
Cerca de 150 correrdores estavam alinhados na largada (foto: Fábio Falconi)
Frio, terra, lama, descidas e subidas, muitas subidas, marcaram a etapa de abertura do Circuito Brasileiro de Montanha que aconteceu no domingo, dia 10, na cidade de Mairiporã. Esta fica localizada a 35Km do centro da capital paulista.
Mairiporã (SP) – As Corridas de Montanha são pouco difundidas no país, essa é a segunda temporada do Circuito, mas a modalidade vem ganhando adeptos. Na prova do último domingo podia encontrar desde atletas que competem em corridas de rua, como também aqueles que praticam corridas de aventuras.
Em Mairiporã cerca de 150 corredores estiveram alinhados para percorrer os 14,5 quilômetros do difícil e belo percurso da primeira etapa do Circuito Brasileiro de Montanha. A competição foi vencida pelo atleta Sidnei Moisés Braga (AJAACIMED) com a marca de 1h02seg.
Eu corri com os outros atletas, a disputa foi acirrada, e na descida eu me distanciei deles. Foi nessa hora que a unha do meu dedão caiu. A partir daí eu corri com toda minha alma e coração., diz o campeão, que foi seguido pelos atletas Edison Almeida Santos (Natural Shop) com 1h05min41s e Dario José Suzano (Racing Team/Rocco) com 1h06min30s.
O seletivo percurso não foi obstáculo para o campeão. Como eu estou acostumado em fazer competições de montanhas não achei o percurso tão difícil, apesar de ter alguns trechos de obstáculos, que a gente não conseguia correr, só caminhar. Eu treinei bastante para essa prova, mas não imaginei ganhar. Tinha muita gente boa na disputa, comemora.
No feminino a vitória foi de Luzia da Silva (Perphil) com o tempo de 1h20min04s que não teve tanta facilidade para vencer. Toda prova de montanha é difícil. Mas essa competição foi fantástica. A subida foi muito forte, não dava para subir correndo eu fui andando bem rápido. Acho que esse foi o trecho mais difícil, revela a atleta que pretende correr as quatro etapas do circuito.
A vice-campeã foi Elizabeth Monzani (Univ. Ibirapuera) com a marca de 1h24min26s, seguida por Maria Edith Otárola (Trilopez) com 1h39min13s.
Todos os participantes tiveram a mesma opinião sobre a prova. Foi uma prova excelente, linda, maravilhosa. Essa prova me atrai porque tem surpresa e muito desafio, fala o corredor Rodolfo do Nascimento, de anos 46.
Eu já corri no ano passado e já tinha idéia de como iria ser essa prova. Correr no meio da natureza, no meio do mato é magnífico. Eu me apaixonei por esse tipo de prova, finaliza o atleta Paulo Eduardo Carvalho, 41 anos, que adquiriu especialmente um equipamento de GPS para competir nessa modalidade.
Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.