
Esta última prova em Brasília é decisiva para o ranking da CBAt (foto: Luiz Doro/adorofoto)
A última etapa do Circuito de Corridas da Caixa, que acontece em Brasília neste domingo (26/11) tem um significado especial para Joelma de Jesus, que além de buscar um dos dez primeiros lugares no ranking brasileiro deste ano, acabou se tornando uma das atletas mais fiéis do circuito.
“Não tive o resultado que esperava na Meia Maratona de São Paulo no início de 2010 e estava desanimada. Por isso minha irmã me inscreveu na prova de Ribeirão Preto. Aí gostei e passei a me inscrever nas outras etapas”, conta a fundista do interior de São Paulo.
Nas provas seguintes, Joelma manteve uma regularidade e conquistou o sétimo lugar no ranking brasileiro, com 128 pontos. “Também gostei da disputa em Belo Horizonte, onde o percurso é parecido com o do lugar onde treino, em São Paulo. Já em Fortaleza tive meu maior desafio, por causa do calor forte”, analisa.
Joelma também afirma que fez várias tentativas de ingressar no atletismo, mas não conseguia conciliar com o trabalho e só no ano passado deixou o emprego para se dedicar ao sonho. “Ganhava muito bem, mas finalmente tenho tempo para o esporte, apesar de até minha família ter ido contra minha decisão”, acrescenta a corredora, que deseja terminar a temporada entre as dez primeiras do ranking e garantir o patrocínio para o ano que vem.
Ainda de acordo com a paulista, ao participar do Circuito, muitas amizades surgiram, tanto que em várias provas a fundista teve a companhia das atletas Roseli Mateus, Rosângela Figueiredo, Maureni Siqueira e Eliane Costa. “Com a convivência, as corridas viraram uma verdadeira novela”, brinca Joelma.
“Até tentei fazer um amigo-secreto entre as meninas, mas não deu porque o calendário de provas está muito apertado neste final de ano, completa Joelma, que garante reunir todas as amigas para um churrasco ano que vem caso fique entre as cinco primeiras colocadas.
Fiel da categoria masculina – Joaquim Martins de Oliveira é outro fundista da elite brasileira que sempre marca presença nas provas. Aos 41 anos (20 deles dedicados às corridas), o atleta mantém uma relação muito próxima com o Circuito Caixa. Ele disputa as provas desde 2005, ano que conseguiu ser um dos dez primeiros do ranking brasileiro
“Gosto muito dessas etapas, da organização, do clima entre os corredores. Já virei amigo de vários atletas. Abro mão de outras competições para correr com eles”, diz Joaquim, que esteve a maior parte da temporada ao lado de velhos companheiros: José do Nascimento Souza, Sivaldo Santos, Márcio Almeida Silva, Júlio Cesar Lopes e José Rodrigues Santos (outros nomes constantes nas provas do Circuito).
O fundista volta à corrida depois de superar um momento difícil em sua carreira. “Sofri algumas contusões, parei de treinar e engordei no ano passado. Acabei tendo resultados ruins. Agora quero retomar o meu lugar entre os primeiros do Brasil, explica Joaquim, 16º colocado do ranking brasileiro, com 68 pontos.
“Três atletas serão descartados porque não participaram de provas suficientes. Com isso eu subo para o 13º lugar. Mas vou precisar de mais seis pontos para chegar ao 10º lugar, revela. A temporada 2010 começou com um desafio para ele, pois a primeira etapa, a de Ribeirão Preto, teve o maior número de fundistas de todas as edições do Circuito.
A etapa de Ribeirão também foi uma das provas mais difíceis na opinião de Joaquim porque todos estavam desaquecidos. Já Uberlândia foi outra competição muito concorrida pela presença dos quenianos e a de Campo Grande foi a melhor prova de 2010.
Este texto foi escrito por: Webrun