Na prática do dia a dia, nos deparamos o tempo todo com esportistas com uma ansiedade enorme de voltar a praticar suas atividades, mas com medo do diagnóstico que recebeu do médico. Ou pior, recebeu o laudo e se assustou com o resultado do exame.
Num primeiro momento, mesmo com diagnóstico preciso, nenhum profissional da área da saúde é capaz de ter 100% de certeza de como o quadro do paciente vai evoluir, na melhor das hipóteses consegue dar um prognóstico provável.
Os laudos de exames, como ressonâncias magnéticas, mostram a consequência do quadro, ou seja, quando vemos no resultado do exame palavras como protusões, degenerações, condromaláceas, etc, são apenas representações de um estado anatômico da estrutura, não traduz o estado do paciente, nem define a evolução do quadro.
Cada paciente reage de uma forma à lesão. Foto: michaeljung/ FotoliaA partir de uma avaliação da função articular e muscular, das alterações posturais e do gesto esportivo podemos ter um prognóstico mais aproximado com a realidade da evolução que cada paciente deve ter, assim praticamente inviabilizando a possibilidade de seguir protocolos rígidos na prática da fisioterapia diária.
Por outro lado, a fisiologia segue seu curso independente do tratamento e alguns recursos como Laserterapia, infiltrações de fator de crescimento, suplementos articulares (colágeno, condroitina, glicosamina,…) e o realinhamento articular, podem acelerar o processo de regeneração do tecido. Mas não existe milagre, temos que respeitar o tempo de repouso definido pelo médico e aumentar a intensidade dos exercícios gradativamente de acordo com a orientação do fisioterapeuta, que é o profissional mais indicado para definir a conduta durante o tratamento.
A conclusão é que, se por um lado não devemos nos assustar com diagnósticos por piores que pareçam, por outro lado temos que respeitar a fisiologia, pois não existe milagre. Vale ainda sempre a recomendação de retorno gradativo aos treinos!!
Bom ano a todos! Que este ano nos possibilite rodar muitos quilômetros!
Este texto foi escrito por: Claudio Cotter