Imbróglio judicial marca Corrida das Cores, em Vitória

Redação Webrun | Corridas de Rua · 11 out, 2012

Eventos da Corrida das Cores utilizam mesma identidade visual da The Color Run (foto: Montagem sobre reprodução/ Webrun)
Eventos da Corrida das Cores utilizam mesma identidade visual da The Color Run (foto: Montagem sobre reprodução/ Webrun)

Em agosto, uma prova em formato inédito no país começou a chamar a atenção de corredores e mídia especializada. Era a Corrida das Cores, com inscrições abertas para Vitória (14/10) e datas já definidas para 2013 em 14 grandes cidades do Brasil. Agora, às vésperas de sua estreia, o evento está envolvido em imbróglio judicial e até mesmo a realização da etapa de domingo foi posta em xeque.

Entenda o formato– A Corrida das Cores segue o modelo consagrado da The Color Run, circuito presente em mais de 50 cidades dos Estados Unidos, Canadá e Austrália. O evento consiste em uma corrida de cinco quilômetros cujo principal diferencial é o entretenimento providenciado pelo banho de cores que os participantes recebem.

A cada “zona de cor”, o staff da corrida joga nos participantes um pó de determinada cor, pintando-os. Terminados os cinco quilômetros, estão todos coloridos. A Focus Assessoria, do Espírito Santo, é a responsável pela Corrida das Cores.

Entenda o problema– Acontece que a The Color Run já tinha previsto provas no Brasil, inclusive já em 2012 e, segundo seu representante no país, detém a propriedade intelectual em nível mundial do formato da prova. Mais do que isso, acusa a Corrida das Cores de plágio.

“Compramos em fevereiro a franquia para trabalhar o evento no Brasil e já temos provas confirmadas em Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo”, conta Wellington Fontes, da WGF Eventos Esportivos. “No final de agosto fomos pegos de surpresa com as notícias da prova em Vitória. A organização copiou toda a identidade visual da The Color Run, na íntegra”, afirma.

De fato, muitos dos pontos ressaltados por Wellington procedem. Não só o nome do evento apenas uma tradução como também o formato (corrida com o pó colorido), imagens das cidades (foto em preto e branco de pontos turísticos da cidade com manchas coloridas) e até mesmo muito da forma como a prova é descrita no site. Inspiração? Wellington está certo que não.

“Ele copiou tudo o que está escrito no site original, 18 das 20 perguntas do FAQ dele são meras traduções do que consta no nosso. Chegou a utilizar imagens e vídeos de divulgação, que depois tirou do ar”, acusa o empresário.

Wellington diz ter a informação de que Thiago Mol, dono da Focus, nunca foi aos EUA estudar o evento. “Ele nunca participou, não viu de perto, não se informou com os organizadores. Então estamos aí com um cara que não sabe qual o produto correto que se utiliza e fará cinco mil pessoas de cobaia no domingo”, justifica.

Prova corre risco?– Apesar de colaborar com um inquérito policial que busca impedir a realização da prova do próximo dia 14, o dono da WGF não acredita que ela deixará de ocorrer, pela proximidade da data e pelo número de envolvidos. No entanto, solicitou à Anvisa que analisasse o pó a ser utilizado no evento capixaba, para descobrir se ele é inofensivo à saúde como o material da The Color Run.

O Webrun tentou entrar em contato com o organizador Thiago Mol desde terça-feira (09/10), mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. A primeira Corrida das Cores ocorre neste domingo, 14/10, em Vitória. As etapas da The Color Run no Brasil ainda não tem datas confirmadas.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!