
Pódio masculino (foto: Yara Simões/ www.webrun.com.br)
Domingo de manhã fria e céu cinzento. Combinação perfeita para ficar na cama até mais tarde embaixo dos cobertores, certo? Mais ou menos. Para mais de cinco mil pessoas essa combinação não valeu. Elas acordaram cedo e bem antes das oito horas já estavam no centro de São Paulo para correr os nove quilômetros da 12ª Corrida Centro Histórico Corpore Bovespa. Os vencedores foram Elisabete Esteves de Souza, com 33min39 e Marildo José Barduco, com 27min38.
O trajeto, marcado por muitas curvas e subidas leves, exigiu mais dos atletas. Mas mesmo assim, teve a aprovação do público. O percurso foi excelente, melhor que do ano passado. Além disso, o tempo ajudou muito, explicam os amigos Ronaldo Silva Pego, Sérgio Portella e Gilmar Reginaldo Scopel. Os principais pontos turísticos do Centro velho da capital, como o Teatro Municipal, Mosteiro São Bento, o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João e o Viaduto Santa Efigênia puderam ser vistos com outros olhos. Foi muito gostoso, nem parece que estamos no Centro de São Paulo, afirma Sebastião Teixeira Miquelote.
Entre os atletas da elite masculina o primeiro lugar foi bem disputado durante os nove mil metros. Marildo e André Ramos se revezaram na liderança, mas André foi quem ficou mais tempo na frente. Situação que mudou nos metros finais. Faltando menos de um quilômetros, Marildo deu uma arrancada e venceu Ramos com a pequena diferença de quatro segundos.
Estou vindo de um período sem competições e essa prova é pesada. Estou feliz com o resultado, diz Ramos. O atleta ainda conta que seu principal objetivo a partir de agora é a Olimpíada de Pequim, no ano que vem. Vou participar do máximo de competições como forma de treinamento para os jogos olímpicos, completa. O terceiro lugar ficou com Jailson Araújo dos Anjos, com 28min11.
A segunda colocada, Flaviana Ferreira Chung (33min59) não achou o percurso tão fácil. No quilômetro cinco sentiu o peso das subidas e achou que não conseguiria se manter na segunda posição. As curvas e subidas leves dificultam. Mesmo assim, fiz um tempo bom. Ainda bem que o frio ajudou, comenta. Mas se para ela o frio foi bom, para Jaciane, atrapalhou, o que justifica seu terceiro lugar, com 34min21. Não gosto do frio e isso me atrapalha. Além disso, o percurso não foi tão fácil. Mas gostei, deu até para passear, diz. E não foi só no pódio que Flaviana e Jaciane ficaram juntas. Depois da premiação, foram repor as energias juntas e não faltou bom humor entre elas.
Inovação – Essa prova também foi marcada por duas inovações. A primeira é que os atletas ganharam número de peito com seu nome. Até então, só os atletas de elite tinham direito a isso. Outra novidade foi que a cada quilômetro os competidores puderam acompanhar seu desempenho. Um relógio indicava o desempenho do atleta a cada quilômetro percorrido.
Este texto foi escrito por: Yara Simões