A festa começou cedo no dia três de dezembro. Corredores, caminhantes e crianças chegavam aos poucos para a 6ª Corrida Shalom A Corrida Pela Paz que foi realizada na Cidade Universitária. O clima festivo e de confraternização era evidente com famílias inteiras e muitos amigos chegando juntos para participar do evento.
Por falar em clima, um dia bonito amanheceu trazendo mais animação para as pessoas, que acompanharam um aquecimento às 8h30. Após o aquecimento, os atletas se dirigiram ao pórtico de largada, posicionado-se calmamente e esperando a buzina soar para partir para os 6km de corrida ou 3km de caminhada.
Apesar de ser uma corrida festiva, sem chip ou classificação oficial, quando a largada foi dada, às 9h, os primeiros colocados já imprimiram um ritmo forte. A disputa foi dura entre Adriano Bastos e Fabio Chagas até os últimos metros e quando ninguém esperava, os atletas deram as mãos e cruzaram juntos a linha de chegada. A idéia veio do Adriano no meio do percurso, quando vimos que estávamos bem e resolvemos chegar de mãos dadas. Como é a corrida pela paz acho que isso é um incentivo para todo mundo ficar em paz, afirmou Fabio.
Eles chegaram de mãos dadas, mas não diminuíram o ritmo em nenhum momento da prova. A corrida foi pra valer, tanto que fechamos em 17min52 que é minha melhor marca em 6km. Corremos forte, mas teve esse clima festivo depois que vimos que estávamos com bastante vantagem dos outros participantes, contou Adriano.
Após completar o percurso e retirar o kit, ainda não era hora de ir para casa. Às 10h começaram as provas infanto-juvenis, que contaram com uma maior organização que nas edições anteriores, nas quais os atletas-mirins foram divididos pela idade e correram de 50m a 200m. Pais, avós e espectadores se amontoaram na av. Professore Mello Moraes para ver cada uma das baterias disputadas pelos garotos. É importante trazer as crianças porque queremos as famílias aqui, queremos que elas corram, se não corram, que andem, se não andem que venham ver as crianças, disse o rabino Adrian Gottfried.
Ao término das provas infantis, diversos sorteios, premiações, homenagens e muita música foi o que se viu no palco. Durante toda a cerimônia, houve a participação de integrantes da OAT Oficina Abrigada de Trabalho, entidade que recebe toda a renda do evento. A ajuda que esse evento traz para a OAT é essencial. A prova faz parte do orçamento da OAT, que trabalha para colocar coloca as pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho que já é difícil para pessoas normais, imagine para pessoas com necessidades especiais, afirmou o rabino Adrian.
Este texto foi escrito por: Marcel Trinta/ www.corpore.com.br