Competição em equipe exige preparo psicológico e estratégias

Redação Webrun | Ultra Maratona · 18 abr, 2012

Em uma prova de equipes  pensar na cooperação em grupo é fundamental (foto: Fabiana Coletta/www.webrun.com.br)
Em uma prova de equipes pensar na cooperação em grupo é fundamental (foto: Fabiana Coletta/www.webrun.com.br)

Em uma competição como o Revezamento Volta à Ilha, não basta apenas estar preparado fisicamente para completar os percursos. Preparo psicológico e estratégia na logística dos atletas é fundamental para que uma equipe consiga concluir a prova com sucesso.

A equipe – Para quem percorre parte dos 140 quilômetros em dupla, o trabalho mental, por vezes, é mais desgastante do que o físico. Rodrigo Quevedo, atleta da Paquetá Asics/Companhia dos Cavalos, participou da Volta à Ilha deste ano com mais um parceiro e achou a experiência um verdadeiro desafio.

“O treinamento físico, na realidade, qualquer um pode fazer”, garante. Mas, para ele, pensar nos trechos e nas dificuldades que o atleta pode passar no percurso durante muitas horas correndo pode abalar qualquer um.

“Quem não está preparado psicologicamente, não termina essa prova”, comenta Rodrigo, que assume que pensou em desistir em alguns momentos. “Mas tem o espírito de equipe. Eu pensava: vou mais um pouco, só mais um quilômetro, só mais um, e aí terminava”.

E o trabalho em equipe vai além de garantir o Posto para a dupla. “Se você está mal, o seu companheiro vai ter que superar por você e vice-versa. É um trabalho de equipe, não é individual”, explica.

O deslocamento– As equipes para a Volta à Ilha podem ter de dois a oito participantes na categoria competição e até doze, na participação. Como são 19 Postos de Troca ao todo, os atletas precisam se organizar para fazer o revezamento.

A decisão de quem vai percorrer cada trecho deve ser feita com antecedência. O mesmo acontece com o planejamento para se deslocar no decorrer da prova e garantir que cada corredor estará no seu Posto na hora certa de revezar com quem está chegando.

Edvaldo Bueno, coordenador da equipe Nike Mix, campeã da categoria Aberta Mista, garante que a logística fez toda a diferença para o resultado da prova. “Com o carro de apoio, a gente precisa estar atento com a estratégia e ao percurso, para não se perder”, conta.

Algumas equipes preferem ir com duas vans, principalmente as equipes de competição, para agilizar. A hidratação dos atletas é feita no caminho, bem como os lanches, quando bate a fome. O essencial, também, é contratar um motorista local, que conheça bem os locais por onde acontece a prova.

A participante Adriana Buratto, da equipe D-Run, de Campinas, vice-campeã da categoria feminina, conta como foi a correria entre as oito atletas. “A gente não pode parar nem para conversar. É correr para o carro e ir para o próximo ponto”. Mas a atleta garante que vale a pena. “Todo ano eu venho pensando que é a última vez e acabo querendo voltar, é muito gostoso”.

Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta

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