
Sanya é bicampeã olímpica e tetracampeã mundial nos 4x400m (foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons)
A velocista norte americana Sanya Richards Ross iniciou uma discussão polêmica em seu Twitter na última sexta-feira (20/07), ao defender que os atletas olímpicos deveriam ser remunerados para representar seus países na Olimpíada, ou que pelo menos pudessem expor seus patrocinadores durante a competição. Os Comitês Olímpicos de cada país possuem patrocinadores próprios e obrigam os atletas a usarem apenas os uniformes oficias, proibindo-os de expor quaisquer outras marcas.
Com seis bilhões de dólares sendo movimentados na Olimpíada, por que os atletas competem de graça?, afirma a bicampeã olímpica do 4x400m (Atenas e Pequim). A jamaicana naturalizada americana comenta ainda que os atletas de pista deveriam ser liberados para colocar múltiplos logos em seus uniformes. Eu adoraria mostrar o amor pelos meus patrocinadores. Entre as hashtags (#) que ela utilizou estão PerguntasQuePrecisamdeRespostas e NósQueremosMudanças.
O Comitê Olímpico Americano oferece um bônus de dez mil dólares aos seus 530 membros, valor que representa cerca de 59% do salário top de um integrante da organização. Apesar das reivindicações, vale lembrar que os Comitês têm gastos com a delegação, entre eles a contratação de técnicos, a organização de eventos pré Olimpíadas e a locação de centros de treinamento exclusivos durante os jogos.
Os comentários dos seguidores da velocista foram os mais diversos, com a maioria defendendo a posição dela, mas outros criticando. Uma revolução está para acontecer no atletismo. Elogio a @SanyaRichiRoss por ser uma porta voz Com líderes como ela veremos mudanças, disse o saltador com vara Brad Walker. Já a torcedora Breanne Ward disse: Os atletas olímpicos são pagos de uma forma diferente. Eles têm a experiência que muitas pessoas só podem sonhar: serem heróis reais.
Quem quiser acompanhar as discussões pode segui-la no Twitter pelo @SanyaRichiRoss
Este texto foi escrito por: Webrun