
Narloch quer a segunda vitória após 11 anos (foto: Ricardo Antunes/ www.webrun.com.br)
Depois de obterem oficialmente a classificação para os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, Sirlene Pinho e Márcia Narloch vão disputar os 10 km Tribuna FM no próximo domingo (20) em Santos, de olho na vitória. Junto com as duas maratonistas estarão 10 estrangeiros, num total de 12,5 mil pessoas.
Apesar de estarem focadas para a disputa do Pan, ambas estão preparadas para enfrentar os 10 quilômetros, mesmo sabendo do alto nível das concorrentes. Márcia venceu a competição em 1996 e nos últimos 10 anos sempre esteve entre as melhores, enquanto Sirlene busca sua primeira vitória, já que a melhor colocação foi um terceiro lugar em 2003.
Estou bem como sempre. Para essa prova você tem de estar muito bem se quiser pensar em pódio. É muito difícil, porque além das melhores do Brasil, tem a estrangeiras, ressalta Narloch. Já Sirlene, que se preparou em Águas de Lindóia com o treinador Valmir Nunes, comenta: Estou mais leve ainda e acredito que posso correr bem forte. Fiquei animada com os meus treinos.
Ambas vão contar com o apoio total do público, que sempre marca presença na competição santista e costuma ser um incentivo a mais para os atletas. Tem de estar sempre no grupo da frente. Não deixar ninguém abrir e no final tentar surpreender, correr forte. Estou confiante e sei que a torcida ajudará muito, revela Sirlene.
Ouro é o objetivo – As duas fizeram uma preparação específica para os Jogos Pan-americanos e tem em mente conquistar a medalha de ouro. Acho que esse é o pensamento de todos os atletas que estarão lá. Estou treinando para isso, ressalta Narloch, que participará pela terceira vez dos Jogos, sendo que em Santo Domingo faturou o posto mais alto.
Não tem como não sonhar com isso. Será um momento especial na carreira de qualquer atleta brasileiro. Todo mundo estará de olho lá. Batalhei muito para conquistar a vaga e agora quero fazer bonito. Eu e o Valmir estamos trabalhando com esse pensamento na cabeça, lembra Sirlene, que é ex-faxineira e não teve trabalho de base na infância.
Este texto foi escrito por: Webrun