Dia das mães: corrida de rua deixa família mais unida e em forma

Redação Webrun | Corridas de Rua · 06 maio, 2015

Matéria originalmente publicada em maio de 2012

Em 2009, a carioca Isabel Scisinio teve um momento de reflexão que levou a uma mudança radical em sua vida. Em uma visita a Nova York, nos Estados Unidos, Isabel caminhava pela cidade quando foi impedida de cruzar certa rua, era a Maratona de Nova York que passava por ali.

Aos 48 anos na ocasião, Isabel sofria com excesso de peso e uma grave osteoporose. Enquanto aguardava pacientemente aquela quantidade interminável de corredores passar a carioca os observou e pensou: “se toda essa gente pode, por que eu não?”, e assim prometeu a si mesma que voltaria para correr nas ruas da metrópole estadunidense.

“Cheguei ao Brasil e resolvi fazer todos os exames para poder começar a correr”. Seu filho Pedro, com 16 para 17 anos na época, também sofria com excesso de peso. Juntos e incentivando um ao outro, mãe e filho passaram a correr com a MP Assessoria Esportiva e desde então perderam 15 e 25 quilos, respectivamente.

“Hoje olho para ele e o vejo saudável, com a autoestima super elevada. Isso para uma mãe não tem preço”, conta. Os dois deram um grande salto em qualidade de vida, mas faltava ainda cumprir a promessa feita em 2009.

Mãe e filho foram até Nova York para realizar o sonho da Maratona Foto: Arquivo Pessoal Mãe e filho foram até Nova York para realizar o sonho da Maratona Foto: Arquivo Pessoal

A realização do sonho
Já preparados para provas longas, Isabel fez a inscrição dos dois no sorteio de vagas para a Meia Maratona de Nova York a procura pelas vagas é grande.

A possibilidade de os dois serem escolhidos não era tão baixa relação de 1,4 candidato por vaga – e deu certo. “Foi uma festa quando soubemos que iriam os dois logo na primeira tentativa. Sempre quis levá-lo para passear em Nova York, mas ele nunca se interessou. Acabamos indo pela corrida”, relembra.

O túnel da vitória
No dia 18 de março de 2012, Isabel esteve novamente na cidade que despertou a mudança em sua vida, para realizar o sonho ao lado do filho. Porém, nos quilômetros finais, algo poderia colocar tudo a perder: Isabel sofre de agorafobia, sentimento de ansiedade que, no caso dela está relacionado com túneis.

“Tenho pânico de túnel, mesmo. Só consigo entrar em um se enxergo o final dele. No fim da prova tinha um de aproximadamente 800 metros e eu empaquei na entrada. Comecei a chorar porque não ia completar a prova”, explica.

Foi preciso muita força de vontade para que ela superasse o medo e completasse o percurso. “Depois de algum tempo coloquei na cabeça que o Pedro ia voltar para me buscar e me encontrar no meio do caminho, então fui. Na verdade ele não voltou porque achou que eu já tinha desistido, mas foi ótimo, completamos!”, comemora.

Final feliz
A fundista ainda trata a osteoporose, mas está muito mais forte. Por causa da corrida, voltou a nadar e praticar musculação. “Já estou até participando de provas no mar”.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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