Jones tem que devolver medalhas olímpicas

Redação Webrun | Atletismo · 10 out, 2007

A velocista americana Marion Jones terá que devolver as medalhas conquistadas durante os Jogos Olímpicos de Sidney, já que confessou ter utilizado esteróides para melhorar a performance. Ela também acatou à uma suspensão de dois anos, apesar de já ter anunciado sua aposentadoria das pistas semana passada.

Sob uso de tetrahidrogestrinona (THG), entre setembro de 2000 e julho de 2001, ela conquistou três ouros (100, 200 e 4x400m) e dois bronzes, um no salto em distância e outro nos 4x100m. De acordo com a atleta, o esteróide conhecido como The Clear (algo como “limpo”, por não aparecer nos testes antidrogas), veio dos Laboratórios Balco, empresa envolvida em grandes escândalos de doping.

O Comitê Olímpico Americano pediu para as atletas do revezamento que competiram com Jones devolverem suas medalhas, pois foram obtidas injustamente, mas acrescentou que apenas órgãos governamentais ligados à Iaaf e ao Comitê Olímpico Internacional podem ordenar a devolução. “Isso é prova que a verdadeira realização com o atletismo não é obtida através de fraudes e que qualquer medalha obtida sob doping é ‘ouro de tolo’”, ressalta Travis Tygart, chefe executivo do Comitê Americano Antidoping.

Destino das medalhas – O Comitê Olímpico Internacional ainda terá que decidir se os atletas que completaram as provas atrás de Jones devem receber as medalhas devolvidas. O bronze nos 100m ficou com a jamaicana Tayna Lawrence, enquanto o vice com a grega Katerina Thanou, que foi suspensa por dois anos por falhar em três testes de doping.

O problema de elevar o posto de Lawrence está no fato de ela ter tido uma amostra positiva para o esteróide nandrolone em julho de 1999. Porém, a jamaicana, que em 2002 se tornou cidadã da Eslovênia, foi absolvida pela Iaaf, que criticou o laboratório responsável pela análise. Dessa forma, Merlene Ottey, que terminou em quarto, obteria o recorde pessoal de oito medalhas olímpicas conquistadas.

O Comitê Olímpico Internacional se reunirá entre os dias 10 e 12 de dezembro para decidir o destino das medalhas de Jones. Semana passada, o presidente da Iaaf Lamine Diack disse que a americana será lembrada como “uma das maiores fraudes na história do esporte”.

O Comitê Olímpico Americano enviou uma carta de “sinceras e humilhantes desculpas” aos 205 Comitês Olímpicos Nacionais que estiveram presentes na Olimpíada de Sidney. Além disso, a entidade também enviou uma carta mais longa ao povo da Austrália, com pedidos de desculpas aos organizadores, voluntários e à população da metrópole australiana.

Este texto foi escrito por: Webrun

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