Montanholi: após a prova ocorre uma grande festa

Redação Webrun | Corrida de Montanha · 16 jun, 2007

Wanderley de Oliveira é um dos apoiadores do evento (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Wanderley de Oliveira é um dos apoiadores do evento (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Mesmo após a chegada dos líderes, os atletas comuns, aqueles que vieram para completar ou para estabelecer um tempo melhor do que em anos anteriores, continuavam a sofrer com as “pirambeiras”, termo utilizado por muitos para descrever as dificuldades encontradas. Um dos últimos trechos de ladeira foi apelidado de “descida do rapel”, tamanha a inclinação e em algumas subidas até o carro madrinha enfrentava problemas.

Todos os atletas da Meia, ao cruzarem a linha, receberam uma medalha de participação, assim como uma mortadela Marba, brinde especial oferecido por Romanholi, que é um dos diretores do frigorífico. Já os competidores das provas de nove e quatorze receberam apenas a mortadela como prêmio por completar.

Após a chegada de todos, a piscina do sítio ficou à disposição para quem quisesse arriscar um mergulho na água gelada, ou apenas se bronzear sob o sol antes de saborear um churrasco oferecido para repor as energias. Executivos, jornalistas, atletas menos favorecidos financeiramente, treinadores e outros entusiastas do esporte comentavam exaltados sobre suas performances e comparavam resultados entre si, numa verdadeira demonstração de que a corrida é um esporte que nivela as pessoas.

Relato – O jornalista Vicent Sobrinho participa de provas desde 1979, já correu mais de 400 e detém uma marca importante na competição: é o único que correu todas as edições, juntamente com o organizador. “Ano passado descobri na prova que estava com asma, no quilômetro cinco e no 10 me deu câimbras, mas como eu havia corrido todas, tinha um compromisso comigo de ir até o fim. Quando ainda faltavam sete quilômetros, pensei em desistir, mas resolvi continuar”, ressalta.

Vicent diz ainda que o grande problema é não existirem trechos planos, mas apenas subidas e descidas. “Nesses seis anos a prova evoluiu no quesito participação, para reunir os amigos do Romanholi, que dá um grande presente aos atletas com essa estrutura. Quem corre Montanholi está preparado para uma Maratona”, enfatiza.

José Carlos Romanholi treina com o técnico Wanderlei de Oliveira e há alguns anos atrás decidiu juntar um grupo para se preparar para as maratonas internacionais tendo como cenário as imediações de seu sítio. Passados alguns finais de semana veio a idéia de se criar uma competição participativa, que em 2002 se tornou a primeira edição do Circuito Montanholi.

O nome da competição é a junção do sobrenome da família detentora do sítio junto com a característica montanhosa da região onde a prova acontece. Anualmente cerca de 100 corredores convidados se reúnem e fazem uma grande festa na única meia de cross-country brasileira em que se utiliza chip de cronometragem.

Uma grande estrutura foi montada, com diversos postos de abastecimento de água, duas ambulâncias, cronometragem por chip, medalha de participação e apoio policial. Esse ano, o calor forte e o exagero por parte de alguns atletas ocasionaram dois atendimentos mais graves pelos médicos. “Os casos mais comuns foram dores musculares, mas um atleta sofreu hipoglicemia e outro desidratação”, ressalta o Dr. Rogério Mecelis.

Sucesso – “O sucesso do Montanholi representa o bem-estar, além do trabalho de uma equipe muito grande, desde as autoridades de Morungaba, até o pessoal do marketing da Marba e os fornecedores de produtos, que colaboram cobrando menos”, comenta José Carlos. Ao ser perguntado se a prova continuará a ser apenas para convidados, ele é enfático na resposta. “Vai continuar com a base de atletas da Run for Life, mas com a inclusão de outras equipes como já vem sendo feito. O evento vai continuar fechado, pois o sítio é nossa casa e permite receber um número limitado de pessoas”.

Quando começou a correr, Romanholi tinha o intuito de participar das principais maratonas do mundo, fato alcançado após completar 14 provas. “Eu me sinto realizado. Comecei com Atenas, que é a precursora, fiz Boston, a mais antiga do mundo, Nova York, Chicago, Paris, Rotterdam, etc e talvez faça mais alguma, mas de uma forma mais tranqüila”.

Mesmo antes de ouvir seus conselheiros sobre as melhorias a serem feitas para o ano que vem, o empresário já tem algumas idéias que podem tornar a competição ainda mais atrativa. “Estamos pensando em oferecer massagistas para os corredores”, conta.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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