
Exercícios auxiliam no combate à hipertensão (foto: Jean Scheijen/ Stock.Xchng)
Você sabia que 30 milhões de brasileiros têm hipertensão arterial? Sabia que ela é uma das maiores causas de derrames cerebrais e infartos, podendo levar à morte? Sabia que uma medida de pressão de 140 por 90 mmHg já é considerada hipertensão leve?
A hipertensão arterial é uma das doenças mais comuns da atualidade. Em muitos casos, o paciente não apresenta sintomas, desconhece ser portador da doença e, portanto, não se trata, o que a torna ainda mais perigosa.
Fatores de predisposição– Existem alguns fatores que predispõem o desenvolvimento dessa doença. São eles: alimentação rica em sal ou gordura, alcoolismo, tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo, colesterol alto e hereditariedade.
E existem muitas formas de tratá-la; uma delas, obviamente, é com medicação. Há uma infinidade de medicamentos disponíveis para o tratamento da hipertensão; diuréticos e betabloqueadores são apenas dois exemplos. Porém, como todos os medicamentos, estes também têm um custo financeiro e causam efeitos colaterais, o que pode desestimular a adesão ao tratamento.
Contudo, é preciso mencionar que, muitas vezes, a hipertensão pode ser combatida de outra forma, sem custos financeiros. Quer saber como? Afastando os fatores de risco. Então, evite dieta rica em sal e gorduras, evite o consumo de bebidas alcoólicas, fique longe do cigarro e pratique exercícios físicos.
Efeito dos exercícios– Mas afinal, quais são os efeitos dos exercícios físicos no combate à hipertensão? Pode acreditar que são inúmeros um verdadeiro milagre da natureza.
Em primeiro lugar, eles combatem a obesidade, o que por si só já diminui a pressão arterial. Mas eles também combatem o estresse, o colesterol alto e, ainda por cima, dão um drible na hereditariedade, ou seja, atuam nos fatores de risco.
Outros efeitos dos exercícios no controle da pressão arterial: fortalecem o coração e melhoram o calibre das artérias. O resultado disso é a diminuição tanto da pressão arterial, quanto da frequência cardíaca. É por essa razão que os atletas costumam ter frequência cardíaca baixa.
Tem mais. Os exercícios também promovem sudorese e com ela, a eliminação de água e sódio (um efeito parecido com o dos diuréticos) e diminuem o nível de adrenalina (um efeito semelhante ao dos betabloqueadores, porém, sem custos financeiros e sem efeitos colaterais).
Alimentação– A alimentação também é importante para o controle da hipertensão. Então, seguem algumas dicas: a primeira e mais importante é evitar o sal na dieta. Evite, também frituras, carnes gordas, embutidos, sorvetes, bolos, tortas e congêneres. Procure consumir as versões desnatadas do leite e seus derivados. Priorize o consumo de frutas, vegetais, azeite de oliva extra virgem, nozes, castanhas e evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
Sono– O sono é outro fator que ajuda a controlar a pressão arterial. Quem dorme pouco ou mal corre maior risco de desenvolver hipertensão. Isso porque a privação crônica do sono promove a liberação de hormônios como a adrenalina e a noradrenalina que estreitam as artérias, favorecendo o aumento da pressão.
Quer fugir da hipertensão arterial?– Então se alimente corretamente, durma bem, mantenha o stress sob controle e, acima de tudo, faça exercícios moderados (dentro dos limites de frequência cardíaca ideal). O seu coração agradece!
Este texto foi escrito por: Dra. Samira Layaun