
Estádio Olimpico de Atenas: sem placas de publicidade (foto: Divulgação)
Estamos a poucos dias dos 28º Jogos Olímpicos, primeira olimpíada deste milênio, que acontecerá em Atenas – Grécia. Para quem se interessa pelo assunto é um prato cheio ações, promoções, eventos paralelos, entre outras possibilidades de marketing; e para quem entende do assunto poderá ser uma excelente oportunidade de aprender mais um pouco sobre marketing esportivo.
O Comitê Olímpico Internacional COI é um bom exemplo de produto bem explorado para seus patrocinadores. O Comitê conta com 11 Top Sponsors mundiais, que têm direito a usar os aros olímpicos (símbolo do COI), os logotipos dos jogos olímpicos de verão e de inverno. Nas Olimpíadas não existem placas de quadra, nem espaço para publicidade em camisas. Mas cada patrocinador paga ao COI mais de US$ 50 milhões para que sua marca seja vista por milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas será que os Top Sponsors têm retorno? Dentre os patrocinadores, a Visa já renovou seu contrato até 2012. Um detalhe importante: nem a sede desses jogos foi escolhida, mas o COI já tem parceiros para o evento. Coca-cola e Kodak têm seus contratos renovados até 2008. A SEMA (empresa de integração de softwares) já firmou contrato até 2008.
O que será que essas empresas fazem e como elas têm seu retorno garantido? Primeiramente, elas têm conhecimento de que o produto que compraram é algo rentável. Emoção, performance, ideal olímpico, esporte e vitória são vendidos por milhões de reais.
No Brasil, o Comitê Olímpico Brasileiro segue os passos do COI. O COB conta hoje com cinco parceiros – Telemar, Olympikus, Coca-Cola, Golden Cross e Odontoprev – e em breve sairá ao mercado para vender seu maior projeto já colocado em prática: a venda dos direitos dos jogos pan-americanos de 2007!
Já vai longe o tempo em que éramos apenas o país do futebol. Somos o país do vôlei, da natação, do tênis, do basquete, do atletismo, do vôlei de paria, do judô, entre outras modalidades que vem dando prestigio ao esporte brasileiro. Tecnicamente temos campeões em diversas modalidades. A mudança tem que vir dos empresários e homens de marketing, que além de investir na própria imprensa, deve estar ciente de que pode – e deve – colaborar para o desenvolvimento desse negócio.
Mauricio Fragata, é diretor da Fragata Marketing e Entretenimento tendo atuado na área de marketing como Gerente de Promoções Esportivas da Olympikus, Penalty e Reebok.
Este texto foi escrito por: Maurício Fragata