Com cada vez menos tempo para treinar, muitos corredores usam o horário de almoço para deixar a planilha em dia. Mas isso pode ser perigoso se ele não souber acertar os horários e refeições.
O professor Alécio Sales Peixoto da academia Bio Ritmo, não acha que essa é a melhor opção de horário. Principalmente por conta das altas temperaturas e aumento da poluição nesses horários. Se não houver outra opção é possível adaptar, mas sem os mesmos benefícios, pois o desgaste físico é maior, diz.
Segundo Alécio os treinos mais leves e de curta duração devem ser escolhidos para esse período, devido altas temperaturas. O melhor é deixar os tiros para mais tarde, completa.
O melhor é deixar os tiros para mais tarde Foto: Astrosystem/FotoliaA alimentação também pode sofrer descuidos nessas horas. O nutricionista Rafael Brasília, explica que o corredor que treina no horário de almoço tem basicamente duas opções: repor as calorias na forma de um shake de carboidrato e proteína ao final do treino e não consumir alimentos sólidos ou repor o carboidrato durante o treino com gel e/ou isotônico e almoçar um sanduíche.
O problema do shake é que ele não traz saciedade, então costumo recomendar para meus pacientes que eles treinem repondo o carboidrato gasto e ao final do exercício optem por um sanduíche de filé (frango ou carne), e para saciedade adicionem folhas a este sanduíche, explica o nutricionista.
Mas Rafael alerta: se o almoço for trocado por uma refeição mal feita trará prejuízos à recuperação do treino, e até mesmo ao dia de trabalho. Para não perder tempo é possível que enquanto troca de roupa o corredor consuma um gel, isotônico ou banana para não ficar sem alimentação, finaliza.
Este texto foi escrito por: Christina Volpe