Parkour combina movimentos e disciplina para superação de obstáculos

Redação Webrun | Outros · 05 out, 2016

Foto: Divulgação Tracer Foto: Divulgação Tracer

Presente nas ruas das metrópoles de todo Brasil e mundo, os praticantes do Parkour desenvolvem uma série de movimentos desafiadores por onde vão. Quem os vê pulando e subindo por diversos obstáculos pode não entender o que está acontecendo, mas a prática já tem mais de dez anos no Brasil e um grande número de apaixonados pela filosofia.

O diretor da academia Tracer especializada na prática, Jean Wainer, conta que antes do Parkour chegar ao Brasil eles executavam os movimentos visualizando vídeos na internet. “As informações eram escassas, assim como os vídeos, portanto não tínhamos muita informação e muita gente daquela época se lesionava por falta de conhecimento. Isso foi mudando mais ou menos a partir de 2006, quando começamos a ter um intercâmbio maior de informações com os veteranos da Europa”, diz.

Jean explica que o Parkour não é uma sequência de movimentos ou técnicas motoras específicas, mas sim uma disciplina com foco na superação de obstáculos. “Ao ver as pessoas na rua praticando, muitos acham que os movimentos são perigosos, mas o desafio é o que move o Parkour. Por exemplo, um salto de chão para chão de dois metros de distância tem um risco baixo de lesão, o mesmo salto há dez metros tem um risco considerável de morte. O praticante precisa saber o nível que está para enfrentar o desafio corretamente”.

A orientação é essencial, já que o risco de lesões e acidentes é muito maior entre os que praticam sozinhos, já que ainda acredita-se que basta imitar o vídeo para evitar acidentes. “Quanto mais se pratica, mais se avança. Não há receita de bolo e a maior dica é treinar com regularidade, sem ficar muito tempo sedentário”.

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Filosofia

Segundo Jean o Parkour é uma prática extremamente rica em significados e filosofia. “Em primeiro lugar, não é um esporte. Esportes são mensuráveis, quantificáveis, possuem regras e juízes. O Parkour é uma prática de auto desenvolvimento. Seu lema é “ser e durar” – como que essa força dure a vida toda e não seja um esporte radical de momento onde você se arrisca e se machuca, por exemplo”.

Apesar das competições ele conta que a prática tem uma filosofia não competitiva, onde o foco é o autodesenvolvimento e não a comparação com o outro. “O Parkour também é algo que nos obriga ao desenvolvimento, sem o uso de acessórios e apetrechos, para auxiliar a prática. Devemos aprender a lidar com nosso corpo como ele é, como somos, e não por exemplo usar colchões, molas, proteções”.

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Onde praticar?

Na academia Tracer as aulas infantis têm duração de 1h. Aulas para adolescentes (acima de 11 anos) e adultos possuem 1h30. “Em cada cidade se descobrem diversos picos adequados para a prática. Em São Paulo, desenhei para a prefeitura o primeiro Parkour Park do Brasil, localizado no centro de esportes radicais. É um espaço dedicado exclusivamente ao parkour”, conta Jean.

É importante lembrar que a prática correta traz diversos benefícios para o corpo e mente, porém se feito sem acompanhamento de alguém experiente pode tornar-se perigoso e traumatizante.

Confira mais informações no site da Tracer: http://www.tracer.com.br/

Este texto foi escrito por: Christina Volpe

Redação Webrun

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