
A cubana usou estratégia progressiva (foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br )
Direto do Rio de Janeiro – A cubana Mariela Gonzalez levou 2h43min11 para conquistar o ouro que já era considerado do Brasil. A brasileira Márcia Narloch, medalha de prata, já tinha corrido contra a cubana em outras duas competições e até hoje não tinha chegado atrás.
Eu conheci a Mariela em Winnipeg quando ela ficou em oitavo e eu em sexto, depois fomos a Santo Domingo juntas, ela foi prata e eu fui ouro. Hoje inverteu., conta Márcia.
Mariela diz que para ganhar esta prova utilizou uma estratégia progressiva, ou seja, ganhar posições aos poucos. Quando chegou no quilômetro 31 ela passou Sirlene Pinho, que ficou com o bronze e vinha liderando a prova até então.
A minha maior dificuldade foi o calor, está muito quente, explica a atleta que passou mal logo após cruzar a linha de chegada e foi levada para o Centro Médico. Lá ela teve problema com a temperatura, que estava muito fria, por causa do ar condicionado e, para evitar um choque térmico, preferiu ficar sentada no parapeito do local para se recuperar
O primeiro lugar nos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro é considerado pela atleta uma de suas maiores vitórias conquistadas ao longo de sua carreira. Para mim é muito importante, eu queria muito a dourada.
Ao receber as flores pela vitória, Mariela foi junto com as atletas brasileiras agradecer a torcida que estava presente. O público da cidade me tratou muito bem, fui bem recebida, fala.
Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão