
Para maioria dos atletas percurso exige experiência (foto: Monique Barleben/www.webrun.com.br)
A chuva e o frio não deram trégua durante a competição deste feriado e, apesar do ânimo dos participantes, o aquecimento da maioria dos atletas ficou prejudicado. A prova é considerada difícil, pois muitos aclives surgem durante o percurso.
A corrida da Independência, realizada nesta terça-feira, no bairro do Ipiranga, na capital paulista, reuniu milhares de corredores que saíram da cama logo cedo para participar das provas de cinco e dez quilômetros e celebrar o feriado de sete de setembro, data que comemora a Independência do Brasil.
Às 8h, horário de largada da corrida, os termômetros marcavam 15°, mas a sensação térmica ficou ainda menor por conta da baixa temperatura e do vento forte. Apesar do mau tempo, nada desanimou os atletas na disputa.
A prova estava muito agradável para mim e sinceramente não posso reclamar. Só não tive desempenho maior porque não estava muito preparada. Estou com pouco horário para treinar e tive uma contratura muscular na perna, afirma a baiana Maria de Oliveira, mãe de três filhos, estudante de educação física e terceira colocada nos dez quilômetros com o tempo de 36min46.
Já para a piauiense Conceição de Maria Carvalho, vice-campeã da disputa aos 36min40, não existe tempo ruim para correr, mas a dificuldade durante a competição foi conseguir aquecer o corpo. Você entra dura na disputa, corre a prova toda fazendo mais força e quando consegue aquecer aí se molha, diz a corredora, que chegou atrás da queniana Chemtai Rionotukei.
O percurso é muito bonito, tem bastante subida e descida, só não esperava ganhar a prova. Participei de muitas recentemente e estou bastante cansada, diz Rionotukei. A queniana saiu na frente logo nos quilômetros iniciais da prova e liderou até o final. Não estou acostumada a correr com tanta chuva e fiquei satisfeita por terminar a prova em 35 minutos, acrescenta a campeã, que já deve retornar ao país de origem na próxima semana.
Entre os cinco primeiros colocados que subiram ao pódio, está o baiano Ivanildo Dias, que é gari e passou a madrugada desta terça-feira trabalhando na coleta de lixo. Percorri 29 quilômetros por causa do serviço e vim direto para a prova. Já cheguei aquecido e não deu tempo de sentir o frio, afirma o corredor, que cruzou a linha de chegada em terceiro lugar aos 30min49.
A disputa na categoria masculina foi intensa do começo ao fim e só foi definida praticamente no final, a partir do quilômetro sete. Para Marcelo da Silva, vice-campeão com o tempo de 30min44, a prova é difícil, principalmente com a chuva, que deixa o tênis mais pesado e torna a prova mais perigosa. Quando chove a gente precisa de mais cautela por causa das poças de água. Além disso, só o atleta que já participou desta corrida vai saber administrar o ritmo para se sair bem, diz o corredor, fã do percurso, que é repleto de variação.
O ganhador da competição, Francisco Barbosa dos Santos, venceu em 30min23 e considera uma honra chegar como primeiro em uma disputa que celebra a Independência do país. A prova é muito especial para mim, muito bonita. Na chegada a gente pode admirar o Monumento à Independência e nem a chuva pode tirar a beleza de um prova como essa, conta o campeão.
Vencedores dos cinco quilômetros Quem chegou em primeiro lugar na categoria masculina foi Ronicesse de Lima com o tempo de 14min29, seguido por João Cardoso aos 15min04 e Francisco Ângelo, que terminou a prova em 15min32. Já as ganhadoras dos cinco quilômetros foram Ana Emperador, vencedora em 19min55, Mary Ezequiel aos 20min51 e Telma dos Santos, em terceiro, com 22min04.
Este texto foi escrito por: Monique Barleben