Corrida da Ponte: o desafio de uma prova em local fechado para treinos

Redação Webrun | Corridas de Rua · 21 maio, 2012

A concentração antes da largada foi no inicio do caminho Niemayer (foto: Patricia Serrão/ www.webrun.com.br)
A concentração antes da largada foi no inicio do caminho Niemayer (foto: Patricia Serrão/ www.webrun.com.br)

A Corrida da Ponte reuniu cerca de oito mil corredores no último domingo (20/05) no Rio de Janeiro e teve vitória de Damião Ancelmo de Souza e Marily dos Santos. O grande desafio para os amadores, porém, foi encarar um percurso onde eles não têm a oportunidade de treinar no dia a dia.

A animação para a corrida da Ponte começou muito antes da largada. Já era grande a ansiedade dos atletas nas barcas que levaram os corredores do Rio de Janeiro para o local de início da prova, em Niterói. A barca das 6h estava lotada e os competidores disputavam a varanda da embarcação para apreciar a vista da Baía de Guanabara com o amanhecer de um lindo dia de sol, céu praticamente sem nuvens e temperatura na marca dos 20˚C.

“Olhando a ponte da barca dá para ter uma boa dimensão de tudo o que a gente vai correr e dá um nervoso, ficamos ansiosos para chegar logo”, afirmava Gabriel Souza, 29 anos, que participou da prova pela primeira vez.

Preocupados com o calor que castigou os participantes ano passado, a organização tomou algumas medidas para amenizar o problema. A largada foi às 7h30, meia hora antes do que em 2011, para que os competidores passassem menos tempo com o sol forte, uma vez que os 13 quilômetros da prova em cima da Ponte não contam com sombras. Também como forma de amenizar o desconforto causado pelo calor, foram utilizados chuveirinhos no trajeto e a data de realização mudou de abril (ano passado) para maio, mês que tradicionalmente faz menos calor na região.

As mudanças agradaram os competidores. “Eu fiz a prova ano passado e este ano a organização está impecável. O horário de início foi muito melhor e sofremos menos com o sol na nossa cabeça”, relata Maria Vargas, de 48 anos, que deixa uma sugestão. “Acho que a prova poderia ser em junho, já que o Rio é muito quente e úmido, e é muito fácil ficar desidratado neste tipo de prova. A dica que dou para quem vai participar da próxima é se hidratar bastante para não passar mal”.

Como o percurso não está disponível para treinos, alguns marinheiros, ou melhor, corredores de primeira viagem na Ponte, sentiram dificuldades. Foi o caso de Leonardo Molasco, de 28 anos. “É bem difícil. Sol na cabeça o tempo inteiro e para correr aqui tem que ter preparo físico e mental. Eu treinei com sol, mas o vento da ponte atrapalha bastante e quanto a isto não tem como treinar”.

O paulista Jaíro Alascon Filho, de 47 anos veio para terras fluminenses especialmente para esta competição e acha que uma dos principais pontos a se ficar atento quando se corre no Rio é o calor e a umidade. “Hoje (domingo) estava gostoso, sem aquele calorão. E também não estava ventando muito na ponte. Achei a Perimetral mais difícil do que a ponte”, conta em relação a um dos trechos do percurso fora da Ponte.

Natanilson Vieira, 35 anos, também achou a saída da ponte mais difícil do que os 13 quilômetros que passou em cima dela. “Este ano estava mais frio do que o ano passado e eu não senti muito o vento.” Como parte da preparação para a competição, ele e os amigos Rosenilton Oliveira, Edjanio Lourenço e José Nascimento montaram uma equipe e fizeram treinos longos para conseguirem terminar a prova bem. Alcançado o objetivo, agora eles já pensam em começar os treinos para o ano seguinte.

Este texto foi escrito por: Patricia Serrão

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!