídia sofreram muito para chegar entre as dez melhores, superando obstáculos e demonstrando grande preparo psicológico.
As chagas de Kim- A norte-americana foi a segunda colocada da competição feminina. Chegou cambaleante, escorando-se no pórtico de chegada e ameaçando desabar, despertando o senso de emergência no staff.
Foi um dia sofrido, em que fiz um doloroso jogo de pega-pega, conta a atleta, referindo-se à vantagem que a belga Sofie Goos estabeleceu durante a prova. Ela revela que teve de repensar a sua estratégia ao longo do percurso por conta da liderança de Sofie.
Meu plano era pedalar forte, mas segurar um pouco para correr a maratona em até três horas. Pensei que com isso poderia completar em 9h15min. Em determinado momento tive que tomar a decisão de ir com força total, mas ainda saí da bike 14 minutos atrás dela, explica.
Kim acredita que poderia ter ganho porque diminuía cada vez mais a distância da belga, mas a linha de chegada estava antes. Ela entrou para correr com uma lesão no quadril, o que justifica a forma como chegou. Na premiação, no dia seguinte, teve dificuldades para subir ao palco. Estou bem dolorida ainda, conta, mostrando também uma ferida no pescoço ocorrida na natação.
A volta de Ana Lídia- Assim como a norte-americana, Ana Lídia teve que fazer uma prova de recuperação. A palavra, no entanto, teve sentido duplo para ela no domingo. Não apenas por correr atrás do resultado, mas para provar a si mesma que estava em boa forma depois do acidente que sofreu em 2009.
Eu queria fazer uma boa prova, a do ano passado estava engasgada, confidencia. A brasileira estava bem treinada para ter um grande desempenho, mas foi vítima de uma variável que é o pesadelo dos triatletas: furou um pneu.
Saí bem da água, mas meu pneu furou com 15 quilômetros de bike e o selante não segurou. Fiquei mais de dez minutos parada e nisso perdi várias posições, conta a competidora.
Como Kim, ela teve que alterar seu planejamento no meio da disputa e partir para o tudo ou nada. Foi uma prova bem de cabeça. Quando não consegui trocar o pneu pensei em abandonar, confidencia.
Ana Lídia venceu a si mesma e seguiu até o final, o que resultou em um nono lugar. Resolvi arriscar 100% na bike e ver o que sobrava para a corrida. Depois que você toma a decisão, tem que confiar na sua escolha, afirma. Estou satisfeita porque tirei esse peso do ano passado. Não tive problema de lesão, estou inteira, então tenho total confiança de que voltei ao que eu era, encerra.
Triathlon · 01 jun, 2011
Completar um Ironman em muitas ocasiões pode ser mais importante do que ganhar a competição. Foi o caso de Ana Lídia Borba na edição de 2011 da prova brasileira, realizada no domingo (29/05), em Florianópolis (SC). A principal missão de finalizar o percurso foi cumprida. Só fico um pouco triste porque estava fazendo uma excelente prova, briguei pelos cinco primeiros lugares, mas por conta de uma lesão no quadril eu não conseguir manter a velocidade até o final, diz a triatleta de 26 anos.
Ana Lídia sofreu um acidente de bike durante um treino em uma rodovia no interior paulista no final de 2009, mas passou por diversos tratamentos e rapidamente voltou para o triatlhon. Este ano, o grande objetivo da jovem goiana era ter uma boa perfomance na disputa, mas logo no começo ela caiu na largada e ficou atrás dos amadores.
Depois do início conturbado eu conseguiu recuperar o tempo. Fiz uma boa natação e tive bom desempenho na bike. Porém, na corrida estava fazendo uma média de cinco minutos por quilômetro, até sentir uma dor no quadril. O problema, segundo Ana, apareceu nas descidas de Canasvieiras e foi difícil continuar a correr. Comecei a trotar e até caminhar, porque o mais importante era cruzar a linha de chegada, acrescenta a triatleta.
Outro fator que deixou Ana um pouco decepcionada foi o ciclismo, já que havia muitas atletas em pelotões. Gosto de ver o Ironman com uma prova mais limpa, mais individual, por isso defendo a largada em baterias, para tentar quebrar essa questão de pelotões. Se fosse desta maneira não seria atropelada no começo da disputa.
Agora a meta para o restante do ano é competir o Ironman Brasil 70.3, em Penha (SC), no final de agosto, mas não sem antes passar por algumas avaliações. Preciso voltar e fazer alguns exames e ver o que foi essa lesão, tratar o problema e zerar, porque meu objetivo é lutar pelo pódio e não precisar caminhar numa prova como essa, completa Ana.
O evento reuniu 1.822 triatletas no sul do país e os participantes interessados em comprar a fotos do evento podem acessar a
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