Corrida baseada no treinamento do BOPE testa ao máximo os atletas. Será que alguém pediu pra sair?

Redação Webrun | Corridas de Rua · 16 set, 2014

O BOPE sempre mexeu com o imaginário dos cidadãos. Treinamento pesado, nível técnico elevado e esforço ao limite são alguns dos ensinamentos do quartel. Depois dos filmes da sequência Tropa de Elite, que buscou retratar a rotina dos soldados no treinamento e operações, Rafael Sodré – blogueiro do Webrun, soldado do Bope e criador do grupo De Elite – resolveu proporcionar uma experiência que chegasse perto da rotina dos homens de preto.

A organização da prova foi muito elogiada. Foto: Camila Pissolito/Webrun A organização da prova foi muito elogiada. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Os seis quilômetros de percurso, que aconteceu no último domingo (14/09), foram organizados por uma equipe de nível militar e com alto nível de exigência. Achou moleza? Ladeiras íngremes eram coroadas por máquinas de fumaça, simulando bombas de efeito moral.

Para incentivar os atletas, a brigada paraquedista estava lá pra fazer o aquecimento, que também contou com um “soldado” ao microfone, falando frases do filme e outras pérolas, como “Achou que ia ser fácil? Vai pra casa!” ou “Tá achando que veio aqui para andar? Pelo jeito não vai aguentar nada!”. Sem dúvida, um locutor de corridas nada comum.

Concentrados no aquecimento. Foto: Camila Pissolito/Webrun Concentrados no aquecimento. Foto: Camila Pissolito/Webrun

De tempos em tempos, a organização soltava rojões para dar aquela adrenalina a mais no trajeto. Tamanho empenho foi elogiado pelos participantes, que puderam conhecer e vivenciar um pouco da rotina do grupo.

Emoção não faltou no percurso. Foto: Camila Pissolito/Webrun Emoção não faltou no percurso. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Lugar de mulher é no BOPE

A categoria feminina teve pódio de duas iniciantes: Maria Isabel, em segundo lugar e Isabela Delfin Neves, em terceiro.

Maria Isabel corre há apenas um ano e três meses, e estava muito feliz com seu desempenho. Isabela não foi diferente, recém-completado o primeiro ano de corrida, a jovem de 17 anos – sem ter idade para entrar no Exército – elegeu os primeiros 1200 metros como parte mais difícil.

“Já participei de outras corridas antes, mas esta foi a mais puxada, mesmo assim, superei meus limites nas grandes subidas e estou satisfeita com o resultado”, relata.

Quase um sonho

Felipe Fermino dos Santos, carioca de 25 anos, tem como sonho ser soldado do BOPE. O atleta, que serviu ao quartel paraquedista e recentemente prestou a prova para a Polícia Militar, elogiou a corrida: “É a primeira vez que participo de uma corrida profissional. Estreei com estilo, logo aqui no Bope. Um dia, estarei aqui como soldado, se Deus quiser”. “Sou muito fã da equipe, sempre vejo e admiro os vídeos das operações. Como dizem os soldados ‘nada é impossível para o soldado do Bope’”. Se continuar neste ritmo, logo teremos mais um atleta militar.

Um dia voltarei aqui, mas como integrante do BOPE. Foto: Camila Pissolito/Webrun Um dia voltarei aqui, mas como integrante do BOPE. Foto: Camila Pissolito/Webrun

Para quem se interessou, a boa notícia é que já está nos planos da organização uma nova edição. Segundo Rafael Sodré, o grupo planeja expandir para o Brasil inteiro. Fique ligado no Webrun para saber mais. “Queremos fazer em mais estados, sempre com uma prova diferente da outra, para surpreender a todos”.

E se depender da alegria dos participantes e do empenho do quartel, tem tudo para dar certo, afinal, ninguém quer ter seu número no Cemitério dos Fracos.

Quer seu número aí? Foto: Camila Pissolito/Webrun Quer seu número aí? Foto: Camila Pissolito/Webrun

Este texto foi escrito por: Camila Pissolito

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