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Giovani dos Santos, mineiro da pequena cidade de Natércia, começou a correr aos 18 anos quando foi servir o exército na cidade de Pouso Alegre. Mesmo sem ter um treinador especializado, Giovani começou a fazer bons tempos nos treinos de corrida no exército, até que passou a se dedicar mais e acabou tomando gosto pelo esporte.
Desde os 12 anos com a morte de seu pai, Giovani além de estudar, também precisou trabalhar na roça plantando café, banana, milho, feijão para ajudar em casa, onde morava com a mãe e dez irmãos.
Outro grande desafio de sua vida foi largar o álcool, que conheceu aos 16 anos. Diversas vezes precisou escolher entre correr ou beber, até receber o apoio de um colega soldado para se livrar do alcoolismo e investir de vez na corrida, conselho que seguiu.
O esporte teve um poder transformado na vida de Giovani. Suas primeiras competições foram aos 19 anos pelo quartel. Só aos 28 anos, Giovani procurou uma assessoria especializada e iniciou o treinamento para provas mais longas, como meia maratonas – antes disso disputava corridas de distâncias curtas, 5 km e 10 km eram as distâncias mais frequentes.
Em 2016, o fundista que tinha o sonho de disputar as Olimpíadas no Brasil teve seus planos frustrados por causa de um estiramento no joelho durante a disputa do Troféu Brasil. Agora, se prepara para conseguir o índice olímpico e correr os 10 mil metros em Tóquio2020.
Em cerca de oito anos como corredor profissional, Giovani foi três vezes 5º colocado na São Silvestre, além de 4º lugar em 2010 e 2013. Para isso o atleta tem uma rotina intensa de treinamentos, incluindo muito trabalho de força, pilates e treino em morros. Dedicação que traz resultados e o faz ser um dos grandes atletas de corridas de rua no Brasil.